Nightmare Whispers

6 VI - Proibido.


Notas iniciais
DESCULPEM PELA DEMORA!!! Peço minhas humildes desculpas pela demora em postar esse cap.
Não tive realmente muitas oportunidades de postar, meu computador quebrou, e tive que repensar em algumas coisas no enredo da história, sendo assim dou a boa notícia de que ela agora será maior.
Então, chega de falar porcaria.
Boa Leitura.

...

Seu coração se agitou ao ouvi-lo sussurrar seu nome. Virou- se lentamente e o viu encostado à porta, observando. Sério, seus olhos gelados de encontro aos de Chrome.

Enquanto a mente dela vagava numa confusão de pensamentos, culpa, medo, fuga e até mesmo luxúria. Nada fazia sentido, e o nervosismo começou a transparecer em seu rosto e em suas mãos trêmulas.

Inevitavelmente ele estava lá... Inevitavelmente estavam juntos... Inevitavelmente perigoso... Inevitavelmente sufocante...

- Não deveria estar dormindo? — ele pergunta em voz calma.

Inevitavelmente sabia que você viria.

- Às vezes tenho medo de dormir... – murmurou Chrome em resposta.

O medo sempre está presente, e ela nem mesmo sabia por que continuava com tudo isso. Poderia simplesmente ir embora. Poderia simplesmente adiar tudo isso. Mas deveria acontecer, em algum momento não poderia mais esconder o que seus pesadelos indicavam.

- Mesmo quando estou ao seu lado? – ele questiona quase num sussurro.

- Principalmente quando você está ao meu lado.

Hibari sorriu ao ouvir sua resposta sussurrada e se aproximou. Ao vê-lo se mover, o pânico tomou conta de Chrome, deu um pequeno passo para trás, mas de nada adiantou, algo a fazia ficar presa ao chão. E sabia o que era isso: sua vontade. Sabia que sua verdadeira vontade era ficar.

Mesmo com sua mente lhe avisando constantemente: Cuidado. Eu tenho que tomar cuidado. Eu preciso tomar cuidado.

Os olhos de Hibari estavam fixos nos dela, e por um segundo sentiu o típico estremecimento e um envolvente frio intrigante e sombrio a percorrer.

Mordeu o lábio e constatou desesperada que de nada adiantariam os avisos de cuidado quando Hibari estivesse próximo a ela. Foi inútil no baile, hoje novamente. E para sempre seria. Toda a sua defesa. Toda a sua precaução. Todo o seu cuidado era completamente esquecido ao simples olhar de Hibari.

- Medo? – Hibari sussurrou.

Por favor... Não sussurre... Não sussurre... Por favor...

Minha total perdição são seus sussurros, Hibari. Por favor...

Chrome engoliu em seco antes de finalmente conseguir responder, a proximidade dele afetava consideravelmente seus pensamentos.

- Medo de meus pensamentos. Medo de meu passado. Medo de meus pesadelos. Medo de você. Medo de mim. Medo de não resistir. Medo do que pode acontecer se o proibido me consumir.

Chrome evitou o olhar dele, sem sucesso, porque com uma das mãos, Hibari levantou seu queixo para que seus olhos se encontrassem novamente.

- O proibido já me consumiu.

Novamente ele sussurra.

Cuidado...

Parecia que o coração de Chrome explodiria, e um resquício de sabedoria resolveu lhe ajudar. Bruscamente se afastou, mesmo que todo seu corpo protestasse.

Hibari não disse nada ante a esse movimento, mas continuou a observá-la fixamente. Rapidamente ela lhe deu as costas. Não aguentaria seu olhar.

- Minhas escolhas geram dor... E sofrimento. Não acha que deveria temê-lo e evitá-lo?

Cuidado. Eu tenho que tomar cuidado. Eu preciso tomar cuidado.

Chrome havia estupidamente se virado para evitar o olhar de Hibari, mas não poderia evitar seus sussurros. Nunca poderia evitá-los.

- Nunca deixe de me temer. Mas não deveria me evitar, não quero que me evite.

Ela corou e sentiu o corpo relaxar.

Por favor... Não sussurre... Não sussurre...

Por favor...

E por mais que pedisse o destino não atenderia seus desejos.

