Nightly Visits
1 Capítulo Único
Três batidas na porta da frente foram escutadas.
“Pontual”, pensou ao mirar o relógio sobre um móvel de sua sala e conferir a hora que marcava exatamente a combinada.
Ele se levantou do sofá meio nervoso, enxugou as mãos pouco úmidas de suor no tecido de sua calça e aproximou-se da porta em passos ligeiros.
Abriu-a.
— Juvia estava tão ansiosa para encontrá-lo, Gray-sama... — afirmou sorridente com uma expressão sonhadora ao ver seu amado assim que a porta foi aberta. — Esses dias em que Juvia passou sem ao menos vê-lo na guilda foram como pesadelos que não tinham fim...
— Erm... — Gray coçou os cabelos em um pequeno sinal de constrangimento. — Pode entrar, Juvia.
— Obrigada — seu sorriso ganhou traços mais apaixonados, coisa que fez o Fullbuster corado se desviar, ligeiramente, dos olhos dela, enquanto dava espaço para ela passar.
Juvia entrou, retirou suas botas de cano longo, deixando-as ao lado da entrada e para sua surpresa, o mago do gelo pegou em uma de suas mãos. Ela se assustou, imediatamente seu coração acelerou, as maçãs de seu rosto se ruborizaram mais e um sorriso abobado se alargou ao ter certeza de que aquilo não era um de seus devaneios, mas, sim, que a palma da mão de seu amado Gray-sama realmente estava junto à sua, conduzindo-a pela casa.
Aquele simples gesto levantou suas esperanças. Afinal, ele não pegou em sua mão nas outras vezes.
— Juvia está de mãos dadas com Gray-sama... — suspirou melódica levando a outra mão até a bochecha cortada pelo largo riso. — E não é em um sonho...
O mago revirou os olhos, encabulado ao escutar o comentário feito em tom deslumbrado, e ao chegar ao seu quarto, soltou-a quase no mesmo instante. A Lockser deixou seu chapéu sobre a cadeira perto de uma cômoda e o viu se sentar na cama. Sem delongas, também se aproximou e se sentou ao lado dele.
— Gray-sama — chamou-o com a voz ainda romântica —, desde a...
— Aqui não precisa do “-sama” — interrompeu-a tentando maquiar um pouco da vermelhidão de seu rosto franzindo as sobrancelhas e aparentando estar irritado. — Você sabe disso.
— Juvia gosta muito de chamá-lo assim... — falou em um timbre levemente envergonhado — Mas tudo bem, Juvia vai parar, Gray.
— Melhorou.
— Então, Gray... Desde a última vez, alguma coisa mudou?
— Eu não sei... — disse relaxando o olhar antes de soltar um suspirou cansado. Moldou um sorriso reconfortante no canto dos lábios e levou uma das mãos à bochecha esquerda da maga. — Mas senti sua falta durante a missão.
— Juvia também — pronunciou deleitando-se com a suave carícia em seu rosto. — Durante esse tempo que ficou fora, Juvia sentiu muito a sua falta, Gray...
— Fico feliz em ouvir isso — seu sorriso ganhou um ar pouco mais malicioso ao encaminhar a mão até a nuca da companheira de guilda e embaraçar os dedos nos fios azulados. — Seria ruim se tivesse me esquecido e... eu me sentiria mal se a perdesse...
A maga da água fechou os olho, segurou firmemente o tecido da saia longa que cobria seus joelhos unidos e deixou um curto riso baixo escapar de acordo com a aproximação lenta de seu querido príncipe.
— Você nunca perderá a Juvia... — sussurrou sentindo o contato da respiração gélida afagar seus lábios gentilmente, a milímetros de distância. — E Juvia não se esqueceria de você mesmo que tentasse...
O Fullbuster lambeu seus lábios sorridentes para umedecê-los e, ansioso, destruiu o pequeno espaço imposto entre eles.
Primeiramente, não foram apressados. O beijo iniciou-se tranquilo para que suas próprias bocas extinguissem a falta que sentiram uma da outra. No entanto, de acordo com o passar rápido dos segundos, o sentimento de saudade se dissipou e apenas o puro desejo de suas contidas vontades devassas restou.
