Nightmare
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Mais um aí ^^
II CAPÍTULO
– AMOOOOOOOOR? – Senti uns braços conhecidos em volta do meu pescoço e um cheiro já familiar invadir-me por completo.
– Brian eu já avisei: se a tua namorada me vier chatear não é só ela que sofre.
– Parei, stressadinha. – Diz levantando os braços em sinal de rendimento, enquanto lança um sorriso de lado. – Mas eu não te vou esquecer minha amada. – Todos á nossa volta soltaram gargalhadas e eu emburrei e fechei a cara quando avistei Michelle ao longe a fuzilar-me com o olhar.
Levantei-me e sai dali a correr ignorando-o completamente. Antes de conseguir entrar no edifício para ir para a sala, Brian puxou-me pelo braço e fez com que eu o encarasse.
– Hey, desculpa ok? Só estava a brincar.
– Eu sei, mas eu saí dali para evitar que a Michelle me arrancasse a cabeça só de olhar para mim. Ela dá-me medo às vezes. – Disse a última frase mais baixo e revirei os olhos.
– Ahahah, não achas que era eu que devia estar com medo?
– Também, mas…AQUELA MULHER ODEIA-ME! – Disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, o que era. E mais uma vez ele riu. – Ri-te enquanto podes. Tenho a certeza que mais tarde ela via pendurar-se no teu pescoço e impor-te uma nova regra, que eu tenho a certeza que não é tão nova assim.
– E qual será essa regra? – Cruzou os braços e fez uma cara estranha.
– Brian Haner, nunca mais, NUNCA MAIS MESMO vais abraçar aquela vadia. Aliás, não vais voltar a falar para ela, nem a olhar para ela, nem a respirar o mesmo ar que ela. Estamos entendidos? Hum? Senão podes esquecer o que existe entre nós. – Fiz uma voz esganiçada que fez Brian quase rebolar no chão de tanto rir. – Ou algo do género.
– É tens razão já impôs, mas eu quero é que ela se foda.
– Como queiras. Agora fui. – Virei-lhe as costas e andei em direção á sala de tortura (ou de aula).
Sentei-me no último lugar e a última coisa que me lembro foi de ver os rapazes e Jenny entrarem na sala, acho que mandei um dedo do meio em forma de cumprimento à azulada e depois apaguei.
(…)
Acordei com algum infeliz a abanar-me.
– Mas o que… Own só porque és tu não vou fazer nada Johnny. – Ele sorriu, pois sabia que eu o achava fofo demais para o massacrar, mas ainda assim não abusava da sorte.
– Vamos lá, já tocou há 5 minutos. Estavas difícil de acordar. – Sorriu ainda mais.
– Fazer o quê né? – Encolhi os ombros.
Juntámo-nos aos restantes no pátio e as conversas começaram.
– E então amor? Mais relaxada? – Brian outra vez, só que agora vinha abraçado com Michelle – abraçado não, ela estava pendurada nele – que me lançou um olhar mortífero. Como eu tava de bom humor depois da soneca da aula, decidi juntar-me à brincadeira. Levantei-me e encarei aquela filha de uma mulher com muito pouca sorte (porque para ter logo duas iguais ao mesmo tempo, coitada ne?) por uma fração de segundo.
– Muito mais, ‘mor. – Dito isto dei-lhe um selinho e sorri-lhe ternamente. Ele retribuiu, mas o olhar dele era de pura malícia. Os outros encaravam-nos de boca aberta, exceto Jimmy, que ria como se não houvesse amanhã e Jenny que mostrou a língua a Michelle e depois juntou-se ao meu irmão. Voltei a sentar-me como se nada tivesse acontecido e retomei a minha conversa com Jenny sobre uma loja de roupa que ela tinha descoberto algures numa rua desconhecida, mas que aparentemente tinha roupas lindas. Senti Michelle sair a correr e Valary ir atrás dela, não sem antes me olhar mortalmente (aquele olhar devia ser de família), retribui com um sorriso sarcástico.
– Que foi aquilo? – Brian perguntou baixo para que só eu ouvisse, no entanto assim que as clones saíram do nosso campo de visão todos perguntaram o mesmo.
– Ahn…nada demais, eu estava curiosa sobre a reacção que ela teria então…
– Anny? – Zacky chamou-me e estava sério. – TENS O MEU RESPEITO. – E começámos a rir feitos os malucos que somos.
Vez ou outra, Matt olhava para mim, só que eu não conseguia decifrar o seu olhar. Deixei para lá, não devia ser nada de importante.
O resto do dia passou rápido e logo eu e Jimmy estávamos de volta a casa. Ele estava cada vez mais nervoso, embora não o admitisse, mas conhecia-o bem demais.
– Mano?
– Hum? – ele estava no mundo da lua, só podia.
– Está um ladrão na cozinha o que é que eu faço?
– Ok! – Na lua, tal como eu disse. Revirei os olhos e abanei-o um pouco. – Ahn?
– Ahaha estavas a pensar no show?
– Parece que sim, nós não ensaiamos…
– Não te preocupes, porque é que não ligas aos outros e pedes para irem mais cedo? Assim têm mais um tempinho para ensaiar. – Ele olhou para mim como se me analisasse.
– O que é que eu faria sem ti, Anny? – Levantou-se e foi para o quarto, acho eu.
Subi as escadas e fui para o meu. Quando abri a porta dei de caras com quem eu menos queria ver naquele momento. Suspirei, já sabia o que vinha por aí.
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