Notas iniciais
Boa leitura

Percy podia dizer que estava preparado para qualquer coisa quando entrou naquele portal, mas ele realmente não esperava estar despencando a centenas de metros de altura, sobre um verdadeiro caos que se abatia sobre o campo de batalha no solo. Nix devia estar rindo da cara dele naquela hora. A queda provavelmente seria mortal para ele a um tempo atrás, mas agora era uma chance de analisar o acontecia lá embaixo. Ele viu uma horda de dezenas de milhares de monstros duelando com semideuses, sátiros e outras criaturas de um lado, e no outro os sete da profecia (seis para ser mais exato) juntamente com os deuses travavam uma batalha sem igual com os gigantes, e mais ao lado assistindo tudo de camarote estava a deusa da terra, completamente desperta sentada em um trono feito de barro. Com certeza a situação não estava nada boa para o lado dos deuses.

Agora ele estava a apenas algumas dezenas de metros do chão, e viu que era a hora certa de agir. Decidiu testar sua mais nova espada logo de cara, afinal estava curioso para saber do que ela era capaz, sacou Venatrix Tenebrarum e deu um giro no ar para ganhar força e então partiu um ciclope que estava abaixo de si ao meio, o monstro nem ao menos teve tempo de saber o que o atingiu, e para Percy foi como se ele cortasse manteiga com uma faca quente. Sorriu internamente, Nix não brincou quando disse que a espada cortaria qualquer coisa. Os monstros ao perceberem a presença do novo inimigo logo partiram para o ataque. Um cão infernal do tamanho de um cavalo saltou sobre ele e mais uma vez com um único golpe Percy o dividiu em dois, uma Dracanae tentou golpeá-lo pelas costas, porém ele posicionou a espada para defender o golpe. No entanto, quando a espada da mulher cobra se chocou com a sua ele já não segurava uma espada, a arma tinha se transformado em uma lança de quase dois metros, contudo ele não teve tempo de admirar a beleza da arma pois um ciclope já descia uma clava sobre ele. Percy desviou do golpe do monstro, e cansado de brincar decapitou a dracanae e atravessou o ciclope com a lança, em menos de um segundo. Depois saltou mais de dez metros, e querendo conhecer o real poder daquela arma, ele se concentrou na imagem de um arco e flecha, e realmente aconteceu, a lança brilhou rapidamente e se transformou em um arco. Puxando a corda, uma flecha feita de uma energia escura surgiu e então ele soltou a flecha direcionando ela aos olhos de um drakon que tentava matar um grupo de semideuses, e só neste momento ele pareceu ser notado pelos outros Heróis. Contudo ele não tinha tempo para observar as reações, ou dar um oi, ele tinha um único destino, a Deusa da Terra, e para isso ele teria que passar pelos monstros, e pelos gigantes. O drakon que tinha sido atingido pela flecha de energia tinha se desfeito em pó, e Percy observando o local do seu pouso, sorriu vendo a chance de testar sua outra arma. Ele atirou o arco para o alto e sacou suas adagas duplas, caiu sobre os ombros de um nascido da terra e enterrou as adagas no pescoço do monstro, o fazendo se desfazer em pó. Então ele guardou as adagas, e pegou o arco no ar, e o transformou novamente em uma espada, realmente aquela era uma arma sem igual, e com ela, ele abriu caminho entre os monstros, onde quer que ele passasse tudo o que se via era uma chuva de pó dourado.

Até que enfim ele chegou onde os deuses e seus filhos batalhavam contra os gigantes. Alguns deuses pareciam estar em uma luta equilibrada, mas um em especial chamou sua atenção. Poseidon lutava com Polibotes, e o Deus dos mares estava em clara desvantagem, pelo fato de lutar sozinho com o gigante enquanto com os outros deuses tinham a ajuda de seus filhos. Afinal a profecia dizia que os gigantes só cairiam pelas mãos dos Deuses e suas crias. Percy pensou em ir imediatamente ajudar seu pai, mas uma sensação o fez hesitar, ao desviar o olhar, ele notou que a Deusa da Terra olhava diretamente para ele com um olhar enigmático. Ele não sabia se ela tinha percebido algo diferente nele. Porém, ele tinha um gigante para derrotar antes de confronta-la. Então rapidamente ele correu em direção ao gigante, que trocava golpes com Poseidon, tridente contra tridente, e logo resolveu usar o elemento surpresa e também os Poderes conferidos pela benção de Nix. Estendendo a mão, e se concentrando, sombras que pareciam vivas se entrelaçaram em volta de Polibotes, prendendo ele no solo. Poseidon ficou confuso ao ver aquilo, mas assim que ele avistou Percy ele pareceu ficar muito surpreso, afinal ele pensava que seu filho tinha morrido no Tártaro, essa tinha sido a história contada pela filha de Atena que tinha retornado sozinha do Poço.

