Nightmare Whispers
8 VIII - Insanidade.
Notas iniciais
E gostaria também de pedir desculpas a todos os fãs de Daemon Spade, porque acho que coloquei ele de um jeito ruim....
...
Eu te avisei, querida... Eu lhe disse para tomar cuidado, mas fui ignorado.
Você gosta de sofrer, Chrome?
Você gosta dos pesadelos?
...
Chrome acordou de sobressalto mas continuou com os olhos fechados, com medo do que poderia encontrar se os abrisse. Com movimentos pequenos ela tateou ao seu redor lentamente, mas só percebeu uma corrente atada a seu tornozelo, como antigamente, como quando Mukuro a punia. Se permitiu sonhar que ainda estava naquele dia trancada refletindo e pensando inocentemente.
Abriu os olhos se viu deitada em uma cama grande com lençóis brancos,e o grande quarto era muito parecido com o seu, até mesmo a pequena sacada e as alvas cortinas.
Sim... Posso ainda estar em casa, e tudo não passou de mais um simples pesadelo.
Era tão fácil pensar assim e esquecer tudo, esquecer. Chrome tentou relaxar, tentou levantar calmamente, mas percebeu de repente que estava nua, completamente. Desesperada, a lembrança lhe voltou à mente para atormentar aquela calma.
O homem parecido com Mukuro, o beco, seu seqüestro. Nervosa e ofegante ela inspecionou o próprio corpo, e descobriu marcas doloridas que não possuía antes, marcas de possessão... Possessão. Histérica, Chrome começou a esfregar as mãos pelo corpo, mentalmente se limpando, gemendo de desespero, com medo, com dor, com raiva. Mas acima de tudo com nojo, começou a chorar e apertando as mãos com força abafou os gritos no travesseiro.
Os pesadelos nunca a deixariam, nunca iriam embora. E agora isso, seu corpo tomado por um desconhecido. Com extremo nojo e ódio ela não mais tirou o rosto do travesseiro, só continuou chorando e soluçando. Tentar pensar que nada disso seria verdade não resolveria nada, já tinha pensado assim tantas vezes e se enganado.
Cuidado, eu deveria ter tomado cuidado. Eu deveria ter escutado Mukuro... Eu deveria ter ficado com Hibari, ele me ajudaria, me protegeria...
Me mataria.
- Por que está chorando, querida? Será que fui muito rude com você ontem?
Uma voz insana se pronunciou e Chrome não mais se mexeu, com medo. Soube pela voz que era o mesmo homem que seguira naquele dia pensando ser Mukuro. Naquele dia... Quanto tempo se passou desde aquele momento? Quanto?
- Você não irá me responder? – ele continuou e sua irritação era nítida.
Chrome permaneceu parada, os lábios tremendo, parecia uma criança que quando acorda de noite após um pesadelo não ousa se mexer, com medo de que tudo fosse real, e que o monstro que a amedrontou ainda a estivesse observando.
E nesse caso tudo lhe parecia ainda pior, porque sabia que era real.
- Então terei que fazer você responder... Á força. – ele sussurrou
Não... Não... Seus sussurros não são como os dele!
E ao sentir as mãos dele em seus ombros, se debateu e tentou lutar na esperança de se libertar, mas nada surtia efeito e rapidamente ele a havia imobilizado, rindo o tempo todo.
- Por que tudo não pode ser mais fácil, Chrome? Por que não se torna minha?– Daemon perguntou como se estivesse triste, e depois voltou a rir, com a cara de nojo e surpresa dela.
Ele sabe meu nome... Como?
E tudo começou a lhe parecer mais sombrio. Por um pequeno momento ele diminuiu a força sobre ela e Chrome conseguiu lhe dar um tapa na face, os mais forte que conseguiria, e isso o fez parar com as risadas.
- Eu nunca serei sua! – ela disse criando coragem, o que só piorou sua situação.
Mas era muito tarde pra pensar no que fazer, ela percebeu diante do olhar de cólera que ele agora lhe lançava.
- Você já se entregou no momento em que me seguiu na rua, — Daemon a acariciou o rosto, e Chrome o afastou com repulsa – e também já foi minha ontem, pena que não se lembre. Mas hoje eu pretendo fazer com que você nunca se esqueça!
O toque dele era mais violento até do que o de Mukuro, e por mais que se debatesse e tentasse o afastar era impossível, e o mais repugnante era o fato dele rir o tempo todo.
