Night Changes

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem, é minha primeira onefic Olicity. Ficou grande, fato, mas eu gostei assim. Boa leitura.

Night Change

Felicity Smoak não queria sair de casa nem se um furacão ameaçasse Starling City. Ela estava pronta para passar a noite desenvolvendo algoritmos para um novo projeto. Já tinha preparado a pipoca, deixara a televisão desligada e o celular desconectado da internet. Um cronômetro marcava cinquenta minutos que era o tempo em que estaria concentrada. Depois faria uma pausa de vinte minutos para recomeçar novamente. Era assim que a loira pretendia passar sua sexta feira até Oliver Queen aparecer.

A campainha soou três vezes seguidas e parou. Logo após dois segundos ela soou três vezes novamente. Parou por dois segundos e voltou a soar pelo mesmo tanto das outras vezes. Como Oliver vinha muito a noite e Starling City era uma cidade perigosa, eles criaram esse código. Fel deixou o computador de lado e andou rapidamente até a porta. Abriu com um sorriso já pronto. Oliver exibia aquele meio sorriso que expressava mais do que parecia.

Rainha. — Felicity cumprimentou falando a palavra “Queen” em português.

—Sushi. — ele a cumprimentou, beijando-lhe o rosto antes de entrar. Parou na bancada da sala/cozinha do apartamento pequeno da amiga. Sabia onde ficava cada coisa naquele lugar porque frequentava ali mais do que a sua casa.

—Porque não desiste desse apelido ridículo? — ela perguntou fechando a porta.

—Porque ele não é ridículo. — ele pegou uma maçã da fruteira e a mordeu. — é um apelido íntimo. Só eu posso te chamar assim.

—Ainda bem. Não quero ser conhecida por “sushi, a garota da informática”. — Felicity encostou-se às costas do sofá, em frente a Oliver que estava sentado em cima da bancada que dividia o fogão da televisão. A história do apelido era estranha e cômica: um dia conversando no whatsapp, Oliver escreveu Sushi em vez de Felicity. De acordo com ele o teclado que estava com um bug havia corrigido automaticamente a palavra Felicity, colocando Sushi no lugar. Eles riram eternamente disso e agora Oliver só a chamava assim. — Até porque ninguém me conhece.

—Porque você não se esforça para ser conhecida, certo? Olha só para você: uma sexta feira a noite enfiada nesses livros de nerd. — ele apontou indignado. Mordeu outra vez a maçã. Felicity olhou rapidamente para os livros e se virou para rebater, quando se lembrou de algo.

—Espera aí. Sexta feira à noite e você aqui? Muito bem, quem é ela? — Oliver parecia confuso.

—Ela quem? — tentou falar com alguns pedaços de maçã mastigados ainda na boca.

—A garota que quer bater em você. Para você não estar em uma festa é porque deve ter uma garota querendo te bater. — Fel ouviu a risada alta do amigo.

—Não tem ninguém querendo me bater. Eu vim aqui numa missão. — ele falou. Felicity franziu o cenho.

—Missão? — ela pegou os óculos do rosto e os limpou na roupa, distraidamente. Não viu quando Oliver desceu e se aproximou. Quando colocou os óculos novamente os olhos azuis do amigo estavam pertos. Felicity recuou um pouco, embora não houvesse como, já que estava encostada ao sofá.

—De te levar a uma festa. — Oliver falou, olhando intensamente para Felicity. Quando a amiga entendeu suas palavras ela revirou os olhos, saindo de onde estava e andando até bancada.

—Não. Não, não e não! — ela negou. Oliver relaxou os ombros, cansado.

—Sim. Sim, sim e sim. Não custa nada Fel.

—Custa a minha integridade. Os meus algoritmos e a minha noite perdida. — ela argumentou, cruzando os braços, decidida. Infelizmente ela sabia que seria uma briga feia, já que Oliver também não desistia fácil.

—Sua integridade vai sair ganhando, seus algoritmos podem esperar e você não vai perder a noite. Vamos vai? Eu vou estar lá com você!