Percy, é você mesmo?— O deus perguntou, Percy não estranhou muito a pergunta, pois ele estava bastante diferente de antes, seus olhos e cabelos tinham escurecido bastante, e a capa preta que usava o deixava parecendo quase como um filho de Hades, mas ele não podia dizer que não gostava do visual, e também não sabia que tipo de história Annabeth tinha contado para noticiar sua morte –

Sim pai, sou eu— Os dois trocaram um pequeno sorriso rápido, porém não tinham tempo para momentos familiares, Polibotes já começava a se libertar das sombras que o prendiam – Não temos tempo Pai, precisamos acabar com ele logo e então lidar com Gaia, as minhas sombras não vão aguentar muito mais.

Suas sombras? Você está fazendo aquilo?— O Deus perguntou, mas ao ver a expressão impaciente de Percy decidiu deixar as perguntas para depois. No entanto, foi naquele momento que Polibotes se soltou completamente das sombras e elas o deixaram furioso.

Maldito seja Percy Jackson, vou destruí-lo junto do seu maldito Pai— esbravejou o gigante com fúria –

Percy sabia que agora juntamente com o seu Pai poderiam dar conta facilmente do gigante, o que lhe preocupava era a Deusa da terra, ao olhar novamente na sua direção ele viu que está ainda o olhava, como se o esperasse, e isso o perturbava muito. Portanto, ele decidiu agir rapidamente sem esperar Poseidon ou Polibotes, o Semideus correu com a velocidade de um raio, e sacou Anaklusmus, sua velha espada surgiu em sua mão. Agora que já sabia a extensão dos poderes de Venatrix Tenebrarum ele queria guardá-la para a luta com Gaia. O gigante sorriu com arrogância provavelmente ele pensava que Percy ainda era um semideus comum, mas o que ele não sabia era que, sozinho o Herói poderia dar conta dele. Polibotes tentou acertar o semideus com o seu tridente, mas para sua surpresa ele saltou e alcançou a altura de sua cabeça e então fez um corte acima do olho do gigante que rugiu em dor e surpresa. Percy ao aterrissar no chão, atrás do gigante, não deixou que ele se recuperasse, novamente usou suas sombras para prender o gigante, Poseidon que até então apenas observava surpreso decidiu ajudar o filho a acabar com o gigante, ele avançou com o seu tridente em mãos ao mesmo tempo que Percy fazia o mesmo com Anaklusmus, Polibotes não teve tempo de se livrar das sombras ou desviar, os dois cravaram suas armas ao mesmo tempo no tronco do gigante que se desfez com rugido gutural que chamou a atenção de todos no campo de batalha.

Os deuses juntamente de seus filhos que lutavam contra os gigantes restantes se voltaram para a imagem de Polibotes se desfazendo em pó dourado, e só então se deram conta do semideus ao lado de Poseidon. Percy olhava para os restos do gigante com um rosto inexpressivo, agora ele tinha consciência de que a hora de enfrentar a Deusa da Terra tinha chegado. No entanto, parecia que as batalhas remanescentes tinham parado por conta da morte de Polibotes. Os filhos de gaia estavam enfurecidos e surpresos pela morte do irmão que antes era o que estava em melhor situação na batalha. Mas o primeiro a se pronunciar foi o filho de Júpiter que estava mais próximo do Deus dos mares e seu filho.

Percy, é você?— E pela segunda vez no dia o Herói ouvia aquela pergunta –

Sim, Jason sou eu— Disse Percy –

Mas, como você pode estar vivo? Annabeth disse que você se sacrificou por ela no Tártaro— Revelou o filho de Júpiter, Percy não ficou muito surpreso, a história contada pela filha de Atena, era simples e não deixava espaço para questionamentos, porém ele não podia conter a raiva que sentiu quando soube que sua ex-namorada havia mentido para todos sobre sua suposta morte.

P-Percy?— A voz hesitante o fez olhar para o lado, enquanto Atena lutava contra Encélado. Annabeth olhava para ele como se visse uma alma penada. Ele queria poder dizer que simplesmente a ignorou, e que não sentiu nada ao vê-la, mas aquela pequena dor em seu coração voltou para lhe atormentar, no entanto, ele mascarou todo e qualquer sentimento sobre ela e a encarou com um olhar gélido.

