Night Guest
4 Capítulo 4 - A mensagem
Clair estava no banheiro secando o cabelo quando ouviu um barulho no andar de baixo, um barulho que congelou seu sangue e a fez suar frio.
Clair não era a menina mais corajosa da classe, na verdade era justamente o contrário, sempre se assustava com facilidade e naquele momento que ouvirá o barulho vindo do andar de baixo da sua própria casa, ficou aterrorizada, imaginando todas as possíveis causas do barulho.
No quarto, havia um estilete que Clair normamente usava para trabalhos do colégio, mas que serviria muito bem para pelo menos retardar o que poderia estar lá em baixo.
“Calma, não deve ter sido nada, nada além do vento, só isso”.
Forçou suas pernas a andarem para fora do banheiro até a gaveta da mesa onde estudava, pegou o estilete e se dirigiu até a porta, onde encostou seu ouvido tentando ouvir qualquer barulho.
Depois de algum tempo parada na porta sem ouvir nada, decidiu que deveria descer as escadas e ver o que havia causado o barulho, mesmo estando aterrorizada, tinha curiosidade em saber o que havia provocado o barulho.
A menina abriu a porta lentamente fazendo-a ranger, deu alguns passos o mais leve que pode na direção da escada e parou no primeiro degrau para tentar ouvir alguma coisa novamente, mas não ouviu nada. Desceu a escada com mais delicadeza do que nunca para não fazer os degraus estalarem, tateou a parede até achar o interruptor e antes de acender a luz, hesitou por um instante.
“Não tem nada aqui” repetia para si mesma.
Fechou os olhos, prendeu a respiração e sentiu seu sangue correr para os músculos. Ela podia ouvir seu coração batendo e sentir a adrenalina elevando sua pressão arterial e contraindo alguns músculos.
Depois do que pareceram ser vários minutos, segurou o estilete o mais forte que pode, acendeu a luz e... Nada. Não viu nada, não havia nada lá, só uma janela aberta e o chão encharcado.
“Que droga” suspirou a menina enquanto apoiava as costas na parede e a deslizava até sentar no chão, relaxando os músculos e esfregando o rosto.
Levantou-se, colocou o estilete na mesa, andou até a janela, colocou a cabeça para fora e olhou em volta.
Chovia muito e ventava forte, a rua estava deserta e as folhas das árvores dançavam na varanda da casa.
Um trovão iluminou o céu e seu estrondo fez com que Clair pulasse para traz e escorregasse. A energia na casa acabou.
Clair caiu no molhado e rastejou até suas costas encontrarem a parede. Ela estava no escuro completo e o único som que ouvia era o da chuva, até um barulho estranho começar na escuridão da cozinha.
O barulho começou a ficar mais alto e mais próximo rapidamente. Clair sentiu seu coração se chocando contra seu peito e lembrou-se dos três jovens encontrados mortos em Tattnal. Quando o barulho chegou perto o suficiente, Clair pode ver o que era. Era um cachorro preto que passou correndo e pulou a janela.
“Cacete...” Era só um cão.
A menina ficou algum tempo no chão até conseguir se recompor do susto, se levantou, fechou a janela e decidiu que só iria se secar e trocar de roupa, estava tarde para secar o chão e a casa estava sem luz.
Depois de tudo isso, Clair só queria ter uma boa noite de. Subiu as escadas, tomou mais um banho quente e deitou-se.
Devido a tudo o que ocorreu na noite passada, Clair perdeu a hora e faltou no colégio. Quando acordou, encontrou um papel no chão onde estava escrito:
“Você respirou 7 654 vezes noite passada”
Era uma mensagem estranha, mas devia ser uma pesquisa que alguém esqueceu na mala dela e havia caído quando ela entrou com a mala no quarto.
Clair: Nove horas?! Bom, já que já estou atrasada, não fará mal dormir mais um pouco.
A menina voltou para cama.
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