Nico di Angelo E A Sonhadora Imortal
6 Ela vai ficar bem
Notas iniciais
Narrado por Nico di Ângelo:
– Alex! – gritei me aproximando mais dela.
– Nico, você por um acaso não sabe bater na porta?! — ela queria parecer brava, mas sei que ela estava mais preocupada por eu ter visto o que ela estava fazendo.
– Alex, por que... Por que você...
– Psiu. Por favor, não fale nada – ela fechou os olhos e respirou fundo. Estava tentando não chorar – Eu vou me lavar e já volto. Espere aqui que nós já conversamos ok?
Assenti com a cabeça. Não acredito que ela faz isso. Isso é horrível. Terrível. E mais quantos adjetivos ruins você conseguir pensar.
Quando ela saiu do banheiro, estava com uma calça comprida e um casaco também comprido. Ela estava sempre assim. E foi aí que me ocorreu. Ela usava roupas compridas para esconder a dor. Para esconder as cicatrizes.
Ela se aproximou de mim, sentou na beirada da cama e me chamou para sentar ao seu lado.
– Nico... O que você viu aqui... Não é nada, ok? Eu estou bem. Então, esqueça que você viu isso.
– Alex, eu não vou esquecer. Não tem como esquecer – ela respirou fundo mais uma vez – Eu não estou te julgando por fazer isso, mas... Por quê?
– Olha, Nico... Não sei se quero falar sobre isso agora. Não me leve a mal, mas eu acabei de te conhecer. E isso é algo muito pessoal pra mim.
– Tudo bem.
– Desculpa Nico. Eu não queria fazer isso. Mas eu não consigo mais parar. É como uma droga.
– Ok. Você não precisa me falar nada. Mas, só saiba que se você precisar de um amigo ou se precisar falar com alguém, eu estarei aqui por você, tá? – ela sorriu minimamente.
– Obrigada. É bom saber que alguém se importa – ela disse agora meio irritada.
– Sempre vai existir alguém que se importa. Só precisamos encontrar esse alguém.
Ela me deu um sorriso novamente. Era tão bom vê-la sorrindo. Trazia-me um sentimento de paz. Eu farei de tudo para manter aquele sorriso no rosto dela. Eu vou fazê-la melhorar. Prometo a mim mesmo que ela irá melhorar. Tudo ficará bem para ela e para mim.
Ficamos nos encarando por um tempo, até que os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela me deu um abraço, e eu correspondi, acolhedoramente. Ela começou a chorar mais e mais. Sinto que ela precisa desabafar só que não conhecia alguém de confiança para isso. Mas não durará muito tempo. Prometo a mim mesmo, também, que ela irá confiar em mim.
Depois de mais ou menos uns vinte minutos chorando no meu peito, ela se afastou. Olhou-me, com os olhos ainda molhados, e me deu outro sorriso. Cara, eu realmente gosto dela. Esse sorriso me dá vontade de passar o resto da minha vida ao lado dela. Isso é tão estranho, nunca pensei isso de ninguém antes. Não é possível que eu esteja me apaixonando em tão pouco tempo. Ainda mais eu. Mas simplesmente não consigo evitar.
– Nico... Eu sei que você não faria isso, mas, só pra ter certeza, promete que não vai contar nada do que viu pra ninguém? – me lembrei de que tinha ido lá exatamente para descobrir algo sobre ela e contar para outra pessoa, mas não faria isso de jeito nenhum.
– Eu prometo.
Ela me abraçou de novo, mas dessa vez durou menos. Levantei e me despedi dela. Saí do Chalé 3, em direção ao meu chalé e Percy me interrompeu mais uma vez:
– E aí? Por que ela estava chorando?
– Não sei – ele me olhou cético – De verdade, eu não sei.
– Então do que vocês ficaram falando esse tempo todo?
– Escuta Percy, ela vai ficar bem. Pode ter certeza disso.
*CINCO REVIEWS PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO*
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