—Deixe-me resumir essa festa para você, Rainha. — Felicity se aproximou sentindo seus nervos a flor da pele. Ela odiava festas. Nunca se sentira bem nelas. E agora Oliver, o teimoso, queria convencê-la que seria legal. Ela não desistiria de provar o contrário tão fácil. — nós vamos chegar e vai estar cheio de gente. O Roy vai nos oferecer uma bebida e vai ter muitas garotas lá. Opção um: elas te cantam e você some com uma delas por um minuto. Opção dois: você apenas flerta com elas, mais ainda não escolhe nenhuma. Vamos optar pela opção dois. Depois de beber um pouco você me chama para dançar. Vamos para a pista onde uns montes de pessoas estão suadas e bêbadas, dançando uma música sem noção.

Felicity tomou ar rapidamente antes de continuar:

—Então eu fico lá sem saber como dançar. Então vai surgir uma garota e você vai começar a dançar com ela. Em menos de cinco minutos os dois sumiram e eu estou lá no meio de um monte de desconhecidos sem saber o que fazer. Resultado: no fim você some com a garota e eu vou ter que ir para casa sozinha. Ou então você me leva para casa, mas depois das três da manhã. Enquanto isso eu vou ficar no meio de um lugar ruim, com músicas que não são do meu gosto, sem ninguém que se interesse por mim, sozinha e deslocada. — Felicity teve que se controlar para não gritar. Ela tinha um trauma estranho de festas que começavam desde a adolescência e ia até os dias atuais. Ela se virou, subitamente cansada.

—Sushi? Acha mesmo que eu iria te deixar sozinha no meio da festa? — ele perguntou, parecendo magoado. A loira tomou cuidado para não se virar. Se olhasse naqueles olhos agora ela tinha certeza que todo seu esforço para ficar em casa iria por água abaixo.

—Eu não sei Ollie. Mas todos acabam deixando no final. — ela falou abraçando a si mesma. Não ouviu a aproximação de Oliver até sentir seus braços ao redor dela. Espantou-se. Raramente Oliver a abraçava, mesmo eles tendo mais de dois anos de amizade. Ele não era muito fã de demonstrações de afeto, principalmente em público.

Primeiramente Felicity ficou tensa. Então se deixou relaxar naqueles braços grandes e fortes. Oliver sabia como confortá-la. Ele sempre a abraçava quando via que ela estava muito estressada ou triste. Ela não queria aceitar, mas estava triste por não ser muito social.

—Porque não me deixa te mostrar que as festas podem ser legais? Só hoje. Se você não gostar eu passo um sábado inteiro com você fazendo seus algoritmos chatos. — Oliver sussurrou em seu ouvido. Ela sentiu sua pele se arrepiar e, se não estivesse em seus braços, tinha certeza que seu coração teria disparado pela boca. Mas Oliver tinha um poder imenso de acalmá-la apenas com um olhar ou um abraço. Era como se sedasse seu coração. Então, mesmo quando ela se sentia mais energizada, ele a acalmava.

Felicity se virou para encará-lo, não acreditando em suas palavras.

—Está falando sério?

—Nunca falei tão sério antes. — os olhos dele estudavam o rosto dela que estava próximo do seu. Os braços de Oliver rodeavam a cintura da amiga enquanto ela mantinha as mãos em seu peitoral. Ela as subiu e parou no pescoço, olhando-o com incerteza. E por fim, se deixou ser derrotada. Não havia como resistir àqueles olhos azuis pidões.

—Tá bom, seu teimoso. Só essa noite, se não eu juro te fazer algoritmos por um sábado inteiro. — Oliver levantou os braços ao alto, comemorando. Depois a beijou no rosto e Felicity riu de seu entusiasmo.

—Espero que não se arrependa. Vá se arrumar. Vou te ensinar o bom de uma festa.

***

Felicity não entendia como ela ainda não estava surda. Havia acabado de chegar à boate que Oliver escolhera e mesmo assim já não aguentava o volume da música. Ela se sentia em um Dejavú. A música que ela não gosta as bebidas que ela achava melhor não experimentar e a pegação que só tornava sua solidão ainda mais dolorida. Oliver a tinha feito escolher um vestido que ela nunca tinha tirado do armário e usado uma quantidade significativa de maquiagem. Sem falar nos saltos. Como sentia saudade de suas chinelas.

O vestido era preto, frente único e que tinha uma fenda que começava no meio da cocha até seu tornozelo onde o vestido acabava. Ela tinha soltado os cabelos e seus olhos azuis estavam mascarados com uma sombra marrom simples. Ela havia achado um batom vermelho e, sem entender como, conseguiu passar um delineador. Seu salto era simples, porque ela mesma preferia uma sapatilha. Felicity olhou para Oliver, sentindo infinitamente inferior.

