Notas iniciais
Eita que hoje eu tenho o que falar. Primeiramente, PARABEEENS PRA VOCEEEEEE KKKKKK. Esse cap é inteiramente em homenagem a minha querida leitora Jessica Ferreira que está fazendo aniversário hoje. Obrigado por acompanhar a minha história e sempre me dar apoio Jessica, beijos e abraços. E em primeiro lugar de novo, eu queria agradecer a AlineAono que recomendou a fic, olha eu já não sei como agradecer a vocês, é sério. Enfim, obrigado Aline, li e reli suas palavras diversas vezes, e agradeço profundamente todo o seu apoio a minha história, beijos e abraços a você também. Em segundo lugar eu quero dizer que a fic entrará em uma pequena pausa a partir desse cap, (calma não me xinguem ainda) seguem os motivos: 1) Eu vou começar a reescrever os primeiros caps da fic que como todos sabem têm uma qualidade bem baixa em relação aos capítulos recentes, mas as mudanças não vão alterar o andamento da historia. 2) Nesse período eu vou começar a planejar a reta final da fic, pois o período em que Percy ficou sumido está diretamente ligado ao famoso “clímax” da guerra, e isso será revelado no próximo cap. 3) A pausa não demorará muito, no máximo um mês, então não me abandonem, please. Boa Leitura!

Palácio Sombra da Noite

Na ala destinada aos cuidados médicos do Palácio Sombra da Noite, os Night Shadows pareciam estar apreensivos enquanto aguardavam algo ou alguém, todos permaneciam em silencio, enquanto mantinham olhares fixos e perdidos em pontos aleatórios do local. A sala era bem espaçosa, tinha cerca de cinquenta leitos enfileirados e dispostos de modo em que metade ficava de um lado e outra metade ficava no lado oposto, cadeiras eram colocadas ao lado das camas para o uso dos magos curandeiros e acompanhantes, diversos armários com poções, ervas, e fracos contendo néctar e ambrosia eram vistos aos montes, as paredes eram pintadas em tom aprazível de azul claro e o piso era composto de mármore branco.

No momento, todos os leitos estavam vazios, mas as chances de serem ocupados em breve era justamente o que provocava toda a apreensão entre os presentes, os cinco membros restantes dos Imortais da Noite se reuniam ali enquanto aguardavam a chegada do grupo de expedição ao Olimpo. O fato de estarem ali também trazia de volta a lembrança da última vez em que aqueles leitos foram ocupados, a lembrança dos semideuses e principalmente de uma semideusa em especial, trouxe a tristeza e frustração para o caldeirão de emoções negativas em que eles nadavam agora.

Dentre eles, uma pessoa em especial se culpava pelo ocorrido de dias atrás, mesmo não demonstrando, ela ainda se culpava internamente por não conseguir cumprir uma tarefa tão trivial como aquela. Akame era especialista em esconder seus sentimentos, exceto quando se tratava de uma certa pessoa, mas ainda assim, ela não podia deixar de pensar no quão hipócrita ela era. Nas suas conversas com Percy, nas reuniões, e com todos os outros, ela sempre estava repetindo aquele discurso sobre compartilhar suas dores, logo quando nem ela própria conseguia faze-lo, talvez no fundo ela sempre soubesse que aquelas palavras tantas vezes ditas por ela para os seus irmãos, fossem na verdade direcionadas para ela própria. Mesmo depois de passados tantos anos dos acontecimentos no Tártaro, o grande vazio, e a grande dor, que havia em seu peito, não tinham desaparecido com o tempo, e pensar nisso a fez se sentir ainda pior, a fez se sentir fraca, e sentir nojo de si mesma.

