Nightmare Before Christmas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Initial Notes:mana, otakus, me perdoem se eu colocar criticas pesadas quanto a comemoração do natal,é que não sou muito fan dessa época que todo mundo ama.Sendo assim, como minha mana parece adorar 'torturar' a Riza a coloquei como essa pessoa amarga no natal.
Capitulo 1 —
.._..+*+.._..+*+.._..+*+.._..+*+.._
O calendário continenta(1) marcava, um tanto inquieto, que já era final de novembro e que se aproximava uma data muito especial para a maioria das pessoa, mas não para ela, que simplesmente gostaria de desaparecer nessa época do ano. Infelizmente, com sua carreira militar desaparecer era uma das poucas coisas que não poderia fazer.
Riza acordava em mais um dia besta do fim do ano, a qualquer momento começariam a decorar o QG com aquelas fitas e guirlandas ridículas, e aquele monte de luzinhas imprestáveis, tudo isso só para não terem de trabalhar. Lógico, ela, tenente Riza Hawkeye teria de passar mais um ano com um sorriso fingido no rosto enquanto os outros falavam da alegria do feriado natalino.
Ficou parada alguns momentos, apenas olhando para o teto, que, por mais que olhasse dia após dia, continuava igual. Levantou-se já que não tinha nada melhor para fazer e,se não começasse a se vestir logo chegaria atrasada no trabalho.
-------
-Ohayou!(2)- disse Riza entrando no velho Hall(3) que dava para a sala de Roy Mustang, para seu espanto, lá estavam Breda,Havoc e Roy. Havoc em cima de uma escada e Breda responsável por segurá-la, já Mustang, estava em pé apenas 'inspecionando' o serviço.
"Finalmente estão pendurando a maldita decoração" pensou a única mulher presente ali com um suspiro audível, que fez os outros três olharem para ela, havia tirado o sorriso falso do rosto, que agora estava inexpressivo, mas visivelmente perturbado.
-Decidimos começar mais tarde esse ano (muita papelada)- explicou Breda,que desligou-se um pouco da escada e quase derrubou Havoc, que berrou irritado para ele ter mais cuidado, foram repreendidos por Roy.
-Eu preferia que fosse beeeeeeeeem mais tarde- sussurrou Riza, fitando o chão com estranho desânimo.
-Algum problema com a decoração natalina, tenente? — perguntou Roy com aquele tom cínico e 'doce' caracteristico.
-Não!Nada!- sorriu visivelmente forçada.Roy ergueu uma sobrancelha.
-Ótimo!Já temos alguém para comprar e enfeitar o pinheiro! — falou Mustang num tom insolente, irônico e divertido de criança travessa.
-O que?! — a expressão forçada dela se desfez em espanto. Os três homens olharam-na com o mesmo espanto, a essa altura, Havoc havia perdido o interesse na decoração e agora dirigia toda sua atenção para a 'conversa' entre Riza e Roy.
-Não vai me dizer que não gosta do natal...- murmurou Roy, alto o suficiente para que os demais ouvissem.
-Cl-claro que gosto coronel! Natal é uma data muito especial para todos nessa cidade!- mentiu Riza mais que incomodada com a situação.
-Mas eu não me referi a todos tenente, me referi somente a VOCÊ — a voz de Roy sublinhou a palavra 'você' e quase a fez entrar em pânico.
-Não vejo por que minhas crenças ou gostos são tão importantes para o senhor, Coronel. — na lata! Riza respondeu com toda a calma que seus nervos a flor da pele lhe permitiram — Agora, se me der licença, tenho que buscar mais papelada para o senhor. — completou, vitoriosa e saiu.
Com essa, provavelmente Roy resolvesse cair em si e deixá-la em paz, se não deixasse, bem, poderia fugir dele por algum tempo, mas a verdade era que Riza odiava o natal com todas as suas forças, e nesse dia, não sentia nem vontade de se levantar. Familia? Não tinha mais,e talvez estivesse feliz e triste ao mesmo tempo por ficar sozinhas.
--------
Riza não poderia fugir de Roy para sempre, e ela percebeu isso quando o coronel a 'ordenou' que saisse com ele para comprar a arvore, não somente para o QG,mas para a casa dele também. Como ela havia previsto, era somente um pretexto de Roy para poder enche-la de perguntas onde ela não poderia escapar de nenhuma: no carro.
-Tenente- começou Mustang, ajeitando seu belo cabelo preto e assumindo seu irresistivel olhar 43(2) — O que você tem contra o natal?
-Já lhe disse taisa, não vejo como meus costumes ou gostos podem ser úteis ou interessantes para o senhor. — respondeu "essa foi por pouco!"
-Não estou lhe perguntando como superior Hawkeye, mas como amigo- a ultima palavra se perdeu nos ouvidos e na mente de Riza..."amigo...ele? O homem mais mulherengo, o solteiro mais cobiçado de toda a cidade, o mais cinico, irônico e sarcástico? O coronel Roy Mustang...?Meu a-a-a-a-amigo?" pensou, em desespero tentando não rir ou fazer alguma besteira. Por fora, a calma de Riza continuou inabalada.
