Nightmare

17 Quem sou eu?


Notas iniciais
Quase o Fiiiiiiiim o/ Esse capítulo vai ser suuuurpreendente, acredite aheuaheua.

Acordei em uma sala estranha, Tomas estava lá.

–Bem vinda. — Ele disse sorrindo. — Este é... Meu "Útero".

–Do que está falando?

–Você deve descobrir sozinha, seu tempo está esgotando.

Olhei para porta após ouvir um barulho, vi a porta desaparecer na minha frente.

–Então ainda não percebeu? Mesmo tendo Gabriel, o anjo, ao seu lado?

–Anjo? Do que diabos está falando? O que era para eu perceber?

–Você é tola? Bruxa!

–Bruxa?!

Eu peguei uma tábua solta no chão sem ele perceber e escondi atrás de mim.

–Seu tempo está bem curto, e eu posso encurtá-lo ainda mais. — Ele disse olhando para mim.

–Encurtá-lo? Não consigo entender. — Eu disse enquanto pegava a tábua levemente sem ele perceber.

–Resumindo:Te matar. — Ele ia pular para me estrangular, fui mais rápida e peguei a tábua.

–Tente, desgraçado! — Eu disse enfiando a ponta da tábua em sua garganta.

Ele foi desaparecendo, a casa foi ficando mais... Como posso dizer? Limpa?

Era o fim, estava tudo acabando.

–É o fim... Para você. — Ele murmurou isso. — O tempo está aca---bando... — Ele virou uma luz e desapareceu.

A porta apareceu novamente e eu abri-a. Encontrei Gabriel e minha mãe lá.

Está tudo terminado, vamos sair?

–Você não pode. — Disse minha mãe.

–Por que?! — Eu retruquei novamente.

–Por que você é uma de nós, um fantasma. — Respondeu minha mãe.

–Mas não me lembro de ter morrido! — Respondi.

–Você não morreu. — Falou Gabriel, me deixando surpresa e confusa. — Você nem chegou a nascer, me desculpe, pensei que irei perceber sem que eu te contasse. Porém o tempo está acabando.

uma nuvem branco tomou o lugar e foi levada a um hospital. Lá estava minha mãe, meu pai e um médico.

–Meu filho, como ele está? — Disse minha mãe.

–Sua filha... Como posso dizer... Não resistiu.

Meu pai à abraçou, ela foi liberada e entrou no carro. Entraram na mansão.

Minha mãe subiu e se deitou. Meu pai saiu para comprar o jantar.

Minutos depois a polícia liga para minha mãe:

–Seu marido sofreu um acidente de carro, está internado. — Disse um dos policiais.

Minha mãe se levanta e corre e, após pegar o endereço, vai ao local indicado. O irmão dela e sua mãe estavam lá.

–Onde ele está? — Pergunta minha mãe assustada.

–Desculpe, te enganamos. Você não pode ficar com a herança de seu pai. Já livramos da sua filha, agora é sua vez, é uma pena você ter sobrevivido. — Ela deu um sorriso. — Você é desnecessária.

O irmão dela trancou a porta, tudo ficou escuro, em seguida não havia ninguém lá, só o corpo de minha mãe.

Depois a cena foi cortada para meu pai, no quarto procurando por minha mãe.

–Onde ela está?! — Ele vasculha o quarto e encontra o endereço.

–Oh merda! — Ele abre a porta e vai até lá.

–Amor... Amor, aguente firme! — Ele coloca a cabeça de mamãe no colo enquanto liga para os bombeiros.

–Vi-va... Por mim... — Ela geme essas palavras.

–Fica calada, você vai perder sangue. — Ele diz beijando-a na testa.

–D-Desculpe... É tarde... Apenas vi-va... Por mim.

O olho da minha mãe fica branco e meu pai chora. Logo depois a ambulância chega. É dada a notícia do falecimento.

A sombra branca novamente me leva para a mansão, onde estava antes.

–O que... — Eu disse em lágrimas. — O que ouve com meu pai?

–Ele está vivo. — Disse minha mãe.

–Porém a morte não gosta de ser enganada. — Falou Gabriel. — O tempo acabou, você não pode salvar sua alma, me perdoe.

Tudo ficou negro. Em seguida vi uma pessoa. Aquela no quão chamam de Morte.

–Então a bruxa não encontrou o caminho? — Disse ela, em um sorriso.

–Bruxa? Eu não entendo, do que falas?

–Não se lembra da sua vida anterior? — A bruxa olhou para mim. — Você está morta por ter matado sua mãe, bom, o tempo já acabou, eu posso lhe explicar tudo.

Me sentei.

–Na sua vida anterior, você recebeu uma habilidade... Digamos, diferente. Com suas mãos você podia mudar a vida do vilarejo. Porém, com suas mãos você trouxe a revolta dos moradores.

–Como assim? — Indaguei.

–Aquela moça, em que nessa vida seria sua mãe, foi morta por você. A vila pegou uma praga, no qual você havia trazido. Essa moça era sua filha. Você a desprezava e considerava-a um obstaculo, resolvendo livrar-se dela.

–Conte... Conte-me mais...

–A moça, tão adorada pelo vilarejo, foi morta e dada como oferenda. O povo se revoltou, e resolveu matar você, a Bruxa. Fizeram isto e a doença se foi. Porém você jogou uma maldição neste local. Quem morresse aqui jamais seria libertado. A área da mansão e da floresta fazem parte do antigo vilarejo. Isso explica as almas.

–Não... Não pode ser, é tudo, minha culpa?

–Eu ainda não terminei: Gabriel, o anjo, pediu mais uma chance para mim, seria aplicado um desafio: Ele deveria fazer você se lembrar do desastre no qual aconteceram nas suas duas vidas. O tempo acabou e você não se lembrou. Porém a aposta foi bem maior. Ele apostou sua alma. Sabe o quão é valioso ter a alma de um anjo como troféu?

–Oh não... O que eu fiz?! — Eu escondia meu rosto com minhas mãos. — Mas e Tomas?

–Tomas... Ah... Tomas é seu tio. O irmão que matou sua mãe. As peças se encaixam. Os pecadores e os inocentes foram trazidos aqui, unidos por um história trágica, tudo por sua culpa. Seu egoismo.

–Eu não sou mais a mesma. Eu mudei.

–Hmm... -Ela olhou para mim, com um olhar de interesse. — Darei mais uma chance. Prove mesmo que mudou e libertarei todos. Livrarei-te do teu passado.

Notas finais
Tá acabando 'u' Deve durar mais uns 3 cap, ou termino no próximo, bem, tá tudo explicado, agora só resta o ultimo desafio, por isso não vai durar muito. Bem, obrigada por chegar até aqui :3