Percy era alguém que havia perdido muito mais do que ela, recentemente descobriu que sua mãe foi morta da maneira mais cruel possível, e que sua irmã da qual recebeu apenas ódio nos míseros minutos em que estiveram juntos, fugiu do Palácio, sem nenhuma proteção e sem nenhum rumo, e tudo aquilo era culpa dela. Como ela poderia ter o direito de sofrer por qualquer coisa, quando tinha alguém como ele próximo de si? Como ela poderia ter falhado com ele daquela forma? Estas perguntas a atormentavam internamente, e a faziam debruçar-se sobre um autoflagelo inútil e sem sentido, mas que era tão necessário para ela como o ar.

Sua patética corrente de lamentos, foi cessada pelo brilho bicolor que todos estavam esperando, obrigando-a a mais uma vez a varrer os seus sentimentos para o fundo de seu coração.

Quando a luz se foi, a visão dos três primos enviou uma onda de alivio para todos, que suspiraram agradecidos por terem companheiros de volta sãos e salvos, mas esse sentimento não durou muito, os ferimentos e as roupas manchadas por restos de poeira e icor trouxeram dessa vez a dúvida e a preocupação para o ambiente.

— Ele precisa de cuidados rápidos. – Disse Thalia com urgência, colocando Nico sobre uma maca. – Calipso... -

— Pode deixar. – Murmurou ela, rapidamente começando a avaliar o estado do filho de Hades. –

— O que diabos aconteceu lá? Você não disse que se algo desse errado, você iria nos chamar imediatamente. – Megan perguntou exasperada. –

— Sim, mas um pequeno contratempo ocorreu no final. – Respondeu Percy. –

— Cara, você chama isso de pequeno contratempo. – Thomas riu enquanto apontava para os braços dele. –

— Não se preocupe é só um pequeno ferimento. – Disse ele tentando esconder que estava sentindo muita dor. -

— Isso me parece um pouco mais sério do que pequeno ferimento. – Christian afirmou depois um breve levantar de sobrancelhas. –

— Sente-se vou tratar disso. – Akame disse enquanto pegava algumas ervas e alguns curativos. –

— Não precisa é sério, vocês precisam se preocupar apenas com o Nico, ele sim precisa de cuidados. Além do mais... Aí. – Ele tentou negar, mas recebeu um belo puxar de orelhas. –

— Sente-se. – Ela sorriu para ele. –

— Mas... – Quando o sorriso dela aumentou ele soube que um perigo maior do que Zeus o aguardaria se ele recusasse mais uma vez. –

— Tudo bem. – Disse ele por fim sentando-se. -

— Ele vai ficar bem, os ferimentos são graves, e o trauma foi grande, mas ele é um imortal, em alguns dias ele vai estar bem novamente, as partes que estão faltando também vão se reconstituir, então ele vai dormir por algum tempo. – Calipso noticiou depois de acabar as avaliações sobre Nico e começando o tratamento. –

— Que alivio, ainda bem que chegamos a tempo. – Thalia suspirou e depois afundou na cadeira. –

— Viu Thalia, você não vai mais ficar viúva... Aí. – Percy brincou, mas se arrependeu depois de Akame apertar um nó no curativo com uma força um pouco exacerbada. –

— Ora seu.... Espere você se feriu? – Ela perguntou fazendo quase todos darem tapas na testa. –

— Nossa, obrigado pela preocupação, aliás meu nome é Percy, prazer em conhece-la. – Falou ele com ironia. –

— Falando nisso, como você conseguiu esse ferimento? Podem nos contar o que aconteceu lá? – Megan indagou aos dois. –

— Bom, isso aqui aconteceu depois que eu segurei o Raio Mestre de Zeus... – Percy começou a contar. –

— Você o que? – Gritaram todas as meninas. –

— Que Maneiro. – Thomas riu. –

— Que idiota. – Calipso repreendeu. -

— Que irresponsável. – Megan continuou o coro. -

— Cabeça de Algas maldito. – Thalia quase o deu um soco. -

— É um retardado mesmo. – Akame quase o estrangulou. -

— Por que nós sempre ficamos de fora? – Christian perguntou para os céus. -

— Bem pergunte ao autor. – Thomas respondeu. -

— Deixem de idiotice, obviamente esse energúmeno só queria se exibir na frente deles, porque ele poderia ter facilmente desviado. Agora nos diga o que realmente aconteceu de importante lá. – Megan finalizou a discussão. -