-Sinto senhor,mas não posso responder —
-Então é uma ordem- falou Roy usando a autoridade que tinha para tentar fazer Riza ceder. — Ordeno que me diga o que tem contra o natal -
-Novamente, peço desculpas senhor, mas não posso responder.
Mustang tinha de reconhecer, quando o assunto eram motivos pessoais Riza não cedia com facilidade.
-Então deixe-me reformular a pergunta: existe algum motivo não pessoal para que a 'srta' não goste do natal?
-Não pessoal?
-É uma pergunta simples.
-Simples e reveladora.
-Ora tenente, é só uma pergunta.
-Aff....
-Não estou perguntando 'qual' o motivo, mas é algo que exige uma resposta simples de 'sim' ou 'não' e nada mais.
-'sim', 'não', tanto faz!Gostaria de deixar minha vida pessoal longe do ambiente de trabalho.
-Nós não estamos no trabalho tenente, estamos em um carro, indo comprar dois pinheiros. Não chamaria algo assim de 'ambiente de trabalho'.
-Não, obrigado. Já que o carro pertence ao exército e ainda estou em horário de serviço prefiro chamá-lo assim.
-Tem certeza de que é só o natal que lhe incomoda tenente? — Roy mudou subitamente de assunto, deixando Riza pálida. O taisa sentiu-se vitorioso, havia atingido uma ferida e, talvez se continuasse insistindo logo saberia por que Riza odiava tanto uma data tão feliz.
-O natal não me incomoda coronel, e, se me permite, gostaria de dar o assunto por encerrado.
Felizmente, Riza havia conseguido encerrar o assunto.Pelo menos, pelo resto do dia,mas nos dias que se seguiram,Roy tirava 10 a 5 minutos de seu dia para continuar insistindo com as perguntas nas situações mais inoportunas, a qualquer hora ele resolveria ceder, ou então pediria transferência, ou ainda, o estapearia ou melhor, tratando-se de Riza, poderia acertá-lo com um tiro certeiro no coração quando ninguém estivesse olhando. Mas Roy não podia negar, ficava cada vez mais divertido irritá-la,e adorava vê-la com as faces vermelhas de raiva ou ainda, com aquela calma imbativel ao responde-lo malcriada e educadamente. De uma maneira que só ela podia, que ele só dava liberdade a ela. Por que queria conhece-la e sentia que estava cada vez mais próximo dela, de uma maneira ou de outra.
----------
23/12
Fazia quase um Mês que Roy, vez ou outra, tirava 5 a 10 minutos de seu turno (fazendo absolutamente nada) para interrogar Riza, o faria até que ela perdesse a paciência. Ao mesmo tempo em que era terrivelmente irritante, também falava-lhe sobre a felicidade do natal, de como aquela época do ano era maravilhosa e que era a única vez no ano em que podiam esquecer das guerras e problemas no país.
É, realmente, quando era Roy que falava, o natal parecia maravilhoso, mas um fantasma na mente dela a impedia de aceitar a alegria dessa data, que considerava tão estúpida e ridicula, que não tinha propósito nenhum.
-Então diga-me tenente, o que tem de tão ruim numa data tão bela? -perguntou Roy com sua cara habitual de mulherengo charmoso e entediado.
-Fora o fato de o senhor não parar de me perseguir há quase um mês, nada- respondeu ela com irônia, já cansada daquela discussão idiota que só estava tomando seu precioso tempo.
-Eu não estou lhe perseguindo, essa é minha maneira de obter a informação.
-Se me permite dizer senhor,é bastante inadequada, já que até agora não obteve sucesso.
-Sim, eu sei que é genial tenente, não preciso que me digam isso.- falou, irônico como sempre — Agora, onde estávamos? Ah, sim, por que não me diz de uma vez por que não gosta do natal?
-Coronel, por favor, se não se importa, não quero falar disso.
-Aconteceu algo na noite de natal,não foi? — falou Mustang num tom sério andando na direção de Riza, que, pela primeira vez na vida, recuava com a proximidade de seu superior — Me diga Hawkeye, o que aconteceu de tão ruim para fazer você odiar o natal? —
Lembranças...sangue...os olhos de uma criança manchados para sempre...uma cicatriz....eterna...e a fé nunca mais abtaria aquela mulher...mas foi há tanto tempo atrás...mesmo assim, ela não havia conseguido esquecer.
-Eu não quero...-sussurrou Riza, sentindo o coronel cada vez mais próximo de sí, o calor dele estava cada vez mais perto do corpo dela...lembrando aquele dia...sentiu Roy erguer-lhe o rosto, e segurá-lo doce e firmemente,os lábios dele encontraram os dela suave e ardentemente.
