Nightmare and seduction

21 Não tem volta.


Notas iniciais
Pessoas.. Como estao??? Quero dizer que com esse capitulo temos apenas mais 6 capitulos com o epilogo!! Boa leitura

Sou jogado longe devido ao forte impacto. Sinto perder o ar alguns segundos enquanto Madge já avança.

Desvio do próximo golpe e lhe acerto por trás, começando a correr.

Pense logo Cato.. Pense logo!!

O que Clove te disse? O que?

“Eles ficam imobilizados temporariamente se você atravessar algo em suas cicatrizes. Faça agora!”

Uma voz grita em minha cabeça e fico tonto.

Procuro algo afiado, saindo do campo de batalha.

Vejo rapidamente no que se transformou.

São pessoas se chocando com violência. Vejo meus irmãos envolvidos no meio...

Droga isso fugiu do controle! Eles não deviam estar envolvidos nisso!

Em uma clareira eu paro. Madge para a minha frente e me lança um sorriso diabólico.

– Resolveu parar e ficar para morrer?

– Na verdade, fiquei para matar você. – Digo com nojo e ela avança. Não sou rápido o suficiente para desviar dessa vez. O impacto me joga contra as arvores.

Ela vem em minha direção novamente e eu agarro uma grande pedra que esta do meu lado e jogo em sua direção. A pedra acerta sua têmpora e então é minha vez de atacar.

A jogo contra uma arvore com brutalidade, bato sua cabeça diversas vezes mas sei que não é o suficiente.

Vejo que seu corpo esta suando.

Não é um suor normal.

O sangue que escorre também não.

É tudo em um tom azul, o tom das artes do mau.

Não acredito que ela tomou todo o estoque que eles tinham.

Ela revida na mesma intensidade e meu corpo se choca contra outra arvore. Me encolho.

Esse impacto foi forte. Tento recuperar o fôlego e Madge bate minha cabeça com força.

Sinto tudo girar.

Levanto e cambaleio tentando correr.

Ela me derruba, segurando minha perna.

Ela bate com uma pedra em minha têmpora, e sinto que se eu não tivesse treinado acho que já estaria desmaiado ou morto.

Minha visão fica turva e vejo que Madge ainda esta bem.

Ela retira uma adaga que eu acho que estava em sua bota e aponta para mim.

– Ultimas palavras? – Ela sorri diabolicamente apontando a faca para meu pescoço. – Dessa vez você não vai escapar.

– Creio que já me disse isso uma vez. – Sorrio brincalhão para ela tentando romper o contato, mas ela esta mais forte. Droga!

– Dessa vez sua namoradinha não vai ter como te ajudar. Afinal.. Demônios não podem sair do inferno não é mesmo? – Ela diz e sorri sínica, sinto uma dor aguda me invadir e sei que ela cravou a faca em meu peito. Sinto gosto de sangue invadir minha boca e me sinto engasgar.

Madge sorri vitoriosa e tudo perde o foco, sinto um puxão e um segundo depois o corpo de Madge esta longe.

Olho para frente a tempo de encontrar os olhos verdes de Clove e a escuridão me envolve por inteiro.

P.O.V Clove

– Sua vadia! – Grito e bato a cabeça de Madge na pedra. Ela se contorce. Seu corpo coberto de um liquido azul pegajoso. Ela me da um soco em cheio e eu cambaleio, corro em sua direção e a pego pelo pescoço, a jogo no chão e a encaro, apertando seu pescoço.

– Como você saiu? – Ela grita

– Realmente esperto queimar nossas penas – Digo e vejo ela com duvida – Mas, não foi muito esperto deixar anjos caídos tão fracos para trás. Eles são alvos bem fáceis da minha confusão. Não foi difícil fazer eles voltarem e abrir as portas depois de vocês saírem. – Bato a cabeça dela e olho para Cato, ele esta caído a alguns metros, com uma faca em seu peito. A visão me deixa sem fôlego. Sinto tudo em mim doer. Mesmo não sentindo nada. – Meu único erro foi não ter acabado com você antes! – Falo e pego a adaga em meu cinto. – Vá para o inferno!

Vocifero e cravo em seu coração.

No inicio nada acontece e ela ri.

Aos poucos sua expressão se transforma e sua pele começa a escorrer...

Não fico para ver seu corpo se degradar.

Paro ao lado de Cato e retiro a faca de seu peito.

Ele olha desfocado para mim.

– Cato! – Digo e faço-o olhar para mim. – Olha pra mim Cato! Por favor!

– Clove! – Ele murmura e seus olhos se fixam em mim.

– Você vai ficar bem.. Vou tirar você daqui.. – Digo.

– Acho que não... – Ele diz e um mínimo sorriso aparece. – Anjo...

Ele murmura e uma dor, que dilacera todo meu corpo me invade.

– Não vai! – Digo e o encaro. – Não de novo! Por favor! Você não pode ir! Cato!

Grito quando seus olhos se desfocam e se fecham.

– Clove! Clove! – E então Glimmer entra na clareira. – ah me deus! Nos ajudem! Aqui! Agora!

Vejo que Finnick e Marvel chegam com Annie.

Glimmer me puxa de perto do Cato com força enquanto eles o erguem e o levam.

– Vão para um hospital! Nos liguem! – Glimmer berra enquanto eles saem.

EU acho que estou em estado de choque.

Por que não consigo me mexer?

Por que tudo parece cair?

– Clove – Glimmer me chama com uma voz suave. Eu não consigo falar, apenas a observo. – Acabou. As artes do mal acabaram...

– Como? – Pergunto enquanto volto lentamente.

– Não sabemos. No meio da batalha eles começaram a dissolver. – Olho para a poça onde antes era Madge, Glimmer segue meu olhar e as peças se encaixam.

– Você matou ela?! – Ela murmura e eu assinto. — Como?

– EU acertei uma adaga no seu coração.

– Ela era um ajo caído, não podia morrer com isso. – Ela diz confusa.

– Todo corpo é imortal, ao menos que você esteja do lado errado. – Digo e ela me encara.

– Então... Todos que estavam com as artes do mal morreram no momento em que você a matou? Continua não fazendo sentido. – Nesse momento nossos pensamentos se cruzam e uma terrível dor me acerta.

Arfo e me encolho no chão.

Ela não poderia morrer... mesmo com as artes do mal não poderia.... A não ser que...

– Cato esta morto. — Glimmer diz e me encara. Me dando um abraço.

Dessa vez, Cato não ira mais voltar.

A realidade me atinge como uma bomba e sinto tudo desabar.

Notas finais
Ba dum td...