Nicks Life.

8 Supermercado & Noite


A semana passou lenta, e cada dia era pior. Aulas de histórias eram péssimas, pois eu e Miley dividíamos a mesma banca. Algumas pessoas me perguntavam se havia ocorrido algo, mas eu não respondia bem estas perguntas. Enfim chegou o fim de semana e eu tentei me animar para fazer algo. Surgiu algo bem interessante para fazermos: as compras mensais no supermercado. Soa estranho, mas eu adoro fazer feira.

Fomos todos no carro do meu pai, e pensei que iríamos demorar bastante porque minha mãe só escolhe o melhor dos melhores.

- Nick, Você poderia pegar alguns pães, sim? Joe, quero macarrão, ok? E Kevin... É fique ai mesmo. — Começava a dinâmica de supermercado da minha mãe. Pois é, ela leu sobre isso. O Kevin não participava da tal dinâmica, pois não era raro ele ser atropelado por carros de compra, quebrar algo ou trazer o produto da pior marca possível.

Por conta da tal dinâmica de compras, a feira tornou-se bem mais rápida e chegamos em casa antes do almoço.

Depois de arrumada as compras e almoçado, eu fui ler um pouco. Após isso resolvi alguns exercícios de física, que com certeza é a pior matéria que existe. Ao terminar meus afazeres escolares, eu fui para frente da minha casa, no gramado. Sentei-me e fiquei observando a rua. Ao olhar para minha frente, estava a Miley na mesma situação, à frente da casa dela, mas lendo um livro. A minha vontade era de ir lá, mas algo me impedia. Não passou muito tempo para a Miley me notar. Quando me notou, ela deixou o livro cair. Passou um ônibus escolar e eu aproveitei para sair da sua vista. Isso tudo era muito estranho, mas por ela eu tinha que permanecer assim.

Aqueles versos que a Miley havia escrito para mim não me saiam da cabeça, e além disso eu estava com medo. Primeiro, porque talvez essa situação piorasse cada vez mais. E segundo: Eu estava completamente apaixonado pela Miley e não sabia o quão isso ia durar.

Essa semana eu tinha alguns trabalhos para fazer, além de prova de matemática. E o professor foi bem claro ao dizer que precisava de papel milimetrado. Na verdade eu nunca havia visto o tal papel, mas certamente a pessoa da papelaria sabia. É bem óbvio. Logo, fui lá comprar papel pautado e algumas folhas de papel milimetrado. A papelaria ficava um pouco longe da minha casa, então eu decidi ir de patins. Além de chegar mais rápido eu estaria me exercitando de algum jeito, eu não praticava esporte nem nas aulas de educação física. Passei observando as coisas,tanto que me distrai e passei da papelaria. Me senti como o Kevin perdido no supermercado, mas sorte que eu soube voltar pelo mesmo caminho que fui. Comprei meus papéis.

Quando voltei, encontrei uma amiga do colégio e “conversamos” até eu chegar em casa. Resultado: Nunca eu adorei tanto ver minha casa. Além de falar pelos cotovelos, ela só conversava sobre futilidades: Roupas, sapatos e jóias. Eu me animei bastante com aquela conversa. Tanto que entrei em casa pela porta dos fundos.

Cheguei em casa e não havia ninguém, mas havia um bilhete dizendo:

Fomos ao supermercado. O Kevin comprou 5 latas de leite de cabra, e fomos troca-las.

Já voltamos.

Mãe.

Isso queria dizer que a casa era minha por pouco mais de uma hora, ou seja, som alto!

Liguei o som da sala e fui arrumar meu quarto com uma dança muito estranha. A noite começou a chegar e meus pais não voltaram. Parece que as rodovias estavam interditadas, por algum tipo de acidente. Eu fiquei preocupado e fui os esperar na frente da minha casa.

A Miley parecia estar na mesma situação, o carro dos pais dela não estavam lá, e ela estava sentada no gramado dela. A rua estava silenciosa, não haviam carros, além de fazer um pouco de frio. Eu estava sentado no banco do meu gramado, e a Miley estava na minha linha de visão. Até que ela levantou-se e veio em minha direção.

Notas finais
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