Nightmare Whispers
1 I - Súplica.
Notas iniciais
^^
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O amor entre duas pessoas só pode ser destruído com a morte.
Um laço frágil construído e cultivado entre duas almas pode ser desfeito ao menor toque bruto. Pode se tornar ódio, raiva, sofrimento, solidão, dor, sacrifício... Tudo pode se originar desse laço vermelho que une destinos, mas ele não desaparecerá. Até que a morte chegue, fria e negra, consumindo e desintegrando...
Mas talvez um amor possa combater outro, fazendo corpo e mente trancarem no ponto mais escuro de seu ser aquele primeiro laço fracassado. Mesmo assim ele não se quebra e só observa outro laço ser construído e cultivado.
Um amor que novamente só será destruído com a morte...?
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Uma corrente estava atada ao tornozelo do Chrome, como um sinal de posse, submissão e controle. Sentada na cama tentava somente não pensar em nada, mas o barulho da corrente e o frio em contato à sua pele a fazia se lembrar do motivo de estar presa: reflexão, castigo e sofrimento.
Três dias se passaram assim. Tudo que precisasse estava ao alcance, menos sua liberdade. Nem mesmo a luz era permitida, somente a penumbra, para que as sombras a amedrontassem.
Olheiras marcavam seus olhos, que temiam se fechar e Chrome se sentia mais magra e fraca. Mas o limite de tempo havia chegado e no silêncio ela comemorava. Mukuro ia lhe soltar. Mesmo assim estremecia ao pensar no próximo dia, os finais de seu isolamento eram sempre diferentes. Sangue e um pequeno sorriso, Mukuro ouvindo todos os seus gritos, quieto.
Mas... Por quê? Era a pergunta que fazia todas as manhãs e à noite tinha as respostas que procurava.
Mukuro literalmente a possuía, como um objeto, um pequeno animal enjaulado. E Chrome obedecia sem reclamações. Nada podia fazer contra o poder que ele tinha sobre sua mente e sentimentos. O amava. Desde o começo e ainda agora em sua prisão. O amor cego e estúpido que fazia com que continuasse viva, o amor restante que enfrenta as dores e a raiva. A liberdade restringida. O ciúme excessivo. O controle deliberado. A destruição de seu corpo. A pequena e humilhante traição e a horrível violência.
O casamento perfeito de seus sonhos, que havia começado bem e depois fracassado em cada detalhe. O sentimento de raiva crescendo em seu íntimo, e o medo em sua mente. E ainda uma remota esperança solitária, acentuada por cada olhar de Mukuro.
O vento conseguiu balançar as pesadas cortinas e por um segundo a fraca luz do começo da noite iluminou o quarto bem mobiliado, a cama espaçosa e Chrome em sua camisola de seda vermelha, chorando.
A morte seria simples, ela pensava levando as mãos ao rosto, mas... Por quê?
Já era noite e ainda não tinha nenhuma resposta.
– Por que as lágrimas, Chrome?
Assustada ela ergueu a cabeça e viu Mukuro bem à sua frente, as feições meio encobertas pelo escuro. Rapidamente secou os olhos e tentou encará-lo. Ele havia vindo mais cedo do que o esperado.
– Seu pequeno castigo acabou, querida. – Ele disse se aproximando – Espero que tenha se arrependido.
A última palavra foi dita bem lentamente, fazendo Chrome estremecer. Algo na preseça de Mukuro afugentava sua coragem, e sua voz soou fraca.
– M-Mas eu... Não...
Mukuro lhe interrompeu tocando seus lábios com um dedo.
– Você sabe – seu tom era calmo e direto – que quebrou uma regra importante.
“Nunca me deixe sozinho na frente dos outros, uma boa esposa não se afasta de seu marido.
Basta uma única ordem minha para que você possa desaparecer. “
Um casamento é julgado pelo comportamento do casal na sociedade, e Chrome devia seguir rigidamente essa regra, e quando saiu do lado de seu marido por alguns minutos para uma pequena conversa com outras mulheres, acabou ganhando uma corrente.
Já havia acontecido outras vezes. Chrome percebeu que seria inútil resistir. Sem futuro, sem caminhos, sem ter volta.
– Sim... – Ela disse, incerta – P- peço seu perdão.
Um sorriso se formou no rosto de Mukuro.
– Minha pequena e inocente Chrome... Você primeiro deve merecer meu perdão.
Um segundo depois ela estava presa novamente, desta vez sob Mukuro. Movimentos violentos, mordidas vorazes, sua camisola rasgada.
– Não... Por favor... Pare...
Ele não parou. Chrome gritou de dor quando ele apertou seu seio, rasgando e pressionando. Ela pôde ver ainda sangue nos lábios dele, contornando um meio sorriso e fios de cabelo em suas mãos.
Apertando, puxando, rasgando e mordendo, seus seios, barriga, coxas... Tudo. Ela chorava pelo que ainda sentia, e o sofrimento lhe consumia aos poucos entre os gemidos que tentava abafar. E quando ele a virou de costas ela só conseguiu gritar.
Mas seus pensamentos suplicavam para o futuro:
Alguém...
Por favor...
Leve-me...
Daqui.
...
Notas finais
Primeiro capítulo tenso. As coisas vão melhorar quando o Hibari chegar .^.
Quero ainda pedir desculpas ao fãs do Mukuro. Acho que acabei construindo um Mukuro horrível. Mas... Não há mais como voltar atrás.
Postarei um cap. novo por semana.
Erros me avisem.
Aceito críticas, elogios, reclamações, dúvidas, pragas, conselhos, ataques de fãs histéricas e até ameaças de morte.
Reviews?
^^
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