Nightmare - Part 1

4 Capítulo 4 -


Notas iniciais
Dessa vez fui mais rapida pra postar u-u KKKKK
Espero que gostem e não esqueçam de comentar, se bem que eu acho que ninguém está lendo g_g

Não demorou muito pra que achássemos mais um daqueles hotéis de beira de estrada, mas esse estava em situações piores que os anteriores, dava nojo de ver o lugar.

- Precisamos mesmo ficar aqui? – O estacionamento fedia a esgoto.

- Quer dormir no carro?

- Isso é uma opção?

- Com certeza não!

Subimos para o quarto que Kevin havia alugado, fiquei com medo de a escada despencar com o peso de nós três subindo juntos, aquele lugar já devia ter passado por dias melhores.

- Eu preciso tomar um banho e vestir roupas limpar. Urgentemente!

Os dois me olharam de cima a baixo.

- Precisa não! Já fiquei com roupas mais sujas e mais tempo sem tomar banho. E olhe, estou vivo ainda!

- Ai meu Deus... Que nojo, eu viveria muito bem sem a cena na minha cabeça Joseph!

- Vá até o centro da cidade e compre alguma roupa pra você Demi! – Kevin, gentil como sempre, me deu um pouco de dinheiro.

- Vou com você então. – Joe se ofereceu de “escolta”.

Aquilo parecia mais um vilarejo do que uma cidade de tão pequeno que era, pra minha sorte havia um bazar aberto, não esperei encontrar as melhores roupas por ali, mas qualquer coisa era melhor que o meu uniforme sujo.

- Que tal isso? – Joe segurava uma minissaia tão colorida que me ardia os olhos.

- Não acho que faça muito o meu... Tipo. – Foi um jeito simpático de dizer que era horrível.

- Esse? – Agora era um vestido decotado e curto, nem sei se aquilo serviria em mim.

- Ok. Pare de me ajudar, porque não vou andar por ai seminua!

- Não seria uma má ideia. – Eu estava na presença de um tarado.

Continuei vasculhando os cabides e achei alguns conjuntos legais, pra um bazar de um vilarejo, até que as roupas eram bem bonitas. Enquanto a moça do caixa fazia as contas de quanto havia ficado todas as peças de roupas, Joe ainda tentava me fazer levar o maldito vestido decotado.

- Esta bem! Pega a porcaria do vestido, mas saiba que eu não vou usar!

Ele correu pela loja procurando o vestido e o trouxe assim que encontrou. Somando tudo, havia ficado 50 dólares, além de bonitas eram baratas as roupas. Saímos da loja e ficamos caminhando por um tempo, Joseph me contava algumas coisas que ele aprontava quando estava na escola, ele era um capeta na sala de aula, eu já imaginava isso.

- Vamos entrar aqui?

- Mas isso é... – Olhei pela janela e me vi diante da cena deplorável de homens bebendo até não aguentarem mais, jogos de pôquer, brigas e algumas prostitutas. -...Um bar!

- E dai? Venha!

Mesmo que eu dissesse não ele provavelmente me arrastaria pra dentro do estabelecimento. Aquele lugar fedia quase como o estacionamento do hotel, muitas pessoas estranhas e mal encaradas, Joe se sentou em uma das mesas que estava tendo jogo de pôquer, aquilo não iria prestar. Fiquei quieta em um banquinho no balcão de bebidas, fiquei de olhos no Joe pro caso dele não sumir de vista e me deixar acompanhada da turma da pesada.

- Olá garota! – Uma das prostitutas presente na casa da perversidade se aproximou de mim.

- Hmm... Oi! – Tentei soar bem simpática, ouvi falar que essas mulheres eram boas de briga e a ultima coisa que queria nesse momento era ser espancada por uma delas.

- Nunca te vi por aqui.

- Não sou da região.

Antes que ela continuasse o assunto, foi chamada por um homem, não fazia ideia de quem era ele, mas agradeci por ter me livrado de ter um papo com aquela estranha, algo me diz que ela não ia querer ficar falando de cor de esmalte.

Continuei quieta contando bebendo refrigerante, o homem que servia as bebidas riu quando pedi o refrigerante, eu tenho cara de quem gostava de beber até cair? Aquele ambiente era terrível, peguei a latinha de Coca-Cola e sai do bar, não pretendia ir embora sem o Joe, não depois de ver a quantidade de maníacos e bêbados que tinha aqui, vai saber se a cidade inteira não era assim.

