Nightmare

11 Revelações


Notas iniciais
....... Nada a dizer .......

Aproveitei enquanto o espectro desaparecia, no momento em que foi acertado. Eu corri. O que era aquilo? Parecia minha mãe... Não... Era ela!

Continuei a correr, e ele a me perseguir. Entrei em uma sala e me escondi embaixo da mesa. Notei um colar, e ao pegar ele fui carregada a uma lembrança.

Eu estava no corpo de uma garota de 17 anos.

–Espere! — A garota disse.

–Eu... Eu te odeio, seu monstro! — Dizia uma mulher velha, deduzi ser a mãe da garota. — Fique longe de mim! — Ela dizia enquanto corria, deixando um colar cair. Era aquele que encontrei embaixo da mesa.

–Mamãe... — A garota estava em lágrimas.

–Minha filha é Lohane Banif, você é um monstro!

–Mãe... E sou a Lohane... Sua pequena e querida Lone. — Ela chorava em desespero. Aquele desespero de estar sendo abandonada, rejeitada por sua própria mãe.

–Não, você é um monstro! Eu te odeio!

A mãe trancou a garota em um porão logo seguinte, e foi embora.

Dias depois, a garota estava quase morta, sem comer. Foi encontrada por um dos vizinhos na mansão, cheia de arranhões.

–Foi aquele monstro, ele me machucou. — Dizia a garota, em choque. Obviamente ninguém acreditou.

Dias depois ela estava no último andar. Seria o suposto suicídio. Errado, ela não se matou, eu vi tudo. Sua mãe apareceu.

–Filha, me desculpe...

–Eu já lhe perdoei.

–Me desculpe... Desculpe por trazer esse monstro a vida, você foi um erro!

–DO QUÊ ESTÁ FALANDO?!

–Você não devia ter nascido, você foi um erro, uma criança indesejável. EU TE ODEIO. Todos te odeiam.

–Pare! — Ela gritava, enquanto percebia uma massa negra encher seu arredor.

A mãe deu uma risada sínica, empurrando-a.

Como eu estava no corpo dela, vendo a visão dela, tudo que notei foi ela caindo, até perder sua mãe de vista.

Este é o modo do monstro de ferir as pessoas. As persegue, possui os familiares, fazendo-os a desprezarem até o ultimo momento de sua vida, para sua alma ficar pesada e ficar vagando eternamente.

Após ser trazida de volta a realidade, Tomas sumiu. Peguei novamente o colar, e ao olhar para trás vi o espírito, sua aura era negra, e em seus olhos eu via a maldade. Era diferente da criança que encontrei. Aquela alma era atormentada, em busca de vingança.

–Vamos brincar de esconde-esconde? — Disse ela, sorrindo loucamente. — Se você perder, dentro de 4 minutos, sua alma fica aqui. Você não pode recusar... — Ela deu uma pausa. Começo a te procurar em um minuto. Se esconda bem... — Ela começou a rir cinicamente. — 1...2...3...4...

Eu enquanto corria procurando um lugar para me esconder, ouvia sua voz se afastando. Eu estava ferrada, que azar... Merda!