Nightmare
13 Liberdade
Notas iniciais
Eu adormeci. Quando acordei estava na prisão. Gabriel estava ao meu lado, e havia outra pessoa... Era minha mãe.
–Mãe?! — Eu indaguei, surpresa.
–Sim, você deve ser confusa. Eu não sei como tudo aconteceu. Mas... Seu pai... — Ela parou de falar por um instante, procurando palavras. — Ele está... Diferente.
–Como assim? — Indaguei.
–Seu pai vendeu o próprio espírito para Tomas. A alma agora pertence a Tomas. A aparência também. — Respondeu Gabriel.
–Não pode ser... Não acredito... — Olhei para minha mãe, ela afirmou com a cabeça.
–Temos que sair. Lohane está te procurando. — Avisou Gabriel.
–Como vim parar na cela? — Indaguei curiosa.
–Não sabemos. Te encontramos aqui. — Respondeu minha mãe.
Quando me levantei, notei estar segurando algo: O colar de Lohane.
–Espere, isto é daquela garota, não é? — Minha mãe olhou para o colar, surpresa.
–Sim, porquê?
–Podemos apaziguar o espírito com isto. — Respondeu Gabriel. — É muito arriscado, as chances de falhar são 98%
Continuamos caminhando. Fiquei olhando o colar. De repente o chão começou a tremer, logo caí e quando levantei, não havia ninguém alem de mim... E de Lohane.
–Olá. — Ela disse com um sorriso largo no rosto, tão sinistro quanto assustador. — Que bom te ver novamente. Vamos outro jogo?
Me afastei.
–Um jogo da memória. Você terá acesso à minha memória. Esta é a chance de me apaziguar. Se não conseguir... Será uma pena para você.
Tudo na sala começou a se contorcer, me levando à o hotel no passado.
Eu me lembrava aquela cena, da memória. A mãe iria brigar com ela.
Não sabia o que fazer, apenas joguei o colar no rumo da garota. O colar ficou batendo no chão, até cair. Então, envolta do objeto se abriu um buraco. Dentro deste havia um corpo... Idêntico ao da mãe da garota... Aquele era o corpo verdadeiro.
Me aproximei, o chão começou a abrir, me impedindo de passar. Não quis perder tempo e pulei para o outro lado. Eu estava próxima ao buraco.
No pescoço da mãe(ou do que restou dela...) havia um colar idêntico ao da filha. Ao tocar o colar, tive uma lembrança bem rápida: A promessa que a mãe fez à filha. Nenhuma jamais poderia tirar o colar.
Um colar estava com a filha, a mulher que estava falando com Lohane não era sua mãe. E não usava o colar.
Eu peguei o colar do corpo da mulher e me aproximei. Algo tentou me puxar, mas equilibrei-me e continuei a andar.
Estava ao lado do monstro. Eu peguei o colar, e rapidamente coloquei no pescoço do monstro. Uma mão puxou meu pé e eu caí do prédio.
Acordei na cela, Lohane estava brilhando e desaparecendo. A última coisa que eu ouvi foi um sussurro.
–Obrigada... — Ela disse com um sorriso aliviado e com uma voz dócil.
Caí no chão novamente. Voltei para junto de minha mãe e de Gabriel.
–Você está bem? — Perguntou Gabriel.
–Sim, Lohane pode descansar em paz, sua alma está livre! — Eu disse em lágrimas, aliviada e feliz.
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