A rua estava assombrosamente deserta, não ouvia um barulho, a não serem os que vinham de dentro do bar, parecia uma cidade fantasma. Comecei a sentir arrepios na pela, estava ficando mais frio e eu só vestia a camiseta enorme do Kevin e meu short de educação física. Ouvi alguém imitar os assobios da musica Patience do Guns N’ Roses, sabia aquela musica décor, minha mãe ouvia sempre aquela musica, ela dizia que era a musica preferida do meu pai. Eu tinha a leve impressão de os assobios era pra mim. Olhei de um lado ao outro em busca de quem estava assobiando, no fim da rua surgiu uma silhueta, só podia ser aquela pessoa. Semicerrei os olhos, mas estava escuro para ver quem era, porem algo na minha cabeça gritava que eu não queria ver quem era, meu coração seguia os gritos na minha cabeça e acelerou rapidamente.

- Oi gata! – Assustei com o bêbado que apareceu de repente do meu lado.

Já estava nervosa, então aparece um estranho do meu lado, por pouco meu coração não saiu pela boca, voltei a olhar onde a silhueta estava, mas ele havia sumido e o assobio também.

- É uma das amigas da Grace?

- E-eu não sei quem é... Grace!

Ele estava perto de mais de mim, me arrependi de ter ido pra rua, justamente onde estava deserto, tendo apenas um bêbado safado como companhia. Ele passou sua mão nojenta no meu rosto, aproximou seu rosto.

- Eu gosto quando a Grace trás carne nova no pedaço. – Ser comparada com carne terrível, mas não tão terrível como o bafo dele.

Estava desesperada e paralisada de medo, minha cabeça berrava para mim correr, mas minhas pernas não obedeciam, estavam travadas, meus pés pareciam colados ao chão. Então no momento em que o bêbado ousou me beijar Joe surgiu logo atrás dele, puxando o bêbado pela gola da camisa e lhe dando um soco na cara. Os dois começaram uma luta livre na minha frente, vi sangue pingar no chão, eles se matariam a qualquer momento. No fim Joe nocauteou o homem, que ficou caído no chão, a essa altura havia uma plateia de curiosos.

Joe estava acabado e sangrava um pouco no rosto.

- Por que fez isso? Você esta machucado!

Passou a mão no rosto e viu o sangue na mão.

- Realmente estou machucado. Vamos...

- Corajoso você meu rapaz. Nem todos gostam de se meter com um de meus homens! – Joe sorriu, eu não acreditava que aquilo acabaria já. – Bom... E eu não gosto dessa sua coragem!

Inesperadamente o homem sacou uma arma de dentro do casaco e apontou na direção do Joe, as coisas não precisavam chegar ponto, não mesmo.

- Por favor guarde essa arma, não precisa terminar assim! – Me coloquei na frente do Joe, eu sabia que ele tinha uma arma também. – Não faça isso Joe, não piore a situação. – Segurei a mão dele antes que chegasse a arma escondida no seu jeans.

Ele não olhava pra mim, pelo contrario, mantinha um olhar feroz e desafiador ao homem armado em nossa frente.

- Os deixe Jones! Vamos lá pra dentro e depois lhe faço um agrado. – A tal Grace estava com a cabeça apoiada sobre o ombro direito do cara armado.

- Está bem! Levem o Dario lá pra dentro e tentem acordar o desgraçado!

A plateia começou a voltar pro interior do bar, alguns levaram o bêbado pra dentro, ele ainda estava inconsciente.

- Mas antes que vá meu rapaz...

E Jones deu um soco na cara de Joseph, quase me acertando junto. O soco havia sido tão forte que Joe caiu violentamente no chão, por um segundo pensei que ele estava morto. Após o golpe, Jones entrou no bar.

- Meu Deus! Você esta bem Joe? – Me ajoelhei ao lado dele, involuntariamente comecei a chorar. – Me desculpe, eu... Eu não devia ter ficado igual uma idiota parada aqui fora... Eu fiquei com medo e...

- Ei. Ei. Ei! Acalme-se Demi. Não foi tua culpa! – Ele se sentou na calçada, agora sangrava mais ainda o seu rosto.

- Joe... Ele apareceu de novo!

- Ele?

- É. O maldito Mensageiro da Morte!

- Como? Onde ele apareceu?

- Eu estava aqui fora, ai comecei a ouvir aquela introdução de Patience e... Essa era musica preferida do meu pai, isso não pode ser coincidência ele estar assobiando justamente a musica preferida do meu pai... Eu estou com medo!

- Ande! Pare de chorar Dems! Vamos voltar pro hotel, está bem?

Concordei com ele e fomos para o hotel, antes paramos em uma farmácia que encontramos pelo caminho e comprei alguns curativos pra o rosto do Joe.