— Bem, é muito bom saber que todos vocês me amam assim, mas vamos lá, depois que eu sentei no trono de Zeus para chamar sua atenção.... – Percy tentou continuar a sua história, mas.... –

— Você o que? – Dessa vez apenas Akame, Calipso, e Megan estranharam. –

— Bem, essa parte eu tenho que admitir que foi bem divertida, vocês tinham que ver a cara da Atena enquanto eu estava no trono dela. – Thalia riu e trocou um soquinho com Percy, que fez uma careta de dor no ato. –

— Estamos perdidos. – Disse Megan. –

— E mais uma vez, por que ficamos de fora? – Christian lamentou-se mais uma vez. –

— Por que não fazemos uma greve? – Thomas sugeriu. –

— Estou cercada de idiotas. – Akame pôs as mãos na testa, depois de terminar os curativos nos braços de Percy. –

— Bem, deixando as brincadeiras de lado por um instante, as negociações foram difíceis no começo, houveram muitas trocas de insultos e ameaças, mas o fato é que o plano foi um sucesso completo. – Percy encerou as brincadeiras fazendo sorrisos brotarem no rosto de todos. –

— Então agora que a discórdia já foi plantada, estamos a um passo de conseguirmos o que queremos. – Calipso disse. –

— Com certeza. – Thalia sorriu e as brincadeiras tomaram conta das conversas novamente, mas muito longe dali o clima era totalmente inverso. –

Conselho de Guerra – Monte Olimpo

Um verdadeiro inferno, essa era melhor definição para o que acontecia naquele momento na sala dos tronos. Duas horas depois da visita dos Night Shadows ao Monte Olimpo, uma reunião de emergência havia sido convocada pela deusa da sabedoria, para discutir os recentes acontecimentos. Mesmo assim, verdade seja dita, aquele era apenas um ato simbólico diante de toda aquela situação, uma vez que todos os deuses após sentirem a explosão próxima aos seus tronos, rapidamente se tele portaram para o local preparados para uma possível batalha, e encontraram todo um cenário de destruição no que deveria ser o local mais protegido da morada dos deuses. Os tronos, piso, paredes, e teto já haviam sidos reconstruídos e restaurados com o poder dos Olimpianos, mas isso não minimizava a euforia dos deuses. Na verdade, nem todos estavam presentes até o momento, o rei dos deuses ainda não havia retornado de seu retiro, e por essa razão, o caos reinava na sala enquanto todos discutiam ao mesmo tempo, e não havia absolutamente ninguém que impusesse a ordem entre eles. Situação que só foi interrompida pela chegada tempestuosa de Zeus.

— Que se inicie o conselho de guerra do Olimpo. – Gritou ele fazendo trovões rugirem do lado de fora. –

— Bem será que agora vocês podem explicar o que aconteceu aqui? – Hermes foi logo direto ao assunto. –

— O que vocês já imaginam, o Olimpo foi invadido como se fosse uma loja de conveniência. – Atena respondeu rispidamente. –

— Como assim? Eles não podem ter simplesmente aparecido aqui certo? É contra as leis divinas. – Demeter perguntou. –

— Exato, isso é impossível, eles devem ter entrado de outra forma. – Hades falou. –

— Vocês se esquecem de uma coisa, nós não sabemos que tipo de imortais eles são, nem se eles estão atrelados as leis divinas, que é o mais provável. – Disse Artêmis que até então estava muito mais calada do que o normal. –

— É possível, é exatamente como você disse, nós não sabemos nada sobre eles, nem ao menos quem ou quantos são, quais são os seus poderes? Eles têm domínios? Em compensação eles sabem tudo sobre nós, não é preciso ser muito inteligente para saber em que posição nós estamos nesta guerra. – Atena apontou. –

