Nightmare On Silent Hill
4 Capítulo 4 - The Hospital
“... Eu estava em um sofá de uma sala de espera de algum hospital local, que por sinal estava vazio.”
Fui para a recepção para tentar encontrar alguém, mas não tinha ninguém lá. Andei por todo o lugar e não havia nada além de papeis jogados no chão, coisas velhas e portas trancadas. As janelas estavam todas isoladas, algumas pregadas com madeira, outras apenas fechadas. Do lado de fora havia uma ambulância e aquela névoa que parecia não sumir da cidade. Então fiquei um tempo sentado no sofá da sala de espera para poder pensar no meu sonho. O tempo foi se passando e eu não conseguia chegar à conclusão nenhuma, apenas mais dúvidas surgiam na minha mente. Então eu levantei do sofá para esticar o meu corpo, quando eu vejo alguém no final do corredor. Aparentemente parecia uma enfermeira, mas eu tinha que ter certeza. Fui correndo atrás dela, mas ela havia desaparecido antes que eu pudesse vê-la. Novamente eu estava sozinho naquele lugar. Fui tentar a porta principal para sair, mas estava trancada. Não sabia mais o que fazer ali, eu estava trancado em um hospital, sem ninguém, apenas com papéis e uma suposta enfermeira que fugiu para qualquer lugar. Fiquei mais um tempo no sofá e tentei usar o celular, mas ele ainda estava fora de área. Já estava escurecendo e eu ainda estava ali no mesmo lugar que acordara. Então avistei algo que chamou minha atenção, várias macas na frente de uma porta que parecia de elevador. Fui até lá e retirei as macas com um pouco de esforço e por sorte o elevador estava funcionando. No elevador tinha uns objetos de limpeza e uma planta, seus botões só iam até o 3º andar, e tinha um botão que ia para um andar abaixo do 1º, mas estava todo enferrujado. De impulsividade apertei logo para o 3º andar fiquei esperando um pouco até que cheguei. Não havia nada de mais lá, apenas mais salas, uma planta perto da entrada principal das salas e uma barra de ferro. Continuei andando, mas pelo vistos aqui as salas estavam todas trancadas também, apenas uma que estava semi-aberta. Peguei a barra de ferro e fui em direção a sala. Eu conseguia escutar uns passos acima de mim, mas era impossível alguém estar na última parte do hospital. Devagar eu entrei na sala com o maior cuidado para não fazer nenhum barulho, caso alguém estivesse ali. A sala estava totalmente vazia, era uma sala de operações, havia uma maca principal, alguns aparelhos médicos, vários armários e uma janela enorme igual aquelas de delegacia que se vê em filme. Fiquei vasculhando a sala por um tempo para ver se eu achava alguma chave, mas eu não encontrei nada. Então resolvi sair da sala, quando escuto um barulho no vidro. Parecia que alguém estava batendo no vidro, como se quisesse chamar a minha atenção. Eu fiquei um tempo sem reação do que fazer, se eu ia embora, ou se ia ver o que estava batendo no vidro. Com muito esforço eu fui ver o que era, mas do nada meu celular começou a fazer um ruído terrível, do qual eu nunca havia escutado vindo dele. Ele estava vibrando e fazendo esse barulho insuportável, eu particularmente não sabia o que era, mas quanto mais eu me aproximava do vidro, mais meu celular continuava a fazer esses ruídos insuportáveis. Peguei meu celular na mão e fiquei cara a cara com o vidro e ele desligou, sendo que estava com a bateria completa. Então olhei para o outro lado do vidro e não via nada. Fiquei um bom tempo analisando tudo até chegar a alguma conclusão, mas nada acontecia. Até que eu me virei e escutei novamente o barulho, quando fui olhar novamente para o vidro, a garotinha que se chamava Sharon estava do outro lado me encarando. Primeiramente eu levei um baita susto quando eu a vi me encarando com uma cara super pálida. Seus olhos eram castanhos escuros, e sua cor era branca. Ela vestia um vestido roxo, com uma blusa social de manga longa branca por baixo. Seu cabelo estava todo bagunçado, e seu rosto como seu corpo estava sujo. Ela parecia que estava morta, mas como uma criança veio parar naquele hospital, e o que ela estava fazendo ali me encarando? – A sua aparência estava me assustando e eu não tinha reação nenhuma do que fazer naquele exato momento. Foi quando ela apoiou sua pequena mão no vidro, parecia que ela queria que eu colocasse minha mão junto à dela. Então eu coloquei, mas algo muito estranho aconteceu, ela me olhou com um olho maligno e deu um sorriso sarcástico. Eu não conseguia desprender minha mão daquele vidro, estava perdendo minhas forças. Tudo ao meu redor estava se transformando em algo obscuro, algo surreal. Fiquei realmente com muito medo e bastante tonto, enquanto tudo se transformava ao meu redor, a garotinha não parava de me encarar, sua expressão facial havia mudado, ela parecia que queria me ajudar com algo, mas eu não sabia o que era. Foi quando aconteceu. De alguma forma toda aquela sala de operação havia se transformado em uma sala de tortura. O que antes era uma maca de operações, agora era apenas uma cama com correntes ensangüentadas e com um capacete