Nightingale

23 Capítulo 23 - Tears and Rain


Notas iniciais
Hey amores, olha eu aqui! Demorei, mas voltei. Primeiramente, queria dar as boas vindas as leitoras novas, sejam muito bem-vindas" ^.^ Em segundo lugar queria pedir desculpas pela demora, juro que to postando o mais rápido possível, mas entre trabalho, faculdade, auto-escola e curso de fotografia, mal tenho tido tempo para respirar. E por último, queria dizer que não revisei o capítulo, então se encontrarem qualquer erro ou incoerência, relevem (fiquei com preguiça, admito). E acho que por hora é só, nos vemos lá em baixo. XO

Tive que piscar algumas vezes até que conseguisse focalizar meus olhos. Eu estava em uma sala com paredes brancas e sem janela ou móveis, minhas mãos estavam atadas no encosto da cadeira. Minha mente estava completamente embaralhada.

– Até que enfim a Bela Adormecida acordou. – então uma sombra caiu sobre mim.

– Tasha?! – exclamei tentando compreender o que estava acontecendo ali. – Eu... Eu não entendo...

– É claro que não! Garotinha estúpida, como poderia?

– Isso é por causa do Dimitri? – perguntei.

– Dimitri? Não. Isso não tem nada a ver com Dimitri.

– Mas... Eu pensei...

– Eu posso ter Dimitri na hora que eu bem entender. – ela então se aproximou e puxou meus cabelos forçando meu rosto para cima. – Não, isso é muito maior do que Dimitri. Será que seu querido papaizinho poderia se safar dessa?

– Meu pai? – eu estava ficando mais confusa a cada segundo.

– Deixe-me te contar uma história pequena Rosemarie. Lucas e Moira, pais de Christian. Eles tinham uma sociedade com seu pai, alguma coisa ligada ao ramo hoteleiro. Um dia eles receberam uma ligação dizendo que suas ações tinham sido liquidadas. Do dia para a noite eles ficaram completamente pobres, com uma criança pra cuidar e sem dinheiro. Enquanto isso as ações de Abe Mazur triplicaram de valor. Acha isso mera coincidência? Bem, quando eles ameaçaram denuncia-lo, um misterioso acidente de carro acabou com a vida deles. Christian quase não se lembra dos pais e...

– Christian sabe disso? Oh meu Deus, Lissa...

– Não. Eu quis poupar ele de toda a dor e ódio. – ela pausou, como que respirando fundo. – Então você deve imaginar que não foi nem um pouco difícil forjar um assalto que saiu do controle. E como se não bastasse tudo o que Mazur fez a minha família, a pirralha da filha dele ainda resolve seduzir o meu Dimka. Eu nunca iria deixar isso barato. Mas pode ficar tranquila, em breve você vai se juntar aos seus queridos papai e mamãe. E seu irmão vai ficar sozinho e sem dinheiro. Exatamente como eu fiquei.

– Você é louca. – eu disse. Ela se puxou pelo cabelo novamente e dessa vez eu percebi que ela tinha uma faca na mão.

– Será que ele ainda te amaria se você não tivesse um rostinho tão lindo? – ela disse escorregando a faca por rosto. Senti uma ardência e logo alguma coisa escorrendo por meu rosto. Sangue.

– Dimitri nunca vai te amar, mesmo sem mim. O dia que ele se tocar a psicopata que você é, ele vai te dar um pé na bunda. E quanto ao meu pai, eu sinto muito. Mas não sou responsável pelos erros dele. – ela então me deu um tapa na cara e eu apaguei novamente.

POV Lissa

– Lissa. – Luke praticamente esmurrava minha porta.

– O que aconteceu? – perguntei ficando preocupada.

– A Rose tá ai?

– Não, ela saiu pra caminhar.

– Há três horas atrás e ainda não voltou. – disse franzindo as sobrancelhas.

– Relaxa Luke, ela provavelmente deve estar bem. Você sabe como a Rose é. – ele me olhou como se realmente quisesse acreditar no que eu estava dizendo, mas não conseguia. Foi quando eu abri a boca pra responder a ele que a campainha tocou. Luke foi correndo pra atender e eu logo atrás.

– Luke, não! – disse papai impedindo-o de chegar até a porta.

– Pai, o que aconteceu? – perguntei.

– Nada Lissa. Vá pro seu quarto que eu cuidarei disso.

– Se é sobre a Rose eu quero saber! – exigi. Ele passou a mão pelo cabelo e percebi que estava ficando frustrado e irritado.

– Eu preciso contatar a policia primeiro. Depois te explico o que está acontecendo. – então ele pegou o telefone e em seguida estava falando rapidamente e eu não conseguia entender. Eu decidi me sentar no sofá, onde minha mãe parecia nervosa e Andre tentava acalma-la. Logo depois papai veio acompanhado de Luke.

– O que aconteceu? – exigiu minha mãe.

– Eu e o Luke temos investigado a morte de Abe e Janine. Tinhamos quase certeza de que não foi apenas um assalto e agora a confirmação chegou. – disse estendendo o bilhete. Minha mãe correu os olhos pela nota e em seguida a colocou no bolso.

–Explique isso direito.

– Anos atrás, quando as meninas eram pequenas demais para se lembrarem, Abe fez uma parceria com Lucas e Moira Ozera...

– Os pais de Christian? – perguntei interrompendo.