Oliver estava com um terno preto e a camiseta era branca. A gravata era comum o que completava seu look simples e elegante. Oliver por si só já a deixava humilhada, imagina agora que estava com aquele sorriso lindo e os olhos brilhando? Ela nem sequer seria notada ali. Quis voltar. Quis fugir e voltar para seus livros e algoritmos. A loira agarrou a fenda do vestido, nervosa. Até sentir um toque em sua mão. Oliver a estava tomando e entrelaçando seus dedos aos dela.

—Ollie — Felicity chamou desesperada, encontrando os olhos dele sobre ela. Seus olhos brilhavam tanto que o coração de Fel até doeu. Ele não podia ser tão bonito assim. A loira quase desistiu de fazer um último apelo, até que sua mente lhe lembrou de todos os traumas envolvendo ela e festas. — por favor, me deixa ir embora. Você nem precisa me levar, pode ficar, eu vou de ônibus. A gente se vê amanhã, naquela sorveteria maravilhosa que fica em frente ao trabalho de Laurel...

Felicity — ele a chamou como sempre fazia quando estava prestes a lhe dar uma bronca. — não. Você prometeu que me deixaria te mostrar o lado bom da festa. Então não me decepcione. — os ombros da loira até caíram. Não tinha jeito, ela teria que passar por isso mais uma vez. Suspirando ela deixou Oliver a guiar pelo mar de pessoas.

O Verdant estava lotado. Havia pessoas em cada canto, fazendo todos os tipos possíveis de coisas. Oliver parava a cada cinco passos para cumprimentar alguém. Ele, educado como sempre, sorria animado e apresentava Felicity a todos que o paravam. Felicity tentou não se incomodar com o fato que 90% das pessoas que paravam Oliver eram mulheres.

Finalmente eles chegaram ao bar. Roy estava lá, fazendo batidas e sorrindo para Thea que pegava as bebidas para servir às mesas. Oliver escolheu uma mesa que ficava em frente ao
balcão e acenou para a irmã que abriu um sorriso lindo ao irmão. Ela se aproximou e o beijou no rosto, repetindo o gesto em Felicity.

—É fantasia minha, ou você conseguiu o impossível? — Thea perguntou a Ollie, referindo-se a Felicity. Eles sorriram Oliver mais que a loira.

—Eu sou incrível, pode falar. — Oliver se valorizou. Elas riram da expressão metida estampada no sempre sério Sr. Queen.

—Devo confessar, foi difícil resistir à teimosia do seu irmão. — Felicity se dirigiu a Thea que respondeu:

—Traduzindo: “não resisti a estes olhos lindos que seu irmão tem.” — os irmãos Queen caíram na gargalhada enquanto Felicity revirava os olhos para disfarçar o rubor em suas bochechas. Ela colocou os cotovelos à mesa, sem se importar que fosse falta de etiqueta e entrelaçou as mãos. Apoiou a cabeça sobre as mãos e encarou os irmãos.

—Estou esperando ver qual é o bom de uma festa. — ela disse, levantando uma sobrancelha. Oliver mordeu o lábio, encarando aquela sobrancelha o desafiando. E sorriu, como um jogador de pôquer pronto para revelar a jogada que o tornaria vencedor.

—Thea, duas vodcas, por favor.

—É para já.

***

Ok, Felicity devia confessar: Oliver Queen sabe aproveitar uma festa. E ela não estava falando em bebidas ou drogas; não. Oliver não precisava de nada daquilo para ser feliz em uma festa. A única coisa que ela percebeu que o fazia ficar divertido em uma festa era a sua vontade de ser feliz nela. Ele tinha um entusiasmo nato; interagia com todos, participava e fazia brincadeiras sem pensar no que os outros pensariam. Ele dançava muito mal, mas mesmo assim dançava porque isso o deixava feliz. E se Oliver podia esquecer que existia vergonha, porque ela também não?

E Felicity esqueceu. Por três horas ela se esqueceu de que era a tímida garota do T.I da Queen Consolidated e virou apenas Liz, a nova garota do Ollie. Pelo menos era assim que ela estava sendo apresentada. De acordo com Oliver, eles eram todos bêbados tarados, não precisavam saber o nome e sobrenome dela, só para depois difamá-lo.

