Notas iniciais
nada a declarar u.u Boa leitura

Chegamos no internato em nossos próprios carros na manha seguinte.

Clove e as garotas acham que estão vigiando o prédio.

Mal desço do carro e vejo uma figura loira, junto a Nora me esperando em um lugar mais reservado.

Se controle Cato, não demonstre pânico. Não demonstre pânico.

– Olá Cato, como foi o final de semana? – Nora pergunta sorrindo simpática.

– Foi muito bom. – Digo em um tom normal sorrindo um pouco.

– Esta é Dabria, ela ira te treinar. Será que podemos começar hoje?

– E como fica as coisas no internato?

– Dabria pode confundir a mente deles e fazer eles acreditarem no que for que ela botar la. Vai ficar tudo bem.

– Tudo bem então. – Digo tentando soar calmo, o que é difícil.

– Nos vemos mais tarde, cuide bem dele Dabria. – Nora diz já se afastando indo em direção a um carro preto na parte de trás do estacionamento.

– Espere aqui Cato, vou resolver sua saída da aula. – A tal Dabria diz indo em direção ao internato.

Respire, inspire.

Você esta sozinho agora, precisa manter a calma.

Ouço um sussurro em minha mente.

Cato, relaxe. Se concentre em mim.

A voz volta e reconheço ser Clove. Olho ao redor e a vejo do outro lado do pátio, na frente de seu carro.

Fecho os olhos e tento me concentrar, ela falou que conseguia fazer algo parecido com o que ela e as meninas usavam, ela conseguiria se projetar em minha mente se eu deixasse.

Ótimo, agora escute: Mantenha a calma, Dabria é esperta e extremamente traiçoeira. Ela vai tentar entrar na sua mente, arrancar qualquer mínimo deslize seu, te confundir. Quando você perceber que isso esta acontecendo se concentre em mim. Não deixe ela te dominar, ela não pode. Entendido? Não pode. Nem eu consegui fazer você esquecer as lembranças, ela também não pode encostar em você. Eu estarei perto, tome cuidado.

Algo como o som do vento soprando me invade e abro os olhos vendo Dabria parada em minha frente. Meu coração acelera e engulo em seco.

– O que você estava fazendo? – Ela pergunta obviamente desconfiada.

– Me concentrando, costumo respirar fundo e fechar os olhos. – Digo tentando passar convicção.

– Pois bem... – Ela me olha desconfiada caminhando em volta de mim. – Vamos ao treinamento.

Caminho com ela, indo para a estrada que tem atrás da escola e então adentramos na floresta.

– O primeiro passo é você aprender a correr. Vamos la. – Ela diz e então começa a correr, correr muito rápido.

Tento a seguir mas simplesmente não consigo, minhas pernas vacilam e é como se eu fosse uma lesma correndo ao lado de um coelho.

Depois de correr o que eu acho que foi 15km, chegamos a uma encosta de pedras.

O lugar era verdadeiramente lindo sem duvidas, porem, receio que não estava ali para apreciar a vista.

Estou com sede, e meus músculos tremem um pouco e olha que nos só corremos ate agora.

– Toma isso. – Ela diz me entregando uma garrafa com algo azul dentro.

– O que é?

– Algo para dar uma forcinha extra. – Ela diz e pisca. Não gostei nada disso, porem, pego o liquido e bebo. Ele desce queimando, parece que esta diluindo tudo que encontra como um acido.

É horrível.

Uma pequena tontura começa seguida de enjoo e então nada.

Tudo simplesmente some...

– Ótimo. – Dabria diz pegando a garrafa. – Agora corre.

Ela diz e eu meio tonto assinto, nossa isso é pior do que tomar vodca com whisky e energético.

Em seguida começo a me movimentar.

Meus pés parecem flutuar enquanto eu ganho velocidade.

Vejo tudo passar em flashes embaçados ao meu redor e então paro.

– Uau... – Murmuro para mim mesmo e vejo Dabria parar ao meu lado.- O que foi que você me deu?

– Artes do mau, um protético, é isso que vai acontecer com todos, os nossos dons naturais aumentaram.

– Isso causa enjoo.

– É as consequências. Mas não dura muito tempo e o resultado é muito melhor que um leve enjoo. Vamos voltar, tem mais coisas pra você fazer.

Corremos de volta e novamente me sinto flutuar, isso é incrível.

Mas quando chegamos perto, sinto diminuir a velocidade. Provavelmente o efeito já esta passando.

– Você tem mais? – Pergunto para Dabria que esta de pé na minha frente. Ela caminha até uma sacola e vejo que a umas 6 garrafas la. Ela retira uma e me joga. Tomo praticamente tudo apesar do gosto e me sinto novamente ótimo.

– Vamos la, arrancar arvores agora. – Dabria de e eu engasgo.

– O que?

– Isso que você ouviu, arrancar uma arvore é a coisa mais simples que tem.

Mesmo com uma careta de duvida a sigo ate um enorme tronco que sem muito esforço ela arranca e joga longe.

Me preparo perto da arvore, e vou tentando a tirar do chão de todos os jeitos possíveis, porem, nada acontece e ao final do dia o máximo que eu consigo é entortar ela.

– Esta bom, não disse que você iria conseguir arrancar ela. – Dabria diz e revira os olhos. – Amanha de manha, as cinco horas para ser exata, esteja pronto para treinarmos.

Ela diz e antes eu consiga falar algo ela sai correndo dali para longe.

Cinco horas? Serio?

Observo no canto a sacola de Dabria, me aproximo e vejo que ainda a 5 garrafas la das chamadas doses do mau.

Não penso muito e não sei por que exatamente apenas abro uma e bebo.

Pego as restantes e boto nas costas e volto para o internato.

– Demorou. – Murmura uma Clove irritada assim que adentro o quarto.

– Desculpe Dabria me prendeu. – Digo largando a sacola em um canto.

– O que é aquilo? – Clove pergunta se aproximando.

– Artes do mau. – Digo dando de ombros

– O que? – Clove diz parecendo indignada e então se aproxima das garrafas pegando uma. – Vou levar essa comigo, se livra do resto entendido Cato? – Ela diz autoritária e eu assinto. – Você não bebeu não é? – Ela pergunta e eu nego, nunca diria isso para Clove.

– Melhor assim. – Ela fala e suspira. – Tome cuidado com Dabria o.k.?

– O.k.

Notas finais
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