Sim Annabeth, você parece um pouco surpresa, não é?— Ela o olhou sem reação –

Percy, por favor me descul...— Ela foi interrompida –

Não preciso de suas desculpas ou razões, você me abandonar no inferno para morrer, já diz o suficiente— E antes que ela pudesse dizer algo mais ele continuou – Sua mãe parece precisar de ajuda, por que não vai lá ajuda-la, ou será que também vai correr e abandona-la? – Ela olhou na direção de sua mãe e correu para lá, mas não antes de lhe dar um último olhar cheio de remorso.

Percy se voltou para Jason. Que parecia ter acabado de ver a 5 temporada de Breaking Bad.

O que você quis dizer com abandona-lo no inferno, cara o que foi que aconteceu?— Perguntou ele -

Nada disso importa agora temos que acabar com o resto dos gigantes e derrotar Gaia — Percy sabia da urgência da situação, pois os gigantes restantes agora atacavam com fúria redobrada.

O garoto tem razão, devemos terminar com isso agora, antes que Gaia decida fazer algum movimento— Falou Zeus pela primeira vez, Jason se voltou para a direção da batalha com Porfírio, mas antes disse – Boa sorte, quando isso acabar vamos ter um baquete com outros, sobreviva cara.

Pode deixar é a minha especialidade— Percy então se voltou para a Deusa da terra, que agora estava de pé no alto do morro em que estava seu trono, ela ainda olhava para ele e dessa vez ele não iria deixa-la esperando. Os semideuses ganharam um novo folego ao ver Polibotes derrotado, e a batalha estava tomando um rumo melhor para o lado dos deuses. Percy começou a caminhar na direção de Gaia, mas foi interrompido por seu pai.

Percy, devemos ajudar a derrotar os gigantes remanescentes antes de lidar com Gaia, temos sorte de ela ainda não ter se movido— Poseidon falou, o Deus já suspeitava que algo estava errado, pois a Primordial da Terra estava vendo a batalha virar na frente dos seus olhos, porém esta não fazia nada para evitar uma possível derrota.

Pai neste momento eu sou o que tem mais chances de derrota-la, eu sei que isso parece impossível, mas eu tenho que ir confronta-la agora, eu sinto que devo fazer isso — Percy respondeu, realmente com os seus poderes de filho de Poseidon, somado com o intenso treinamento e a benção de Nix ele poderia alcançar o nível de um dos deuses olimpianos se libertasse todo o seu poder. Poseidon ficou surpreso com a fala de seu filho, mas antes de ele questionar a origem daqueles novos poderes e de suas mudanças físicas, algo que o estava incomodando a muito tempo, Percy saiu em disparada na direção da Deusa da Terra, o deus do mar ainda pensou em ir atrás dele, mas algo em seu íntimo o fez hesitar e ir auxiliar os outros deuses, mal sabia ele que aquela decisão selaria o destino de muitos.

Percy subia o morro em que estava Gaia, sacou Venatrix Tenebrarum e a manteve em seu punho, seu coração estava a mil, afinal ele esperava estar prestes a lutar a maior batalha de sua vida contra um inimigo extremamente forte e antigo. Quando ele chegou ao topo do morro, ele encontrou a Primordial na forma humana, talvez ela quisesse mata-lo naquela forma, pois não achava necessário muito mais para destruí-lo. Mas algo lhe dizia que não, Gaia o encarava com um olhar desprovido de sentimentos, antes de ele pensar em hipóteses sobre aquilo ou em palavras cheias de coragem e desafio, ela se pronunciou.

Perseu Jackson, estive esperando você por muito tempo— Falou ela –

Bem eu estou aqui agora, não vou deixa-la destruir o mundo que conhecemos, vou impedi-la de qualquer maneira— Afirmou ele –

Não estou aqui para destruir o mundo, o que eu quero é destruir os malditos deuses, eles não são dignos de governar este planeta eles se tornaram sujos, impuros, e egoístas, veja todos aqueles semideuses e criaturas da natureza mortos, acha que eles se importam com os mortais, tudo o que vocês são para eles são meros brinquedos usados para protegê-los— Revelou a Primordial –

Eu já ouvi este discurso antes, os deuses não são perfeitos, mas são melhores do que os seus filhos— Respondeu ele –

Sim, Percy Jackson é nisso que eles querem que você acredite, veja sua pequena namorada filha de Atena, por que você acha que ela o deixou no Tártaro?— a pergunta o pegou de surpresa e ele não pode responder – Ela só fez o que sua mãe lhe ordenou, Atena sabia que o poder que você ganharia no Tártaro seria necessário para esta batalha, por isso disse a sua filha para lhe deixar lá. Você vê agora Perseu, seres assim não podem governar este mundo.