sobre ela. No vidro estava uma marca de mão feita com sangue, era uma mão de criança, só podia ser de Sharon. O chão estava todo enferrujado, as paredes descascadas com marcas de sangue por elas, e marcas de unhas cortando o que um dia foi um papel de parede. No teto havia um símbolo muito sinistro, era uma pirâmide dentro de um círculo, um olhos dentro da pirâmide, e vários outros símbolos por dentro e fora do círculo. A luz daquela possível sala de tortura estava fraca, então não dava para ver muitas coisas. Por sorte eu achei uma lanterna um pouco velha perto da cama e por mais sorte ainda ela estava funcionando. Pelo o que eu vi por debaixo da porta, fora daquela sala estava uma escuridão. Fui com a lanterna e a barra de ferro na mão para fora da sala. Se eu não estivesse com a lanterna, eu não conseguiria enxergar nada naquele lugar. O lugar estava totalmente transformado, o que um dia foi um hospital agora parecia uma antiga concentração nazista. O chão era de ferro antigo, as paredes sujas com sangue e sofrimento, as portas antigas, e algumas até quebradas. Fui andando sem fazer barulho algum, mas meu celular começou a fazer aquele ruído novamente. Tirei-o do bolso, e ele não parava de vibrar e fazer aquele som insuportável. Sem ser uma de minhas intenções, eu avistei algo se aproximando de mim. Parecia uma enfermeira, mas ela andava de forma envergada. Coloquei a luz da lanterna sobre ela e vi algo surpreendente. Era uma “coisa” muito bizarra. Seu rosto era todo vendado por um tipo de lenço imundo, seu uniforme estava todo velho e sujo, ela estava com uma espécie de bisturi na mão, era na verdade uma mulher, mas não sabia se poderia considerar aquilo como humano. Ela não parava de vir na minha direção, a cada passo que eu dava para trás, ela vinha com três mais rápidos. Até que eu fiquei cercado por causa de uma parede. Ela veio querer acertar meu pescoço com o seu bisturi, mas por sorte eu larguei a barra de ferro e consegui segurar o braço dela a tempo para que ela não me furasse. Ela tinha uma força sobrenatural para uma pessoa. Parecia que eu estava lutando com algo do outro mundo ou coisa parecida. Então consegui dar um chute nela enquanto segurava os seus dois braços. Rapidamente peguei a barra de ferro e comecei a dar várias pancadas sobre seu corpo, mas o pior era que ela não morria. Até que eu peguei o bisturi de sua mão e cortei sua garganta profundamente. Enquanto eu pensava se foi eu mesmo que tinha feito aquilo, a criatura se debatia no chão com a garganta cortada. Seu sangue jorrava por todo o lado, e depois de uns segundos ela estava morta. Não sabia se aquilo tudo era realidade, ou era apenas mais um pesadelo meu. Aquilo tudo estava me enlouquecendo, nada fazia sentido, como eu fui parar em um lugar desse e o que aconteceu com o pessoal dessa cidade, nada iria resolver minhas perguntas, eu tinha que continuar andando. A cada passo que eu dava, eu ficava com medo do que eu poderia encontrar mais a frente. Cada segundo naquele lugar estava me fazendo ficar maluco, nenhuma porta estava aberta, não havia nada em lugar algum apenas sangue pelas paredes, portas trancadas, corpos mutilados e que foram torturados estavam presos na parede. Tinha um corpo, que estava preso e segurado por grandes arames, sua cabeça estava ta perfurada por pregos, nos seus pés mais arames estavam amarrados para que ele ficasse preso ali. Era horrível ver pessoas que um dia tiveram uma vida normal, presas e mortas desta forma. Continuei andando com a minha lanterna e a barra de ferro, a minha frente tinha uma porta que me parecia familiar, acho que era a porta do elevador, mas estava fora de serviço. Voltei e achei uma porta que estava aberta. Era a sala onde ficava as pessoas internadas, inicialmente eu senti um calafrio, mas eu segui em frente para tentar sair daquele lugar assustador. As camas estavam ensangüentadas e com os lençóis rasgados, Os papéis de parede estavam velhos e descascando, mostrando a ferrugem das paredes e o piso naquela sala também era de metal e no final da sala havia uma janela enorme que por sinal estava lacrada. Haviam no total umas seis camas, todas elas vazias, mas uma me chamou a atenção. Ela estava com um símbolo no cobertor, o mesmo que eu vi quando salvei aquela garotinha do incêndio, mas o que uma coisa ligava a outra? – Foi quando eu escutei alguém fechando a porta. Fui ver quem tinha feito aquilo, mas trancaram-na por fora, impossibilitando minha saída daquela sala.
- Ei! Quem está aí? – Estava gritando desesperadamente.
- Abra essa porta, isso não tem graça! — Foi quando escutei umas risadas do outro lado. Pareciam risadas femininas, mas não dava para distinguir muito bem. Vasculhei cama por cama para ver se tinha alguma chave ou coisa parecida. Escutei uns barulhos vindos do teto, como se fossem passos. Cheguei perto da janela para tentar escutar algo e ver o que era, mas não consegui captar nada. Foi quando algo horrendo quebrou a janela e tentou me atacar.
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