Mas Chrome não deveria reclamar. Seus primeiro desejo foi atendido, e alguém a tirou dos pesadelos, só não poderia esperar que mais um pesadelo se formasse então.

Não há mais como fugir...

Fugir? Hibari era sua fuga, afinal.

- Exatamente por isso eu deveria evitá-lo – Chrome murmurou em voz rouca – Sinto medo de você, aqui e agora. Medo do futuro. Não sei...

Ela se virou e Hibari a agarrou pela cintura quando Chrome ameaçou cair, e a aproximou tanto que podiam sentir a respiração descompassada um do outro.

Ela pensou em se afastar. Não podia. Não conseguia.

- Diga então o que sou. Diga se sou para você um mero desejo ou um horrível futuro. Ou ainda uma estúpida ilusão. Cale-se e corra ou fique, e vivencie comigo um novo pesadelo.

Chrome poderia até ter respondido, mas seus pensamentos entregavam outras ações. Ações que acabaram sendo correspondidas. Hibari a beijou. De inicio foi como um choque, Chrome tentou inutilmente resistir, sabia que na verdade estava lutando consigo mesma. Tão frio e ao mesmo tempo tão quente, uma sensação de embriaguez.

Alguns pensamentos tentaram alertá-la, mas Chrome já havia se entregado. Pelo menos parcialmente. Era um tipo de beijo desesperado, os movimentos não eram delicados e Hibari enlaçava a cintura dela possessivamente.

Não conseguia mais pensar. Mas sabia que agora estava completamente perdida. Estaria para sempre condenada. Caindo nas chamas, queimando no calor. Calor que havia novamente descoberto em olhos gelados.

Sua perdição era certa a partir do momento em que o ouviu sussurrar seu nome.

Era tudo que tinha agora.

Poderia estar vivenciando um novo pesadelo e experimentando imagens do inferno, mas Hibari estava com ela, e enquanto ele permanecesse lá, tudo o que Chrome poderia fazer era somente se afundar mais e mais nas nuvens do desconhecido procurando uma resposta.

O que Hibari significa para mim afinal?

Sob a luz do luar, as sombras projetadas pelos galhos das árvores pereciam teias de aranha os envolvendo.

“Te perseguirei por toda eternidade... Você é minha, Chrome, e somente minha”

...

Havia rosas a seus pés... Rosas negras.

Mas aos poucos suas grandes pétalas negras se soltavam e se tornavam rubras. Tingindo-se de sangue.

Sim... Meu sangue.

Chrome percebeu então estar em mais um pesadelo, um pesadelo lúcido. Não há meios de sair dele.

Estranhamente nada temia. Na penumbra, estendeu a mão e pegou uma pétala no sangue.

“Todos temos nossos pesadelos, querida Chrome...”.

A visão se tornou embaçada e Chrome percebeu estar chorando. E então o desespero a tomou de repente. Histérica ela levantou gritando, chutou as rosas no chão, gritando coisas incompreensíveis.

“Seus pesadelos são meus. Então durma... Simplesmente durma... Eternamente”.

As vozes falavam tão alto que seus ouvidos começaram a sangrar. Ainda continuava chorando.

“Querida Chrome... Não me culpe... Não queria nada disso... Mas somente minha...”.

Levou as mãos ou ouvido. Ainda gritando. Tentou correr, ir para longe dessas malditas vozes. E a pequena poça de sangue, onde as rosas estavam, pareceu aumentar tentando lhe puxar, a sugando para um mundo vermelho.

“Somente minha.”.

Uma sensação de delírio do qual se quer desesperadamente fugir, tendo plena conciência do que está acontecendo, tendo plena conciência de que tudo não passa de um pesadelo, mas mesmo assim é impossível controlar seus próprios movimentos. Impossível acordar antes ddo fim.

“Todos temos nossos pesadelos, querida Chrome, e alguns deles acabam se tornando pura insanidade”

Chrome acordou gritando, se debatendo entre os lençóis. Levou as mãos aos ouvidos como se as vozes ainda estivessem a perseguindo, enlouquecendo.

- Chrome.

Somente então ela se deu conta de que o pesadelo já havia terminado. Somente quando ouviu o sussurro de Hibari. Somente quando o viu sentado ao seu lado. Sério, lhe fitando.