— Mas o que eles vieram fazer aqui? O que eles falaram? Contem logo tudo o que aconteceu. – Apolo se irritou com todo aquele circo. –

— Basicamente eles vieram exigir que devolvêssemos o filho de Hades para eles. – A deusa da sabedoria respondeu. –

— E o que vocês fizeram? Não podem ter entregado o prisioneiro sem que eles também tivessem algo em seu poder, e mais importante por que deixaram eles fugirem? – Poseidon questionou. –

— Tragamos o prisioneiro porque eles tinham Artêmis em sua posse. – Disse Zeus olhando para a filha com um olhar duro. – Você poderia por favor explicar como pode se deixar ser pega? Já não é a primeira vez que isso acontece. –

— Foi uma armadilha, minha ex-tenente Thalia Grace filha de Zeus – Disse ela frisando “filha de Zeus” para devolver o insulto ao pai. — Apareceu em meu acampamento exigindo informações sobre o paradeiro de Nico di Angelo, e diante da minha recusa, a mesma decidiu me desafiar para um combate que foi aceito por mim. Depois de alguns minutos de batalha em que ela demonstrou um nível altíssimo de habilidades, eu consegui acertar uma série de golpes que em minha visão momentânea foram capazes de incapacita-la parcialmente, depois disso ela fugiu pela floresta, mas foi prontamente alcançada pelas minhas caçadoras e por mim, e então, como estava ferida ela não conseguiu se defender do meu golpe que eu pensei ter encerrado a sua vida. – A deusa da lua contou. –

— Como assim pensou? – Perguntou Afrodite. –

— Eu havia caído em algum tipo de ilusão, dentro dela nós ficávamos perseguindo e matando ela inúmeras vezes, até que de súbito tudo desapareceu e nos damos conta de que havíamos caído em uma armadilha, e depois de passada a confusão inicial, eu só pude vir para cá como todos vocês. – Terminou ela deixando todos embasbacados diante da jogada dos inimigos. –

— Eles nos pegaram completamente, e foi nossa culpa, nós os subestimamos completamente. – Dionísio falou. –

— Realmente foi jogada e tanto. – Hera observou. –

— Há mais uma coisa nisso tudo. – Zeus afirmou chamando a atenção de todos. – Durante a nossa conversa, Perseu Jackson disse algo que me perturbou e muito. Ele insinuou que haviam ainda mais informantes dentro do Olimpo, e isso requer medidas urgentes. –

— Mas isso pode ter sido somente um blefe. – Poseidon disse. –

— Assim como ter Artêmis? Eu não vou correr riscos, a partir de agora o Olimpo está fechado, absolutamente nenhum deus está autorizado a sair daqui isso também vale para os deuses menores, quero todos vocês de olho em tudo, se a traidores aqui eles serão descobertos. E Hermes quero que leve uma mensagem ao acampamento, diga aos semideuses que se preparem imediatamente e que fiquem a postos para um possível ataque, não vamos mais ficar parados esperando eles darem o próximo passo. Daqui a algumas horas nos reuniremos novamente. Conselho encerado. – Decretou o Rei dos deuses, logo depois sumindo em uma redoma de raios azuis. –

A sala ficou em silencio por alguns instantes, instantes estes que refletiam toda a incredulidade dos Olimpianos, depois de duas guerras praticamente seguidas, mais uma vez eles teriam de enfrentar aquilo novamente, e mais uma vez teriam de enfrentar um problema criado por eles próprios. A sala irrompeu em gritos e discussões novamente, alguns se abstinham e partiam para cumprir as ordens dadas por Zeus, mas de uma coisa eles tinham certeza, aquele seria um longo dia.