O beijo carinhoso se tornou selvagem e necessitado. A mão presa à raiz dos cabelos azuis a puxava para si, impedindo-a de se afastasse; seus dentes se chocavam algumas vezes, seus lábios se moviam com ferocidade e suas línguas se cruzavam impacientes. O beijo pacífico rapidamente havia se tornado estimulante, e a cada movimento tomava mais de seus fôlegos.
A dama da chuva arfou implorando por ar ao conseguir uma brecha da boca que insistentemente continuava a beijá-la. Repousou as mãos sobre o joelho do mago e apertou o pano da calça, suplicante, avisando que seu oxigênio já esgotara. Mesmo relutante, ele atendeu ao pedido e se separou, porém, deixaram as testas ainda encostadas.
Não trocaram palavras. As respirações rápidas acarinhavam seus próprios lábios avermelhados e seus corações batiam acelerados dentro de seus respectivos peitos, quase em sincronia.
Ao recuperar parte do ar perdido, Gray avançou contra a curva do pescoço da Lockser; arrastou suavemente a ponta do nariz pela pele alva e aspirou o delicioso perfume que ela usava somente para aqueles encontros, enquanto acariciava a nuca com os dedos ainda ancorados nos cabelos.
Ouviu um gemido reprimido. O mago deu uma lambida extensa até o lóbulo da orelha, mordiscou-o, e novamente escutou um gemido como resposta, dessa vez, um “Gray” murmurado sensualmente dentre um eriço acanhado.
Ele sorriu, depositou a outra mão nas costas da colega de guilda e, pausadamente, conduziu-a até deitá-la sobre o colchão, revezando entre beijar e roçar mordidas delicadas naquele local. Soltou-se das madeixas azuis ao tê-la totalmente sob si, caminhou os dedos até a cintura delgada, levantou metade da blusa e a apalpou.
Alguns arrepios passaram a dominar os pelos do corpo feminino. A Lockser agarrou os cabelos escuros de seu Gray-sama e o aproximou ainda mais. Passeou as unhas gentilmente pelas largas costas nuas e apreciou com graça cada ruído seco que ele proferia perto de seu ouvido.
Ela mordeu o lábio inferior, cheia de desejo. A saliva do Fullbuster lavava maliciosamente o suor que começava a brotar em seu pescoço e os pequenos beijos provocantes a faziam estremecer entre deliciosos suspiros baixos. Estava carente; seu corpo clamava continuamente por carícias ousadas e mesmo que estas já alcançassem suas expectativas, ela as queria mais; sempre implorava por mais.
Juvia proferiu um suspiro alto ao sentir uma chupada indecente perto de seu maxilar. Mesmo tímida, abriu um sorriso maior ao notar ele corresponder a mais um de seus vários interesses, entretanto, após este mesmo carinho, o mago do gelo soltou sua cintura; beijou as clavículas como uma breve despedida e se levantou.
A maga da água sussurrou uma repreensão.
— Tch, não reclame — pediu tentando não soar muito agressivo enquanto tirava as calças, vendo-a se sentar. — Oe, você usa roupas muito longas!
— Desculpe, Gray — respondeu retirando com pressa a blusa de mangas compridas e em seguida a saia. — Se quiser, Juvia pode vir nua da próxima vez...
— Não — ele se atirou na direção da maga e a derrubou cuidadosamente no colchão, coisa que a fez soltar um pequeno riso. — Você só pode ficar nua na minha casa, comigo. Entendeu?
— Sim — asseverou em um murmúrio com um sorriso amplo estampado em sua face carminada, enrolando os dedos nos cabelos de seu Gray-sama que a encarava com os olhos nebulosos de desejo. — Só com você...
No segundo seguinte, voltou a ser beijada. Seus lábios foram tomados com grande fervor, mas antes que o afago alcançasse a mesma proporção do anterior, Gray desviou-se para o queixo. Desceu em mordiscadas calmas pelas veias ofegantes do pescoço, continuou pelos seios avantajados cobertos pelo sutiã, beijando-os carinhosamente, e prosseguiu pela barriga com suaves sugadas até chegar ao ventre. Parou, sentou-se sobre as panturrilhas à frente das pernas que, constrangidas, dobraram-se juntas, e a encarou com um sorriso embebido de vontade.
