Notas iniciais
Bem, pouco mais de dois anos depois finalmente chegamos ao final da historia. Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo. Mas eu me lembro bem de quando decidi começar esta fic, PJO era um dos gêneros que eu mais gostava e ainda gosto de ler, mas na época eu tinha muitas ideias sobre uma fic nesses moldes, eu queria fazer algo diferente que fugisse das fics habituais e que fosse bom ao mesmo tempo, algo que se equipara-se as minhas historias favoritas. Não sei se consegui. O que eu sei é que escrever esta historia me fez crescer bastante, vendo como eu escrevia a dois anos e agora, bom, foi um pequeno avanço. Também lembro de como eu ficava abrindo o site sempre para ver se tinha novos comentários, era excitante ver o que os outros pensavam sobre o que eu estava fazendo, me deixava bem feliz. Aqueles que me acompanhavam no inicio não estão mais aqui, mesmo assim eu os agradeço por fazer parte desse capitulo da minha vida. Obrigado. Boa Leitura!!!

Escuro, não havia nada além da escuridão, o breu envolvia absolutamente tudo.

Vozes, ruídos estranhamente familiares iam e vinham como ecos em uma caverna.

Dormência, ela não conseguia sentir nada, nem mesmo o seu próprio corpo, deixando-a se perguntar se tudo aquilo era real ou se tudo não passava de um sonho.

Lembranças, ela tinha vagas memorias de quem era, ou de quem já foi, memorias boas de momentos felizes, e memorias ruins de perdas e sofrimento.

Pouco a pouco, ela pode voltar a sentir seu corpo, seus braços, suas pernas, tudo parecia ser novo como se aquele corpo não a pertencesse. Tentou mover-se, mas não encontrou nenhuma força em seu corpo, nem mesmo para mover um único musculo. Seus esforços foram então voltados para os seus olhos, mas parecia que havia um peso enorme sobre suas pálpebras.

Passos foram ouvidos, então o ruído de uma porta, alguém estava próximo a ela. Continuou tentando abrir seus olhos, enquanto sentia um tecido macio e gostoso ser passado sobre sua testa. E então, os primeiros raios de luz invadiram sua visão, de início ela não conseguia distinguir nada além do branco, mas logo sua visão entrou em foco e conseguiu identificar um teto branco e a cabeceira de uma cama.

Uma queda.

Alguém deixara algo cair, um suspiro de surpresa escapou da pessoa que estava cuidando dela. Lentamente ela virou sua cabeça a tempo de ver uma menina sair correndo apressada pela porta. Pouco tempo depois, o quarto estava inundado de pessoas, pessoas que ela reconheceu imediatamente nos sorrisos de alegria e alivio.

Uma mão pousou carinhosamente sobre a sua face, era ele que sorria enquanto lhe observava.

— Bem-vinda de volta, Akame. –

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— Então deixe-me ver se eu entendi. – Akame estava agora estava sentada na cama, apoiada em travesseiros sob a cabeceira. — Cinco anos se passaram desde aquele dia, e vocês tomaram o controle do mundo divino assumindo os domínios dos deuses e se estabelecendo no monte olimpo. –

— Bom, seria um desperdício deixar esse palácio milenar a deriva no céu, nós poderíamos ter construído um outro palácio, mas isso daria muito trabalho. Além do mais, nós fizemos algumas pequenas mudanças por aqui. – Thalia estava sentada preguiçosamente ao seu lado com o braço por cima dos seus ombros. -

— Então... Todos os semideuses foram salvos da explosão quando Stix e Nix os transportaram de volta ao acampamento. – Ela continuou tentando entender tudo o que havia acontecido nesse meio tempo. — Inclusive você. -

— Sim, as duas disseram que não poderiam ajudar diretamente por causa daquele papo de não interferência e blá, blá, blá. – Helena que para que sua surpresa era a mesma que cuidava dela momentos atrás explicou. — Mas que salvar a irmã de Percy era o mínimo que elas poderiam fazer. –

— E como você está? –

— Para alguém que morreu por alguns minutos eu estou incrivelmente bem, agora faço parte do esquadrão da noite e lidero o acampamento. – Ela respondeu dando de ombros. -

— E... Além disso, eles meio que nos veneram como heróis agora, temos um grupo de semideuses muito mais forte e mais bem treinado. Além disso, eles estão há cinco anos a espera de sua general. – Calipso bateu continência de jeito engraçado. -

— Isso mesmo, você foi a ultima de nós a se reconstituir. – Christian estava escorado na parede com os braços cruzados. –

— Esperamos pela bela adormecida há quase um ano. – Disse Thomas com sorriso traquino. – Ora, ora, vejamos quem chegou. –

— Olá Akame. – Nico falou enquanto trazia em seus braços um presente inesperado. -

— Sinceramente Akame, eu sempre soube que você era meio lerda, mas não tanto. – Thalia falou pegando em seus braços um pequeno embrulho de panos, dentro uma criança de algumas semanas brincava com seus próprios dedinhos. -

— Calada Faísca. E quem é essa coisinha que você está segurando? – Ela perguntou olhando para os olhos de cor azul escuro da pequena criança. -

— Essa coisinha é a minha filha. – Ela respondeu com orgulho. — O nome dela é Ayame. –

— Então você e Nico? – Akame perguntou já se derretendo. –

— Sim, sinto muito por você não estar presente. – A mais nova mãe se desculpou enquanto recebia um aceno emocionado. –