Naquela noite Chrome chorou até adormecer, mas não pôde realmente dormir. E não teve nenhum pesadelo, mesmo pela primeira vez pedindo por eles, porque se os tivesse poderia ouvir os sussurros de Hibari.
...
- Quem é você?!
Uma voz alta e claramente alterada acordou Chrome, que rapidamente se encolheu e permaneceu com os olhos fechados.
- Quem é você e o que faz aqui?! – a voz perguntou novamente, com mais raiva agora. Chrome abriu os olhos ao perceber que era uma voz de mulher.
Posso ter uma chance de sair daqui, posso fugir...
Acabou por se encolher mais, e as lágrimas começaram novamente. Simplesmente pensar em fugir lhe lembrava Hibari, o motivo por estar ali naquele momento e também a quem daria a alma para ver neste momento.
Mas ao erguer o olhar se deparou com alguém definitivamente diferente de Hibari, mesmo agora tendo o mesmo olhar que evocava morte e sangue.
Era realmente uma mulher, alta e bonita, cabelos negros e seios grandes. Ela apertava os punhos com força, e quando viu que Chrome estava nua e não lhe responderia andou rapidamente e a pegou pelos cabelos, gritando por respostas.
- Eu não fiz nada... –Chrome conseguiu murmurar — eu não...
Chrome chorava e se debatia, e a mulher a jogou novamente na cama. Chrome então voltou a murmurar que não havia feito nada, abraçando as pernas contra o rosto.
- Eu não... Não... Eu quero fugir... Fugir... Hibari...
A mulher a observava ainda com raiva, e não sabia mais o que fazer diante da reação de dela... Mas percebeu leves hematomas no corpo dela e o modo como ela esfregava as mãos contra as pernas era irritante.
A mulher andou de um lado pro outro no quarto e parou em frente à Chrome.
- Me explique tudo que está acontecendo. Porque você está na casa e na cama do meu noivo? – ela enfatizou a palavra cama, mais calma e agitadamente nervosa.
Mas Chrome só voltou a soluçar. Como poderia explicar o que estava acontecendo? Dava-lhe nojo somente pensar no que já acontecia há duas noites...
- Droga... Droga! – a mulher levou as mãos ao rosto e cobriu os olhos – O que você fez Daemon?
Houve um grande barulho e quando Chrome abriu os olhos viu a mulher no chão e sangue em sua cabeça. E com ar sereno, Daemon a fitava ainda segurando os restos de uma garrafa quebrada.
- Mas eu não fiz nada, Adel... Nada.
Desesperada Chrome se arrastou até a mulher, e percebeu que ela só estava desmaiada.
- Adel... Adel... Ela é uma boa pessoa, boa demais para mim... – ele disse sério.
Esse homem é louco. Não, pior do que isso, ele é doentio.
Mas ainda pior do que seu riso era seu rosto sério, exprimindo algo de malévolo, mas também algo triste, um sofrimento, como se por dentro lutasse por sua sanidade.
E de modo inexplicável ele começou a dizer gravemente.
- Sabe... Eu já amei uma mulher, e ela era linda, a mais linda entre todas. Ela também me amava carinhosamente, e por vezes acho que não merecia o amor dela, nunca a mereci, mas a idéia de vê-la longe de mim me aterrorizava.
Chrome apertou o corpo de Adel contra o seu, porque instintivamente sabia que a tinha que proteger contra esse homem, sabia também que isso da nada adiantaria, mas ficar sozinha com ele seria muito pior, ainda mais agora que suas palavras lhe pareciam tão terríveis.
- Mas o mundo a tirou de mim. A matou, – ele continuou – bem na minha frente a vi sofrer sem nada poder fazer, chorei sangue e foi como ter ido ao inferno. Minha Elena, minha linda Elena... A luz infinita que iluminava minha vida... Tudo que eu pedi foi estar perto dela, mas ao invés disso fizeram de meu pior pesadelo realidade, e nos afastaram para sempre.
E olhando para Chrome ele completou:
- Todos temos nossos pesadelos Chrome, e alguns deles se tornam pura insanidade.
...
Notas finais
Então podem me xingar à vontade, até eu estou me xingando por não colocar nesse cap. nenhum leve sussurro dele...
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→ Leiam Liberdade Morta, porque o Henry vale à pena. #campanha largue o Vincente pelo Henry. -p
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Erros me avisem.
Aceito críticas, elogios, reclamações, dúvidas, pragas, conselhos, ataques de fãs histéricas e até ameaças de morte.
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