A dama da chuva segurou o lençol com força. Ar faltou em seus pulmões e a vergonha antes reprimida tornou a se destacar, principalmente em seu rosto, deixando-a bastante enrubescida. Ele colocou as mãos nas laterais da calcinha e a puxou acompanhando o contorno das pernas até retirá-la. Escutou um ruído inseguro ao fitar discretamente o meio molhado da roupa íntima e atirá-la no chão.
— O que foi? — questionou erguendo uma das sobrancelhas ainda provocante, caminhando as mãos docemente pelas coxas torneadas.
— Juvia... — ela engoliu em seco ao vê-lo separar seus joelhos unidos devagar. Fechou os olhos, sentindo-se mais nervosa, e o resto de sua frase saiu baixo: — J-Juvia só está com vergonha...
— Não fique assim. Nós já fizemos isso antes — contestou em um tom grave e calmo, curvando-se pausadamente entre as pernas. — E também, noite passada eu fui seu. Dessa vez, você é minha...
— M-Mas, Gray-s... — Um gemido rompeu sua frase assim que sentiu uma lambida em seus grandes lábios e se segurou ainda mais firme no pano com o coração palpitante.
O mago do gelo procurou se apoiar nas coxas que estremeceram com seu contato anterior. Transferiu mais lambidas rápidas com a língua propositalmente fria agora entre os pequenos lábios que, contrastando com a pele quente e pegajosa da intimidade, originava correntes demoradas de prazer pelas veias da mulher.
Os dedos dos pés de Juvia apertaram fortemente o tecido abaixo de si, suspiros mesclados a rápidos gemidos saíam de sua boca e alguns calafrios percorriam sua espinha de acordo com todo novo toque da língua aveludada do Fullbuster. Uma de suas mãos se dirigiu até os cabelos negros e os acariciou, como um agrado. Prendeu-se aos fios e com delicadeza passou a bagunçá-los conforme sentia as lambidas libidinosas estimularem-na cada vez mais.
Todavia, um carinho afoito apagou seu sossego.
O roçar repentino dos dentes em seu clitóris pulsante a fez arquear, a outra mão se depositou desesperada sobre a cabeça de seu amado e agarrou com força as madeixas escuras, empurrando-o mais contra seu sexo.
A Lockser respirou pesadamente, sentindo sugadas mais fortes em seu ponto latejante que a faziam proferir seu prazer em suspiros doloridos de excitação, ansiando para que persistisse com aquela deliciosa agonia. Contudo, no instante em que ele penetrou a língua gelada na cavidade úmida e moveu-a apenas para provocá-la, seu nome passou a ser mencionado dentre suculentos gemidos altos, os puxões que levou foram violentos e as coxas prenderam sua cabeça com força.
Tais toques voluptuosos a deixaram trêmula, altamente excitada e, principalmente, refém do mago que, a cada movimento, fazia com que ela sentisse vagarosamente a aproximação do almejado orgasmo.
Gray sabia muito bem o que estava causando à sua companheira de guilda, inclusive, ele saboreava aquela sensação. Lambia e engolia com ânimo a secreção que se acumulava insistentemente na feminilidade, e adorando estimular arrepios, assoprava um hálito frio que fazia cócegas na pele encharcada do sexo trepido, torturando-a.
A Lockser o chamou roucamente. Acarinhou cabelos negros e com o restante das forças os puxou de uma forma diferente das demais, fazendo-o levantar os olhos em sua direção. Afrouxou as coxas, libertou os fios e descansou as mãos sobre a barriga, bastante ofegante.
— Gray... — murmurou fraca, recobrando o ar perdido. — Juvia... J-Juvia não vai mais aguentar... P-Por favor, pare...
— Hã? Não quer gozar? — indagou curioso apoiando as mãos no colchão e erguendo parte do tronco, consequentemente, retirando-se de entre as pernas.
— Esta noite, Juvia quer gozar com você, Gray-sa... — interrompeu-se ao engolir a saliva de sua boca. — Gray...
