Nightmare

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas esta ai o capitulo 11 *e*

- Patrick, eu preciso que vocês me ajudem! – Uma voz soava longe.

- Quanto a isso não podemos te ajudar! Esse é o resultado de suas ações. – Outro homem falou.

Forcei meus olhos a se abrirem. Mais uma vez me encontrei na sala do velho chalé, os moveis já não eram velhos e empoeirados, pareciam novos. Haviam três homens comigo, apesar de não me perceberem a minha presença.

- Paul, você não entende o que esta acontecendo. Vocês não entendem!

Fiquei pasma ao perceber quem acabara de falar. Era o mensageiro que me perseguia, mas sua aparência era mais humana. Sua pele tinha um tom rosado, ao invés do branco pálido. Seu rosto apesar de demonstrar preocupação, não era tão rígido e infeliz como eu via em todos os nossos encontros.

- Não tem como tirarmos isso das suas costas, mas podemos salvar sua família! – Disse o homem alto ao lado de Paul. – David, levaremos sua família.

- O QUE? COMO ASSIM? Patrick, não ouse fazer isso! – Dizia David furioso.

Paul saiu da sala por alguns instantes. Ao voltar, estava acompanhado de uma mulher e um casal de crianças, que não deveriam ter mais de seis anos. Os tirou de dentro da casa, levando para um carro que não me era estranho.

- Você sabe muito bem que a Morte matara a todos que encontrar nessa casa. – Disse Patrick, dando meia volta indo em direção à porta.

- VOLTE JÁ AQUI!

Patrick pareceu arrependido e completamente chateado.

- Sinto muito cara! – Apontou uma arma para David e lhe deu um tiro na coxa direita, que caiu de encontro ao chão.

- Nós éramos amigos! – Ele chorava como ultimo pedido. – EU AINDA ME VINGAREI DESSA! – Foram suas ultimas palavras, antes que Patrick entrasse no carro, indo embora com Paul e família de David.

Minha visão embaçada foi clareando-se aos poucos. Enfim pude concluir que estava em um quarto. Eu diria que era um quarto masculino, pela imensa coleção de miniaturas de carrinhos sobre uma prateleira.

- MÃE! A MENINA MORTA ACORDOU! – Um garotinho gritou para fora da porta branca.

- Frankie, ela não esta morta. Só estava desmaiada! – Uma mulher apareceu na porta. – Olá querida! Sou a Denise.

Me sentei e sorri para ela.

- Há quanto tempo eu estou... Desmaiada?

- Não sei exatamente. Mas vocês chegaram a mais ou menos uma hora! – Minha barriga roncou, fazendo questão de mostrar a quem estivesse por perto a fome que sentia. – Venha comer algo!

Ela esticou-me sua mão, me ajudando a levantar. Fui levada a cozinha, onde uma mesa redonda já estava posta com um lanche da tarde farto. Frankie sentou-se ao meu lado.

- Nicholas, venha! – Um rapaz entrou na cozinha, juntam-se a nós.

- Oi Demi! – Ele falou.

- Oi!

Tentei não parecer uma gulosa devorando as deliciosas torradas.

- Esta muito... – Parei, quando reparei algo familiar, em um retrato sobre o balcão da cozinha. Cheguei mais perto, concluindo minhas suspeitas. – Quem é esse?

- Esse era meu marido! Ele morreu há alguns anos.

- Ele se chama Paul?

- Isso mesmo. Os garotos falaram dele para você? Não costumam comentar muito sobre isso.

- Não foram eles que me falaram isso! Quem é Patrick?

- Eles não te falaram, né?

- Me falaram o que?

- Ele... – foi interrompida.

- Mãe? – Ouvi a voz de Joe atravessar a casa, chegando até nós. – Demi! – Ele falou assim que entrou na cozinha. Eu sorri. – Tudo bem com você?

- É, estou bem sim! – Suspirei.

- Posso falar com você Joseph? – Denise falou tomando um tom sério.

- Claro. – Ele disse se retirando acompanhado da mãe.

Voltei à atenção ao copo de suco de laranja a minha frente. A campainha da casa tocou. Esperei que Nicholas ou Frankie fossem atender, mas continuaram sentados. Tocou mais uma vez e eles continuaram sentados.

- Não vão abrir a porta?

- Pode deixar que minha mãe abre. – Nicholas disse.

Frankie saiu pela porta da cozinha indo ao jardim.

Mais uma vez a campainha tocou, dessa vez com um toque mais longo. Como ninguém se manifestou, mostrando que abriria a porta, eu mesma fui. Abri a porta, vendo um homem grisalho a minha frente.

- Demetria?! – Ele pareceu surpreso.

- Eu mesma.

De repente ele me abraçou. Foi um gesto amigável, porem não era algo que eu esperava receber de alguém que acabara de me conhecer. Me afastei, pensando que minha ação tenha sido um pouco mal educada.

- Me desculpe, mas é que nem te conheço! – Ri sem graça.

- Eu sei que eu deveria esperar mais um pouco, mas te ver aqui me deixa muito feliz!

- Esperar para o que? – Todos pareciam gostar de me deixar confusa.

Ele me encarava sorrindo. Parecia perdido em seu mundo dentro da própria cabeça. Isso me assustava, ver um estranho ser tão amigável comigo.

- Demi, sou Patrick.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.