– Sim querida. Agora me deixe terminar. – repreendeu-me. – No fim o negócio não deu certo e os Ozera acabaram perdendo tudo. Abe teve que fazer um esforço danado para ele também não perder tudo. Quando conseguiu dar a volta por cima, os Ozera começaram a ameaçar ir à policia. Exceto que o negócio de Abe era legitimo, eles não iriam encontrar nada de errado. Foi exatamente o que ele respondeu e depois mostrou aos Ozera. Não sei se eles ficaram deprimidos, ou se realmente foi apenas um acidente, mas dois dias depois o carro deles capotou e eles morreram.

– Quando meus pais morreram e eu assumi a empresa, — disse Luke. – Eu comecei a checar as finanças e encontrei uma nota em meio aos papéis do meu pai ameaçando acabar com tudo o que era importante pra ele. Foi ai que eu pedi ajuda a Eric e nós começamos a investigar. O bilhete que chegou agora é apenas a confirmação. – Luke então baixou o rosto sobre a mão, era visível a tensão que ele estava sentindo.

– Ok, mas o que os Ozera tem a ver com isso? – perguntei confusa.

– Nós descobrimos que Natasha Ozera tinha contratado o homem que atirou em Abe e Janine e eu tenho certeza de que é ele quem está por traz do sequestro de Rose. – disse meu pai.

– E o que a policia vai fazer? – perguntei.

– Eu vou entregar tudo o que descobrimos nas investigações e deixar que eles tomem a liderança agora.

– Pai... E quanto ao Chris? Ele sabe? Ele também... – eu não conseguia pronunciar as palavras.

– Não querida. Eu creio que o Christian não faz nem ideia de tudo isso. – Andre passou o braço pelo meu ombro igual quando eramos pequenos e eu desabei em seu ombro.

Papai conversou durante o que me pareceram horas com a polícia e lhes entregou um pendrive contendo toda a investigação que ele e Luke tinham feito nos últimos meses. Papai os acompanhou até a porta e mal eles tinham ido a campainha tocou novamente. Era Dimitri.

– Eric, me diz que a Rose tá aqui, por favor. – implorou, visivelmente abalado.

– Eu realmente queria te dizer que está, Dimitri, mas eu não posso. O que aconteceu? – pediu papai, lhe dando passagem para entrar na casa.

– Isso estava debaixo da minha porta. – Dimitri estendeu a mão e eu me aproximei para olhar. Era uma foto de Rose, amarrada a uma cadeira, com um olho roxo e um filete de sangue escorrendo pelo canto da boca. Desacordada, eu espero.

– Ai meu Deus!- exclamei, sentindo minha ultima reserva de energia me abandonar e caindo na escuridão.

– Se ao menos tivéssemos uma forma de rastreá-la. – ouvi a voz de papai. Abri os olhos e percebi que estava deitada no sofá. Papai, Luke e Dimitri estavam de pé, conversando.

– Mas é claro! – exclamou Luke.

– O que foi, Luke? – perguntou meu pai, aflito.

– O colar que Lissa deu a Rose de aniversário. Eu sabia que ela nunca iria tirar, então mandei instalar um gps. Naquela época já sabia que tinha alguém atrás de nós.

– Então você pode rastrea-la? – perguntou Dimitri, esperançoso. Como resposta, Luke saiu correndo, com meu pai e Dimitri em seu encalço. Em poucos instantes nossa casa se tornou uma bagunça de policiais correndo pra lá e pra cá. Um deles se aproximou do que parecia o chefe e começaram a conversar.

– Eles tem a localização da menina, mas o que me preocupa é a sequestradora. Essa mulher é completamente instável. É viciada em remédios pra dormir, já foi parar numa clinica de reabilitação duas vezes. É impossível prever o que ela vai fazer. Temos que tomar muito cuidado para que ninguém se machuque. – algumas palavras a mais foram trocadas, mas era tudo muito técnico e eu não entendi. Logo depois todos saíram em disparada deixando a mim e minha mãe sozinhas em casa.

POV Rose

– Sua vadia! Pode me torturar o quanto quiser, por que você ainda vai acabar numa cela acolchoada. Vadia psicótica! – Tasha soltou um urro quase que animal e me acertou na cara de novo. Nessa hora ouviu-se um estrondo e ela soltou minhas mãos, me puxando de pé, com uma arma na minha cabeça. Em instantes o quarto estava todo repleto de policiais com suas armas preparadas para atirar.

– Se afastem ou eu juro que explodo os miolos dela. – gritou. Um dos homens deu um passo a frente, ambas as mãos estendidas.

– Você não quer machucar a menina Natasha. Faça isso e você vai passar o resto dos seus dias na prisão. Solte-a e nós podemos fazer um acordo. Em dez anos você estaria livre de novo. Pense bem, não jogue sua vida no lixo.

– Ninguém nunca disse isso para o bastardo do pai dela. Ninguém nunca ofereceu essa chance à meu irmão. Por que eu deveria dar isso a ela?

– Por que seu irmão está morto, bem como o pai dela. Matá-la não vai adiantar nada, só vai trazer mais dor. Seu sobrinho precisa de você, bem como o bebê que está pra nascer. Não arruíne a vida dessas famílias. – implorou o homem.

– Eles arruinaram a vida da minha família. E ninguém nunca se importou. Por que eu... – então eu ouvi um estrondo e a arma foi-se ao chão, enquanto da mão de Tasha escorria sangue. Ela se abaixou para recuperar a arma e eu corri até os policias, assim que os alcancei mais um tiro foi dado.

Notas finais
Pra quem achou que a Tasha tava por trás de tudo... Acertou! Agora, pra quem pensou que o Dimitri seria o herói... Veremos, veremos... A fic tá chegando na reta final, então quem ainda não recomendou ou comentou, aproveite enquanto é tempo (e faça essa autora mais feliz =D) Bjks amores