— Hehh... Posso estar bem excitado, mas acho que ainda vou demorar — avisou engatinhando até ficar ao lado da mulher tão sorridente quanto ele e se sentar — Você vai ter trabalho.
— Tudo bem, Juvia vai se esforçar... — afirmou ao também se sentar, menos ofegosa, de frente para seu amado, colocar as duas mãos nas bochechas dele e dar um pequeno beijo em seus lábios. — Ainda... temos a noite toda, não temos?...
Ele abriu um sorriso no canto da boca e tornou a beijá-la sedento. Voltou com os dedos à cintura, escorregando-os pelo contorno modelado do corpo e os guiou até as costas, exatamente onde o feixe do sutiã estava e o desatacou. Separaram-se apenas para que sua colega de guilda pudesse retirar sua última peça de roupa, e feito isso, o Fullbuster a deitou com cuidado outra vez. Deslizou as mãos pelos braços, pela barriga, pelas coxas... Tocou-a possessivamente por inteiro ao mesmo tempo que afagava o pescoço com beijos instigantes.
A dama da chuva proferiu alguns suspiros, e sentindo um caminho de sugadas impacientes até seus seios, alegrou-se. Ele lambeu o direito com maestria; chupou a pele esbranquiçada, deixando consideráveis marcas vermelhas, rodeou a aréola com a ponta da língua e mordiscou o mamilo excitado.
Juvia tornou a gemer indefesa ao fechar as pálpebras para se deliciar com os carinhos mais intensos, cravou as unhas nos ombros fortes e as arrastou sensualmente ao ter seu seio esquerdo abocanhado de uma forma ainda mais esfomeada. Não demorou para que ela sentisse a ereção ainda contida na cueca tocar em seu quadril com insistência. Seu sorriso tornou-se mais contente, afinal, Gray a queria. Entretanto, ele, infelizmente, ainda não se cansara de estimulá-la.
Uma das mãos se dirigiu até a intimidade e o polegar pressionou fortemente o clitóris, fazendo com que um gemido agoniado e mais alto, diferente dos baixos que proferia, fosse liberado. Dois hábeis dedos gelados a penetraram e sem pudores começaram a excitá-la movendo-se com rapidez para dentro e para fora do íntimo encharcado, banhando-se com o líquido feminino que a umedecia.
A maga voltou a arfar incontrolavelmente. Suas mãos buscaram se segurar outra vez nos cabelos de seu Gray-sama e bagunçá-los de acordo com a movimentação em seu sexo e os carinhos da boca fria que prosseguiam na área de seu busto. Seu corpo tornou a arquear, unindo-se ao dele; a adrenalina corria ligeira em seu sangue, acelerando os batimentos de seu coração e aumentando a velocidade de sua respiração. Tudo o que conseguia fazer era suspirar, gemer o nome do causador de sua agitação e apertar as madeixas quando ondas de puro tesão voltavam a aquecê-la e formigar seu ventre.
— Ahhh, Gray... — pronunciou com a voz engasgada no fundo da garganta ao estremecer violentamente. — Gray... Gray-sama, por favor...
O mencionado abriu um sorriso provocante ao escutá-la desejando-o. Cessou a masturbação, ergueu o corpo e lambeu os dedos. Em seguida, retirou a cueca com destreza e se posicionou entre as pernas de sua companheira, apoiou os antebraços nos lados dela e acariciou os lábios ofegantes com os seus.
Ele se agarrou no lençol no segundo em que o membro rígido pressionou o ponto feminino, fazendo-o vibrar com o seu toque. Os braços da Lockser se envolveram por trás do pescoço do mago do gelo e sua boca buscou a dele com impaciência, a fim de se saciar com mais um beijo. Seu Gray-sama correspondeu ao beijo desajeitado não só tornando a cruzar a língua com a dela, mas, também, começando a penetrá-la lentamente.
Juvia fincou as unhas na pele suada e soltou um gemido excitado dentro da boca masculina, implorando para manter o beijo enquanto cerrava mais os olhos e o acolhia dentro de seu corpo ansioso. Porém, tiveram que se separar.
Os barulhos que a dama da chuva passou a proferir desfizeram o beijo. Cada movimento para frente e para trás a fazia soltar gemidos mais longos, deixando o mago extasiado com as sensações que estava provocando, sobretudo ao sentindo-a colar o corpo ao seu e mexer o quadril graciosamente para acomodá-lo melhor.
