Notas iniciais
Primeira fic, espero que gostem.

Tive um estranho sonho durante uma tarde qualquer. Um sonho com borboletas, testa em carne viva, cicatrizes, desproporcionalidade e pavor. Vou relatá-lo aqui, agora.

“Enquanto dormia de tarde, sonhei com algo surreal e não tinha consciência de que estava sonhando. Eu estava alienada, mesmo inconsciente.

Em primeiro lugar, é um modo bastante meigo de ser atacada por uma doença incurável.

Em meu sonho eu dormia, e no momento que acordei, percebi uma pequena borboleta de mais ou menos 2 cm, grudada em minha testa. Realmente grudada! Colada! Bem, achei estranha essa borboleta e olhando para ela, peguei-a com a mão e a arranquei da testa com força. Depois de jogar essa borboletinha para um canto qualquer, percebi que haviam várias delas coladas na minha testa e isso me assustou, mas não podia fazer nada a não ser arrancá-las de mim. E foi o que fiz.

Ao tocar em minha testa, notei que estava úmida e quando olhei para meus dedos, vi o sangue. Nesse momento, corri até o banheiro e, olhando-me no espelho, pude ver que o sangue escorria livremente e a carne estava à mostra. Minha testa em carne viva! Estava aterrorizada, totalmente em pânico, sentindo uma dor imensa e impotente demais para tomar uma atitude.

Até que tive uma idéia. Fui até meu colégio e procurei feito uma psicopata pela minha professora – regente de português. Outro alguém com meu problema procuraria por um hospital, médico ou algo do tipo, mas minha professora foi a primeira pessoa em quem pensei, no momento. O fato é que consegui encontrá-la e sentamo-nos para conversar (conversar?).

Nara estava muito calma. Calmíssima, aliás! Era como se eu tivesse procurado por ela apenas para perguntar a diferença entre um substantivo e um adjetivo. Mas eu, totalmente apavorada, apontando para minha testa – que já não era mais uma – perguntei:

— Nara, que coisa estranha é essa na minha testa?

— Você foi atacada pelo Mal de Paulo.

— Mal de Paulo? E como posso encontrar uma cura para essa doença? Diga rápido!

— Essa doença não possui uma cura. Mas se você realizar uma cirurgia, talvez consiga resolver seu problema.

E no mesmo momento, procurei por um hospital com poucas vagas ocupadas e consegui realizar a cirurgia que, supostamente, resolveria meu problema.

Dias depois, quando deixei o hospital, fui para casa e ao me olhar no espelho, vi minha testa cheia de cicatrizes e manchas. Podia facilmente ver que ela estava desproporcional ao resto de meu rosto se me olhasse de perfil. Estava assustador!

Nesse momento despertei e, assustada, coloquei a mão em minha testa. Percebi que ela estava totalmente normal: sem borboletas, sem carne viva visível, sem cicatrizes ou manchas e imediatamente me senti aliviada.

Afinal, não tinha dinheiro para cirurgia plática, mesmo. Seria, eu e o Freddy Krueger.”

Notas finais
E aí?
O que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!