Ofegante, Chrome tirou as mãos dos ouvidos, e respirou fundo. Fazia muito tempo que não tinha pesadelos tão fortes, fazia tempo que não acordava gritando. Por que agora Hibari estava sempre ao seu lado. E desde que ele a beijara, suas noites eram de um sono profundo, sem nem mesmo pequenos sonhos. Desde a noite em que ele a beijara... Já fazia uma semana.

Mais calma ela se levantou, meio corada, talvez nunca se acostumasse verdadeiramente com isso. Hibari se levantou da cadeira ao lado da cama e, sem dizer uma palavra, a beijou. Ela correspondeu, mas realmente talvez nunca se acostumasse ao seu jeito possessivo de agarrá-la pela cintura. Mas nunca a machucou, não propositalmente. Não como Mukuro.

Eles pararam de se beijar, mas ela continuou nos braços dele.

Sentia-se culpada. Trair Mukuro a deixava nervosa entre pensamentos e regras quebradas. Mesmo que uma parte de si se divertisse em traí-lo, se vingando silenciosamente. E não havia mais como fugir a esse destino, resistir a Hibari era agora completamente impossível.

A porta do quarto se abriu com um pequeno ruído, e M.M. entrou no quarto. Lançou um pequeno olhar para Chome e Hibari. Chrome se sepaarou dele imediatamente, mas M.M. nada fez, apenas murmurou um pequeno “Me desculpe” e saiu rapidamente do quarto.

Chrome olhou furtivamente para Hibari, e perguntou envergonhada:

- O que foi isso?

Institivamente percebeu que ele sabia algo. M.M. nunca os tinha flagrado juntos antes, e Chrome chegou a entrar em pânico quando a viu na porta.

Mukuro, ela pensou, repentinamente sentindo dor. As regras.

Nenhuma delas foi de tanta importância quando ela estava junto de Hibari, mas agora via que tudo parecai tão errado. Pareceu ter esquecido tudo.

“O proibido já me consumiu.”

O proibido podia ser perigosamente delicioso.

- Nada. – Ele respondeu calmamente – Não há necessidade de se preocupar com ela.

- E por que não? – Ela se aproximou e novamente estava no conforto dos braços dele.

Maldosamente seus pensamentos diziam...

É tarde demais para deixá-lo agora, você não acha?

Você já está condenada ao inferno.

- Seu marido ainda não aprendeu que não se deve confiar em ninguém. Pessoas como M.M. são fáceis de controlar, só é preciso dar o que ela quer. A ganância e o medo são sempre as melhores armas.

As primeiras palavras a fizeram estremecer.

- E o que ela queria? – Chrome perguntou seca, tentanddo disfarçar qualquer alteração na voz.

- Ciúme? – Ele disse maliciosamente, e Chrome corou. — Ela simplesmente queria que você desaparecesse, e acha que se você continuar a quebrar as regras comigo isso não demoraria a acontecer.

Se surpreendeu por um momento, mas fazia sentido. M.M. queria Mukuro somente para ela. Quebrar as regras era o meio mais fácil de desaparecer.

- Quebrar as regras... – Chrome murmurou , sorrindo sombriamente– Acho que tenho quebrado todas as regras possíveis.

Hibari a apertou com mais força.

- Eu também tenho quebrado minhas regras.

Chrome estranhou a frase. Regras...? Ela ficou em silêncio. Ele levantou o queixo dela delicadamente e olhou profundamente em seus olhos. Um olhar que novamente Chrome nunca compreenderia.

- E pensar que eu poderia tê-la matado, Chrome.

“Seus pesadelos são meus. Então durma... Simplesmente durma... Eternamente”.

...

Notas finais
... Finalmente um beijo!!!
E uma estranha revelação no final...
Não me matem ainda, não atrasarei tanto pros próximos caps.
Mas realmente foi difícil escrever esse cap. Maldita vergonha alheia.
Estou também trabalhando em uma fic de Naruto, Sasusaku. Ao estilo Dark também, logo postarei, quem sabe. Deixem uma opinião aí.
Não se esqueçam de ler também: Liberdade Morta.
...
Erros me avisem.
Aceito críticas, elogios, reclamações, dúvidas, pragas, conselhos, ataques de fãs histéricas e até ameaças de morte.
Reviews?
^^