Suas estocadas passaram a ser mais ágeis em pouco tempo. Uma gota de suor escorreu pelo canto de seu rosto, arfadas secas desprendiam-se de sua garganta, e, às vezes, levava a cabeça para trás ao ter sua ereção comprimida ao invadi-la totalmente.
A maga da água voltou a morder o lábio inferior para tentar abafar seus próprios barulhos, mas era impossível. Tudo havia fugido de seu controle, principalmente ao notar o auge do prazer se aproximar.
Gray se agarrou ao tecido com ainda mais força ao desabar sobre a mulher que se surpreendeu ao senti-lo. Repousou o rosto suado perto do ouvido indefeso e sussurrou o nome da mulher em um timbre seco e malicioso assim que uma de suas mãos se encontrou com o seio direito e o apalpou manipulando o mamilo delicadamente.
Juvia deslizou os dedos pelas costas largas e os pausou na cintura, apertando-o. O ar passou a ser sugado diversas vezes pelas frestas de seus dentes e suas pernas trêmulas se cruzaram por trás do quadril do Fullbuster, grudando-o ainda mais a si ao ser atingida por uma forte onda de prazer.
Gray a penetrou com mais vigor ao beirar os próprios limites, fazendo-a sentir espasmos fortes se espalharem por seu corpo. Ela já não aguentava mais. E por mais que quisesse continuar a se refrear para gozar junto ao mago, a ambicionada sensação característica do clímax veio em uma possante e inevitável onda, paralisando todos os seus músculos e limpando sua razão ao se manifestar.
Ele percebeu aquele relaxo, e sorriu.
Apesar de também estar prestes a atingir o ápice, não queria se entregar antes da maga da água que, agora, estava enfraquecida debaixo de si. O Fullbuster exibiu um sorriso mais orgulhoso, levou as mãos às coxas e as apertou firmemente, estocando-a por mais alguns poucos segundos até instintivamente inserir todo membro latejante e deixar que o orgasmo o possuísse, fazendo-o estremecer ao se derramar.
Acalmaram-se, por fim.
Somente os barulhos de suas respirações aceleradas passaram a ecoar pelo cômodo antes dominado pelos vários gemidos e suspiros de ambos. As pernas femininas soltaram o mago do gelo devagar, ele se retirou do interior de sua companheira de guilda e rolou para o lado dela visivelmente exausto.
A dama da chuva abriu os olhos e os ergueu na direção dos de seu amado. Encararam-se e compartilharam o mesmo sorriso satisfeito, enquanto ainda ofegavam. Aproximaram-se simultaneamente, e um beijo curto os uniu por um instante.
Juvia deixou uma das mãos sobre a bochecha de seu Gray-sama e a acariciou com ternura ao se afastar e fitá-lo novamente, porém, com os olhos marejados.
— Juvia o ama muito, Gray-sama... — declarou com uma lágrima fina escorrendo pelo canto de seu olho direito, ainda sorrindo. — Muito...
Gray somente respirou fundo, sem mais sorrir. Pegou a mão que o afagava e a pousou sobre o abdômen em silêncio.
A Lockser se aconchegou no peitoral e usou a mão que o acariciava para cobrir a própria boca e abafar os soluços de seu pranto baixo. Entretanto, não impedindo que suas lágrimas molhassem o peito úmido de suor.
Estava fortemente agarrada à esperança de que em alguma noite seu amado a responderia dizendo que também a amava. Contudo, infelizmente, como das outras vezes, havia se enganado.
O Fullbuster fechou as pálpebras e afagou a cabeça da maga entristecida lentamente. Ao notá-la se acalmar, desceu a mão até o braço, envolveu-a em um meio abraço suave e respirou fundo, pensativo.
Mesmo diante de suas incertezas, era inegável que os sentimentos que nutria por aquela mulher aumentavam a cada encontro. E embora ainda não pudesse afirmar que a amava, todas as vezes que estavam separados, sentia-se ansioso para reencontrá-la e voltar a aproveitar aquele precioso momento ao seu lado...
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