Nightmare and seduction
15 Obrigada Papai e Mamãe
Notas iniciais
Chego à cozinha e minha boca se escancara em um “OH” perfeito.
Tem farinha pelo chão, leite condensado derramado na bancada, refrigerante no chão e uma Clove e uma Glimmer rindo feito loucas puxando o chocolate em pó.
– Mas que porra é essa? – Pergunta Peeta baixo ao meu lado.
– Eles acabaram de limpar aqui. – Diz Gale. – Não entendo essas garotas.
– Não querem ajudar? – Pergunta Katniss saindo de trás da porta da geladeira coberta de chantilly com uma Finch e Annie no mesmo estado.
– Como vocês fizeram isso? A gente demorou cinco minutos! – Pergunta Finnick indignado.
– Bem apresento em primeira mão o protótipo de doce da Clove. Bagunçar tudo. – Diz Glimmer derramando chocolate em pó em Clove.
– Querem ajudar? – Pede Finch segurando duas latas de chantilly nas mãos.
– Vamos la então. – Diz Gale se aproximando lentamente quando de repente é acertado com chantilly, leite condensado, chocolate de uns anjos que mais parecem crianças nesse momento.
– E eu aqui achando que anjos eram sérios e viviam resolvendo problemas importantes. – Diz Finnick cruzando os braços e arqueando as sobrancelhas.
– Né? – Digo arqueando a sobrancelha.
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Duas horas depois conseguimos finalmente acabar os projetos de trufa e vamos tomar um banho.
A cozinha ficou um caos, mas como somos muito bonzinhos ajudamos as meninas a limpar tudo, agora já são três e meia da manha.
Subo para o quarto de Clove e entro no banheiro tirando a roupa coberta de massa, meio molhada ainda por causa da piscina, e entro no box.
A agua é fria, mas é bom.
So fico ali um tempo, esperando o tempo passar e as vezes com meus pensamentos correndo para aqueles olhos verdes que tanto me prendem.
– Tem espaço ai? – Ouço a voz de Clove e em seguida um puxão no box, e em seguida a própria Clove toda suja ainda de roupa adentrando o box.
Meu rosto deve estar em um pimentão de tão vermelho.
– Calma Cato não vou te morder... – Ela diz olhando para mim fazendo eu ficar ainda mais vermelho. – A não ser que você queira logico. – Ela diz piscando e retirando a roupa.
A visão da Clove tirando a roupa me deixa com os pensamentos tão pervertidos que quase não controlo meus impulsos de ir ate la e a jogar contra aquela parede.
– Cato eu não posso ler seus pensamentos, mas se eu estiver certa e se suas batidas do coração não mentem, você esta pensando besteiras. – Clove diz se virando um pouco arqueando uma sobrancelha.
– Não provoca. – Digo resmungando me aproximando e pegando o sabonete liquido passando nas costas de Clove. Seu cabelo molhado chega na cintura e agora observo com precisão as enormes cicatrizes.
Passo a mão entre elas, não quero encostar por que vou acabar vendo de mais. Sei agora que para um anjo isso é incomodo, a pessoa vê seu passado e você não pode fazer nada.
La embaixo, na sala eu acho, colocam uma musica para tocar e meus lábios se curvam em um sorriso.
– Sex on fire? Serio Glimmer? – Clove diz baixo sorrindo.
– Acho que essa foi para nos. – Digo em um sorriso no seu ouvido. Ela se vira para mim.
– Acho que deveríamos aproveitar então. – Ela diz passando as pernas em minha cintura e eu a pego no colo, a encostando com um pouco mais de brutalidade na parede do que o necessário.
– Doeu? – Pergunto algum tempo depois, só que Clove começa a rir escandalosamente.
– Cato, eu não sinto dor. – Ela diz como se fosse obvio e eu me sinto envergonhado por esquecer. – Que tal começar logo e parar com a tortura? – Ela pergunta me encarrando sorrindo.
– Como quiser senhora. – Faço uma pequena reverencia com a cabeça e penetro Clove de uma vez só, arrancando um sorriso de seu rosto.
Intercalo entre estocadas fortes e mais fracas enquanto Clove esconde o rosto na curva de meu pescoço e arranha minhas costas.
Continuo estocando forte, acho que quem passar no corredor escuta meus gemidos.
Clove morde meu pescoço enquanto pede mais. Em pouco tempo chego ao ápice e acabamos nosso banho.
Troco de roupa e Clove também e descemos na sala onde todos nos encaram.
– O que? – Clove pergunta.
– Da próxima façam menos barulho Okay? – Pede Annie e Clove revira os olhos.
– Você já se ouviu quando transa Annie? – Clove pergunta a encarrando e Annie nega. – Você faz o barulho de dez pessoas e todos os caras saem parecendo que foram para a selva. Se eu fosse você tomaria cuidado Finnick. – Clove diz descendo os degraus que faltam enquanto Annie fecha a cara. – Cadê as trufas?
– Aqui! – Diz uma Katniss com cabelo todo bagunçado, roupa do avesso e uma estranha mordida em seu pescoço, junto com um Peeta suado e extremamente vermelho com cabelos desalinhados, os dois trazem bandejas de trufas.
– Ai reclamam de mim e do Cato. – Diz Clove sentando no sofá revirando os olhos. – Pelo menos a gente fez no banheiro e não na bancada da cozinha. – Todos me encarram e eu fico mais vermelho que o morango da bandeja que a Katniss traz.
– Que tal comermos e ponto? – Pergunta Katniss com um sorrisinho nervoso, enquanto Peeta aperta sua cintura.
Comemos as trufas e conversamos sobre assuntos aleatórios.
Elas nos contam historias de todos esses anos que viveram por ai.
Se alguém me contasse eu jamais acreditaria que existem anjos, que eu estaria na sala deles comendo trufa e contando historias.
Jamais acreditaria que anjos caídos são tão normais e vivem entre nos.
E com certeza jamais acreditaria que me apaixonaria por um anjo, e que estaria disposto a morrer por ele.
Quando cheguei no internato, jamais pensaria passar por tudo que passei, conhecer anjos, quase morrer... Se bem que quase morrer não é legal.
Obrigada papai e mamãe por me mandarem para esse inferno que acabou mais sendo minha salvação e também minha perdição.
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