Nightmare
6 A criança
Notas iniciais
Comecei a explorar, tudo o que encontrei foi uma nota:
Sou Tomas, meu lado negro está me sugando. Eu escrevo essa carta aos poucos, pois só tenho alguns minutos consciente, depois este mostro ( que sou eu ) Toma meu lugar.
Sempre escrevo e guardo em um lugar onde ele não pode achar. A carta pode ser pequena, mas foi o que consegui escrever em três anos.
Eu não sou um monstro, ele é. Ele sou eu, ao mesmo tempo não é. Tudo o que eu quero é ser salvo, ele tem o poder de entrar nos sonhos das pessoas. Eu/ele encontrou uma garota, o nome dela é Jess. Tenho a esperança de que ela pode me salvar, sua aura é diferente. Infelizmente ele não quer isso. Ele à assombra. Eu/ele tornei a vida dela um caos. Tanto a dela, quanto da amiga dela e do psiquiatra. Seus pais a abandonaram, me sinto culpado.
Caso você encontrou essa carta, significa que está onde não devia, possivelmente sendo perseguido por um monstro, acertei?
Se você for Jess, rasgue a carta e se esconda dentro da caixa onde você encontrou esta. É o único lugar no qual ele não olharia.
Aquela carta era sobre mim... E o monstro?
Comecei a ouvir passos, fiz o que a carta pedia.
O monstro estava na sala, olhou em tudo, menos na caixa, gostaria de saber o por quê. Ele foi embora. Saí de lá, e fui atrás da criança.
Eu a chamei e ela saiu. Comecei a lembrar do relatório de suicídio, e o garoto parecia ter sete anos, não que eu esteja desconfiada, mas temo que o garoto está morto...
–Seus pais devem voltar tarde... — Disse, tentando ser o mais indireta possível.
–Eles não vão voltar...
–Onde vocês se encontraram, antes de entrar na mansão.
–Estávamos na floresta. Mamãe mandou eu esperar, mas estava frio e ouvia o barulho de animais, lembro de tudo ter ficado preto, e então acordei aqui.
–Quantos anos você tem? — Já estava ficando preocupada, quanto mais ele falava mais dúvidas eu tinha se ele não era a primeira vítima.
–Tenho sete, por quê?
–Apenas curiosidade... Aliás, qual seu nome?
–Gabriel, Gabriel Connor... Morri, encontraram meu corpo e depois o esconderam nessa mansão — Engoli a saliva, já estava ficando com medo. O que eu devia fazer? Um fantasma estava bem na minha frente.
–Você tem um último desejo? — Estava com medo de dizer algo e ele me matasse.
–Quero que encontre meu corpo. Queime-o. Assim minha alma poderá descansar em paz. As outras crianças também estão aqui, talvez seja problemático lidar com ela, principalmente com a mais velha, estão possuídos pela escuridão.
–E... Porque você não está?
–Pois sei que minha mãe não me abandonou, é isso que me faz ser consciente. Ela não me deixaria... Eu sei que não. Quero descobrir o que aconteceu com ela...
–Farei o que posso para lhe ajudar.
Ajudar era a única coisa que podia fazer, não tinha volta, ou morria na casa ou morria louca...
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