Nightmare

1 House of Fear (Part. 1)


Notas iniciais
Esta história será dividida em duas partes. Não tenho muito o que dizer, então sem mais delongas, boa leitura!

Era mais um dia qualquer. Bran acordou cedo, foi para o curso, e de noite para a escola. Tudo tinha corrido bem, como um dia qualquer. Exceto as vozes e barulhos estranhos. Esses que foram julgados como culpa do sono e da dor de cabeça. Bran também via algumas coisas estranhas, mas nada muito fora do normal. Isso é sono, dissera ele. Estava voltando para casa quando as vozes retornaram. Barulhos de objetos caindo, de passos, ás vezes uma voz que dizia coisas que incompreensível. Apenas Zumbidos. Sua visão começou a distorcer. Quanto mais caminhava em direção a sua casa, mais parecia se afastar. Água gotejando em uma superfície encharcada causava um grande eco, era o som mais alto e perturbador. Seus passos perderam o ritmo, agora se esforçava para continuar, cambaleando. Tão perto. Duas quadras para sua casa.

Enfim chegou. Ao entrar na casa, os sons pararam. Se apoiou na porta com as costas enquanto recuperava o fôlego, sua respiração estava ofegante. Parecia que tinha corrido toda a cidade sem parar. Desabou no chão. Quando enfim se recuperou, depois de alguns minutos, tentou analisar o que havia acontecido. Mas outra coisa chamou sua atenção. Definitivamente ele tinha entrado em sua casa. Número 402. Mas não era sua casa. Estava escura, uma neblina reduzia sua visão, o cheiro de madeira queimada se misturava com outros cheiros irreconhecíveis. Se pôs em pé. Olhou para os lados, talvez para ganhar força e verificar o local, ou apenas para tentar achar algo que lembrasse sua casa. Sem sucesso. Deu o primeiro passo, e depois o segundo. Sem ao menos perceber, já estava em frente a uma escada. Era impossível saber o que tinha em seu topo, a neblina impedia que ele visse mais do que os cinco primeiros degraus. Quando finalmente reuniu coragens pra subir, veio o estrondo. Um barulho forte e grave, algo como uma porta de fechando bruscamente, ou um armário caindo. Mesmo assim, continuou. Depois de alguns degraus, estava no topo. Um corredor estreito e longo o esperava. Algo surpreendente apareceu. No final, uma luz se destacava. Sem pensar duas vezes, Bran se pôs a correr. Parou em uma porta. Em cima dela, havia uma placa com letras iluminadas, formando uma palavra.


Open me
abra-me

E então, ele entrou. A sala era pequena e escura, com pontos que incendiavam algumas regiões com luz. Os pontos se moviam de forma desorganizada, aleatoriamente iluminando o recinto. Pouco a pouco a sala era projetada, os móveis ganhar cor, um vinho escuro e denso, manchado de cinza negro. Os móveis exalavam um odor de mofo, que media forças com o cheiro de sangue. Lentamente, os pontos de luz se reuniam em alguma parte do chão. Iluminando o que parecia ser uma caixa. E então ouve-se a voz. Abra-me. Soou de modo sorrateiro, mas intimidador, uma voz fria e lenta, rudemente rouca. Abra-me! A voz de novo. Desta vez mais alta e imperativa. Mesmo sabendo que obedecer a voz era uma péssima escolha, ele se dirigiu a caixa. Negra, com traços em brancos formando símbolos desconhecidos, a caixa possua uma cor totalmente diferenciada dos móveis, que eram todos de um vinho escuro. Pare! Nunca viu filmes de terror!? Gritava mentalmente com o seu corpo, que se movia em direção a caixa. Abra-me! A voz repetia desesperadamente, cada vez mais alta e amedrontadora. Lento e trémulo, Bran se ajoelhou em frente a caixa. A voz continuava.

Suas mãos enfim sentiram a caixa. O Marfim estava frio, congelando as mãos de Bran. Ele sentia algo sendo drenado dele. Agora sua consciência já havia desistido de deter seu corpo. E a curiosidade o dominava. Abra-me! O Mais alto de todos, a ordem mais intimidadora. E com isso ele abriu. Em instantes, uma luz o cegou, acompanhada de ventos tão fortes que dava a impressão de que ele sairia voando dali. Pouco a pouco seus olhos abriram. A camada de suor o protegia do frio do quarto. O cobertor cobria parcialmente a parte de baixo de seu corpo. Um grande arrepio vinha de seus punhos, causados pelo aço frio das correntes, que cintilavam enquanto ele lutava para se levantar da cama.

Bem-vindo Bran! A voz carinhosa e calma surgiu da escuridão do quarto. Sua portadora, uma criança, projetava-se de uma tela alocada na parte superior do quatro, em frente a Bran. Qual será sua pontuação, Bran!? O sorriso da menina o espantava. Será que baterá o Record!? Ele se aterrorizou com a menina. Seu sorriso. Sua voz. Seu olhar. Tudo nela o intimidava. A corrente que prendia-o parecia cada vez mais apertada e fria. A menina desapareceu. Uma lâmpada fraca acendeu. Esse é o preço a se pagar pela curiosidade!? Refletia Bran, enquanto tentava a todo custo se livrar das correntes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.