Kevin – como sempre – dormia em um colchão no chão, sempre deixando a cama para mim e Joe nunca se oferecia pra trocar de lugar com o irmão. Levei Joseph ao banheiro, para limpar os machucados e fazer os curativos, passei uma toalha molhada pelo rosto dele, ele não parava de me encarar nem mesmo por um segundo, isso estava me deixando sem graça.

- Obrigada Joe!

- Pelo o que?

- Pelo o que fez no bar. Foi loucura e exagero, mas obrigada!

- De nada. Sempre que precisar de um encrenqueiro é só me chamar.

- Ah, vou me lembrar disso!

Terminei de limpar o rosto, a toalha estava totalmente manchada com vermelho vivo, agora era fácil ver o quando o seu rosto estava machucado, sem duvida alguma, aquilo ficaria roxo em inchado, mas mesmo estando com o rosto todo ferrado ainda tinha a sua beleza, devo admitir. Colei alguns curativos no rosto e quando pensei que havia terminado, encontrei uma mordida no braço dele, passei bastante álcool, vai saber se aquele bêbado maluco não tinha alguma doença, tipo raiva.

- Pronto!

- Obrigado enfermeira.

Agora eu pretendia tomar banho, precisava urgentemente de um banho, agora que havia pensado nisso parecia que eu sentia duas camadas de sujeira coçarem na minha pele.

- Você não se importa de me esperar?

- Esperar?

- É. Fique acordado, só me espere tomar um banho. Ter você acordado não vai parecer que estou... Sozinha!

- Entendi! Se quiser posso ficar aqui no banheiro mesmo.

- Sério? Pra isso você nem espera um convite. Ali fora está de bom tamanho já!

- Mas se mudar de ideia, só deixar a porta destrancada.

- Deixe de ser tarado, por favor!

Fui empurrando ele até sair do banheiro, peguei uma das roupas que havia comprado, entre elas estava um pijama florido, bem alegre e colorido, Joe que havia escolhido.

Tranquei a porta, não queria ter a surpresa de aparecer um rapaz no meio do meu banho. Entrei na ducha, cobrindo o meu gesso com uma sacolinha plástica. A água estava perfeitamente quente, foi tão relaxante que deu vontade de dormir de baixo do chuveiro mesmo. Tentei distrair a cabeça pensando em coisas felizes, como ovelhas, mas minha mente parecia estar vidrada em coisas que apenas contribuíam pro meu medo. Lembrei-me da típica cena de suspense, quando a moça esta tomando e então aparece alguém segurando uma faca, por instinto olhei ao redor do banheiro, não havia ninguém segurando uma faca, estava completamente sozinha. Vesti o pijama rapidamente, não queria ficar por muito mais tempo trancada no banheiro. Quando abri a porta, assustei com o Joe caindo pra dentro do banheiro, ele estava encostado na porta.

- Quase me matou do coração!

- Ficou linda no pijama colorido. – Ele se levantava, eu havia escolhido um pijama mais cumprido pra evitar qualquer comentário tarado dele. – Mas aquele outro que tinha...

- Joe... Era uma fantasia de sex shop!

- Eu sei.

- Vamos dormir. Acho que você está precisando de uma boa noite de sono!

Dessa vez o quarto tinha duas camas de solteiro, depois de todas as safadezas do Joe, dormir separados não era uma má ideia.

- Vai dormir essa noite, ou vai tentar virar a noite como sempre faz? Afinal por que tem tanto medo de dormir?

- Por que acha que tem alguma coisa?

- Porque dormir é uma das coisas mais maravilhosas do mundo!

- É verdade. – Ri baixo. – Eu costumo ter pesadelos, terríveis pesadelos. Eles me deixam assustada de verdade.

- Hum... – Ele se levantou da sua cama e veio deitar na minha. – Então se você vai virar a noite, vou te fazer companhia!

Eu não protestei, pelo menos não estaria sozinha, colocou uma arma de baixo da cama, não fiquei muito a vontade com aquilo estando bem de baixo de mim, parecia perigoso. Ele nos cobriu, fiquei com a cabeça deitada no seu ombro, eu gostava da forma que ele agia, sempre tentava me agradar e era divertido, sem contar que estava sempre em alerta tentando me manter segura, mas eu ainda tinha o medo de estar segura colocando os outros em risco, de jeito nenhum eu queria ver Joe se ferir por minha causa e agora ele estava bem machucado por ter se metido naquela briga idiota no bar. Joe era tão maluco e tarado, também era lindo e forte, um rapaz diferente de qualquer outro que eu já havia conhecido. Me sentia bem perto dele, de certa forma me sentia completa.

Lembro-me de ter ficado com o rosto dele fixado na minha mente, estava sorrindo, desejei que eu fosse o motivo daquele sorriso. Então a mente foi esvaziando, tudo escurecendo e acabei me levando pelo cansaço.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.