Ela não estava bêbada. Longe disso. Tinha plena consciência de todos seus atos e isso a deixava feliz. Por muito tempo ela pensou que para ser feliz em uma festa tinha que beber como todos bebiam só assim se sentiria parte da turma. Ali com um Oliver sóbrio ela notou que a felicidade nada tem a ver com o álcool. Tem haver com se aceitar e deixar os outros te aceitarem. E ser feliz. Porque, afinal, aquilo era uma festa.

Quando Black Widow — Iggy Azalea ft. Rita Ora começou a tocar, Felicity não se aguentou. Ela puxou Oliver da rodinha de onde estavam e dançou ao ritmo da música. Ela cantou perfeitamente no ritmo da rapper enquanto via um Oliver meio impressionado, meio encantado. Felicity fazia uma verdadeira performance, rebolando e cantando, ora de olhos fechados para deixar a música entrar em si melhor, ora de olhos abertos para repara em volta. Todos apenas curtiam a música. Ninguém parecia estar olhando seu jeito desengonçado de dançar e sua desafinação ao cantar. Smoak se sentiu extremamente bem com isso.

Quando a música terminou, ela se apoiou no amigo, completamente exausta. Oliver a segurou, rindo. Ele aproximou o rosto de seu ouvido e falou:

—Escondendo o ouro Smoak?

—Sempre, baby. — ela riu. Fire meet gasoline — Sia soou alto nos alto falantes e Ollie sorriu para Felicity.

—Quer dançar? — ele ofereceu. Ela aceitou, deixando-o envolver sua cintura enquanto ela colocava o braço sobre seu ombro. Eles encaixaram a mão e se moveram pela pista. A voz de Sai inundava seus corações com emoção e a letra daquela melodia parecia tocar Felicity profundamente.

Oliver a guiava calmamente pela pista. No começo Felicity teve dificuldade em acompanha-lo, porque não estava acostumada a este tipo de dança. Mas Oliver era um bom condutor e sabia exatamente o que fazer, tornando a tarefa de Felicity bem simples. Ela fechou os olhos, sentindo seus movimentos e logo eles se movimentavam como um. Oliver cantava baixinho e Felicity deixou a cabeça descansar em seu peito, ouvindo a vibração que ali tinha. Antes de a música acabar, porém, Felicity pisou em seu pé, acabando com o encanto.

—Droga. Desculpa Ollie! — ela se virou para sair, mas ele a puxou, ainda sorrindo.

—Larga de ser boba, Felicity. Você está indo ótima. — e eles se calaram, encarando-se. A voz de Sia ia dando fim a música e tudo aconteceu muito rápido. Sem se conter, Oliver puxou Felicity para um beijo apaixonado.

Ele ministrava seus lábios com perfeição em um beijo calmo. Felicity e Oliver nunca combinaram em nada. Não gostavam do mesmo sabor de sorvete, nem do mesmo estilo de filme; se ele dizia preto, ela declarava branco. Se ele sugeria a direita ela ia para esquerda. Mas ali, com os lábios movimentando-se e as línguas se explorando, eles eram a definição de sincronia. O beijo terminou do modo como Oliver gostava, com uma mordida leve no lábio. Eles se afastaram e se encararam e Oliver estava pronto para pedir desculpas, embora não se sentisse arrependido. No olhar de Felicity ele notou que ela também não. E sorriu feliz por não precisar passar por aquela situação embaraçosa que alguns amigos que se beijam ficam.

—Eu vou buscar uma bebida. — declarou Felicity, deixando-o sozinho por um momento.

Oliver esperou Felicity voltar, mas ela demorou mais que o necessário. E quando o DJ parou a música e todos na boate gritaram briga, ele soube que havia algo de errado. Indo contra a maré que se afastava da briga, Oliver gritava o nome da amiga, com medo dela estar perto da confusão, ou se perder. Ele encontrou com Thea, que parecia desesperada.

—Você viu Felicity? — ele perguntou. Thea assentiu.