Percy não sabia como reagir aquela informação, nem mesmo se era verdade, mas saber daquilo o deixou desnorteado.

Não tenho muito mais tempo aqui Perseu Jackson, meus filhos já estão perecendo, e você é que está destinado a destronar os deuses e iniciar uma nova era na terra. – Percy não teve tempo de perguntar mais nada, Gaia estendeu a mão em sua direção e uma luz esverdeada surgiu sobre ela e então ela tocou o peito de Percy, que sentiu uma energia sem igual preencher cada parte de seu corpo.

Agora você tem uma parte do meu poder, mas você terá de buscar mais para expurgar os deuses do mundo, além de buscar aliados para lhe ajudar a governar nos novos tempos. – disse ela – Irei entrar mais uma vez em um sono profundo e quando acordar espero que tenha se iniciado a nova era, seja forte, pois você terá de abandonar tudo que teve até hoje para conseguir, adeus Perseu Jackson.

Então ela desapareceu deixando Percy olhando para o vazio, ele não sabia o que fazer agora. A batalha lá embaixo já tinha sido decidida, a saída de Gaia pois um fim na chances dos gigantes, um após um eles foram caindo, os monstros já começavam a fugir e os semideuses derrotavam os restantes. O filho de Poseidon apenas olhava tudo lá de cima, ele pensou em ir embora, ou em ir encontrar seus amigos. Mas ele não pode. Zeus e os outros onze olimpianos surgiram em sua frente. Para a surpresa de Percy eles não tinham expressões nada boas após a batalha ganha.

Percy Jackson, você pode explicar por que podemos sentir a energia de Gaia em você?— Zeus falou em um tom nada amigável, mas antes que pudesse dizer algo Atena o interrompeu –

— Está claro que o garoto conspirou contra nós durante sua passagem pelo Tártaro, os novos poderes que ele manifestou durante a luta devem ter sido dados por Gaia, devemos executa-lo agora e acabar de vez com a ameaça— Sentenciou ela, sem deixa-lo se defender –

Muito bem, quem está a favor da morte do semideus?— perguntou Zeus, todos os Deuses menos Hades, Afrodite, e Artêmis acenaram suas cabeças.

Aquilo para Percy foi a conclusão de que Gaia estava certa, os deuses não hesitavam em nada quando o assunto lhes ameaçava, nem mesmo o deixando falar ou se defender. E até mesmo o seu pai que esteve ao seu lado no campo de batalha minutos atrás, o condenou à morte, Gaia estava certa, eles não eram justos, não eram dignos, não eram nada. Ele iria expurga-los deste mundo e iria manda-los para o mesmo local dos Titãs, Gigantes e outras criaturas do seu nível, o local que eles o mandaram.

Percy Jackson, você foi condenado pelo conselho olimpiano, sua alma será enviada para os campos de punição, ultimas palavras?— disse Zeus –

Olimpianos vocês são a pior escória que existe neste planeta, usam seres vivos, pessoas e qualquer outra coisa ao seu alcance apenas para se proteger ou se divertir.— As palavras do semideus surpreenderam os deuses, Zeus ficou furioso com o que foi dito, e apontou seu raio para semideus. No entanto, Percy começava a se desfazer em sombras.

Não ouse fugir Percy Jackson, nós vamos caça-lo onde quer que esteja— Ameaçou o Rei dos Deuses -

Eu mesmo vou extermina-los num futuro próximo, enquanto isso aproveitem enquanto podem o restante do seu reinado, pois o fim dele está mais próximo do que imaginam— Falou Percy antes de desaparecer completamente, o Raio de Zeus passou pelo lugar em que antes estava o semideus, se perdendo no horizonte tamanha a força do golpe.

Naquele momento o destino tinha sido selado, os Deuses tinham produzido seu próprio inimigo, um inimigo sem igual feito de sua própria essência. Na história os pais sempre caiam pelas mãos dos seus filhos, e dessa vez não seria diferente. A última centelha do antigo Percy Jackson morria naquele instante, agora um novo ser nascia para iniciar uma revolução e começar uma nova era.

Notas finais
O próximo pode demorar um pouco, por que vou sair de ferias esses dias, comentem por favor.