Palácio Sombra da Noite – Algumas horas depois

Já havia amanhecido na morada dos Night Shadows, o sol ainda brilhava timidamente entre as nuvens que já faziam parte da paisagem permanente da região. No jardim do palácio, uma fina camada de neve cobria a grama e os galhos das arvores, debaixo de um destes galhos, o filho de Poseidon descansava sentado sobre a neve, em suas pernas um lobo branco repousava sua cabeça enquanto recebia carinhos em seu pelo, Percy mantinha sua cabeça encostada no tronco da arvore, seu olhar era alto e perdido, enquanto seus pensamentos vagueavam por entre os problemas que o aguardavam em breve. Momentos de paz como aquele seriam raros dali em diante, por isso aproveita-los era quase uma obrigação.

— Fazendo fotossíntese? – Alguém que até então ele não havia percebido chamou sua atenção. –

— O que? – Ele perguntou voltando-se para a recém-chegada. –

— Thalia vive chamando você de cabeça de algas, talvez sua cabeça precise de um pouco luz para a funcionar. – Disse ela. – Eu sei, piada horrível. –

— Pois é. – Respondeu ele, logo depois caindo na risada com ela. –

— Então como vão as coisas. – Ele puxou assunto, depois que um pequeno silencio se estabeleceu. –

— No geral vão bem, tudo está indo de acordo com os planos e temos os melhores semideuses dessa geração ao nosso lado, mas tenho certeza que você sabe sobre tudo isso. – Ela respondeu sentando-se ao lado dele. –

— Bom, eu não estava falando disso, eu queria saber de você. – Ele esclareceu. –

— Eu vou.... bem.... Na verdade, eu não vim aqui só para dar um oi, eu queria pedir desculpas a você. – Ela começou a dizer. –

— Akame, você sabe que eu não a culpo... – Ele também foi interrompido. –

— Não Percy, eu preciso fazer isso, eu quero que você saiba que.... – Ela respirou fundo e começou seu desabafo. — Você sempre esteve comigo desde o começo, desde quando nos conhecemos lá Japão, onde apesar de você não nos conhecer, você lutou por mim e por Ayame, e nos trouxe para cá, onde nós encontramos algo que nunca achamos que iriamos ter de novo, uma família. E quando ela se foi, você foi aquele que ficou ao meu lado, que me ajudou a suportar toda a culpa e toda a dor que eu carregava, para mim você sempre esteve lá, e eu nunca tive a chance de retribuir nada do que você fez por mim, e quando eu tenho essa chance, mesmo a mínima que seja, algo tão simples como cuidar da sua irmã, eu falho, eu.... Só quero dizer que sinto muito por tudo, eu sinto tanto, tanto, tanto que eu quase não consigo olhar para você direito.... – Terminou ela com a voz embargada e os olhos marejados. -

— Akame eu.... – Ele tentou dizer algo. –

— Não Percy, eu não sou alguém que mereça estar ao seu lado, eu não sou digna de confiança, então é melhor que eu me afaste.... – Disse ela se levantando e tentando ir embora. –

— Não, agora você é que vai me ouvir. – Ele disse segurando seu braço, e se levantando para olha-la em seus olhos. – Talvez tenha sido minha culpa por não te dizer nada antes, mas eu te direi agora. Akame, você é uma das pessoas em que eu mais confio em minha vida. Desde a primeira vez que eu te vi eu soube que você era especial, desde aquele dia eu soube que você era alguém por quem eu daria a minha vida. Você diz que eu que sempre estive ao seu lado, mas você também se esquece das inúmeras vezes em que você me ajudou a suportar minhas próprias dores, e você sabe tanto quanto eu que ter alguém que te entenda, alguém com quem você possa compartilhar seus próprios demônios é o melhor modo de se seguir em frente, você me salvou tantas vezes que eu nem posso contar, talvez eu nunca tenha parado para pensar, mas nós sempre estivemos juntos, desde o começo, vocês foram as primeiras a entrar para o grupo, nós passamos por tantas coisas juntos, tantas missões e aventuras até que estivéssemos todos juntos... – Ele fez uma pausa e segurou seu rosto entre as mãos. – Akame é a pessoa mais especial em minha vida, então por favor não diga que vá embora nunca mais.... Eu preciso de você. –