-Não!- berrou Riza afastando-se de repente, tinha se lembrado de algo horrivel...algo que aconteceu na noite de natal, quando o relógio disparava as 12 badaladas...sangue mais uma vez...
Uma enorme confusão na mente dela, mesmo ouvindo a voz de Roy, não conseguia entender uma palavra que saia daqueles lábios cínicos e doces. Fugiu sob a primeira desculpa que lhe veio a mente. Roy a tinha feito lembrar de feridas que deveriam ter ficado esquecidas...
"Riza...eu te feri? De alguma forma?"
---------------
Dia 24/12 Riza não apareceu para trabalhar, e, como não havia recebido nenhuma noticia nem telefonema, Roy havia se preocupado ainda mais com ela. Ao fim do turno,decidiu passar me casa apenas para pegar 'algo' e decidiu que, mesmo contra a vontade de Riza, iria passar o natal com ela. Não deixaria que ela passasse aquela data tão especial sozinha.
Tocou a campanhia. Logo, uma Riza visivelmente deprimida veio atender a porta e perdeu a fala ao ver Mustang em sua porta.
-Ah...senhor...que está fazendo aqui?- perguntou ela tentando desviar os olhos
-Decidi que deveria lhe fazer companhia no natal- respondeu Roy, firme.Ou seja, tinha se autoconvidado para passar o natal com ela.
-Se foi por causa do que aconteceu ontem, não precisa, estou bem.
-Não,não está.Se estivesse teria ido trabalhar hoje.
-Precisava de um tempo, só isso.
-Um tempo longe de mim, tenente? Ou longe das festividades?
Riza calou-se. Não poderia responder tal pergunta.
-Olha, me desculpe se fui incoveniente todo esse tempo — disse Roy. Riza surpreendeu-se.
-Não, o senhor não foi incoveniente- suspirou ela, convidou-o para entrar. Seria melhor terminar a conversa lá dentro.
A casa de Riza era, a mais arrumada que Roy já tinha visto na vida, tudo perfeitamente limpo, belo e alinhado, o sofá combinava com a cor marrom do tapete e da mesinha de vidro, havia uma lareira também, e em cima dela, algumas fotos. Todas do trabalho,mas nenhuma da familia dela. Logo, Roy percebeu que os problemas de Riza com o natal poderiam estar relacionados com a familia.
-Hmm, que estranho...- murmurou Roy observando as fotos.
-Que? -perguntou Riza.
-Não vejo nenhuma foto de familia. É isso,não é? O problema não é o natal, mas sua familia Hawkeye?
Riza não conseguiu responder,e apenas calou-se de novo. "Quem cala, consente"
Fitou o chão, e levou as mãos aos rosto escondendo aquelas lágrimas tão atrevidas que queriam sair de seus olhos a qualquer custo.
-Eu me lembro de algo que ví há muito tempo — sussurroy Roy abraçando-a apertado — De que um casal foi morto misteriosamente na noite de natal e somente a filha deles sobreviveu...era você Riza?
Riza chorou mais do que antes e o abraçou forte, chorando no ombro dele.
-Eles morreram na noite de natal...- disse, entre soluços — eu ainda me lembro...o relógio disparou as 12 e os corpos...!Os corpos...!- tentava completar a frase,mas não conseguia.
-Shhh- disse Roy, afastando-a e enxugando-lhe as lágrimas. Riza olhou-o com espanto, os olhos ainda molhados.- Não precisa chorar...você nunca mais vai ficar sozinha Riza...eu vou estar sempre aqui...prometo- disse com um sorriso, ainda enchugando as lágrimas que caiam dos olhos dela.
Era um sorriso diferente dos outros, como Riza nunca tinha visto antes, era doce, sincero e, principalmente, ingênuo. Sentiu Roy abraçá-la novamente...sim, depois dessa noite não teria que ficar sozinha nunca mais...o relógio disparava as 12 novamente, dessa vez, as lembranças tristes haviam ido embora, talvez para sempre...
"Feliz natal, darling" sussurrou ela, para o homem que estava acordado e deitado a seu lado.
"Feliz natal" foi a resposta de Roy,pouco antes de beijá-la novamente, enquanto o relógio ainda anunciava as 12 novamente...
"Te amo tanto a ponto de perder as palavras...
O que preciso fazer para que você enxergue meu carinho?
Me abrace mais forte
E então acreditarei em seu grande coração
...Dando adeus para a solidão...
...E seguindo para o amanhã..."
.._..+*+.._..+*+.._..+*+.._..+*+.._
Nossa Ô_Ô viram a conversa entre RoyxRiza? Isso não é conversa! É estapeamento com palavras!Mas, mudando de assunto, que acharam da fic? Mana!Otakus!Espero que tenham gostado!
Nha, antes que eu esqueça, esses versinhos que aparecem por ultimo são a tradução de uma parte da música "Sayonara Solitia" de Chrno crusade.
Fale com o autor