—É ela quem está no centro da Briga Ollie, ajude o Roy a tirá-la. — Ollie franziu o cenho. Felicity brigando? Ela não matava nem formiga, porque estava em uma briga. Sem mais delongas ele seguiu a irmã indo para onde estava o foco principal. E realmente lá estava ela, sobre uma menina que ele não conhecia, desferindo socos na coitada que tentava se defender. Roy estava perto, com medo de receber algum soco. E ninguém mais parecia querer fazer alguma coisa.

—Felicity! — Oliver gritou antes de puxá-la pela cintura para longe da desconhecida. Ele a levou, mesmo contra seus claros protestos para ficar e tentou ignorar os socos que ela lhe desferia. Quando chegaram do lado de fora da boate, Oliver a soltou; mas logo teve que segurá-la de novo quando ela ameaçou entrar. — Sushi, se acalma!

Felicity pareceu recuperar a consciência e o olhou nos olhos; ela fez um sinal para que esperasse enquanto recuperava o fôlego. Depois de um tempo ela respirou fundo, enquanto levantava a cabeça e o encarava. Pois a mão na cabeça e o olhou, arrependida.

—Desculpa, eu me descontrolei. — Ollie assentiu ainda preocupado e curioso.

—O que aconteceu? — ele perguntou.

—Vamos para casa? Eu te conto no caminho. — ele assentiu e a puxou para onde havia deixado o carro.

***

—Ela te xingou?

—De vadia do Oliver! Vê se pode! Só de lembra me da vontade de voltar lá. — Felicity fechou a porta terminando a história. Basicamente, uma das inúmeras ex-namoradas do Oliver ficou com ciúme quando os viu se beijando e resolveu destilar veneno para cima da Sushi. Felicity perdeu a calma e partiu para cima da garota, resultando no que aconteceu.

—Caramba. Desculpe-me por isso. — ele pediu, sem graça. Felicity sorriu a ele, que ainda mantinha a cabeça baixa. Ela colocou a mão sobre o ombro.

—Não tem problema, aposto que quando vocês namoravam ela parecia normal. — Oliver sorriu.

—Eu juro que eu nem me lembro de quando a gente namorava. — eles riram e Oliver levantou a cabeça. Encarou Felicity e notou um corte acima de sua sobrancelha. Franziu o cenho, preocupado e se sentindo culpado. — sua sobrancelha. Tem um corte nela.

—Ah isso? Acontece! — Felicity disse, pondo a mão sobre o machucado e fazendo uma careta. Oliver se afastou, procurando o kit de primeiros socorros que ficava em sua cozinha e voltando ele em mãos logo após. A loira se sentou e Ollie parou em frente a ela, tirando algodão, álcool e um curativo da pequena caixa.

Ele passou sobre o corte vendo Felicity mordendo o lábio para não dizer nada. Eles ficaram em um silêncio reconfortante enquanto Oliver se mostrava cuidadoso para curativos, mesmo com as mãos rudes que tinha. Quando terminou, brincou dando-lhe um beijo sobre o curativo.

—Dar um beijinho que passa. — Felicity riu. Eles se encararam e, por mais que Oliver quisesse atacar sua boca, a imagem dela sendo xingada atravessou sua mente. Então ele quebrou o contato visual e murmurou: — é melhor eu ir.

—Está bem. — Felicity concordou querendo dizer o contrário. Queria que ele ficasse e que eles conversassem. Queria lhe agradecer por lhe mostrar a coisa boa de uma festa. Mas Ollie já estava se dirigindo até a porta e ela se viu obrigada a acompanha-lo.

Quando ela abriu a porta quase deixou Oliver ir. Mas já tinha falado e feito tanta coisa naquela noite que decidiu ter seu último cinco segundos de coragem insana.

—Ollie? — ele se virou para ela, sorrindo torto. — está indo embora porque eu agi como idiota na boate? Eu sei que não devia ter brigado e...

—Sushi — ele a chamou, colocando a mão sobre seu rosto e a encarando profundamente. — a noite pode não ter terminado como planejamos, mas isso não mudou e nada o que eu sinto por você. — e como se para comprovar o que estava falando, ele a beijou profundamente. — te vejo amanhã. — falou assim que se separaram.

—Se eu ganhar um desse toda vez que nos vemos, vamos nos ver sempre. — Oliver riu, beijando sua bochecha.

—Boa noite Sushi.

—Boa noite Rainha.

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem seus comentários, talvez eu poste outra one fic deles *-*. Obrigada a todos que leram.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!