Nightmare
3 Capítulo 3
Tudo era um vazio, não se via nada por conta da escuridão, mas distante surgiu um brilho que ficava se movendo de um lado ao outro. De repente parou. Devagar foi se aproximando de mim, logo se formou um clarão que me fez abrir os olhos.
Olhei para o lado, já era noite e eu estava dentro de um carro.
- Demorou a acordar! – Ouvi uma voz masculina.
Minha visão estava embaçada e meus olhos ardiam, fazendo algumas lagrimas escorrerem.
- Você esta bem Demetria? – Pareceu preocupado.
- Quem são vocês? ... A onde estou? ... Não, o que esta acontecendo? ... Ai! – Minha cabeça doía um pouco.
- Ei, vai com calma nas perguntas! Sou Joseph. – Falava o rapaz no banco do passageiro, extraordinariamente lindo.
- E eu sou o Kevin! – Falou o que dirigia, enquanto arrumava o retrovisor, de forma que pudesse me ver.
- Isso é um sequestro?
Eles começaram a rir, como se eu tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.
- Não se preocupe, isso não é um sequestro! Só estamos te... Ajudando.
- Me ajudando a voltar para casa?
- Não, estamos te ajudando a mantendo longe do perigo, ou seja, perto de nós você esta bem segura.
Não sei se tinha entendido direito, aquilo não era um sequestro, mas estavam me forçando a ir com eles para onde quer que fosse que estavam indo? Era bem difícil tentar ver o lado bom daquilo.
- E a Selena como ela esta? Ela estava desesperada. A onde ela esta?
- A deixamos em casa, ela esta bem.
- Mas e aquele homem, vai querer...
- Não, não se preocupe. Ele não fez nada a ela!
- Eu só quero ir para casa! –Ideias surgiam na minha cabeça de formas para poder fugir, até que uma delas pareceu viável. – Pare o carro, por favor! Eu acho que vou... Vomitar! – Fiz um cara de quem não passava muito bem.
- Kevin para o carro. Rápido!
O mais rápido possível ele parou o carro no acostamento. Abri a porta e sai correndo para fora. Assim que a porta de Joseph começou a abrir, corri no acostamento, para me afastar do carro e achar um meio de voltar para casa.
- Ei, volta aqui! – Continuei correndo como uma condenada.
A luz que vinha dos faróis dos carros iluminava o acostamento, facilitando a visão do meu caminho. Eu ouvia alguém correndo alguns metros atrás de mim e cometi o erro de olhar para trás. Era Joseph.
- Cuidado! – Gritou ele.
Voltei meu olhar para frente, mas era tarde mais. Fui de encontro à frente de um carro parado no acostamento, que por alguma razão não o virá antes. Bati meu rosto com força no vidro a minha frente. Minha mente dizia para mim desviar meu olhar para o lado e assim o fiz. Como nos melhores truques de magica, o homem que estivera na escola, estava na direção em que olhei. Ele sorriu para mim de uma forma estranha. Senti que iria desmaiar.
- Moça você esta bem?
Olhei para o fundo do carro, através do vidro onde estava a ponto de desmaiar. Um homem estava de pé na traseira do carro, me encarava curioso.
Assim que voltei a olhar para o lado conclui que o homem de terno não estava mais presente.
- Demetria, você é maluca?
Joseph e o dono do carro me ajudaram a levantar. Vi algumas gotas de sangue cair em minha camiseta, então me dei conta que meu nariz sangrava impiedosamente. Coloquei minha mão sob o nariz, para que não manchasse a camiseta, mas do que já estava manchada.
Joseph me conduziu até o veiculo, onde Kevin nos esperava encostado no porta-malas.
- O que ouve?
- Ela atropelou um carro. – Kevin segurou a risada.
- Venha, vamos limpar isso!
Kevin tirou uma maletinha branca do porta-luvas. Ele limpava o sangue que já escorria para meu queixo, mas aquilo parecia não parar. Sem contar à dor que latejava em meu rosto, com o nariz sendo o ponto central da dor.
- Nunca imaginei que iria morrer por hemorragia no nariz! – Tentei aliviar a tensão.
Eles riram, mas imagino que só por dó, porque tinha sido uma péssima piada.
- Calma, que isso já vai acabar! – Kevin dizia confiante de si.
Depois de travarmos uma luta incansável contra o sangre que insistia em sair pelo meu nariz, foi sessando, até parar totalmente. Senti-me aliviada, porque era assustador a quantidade de sangue que tinha na minha roupa e até mesmo no chão. Infelizmente a dor permanecia.
- Credo, parece que o seu nariz vai cair!
- O que? – Um grito saiu com o susto.
- Não. O teu nariz não vai cair, só esta um pouco roxo! – Kevin era prestativo e responsável.
Entramos no carro. Não fazia a mínima ideia para onde me levariam e isso era uma das coisas que mais me assustava, porem o que me deixava mais curiosa e apavorada, era o fato de ter um homem, ou seja lá o que fosse aquilo que me perseguia e quase me matou uma vez. Afastei os pensamentos ruins e concentrei minha atenção nas estrelas e na escuridão que as cercavam.
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