Nightmare
5 Capítulo 5
Com a ajuda dele, entrei na lanchonete. Fiquei sentada, enquanto ele pedia algo para mim, precisava matar a fome, antes que ela me matasse. Deitei minha cabeça sobre a mesa.
- Ei, você esta bem Demetria?
- Só estou um pouco tonta! E pode me chamar de Demi. Demetria é muito... Formal.
- Hum, ta bom!.
Algum tempo depois o pedido chegou à mesa. Senti como se um peso fosse tirado das minhas costas. Dei uma mordida no lanche, não era muito fã de hambúrguer, mas naquele momento era o que eu precisava. Joseph comia o outro lanche.
- Obrigada Joseph! – Falei depois de tomar um gole do refrigerante.
- De nada, e pode me chamar de Joe!
- Eu agradeceria novamente se você me explicasse o que esta acontecendo!
- É complicado Demi. – Jogou as palavras.
- Complicado como?
- Só acho que não seja o melhor momento para te explicar, mas prometo que te explico mais tarde!
Bufei insatisfeita. Queria me sentir conformada em ser tirada a força, de minha casa.
- Eu só quero voltar para casa.
- Não posso te levar de volta. Tente entender Demi, estamos te salvando, não te prendendo
- Não é o que parece! Mas e a escola... – Não que eu me importasse. – Minha mãe deve estar desesperada. Conhecendo ela, já deve até ter pedido para o exercito vir atrás de mim!
- Quanto a isso, já resolvi tudo! – Ele sorriu, fazendo uma careta sexy, se mostrando o esperto. – Bom como você tinha só mais duas semanas de aula, imaginei que você se sentiria aliviada de sair mais cedo que os outros! E também você ganhou um concurso para passar um mês em uma fazenda no Arizona, aprendendo biologia e outras coisas inúteis que você aprenderia na escola. – Imaginei se eu parecia tão idiota como ele, quando dizia que escola era inutil. — Sua mãe autorizou então tecnicamente você esta conosco com a autorização de um responsável!
- Ah, você é bem esperto, ai ela resolve ligar para saber como estão as coisas e como fica?
- Passei o numero do celular do Kevin!
- Você pensou em tudo mesmo, parabéns! – Comemorei ironicamente. — Estamos indo ao Arizona?
- É isso mesmo. – Piscou para mim.
Sorri com a mesma animação que sentia a três minutos atrás. Terminamos o lanche da madrugada e Joe me escoltou até o quarto onde estávamos.
- Vou voltar a dormir. Esta livre para fazer o que quiser, mas que seja dentro do quarto! – Ele me analisou. – Só não se mate, por favor!
Sentei-me na cama.
- Por que eu me mataria?
- Sei lá, vai saber se você não é uma perturbada!
- Do jeito que me olhou, senti que tenho cara de suicida.
Ele se jogou sobre a cama rindo.
- Boa noite Demi!
- Boa noite!
Também me deitei, mas demorei a pegar no sono, por já ter dormido grande parte da tarde e da noite. Depois de certo esforço e de algumas horas refletindo sobre qualquer coisa que vinha aos meus pensamentos, consegui dormir.
- Demi! – Ouvi uma voz distante chamar-me, mas não queria abrir meus olhos. – Demi! – Chamou novamente aumentando o tom da voz, tentei ignorar. – DEMI! – Agora gritava, enquanto me chacoalhava brutalmente.
- JOSEPH, isso é jeito de acordar uma dama? – Kevin o empurrou, pegou em minha mão e a beijou com delicadeza. – Bom dia! E me desculpe pela infantilidade do meu irmão. – Sua educação me assustava.
- Ela não acordava. – Tentou se explicar, pouco convencendo.
- Vamos tomar o café!
Coloquei meus tênis e acompanhei Kevin até a lanchonete. Uma mesa estava completa, com um belo e reforçado café da manhã, só nos aguardando para devora-lo.
Servimo-nos e comemos o suficiente para ficarmos certo tempo sem comer, pois o dia não seria curto e os garotos queriam evitar muitas paradas durante o percurso. Sem prolongar mais a nossa parada no hotel, assim que terminamos o café fomos embora.
A cada metro me via mais distante de minha mãe e esse sentimento ardia no meu peito, sabendo que ela estava sendo enganada e nem ao menos pude me despedir.
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