Nightmare
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Espero que gostem
Era um fim de tarde frio o que é bem normal aqui. Todas as tardes faço uma trilha pelo parque da cidade, meus amigos me chamam de louca por caminhar sozinha a noite por uma local mal iluminado, mas eu não ligo já que virou rotina fazer a mesma trajetória que agora me preparava para fazer.
Ajeitei meu casaco rosa esportivo e reforcei o nó de meu cadarço, dei uma última olhada no espelho para ver se estava tudo certo e sorri ao ver que sim. Sai de casa e fui em um trote lento até a entrada do parque, eu iria pegar uma trilha que estou acostumada a pegar, ela pode ser bem sombria mais nunca fui de ter medo do escuro nem nada do tipo por isso nunca temi que algo acontece-se lá.
Depois de atravessar algumas ruas e avenidas finalmente cheguei a a entrada, a minha frente um caminho de pedras de britas onde existiam nas lateirais postes rústicos iluminando o caminho, a minha diagonal a trilha que diferente dos outros dias estava mais tenebrosa e assustadora do que eu podia imaginar, no parque parecia que os únicos que ali estavam era eu, o vento, os animais ou melhor roedores e as plantas. Não pude negar que senti um calafrio na espinha quando uma rajada de vento passou por mim. Até então estava reconsiderando sobre fazer minha caminhada hoje e resolvi voltar porém quando senti aquele vento gelado que uriçou todos os pelos de meu corpo não pude evitar de sentir um pequeno pavor e em questão de segundos abandonei a entrada da trilha e adentrei a escuridão dela, fiz justamente o oposto do que meu interior pedia e já casada de correr pelo meio da escuridão parei ofegante apoiando as mãos em meus joelhos sentindo minhas pernas ficarem bambas, bom o jeito era continuar mesmo com medo, eu conhecia o caminho e já o tinha decorado então me perder ali estava fora de cogitação mesmo estando um breu, a luz da lua que hoje estava cheia ajudava um pouco porem as gigantescas arvores meio secas devido a chegada do gelado outono atrapalhavam minha visualização do trajeto que estava digamos… Embaçado.
As vezes ouvia barulhos rápidos que cruzavam a grama, o que demonstrava a presença de animais de pequeno porte ali mas o que mais me intrigou foi um alto barulho que vinha de trás, um barulho semelhante a um galho meio grosso se partindo. Gelei por inteira, eu não estava sozinha ali? Não… Com certeza deve ser só uma peça sem graça que minha mente amedrontada pregava. Mas por pura curiosidade lentamente me virei com receio de me espantar com algo e realmente me espantei ao notar a presença de um homem encapuzado com uma faca que estava coberta de sangue, com as roupas negras tão negras quanto o céu, as estrelas resolveram brincar comigo,Porque justo hoje nenhuminha apareceu para iluminar o grandioso céu? Só pude enxergar sua boca, pois um capuz preto tampava o rosto, em seu lábios um sorriso maldoso ou melhor sádico como se quisesse mostrar que ali eu era uma gazela e ele um leão faminto.
Ri nervosa, mais meu subconsciente soltava gritos de medo e horror enquanto chorava ou melhor meu “eu” interior chorava, corri o mais rápido que pude e notei que ele caminhava calmante em perseguição a mim, quando pude finalmente suspirar aliviada olhei para trás e não vi nada que denuncia-se que ele estava se aproximando então parei mais uma vez cansada e finalmente me virei ao contrário da direção em que antes corria, esse foi meu erro! Depois de suspirar aliviada pensando que o “pequeno” susto tinha passado me voltei novamente me preparando para voltar a correr, porém o mesmo homem encapuzado estava bloqueando minha passagem.
Em um ato de desespero comecei a deferir socos em seu peito só que nem de loge ele os machucavam, ele balançou a cabeça em sinal de negação e me virou de costa e me deu uma gravata me fazendo procurar por ar que faltou devido o aperto no pescoço, depositou gentilmente um tecido branco com um cheiro meio peculiar em minha boca e nariz e antes de desmaiar cortou-me o pescoço com a faca ensanguentada que provavelmente já havia matado outras pessoas disse- “Shiu…” Apaguei completamente mais antes milhares de pensamentos passaram por minha cabeça… E sem saber qual seria o final deste terrível pesadelo fechei minhas pálpebras que pesaram e por ultimo senti um gostinho amargo em minha boca adormecida meu sangue que manchava o chão e minhas roupas respingou pra cima e parou em meu lábios.
Eu já em meu leito de morte senti o gosto de sangue, o amargo gosto da morte.
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