Neste ponto ambos estavam emocionados, abrir seu coração e expor seus sentimentos para outra pessoa não era fácil, mas se a outra pessoa é alguém por quem você nutre algo mais profundo, isso é muito mais difícil. O rosto de Akame estava banhado em lagrimas, a expressão de dor gritava tudo o que silencio de boca calava. Percy também deixava suas primeiras lagrimas escaparem, mas aquelas lagrimas não feriam a promessa que ele tinha feito aquela pessoa, aquelas lagrimas eram de felicidade, felicidade de quem finalmente havia dito algo que a muito estava trancado no fundo de seu coração. Pouco a pouco, a distância entre seus rostos foi diminuindo, cada centímetro vencido era um batimento cárdico mais e mais acelerado, as respirações foram se misturando, o calor do vapor da agua circulando em torno de seus rostos, os lábios foram se abrindo, e finalmente depois de tanto tempo, o encontro de seus lábios havia acontecido, o beijo inicialmente tímido, fazia ambos se sentirem em êxtase, o sabor, a maciez, a textura, conhecer tudo isso provocava inúmeras sensações nos dois. O beijo foi se aprofundando lentamente, tão lentamente que ambos sentiam como se o tempo não pudesse toca-los, e realmente não podia, as mãos procuraram as costas, o pescoço, o quadril, qualquer lugar que pudesse mantê-los mais próximos, pois nem toda a proximidade do mundo era suficiente para eles, quando as línguas se tocaram foi como se finalmente eles estivessem completos, a dança e o entrelaçar repetitivo, prazeroso e viciante se prolongou por alguns minutos, minutos estes que pareceram milésimos de segundos para o casal, que se separou assim como se aproximou, lentamente.

— Então.... O que isso quer dizer? – Ela perguntou sorrindo enquanto ainda mantinha os olhos fechados, com a testa colada na dele. –

— Acho que.... Bom, estamos namorando? – Ele respondeu com um sorriso hesitante e olhando dentro de seus olhos. –

— Não sei, estamos? – Ela brincou. –

— Eu acho que sim, quer dizer eu quero.... – Ele disse nervoso. –

— Bom, eu não sei.... Talvez você tenha que pedir. – Ela falou com um sorriso travesso. –

— Akame Igarashi.... – Disse ele ajoelhando-se e estendendo sua mão. – Você aceita namorar comigo? –

— Sim. – Respondeu ela com um sorriso radiante e pulando em cima dele. –

Depois disso, houveram apenas trocas de sorrisos, beijos, e caricias, o mais recente casal por aqueles breves minutos vivia em seu próprio mundo, longe de todos os problemas, dilemas, e toda guerra existente, mas ambos sabiam que logo todo o encanto iria se dissipar e ambos teriam de voltar a velha rotina de guerra.

— Percy. – Akame chamou enquanto repousava sobre o seu peito debaixo da arvore. –

— O que? – Ele afastou uma mecha de cabelo do seu rosto. –

— Tem algo que eu queria saber, na verdade eu acho que todos nós queríamos saber. – Ela disse. –

— E o que é? – Ele perguntou. –

— Todo aquele plano sobre resgatar Nico, a última peça do nosso plano, você ainda não disse onde você foi depois de.... Você sabe. – Ela questionou. –

— Bom, vamos chamar os outros e ir para a sala de reuniões, está na hora de esclarecer tudo, e começarmos a nos mover, esta guerra está próxima do fim.... –

Notas finais
Desculpem pelo capitulo meio bosta. A comedia ficou triste. A expectativa totalmente previsível. E o que dizer do romance? ♫ ♬ TENTE OUTRA VEEEEEEZ ♫ ♬ KKKKK Comentem isso me motiva bastante.