— Tenho certeza que você terá oportunidade de ver muitos outros filhos desses dois, afinal eles parecem dois coelhos, daqui a pouco teremos de fazer uma creche aqui no Olimpo. – Percy riu quando os dois ruborizaram e começaram a xinga-lo. –

— Tudo bem, tenho certeza que todos tem muito o que falar, mas agora vamos deixa-los sozinhos. – Megan começou a enxotar todos do quarto deixando Percy e Akame a sós. –

Os dois se olharam por um instante, como se esperassem que algo acontecesse, algo que pudesse impedi-los de finalmente viver aquele momento. Seus corações bateram mais rapidamente quando Percy encerrou a distancia entre eles e a envolveu em um abraço apertado e cheio de sentimentos que jamais poderiam ser traduzidos em palavras. Ele tomou o seu rosto entre as mãos e a beijou como havia sonhado a tanto tempo, logo os dois se perderam entre beijos e caricias. E naquele quarto, eles fizeram amor depois de tanto tempo.

—--x---

Percy e Akame estavam deitados na cama aproveitando a presença um do outro, ela deitada sobre o seu peito, acompanhando o subir e descer de sua lenta respiração, e ele a acariciando levemente.

— Então, está sendo esses dias aqui no Olimpo? Você está feliz? – Ela quis puxar assunto, e ele a olhou curiosamente. –

— Acho que... Talvez seja melhor mostra-la algo. – Ele disse se levantando. – Consegue vir comigo? –

— Já fiz esforços maiores. – Ela falou com um sorriso malicioso. –

Os dois caminharam pelos longos corredores da antiga morada dos deuses, muitas mudanças haviam sido feitas no lugar para tentar apagar a influencia divina. Boa parte do ouro que ornava as paredes, teto, fontes e estatuas havia sido substituído por outros metais menos chamativos. Os símbolos de poder que estavam em cada canto representando as entidades divinas também foram retiradas, os Night Shadows diferentemente dos deuses tentavam ser mais próximos do mundo mortal, e demonstrar o seu poder através de ações firmes e de uma boa governança. Os deuses tiveram o seu tempo de glórias e conduziram o mundo por milênios, mas assim como tudo que existe neste universo tiveram o seu ciclo e acabaram ultrapassados pelo tempo.

Eles cruzaram toda a parte interna e chegaram a um jardim belíssimo onde encontraram algumas pessoas inesperadas. Agachada na grama cuidando de algumas flores, Perséfone estava ao lado de Lady Héstia que lia tranquilamente um pequeno livro, as duas sorriram para os dois enquanto passavam pelo local, eles retribuíram o gesto e continuaram o passeio. Mais à frente uma ponte era construída sob um lago de águas calmas, uma equipe de ciclopes trabalhava na obra liderados por Annabeth que estava imersa em várias plantas do projeto.

— Vejo que você perdoou alguns deles. –

— Sim, muitos não atenderam o chamado dos deuses para a batalha, eles juraram lealdade a nós e deixamos que eles vivessem aqui, isso é claro sob alguma vigilância. Além disso, os deuses antigos estão aprisionados sob a terra, em um lugar de onde eles nunca poderão sair, creio que todos tenham em mente o destino dos traidores. –

— Mantenha seus aliados perto e seus inimigos mais ainda. –

— Sim, porém não os vejo mais como inimigos, alguns deles nos ajudaram de várias formas, isso é necessário para o futuro que queremos criar. –

— Deve ter sido difícil no começo, principalmente com ela. –

— Admito que sim, mas foi Annabeth que convenceu os outros a irem para a batalha, Thalia contou que eles foram de alguma ajuda naquele dia. –

— É verdade, mesmo que de forma indireta. —

— Veja, chegamos. –

No fim dos limites do Monte Olimpo, uma espécie varanda gigante se estendia até onde a visão conseguia alcançar, um parapeito de mármore permitiu que ambos se inclinassem para observar o mundo lá embaixo. Akame ficou surpresa ao perceber que o Palácio se movia sob as nuvens velozmente, a paisagem extremamente verde entrecortada por rios de águas escuras mostrava que eles estavam sob alguma floresta tropical.

Percy a explicou que agora o mundo não tinha mais um único “centro” ou uma única nação que dominasse a tudo, mas que desde então todas as localidades tinham a sua importância e sua influência na sociedade mundial. E que por isso, o Olimpo não ficaria mais ancorado num único lugar, ele levaria os Night Shadows a todos os lugares do mundo espalhando o seu poder e a sua mensagem. Naquele dia, os dois conversaram muito sobre as divergências entre o mundo ideal e o atual. Futuramente, eles também viriam a ter filhos e os Night Shadows deixariam muitos legados na Terra.

Aqueles que algum dia foram apenas meros semideuses e humanos haviam chegado ao topo do mundo. O espaço para guerras e conflitos lentamente encontrava o seu fim, dando lugar a ordem e a cooperação, nos próximos séculos o pequeno grupo de imortais conduziriam a humanidade e o mundo divino a um longo período de paz, até que um dia uma nova ameaça surgisse e anunciasse mais uma vez que o destino ainda tinha grandes planos para eles.

Mas isso é algo que só será contado no futuro, quando a história já tiver sido escrita e o destino já tenha seguido por outros rumos.

Notas finais
Obrigado a todos que leram até aqui, até algum dia :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!