Nicholas e os Olimpianos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
I
Annabeth chase tentava passar por entre a multidão para ver o que estava acontecendo. Quando finalmente chegou a frente de todos, ela viu uma coisa que a assustou. Ao longe quatro esqueletos marchavam. Pareciam estar carregando alguma coisa. Não! Espera. Coisa não. Uma pessoa!
Primeiramente o coração de Annabeth se encheu de esperança, já que Percy havia desaparecido há três dias. Ela procurara por ele por todo o acampamento, por toda a sua escola. Ate mesmo no apartamento de sua mãe. E nada. Ele havia sumido da face da Terra.
Os esqueletos começaram a se aproximar da barreira do acampamento e então eles pararam. Colocaram no chão o corpo que estavam carregando. Os campistas ainda estavam longe, então não podiam ver quem era. Então os esqueletos simplesmente se desmancharam em cinzas.
Os campistas e ate Quiron começaram a se aproximar do corpo no chão, bem lentamente. Quando Annabeth começou a chegar perto. Viu suas esperanças escorrerem por seus dedos. Aquele desmaiado no chão não era Percy. Era um garoto de uns dezesseis anos de idade. E parecia... Um tanto sombrio mesmo desmaiado.
Ela viu quando alguns campistas o levaram para a enfermaria. Então correu para o único lugar que a fazia sentir-se melhor nesses últimos dias. O chalé de Poseidon. Ela estivera passando muito tempo ali desde o desparecimento de Percy. Deitou-se na cama dele e começou a lembrar da primeira missão deles juntos. Quando viu já estava chorando.
***
Ainda estou vivo? Como cheguei aqui mesmo? Essas eram as perguntas que se passavam pela mente do garoto. Ele tinha cabelo escuro, olhos castanhos, e porte atlético. Levantou-se lentamente da cama onde estava. Olhou em volta e viu vários adolescentes olhando-o assustados. Ele viu chegando um homem. Não! metade homem da cintura pra cima e da cintura pra baixo... Um cavalo? Serio isso?
O homem-cavalo se aproximou e disse:
– olá! Eu sou Quiron. E qual o seu nome?
O garoto tentava se lembrar, ate que finalmente conseguiu. Ele se lembrava de tudo agora.
– m-meu nome é Nicholas. Onde... Onde estou?
– você esta no acampamento meio sangue, Nicholas.
– meio sangue? É exatamente onde eu precisava chegar.
Todos pareceram surpresos. Olhavam para ele como se ele fosse uma bomba prestes a explodir.
– você sabe que é um meio sangue certo? – o homem-cavalo perguntou.
– meio sangue? ... – agora definitivamente Nicholas não conseguiria impressiona-los mais. –... Bem... Eu tenho poderes... – ele se aproximou um pouco mais de Quiron, e sussurrou. – posso interagir com os mortos. Eu falei com um fantasma. Acho que seu nome era... Dédalo eu acho. Ele disse para eu achar esse lugar. Disse que eu estaria protegido aqui.
As dez pessoas na sala começavam a ficar inquietas.
Cochichavam. Quiron os mandou para fora, ficando lá dentro apenas duas garotas, uma ruiva e uma loira.
A loira chegou perto de Nicholas e perguntou:
– Você viu um garoto de olhos verdes, cabelo escuro por ai? Ele é filho de Poseidon. – ela parecia prestes a começar a chorar.
– não, me desculpe. Não o vi. – a loira foi amparada pela garota ruiva. – eu... Eu preciso sair daqui. Preciso de ar. – Nicholas não queria mais ficar ali naquela sala de enfermaria.
Aonde Nicholas ia os outros campistas saiam de perto. Pareciam ter medo dele. Ou de seu pai.
Disseram a ele que ele era filho do Deus dos Mortos. Não que ele acreditasse em tudo isso. É que parecia tão... Possível. Ele se se sentou à mesa mais afastada. A mesa do chalé Hades e comeu seu jantar sozinho.
Depois de acabar foi encontrar Quiron, o homem-cavalo. Quiron estava conversando com um garoto que tinha aparentemente a mesma idade de Nicholas. Então Quiron os apresentou:
– Nicholas... Esse é Thomas, do chalé de Hefesto. Ele esta aqui a pouco mais tempo que você.
Então Quiron foi interrompido por um campista que vinha gritando.
– Quiron! Quiron, que bom que eu te achei... – ele parou para pegar ar. -... Os chalés de Apolo e Ares estão tentando se matar de novo. E acho que Ares esta ganhando.
Quiron coçou a braba e disse a Thomas.
– Thomas, você pode levar Nicholas até o chalé de Hades por mim. Quem sabe não ficam amigos.
– claro Quiron, eu levo ele.
Então Quiron e o outro garoto foram até onde estava acontecendo à matança entre os dois chalés.
Thomas parecia um cara legal, ele mostrou a Nicholas o acampamento e seu chalé. O chalé de Hades era feito de obsidiana, com umas coisas que eles chamavam de fogo grego. Que é basicamente fogo verde que nunca apaga.
Estavam em silencio do lado de fora dos chalés quando Thomas perguntou:
– você é mesmo filho de Hades? – Nicholas olhou para ele e não viu nenhum traço de brincadeira ou medo na expressão de Thomas.
Então Nicholas tomou coragem e disse:
– sim, eu sou filho de Hades. E... Sim, eu consigo controlar os mortos.
– cara, que irado. Você deu um belo show hoje mais cedo. Por que não me conta como veio parar aqui.
Nicholas concordou – esta bem! Bem, eu estava em Vancouver, no Canada... Morava com minha mãe, isso foi há dois meses. Estávamos em nosso apartamento quando eu comecei a ouvir uma voz, a voz de uma mulher que dizia:
Tenho grandes planos para você criança, você será um marco importante na guerra que esta por vir. Sirva-me. SIRVA-ME! Destrua a Deusa acorrentada! Destrua-a! Então depois de alguns dias ouvindo essa voz eu sonhei com o rosto de uma mulher o rosto parecia um desenho feito com terra. E ela estava com os olhos fechados, mas mesmo assim eu podia ouvi-la gritando em meu ouvido para destruir a Deusa.
Thomas ficou com a boca aberta, sonhar com uma mulher que mandasse você matar uma Deusa... Isso não devia ser legal. Então Nicholas continuou:
– alguns dias depois eu e minha mãe estávamos voltando para casa de carro, quando um ciclope gigante pisou... Sim, pisou no nosso carro. Minha mãe enxergava através dessa tal nevoa. Nós conseguimos correr para a floresta e nos escondemos. Ela me ensinou a usar meus poderes, eu perguntei como ela sabia tudo aquilo e ela respondeu que aprendeu com meu pai. Mas ela não disse o nome dele. Consegui falar com um fantasma, um inventor, filho de Atena. Ele disse que eu devia seguir para Long Island, New York e achar o acampamento. Depois disso o ciclope... Ele... Matou minha mãe e quase me matou. Eu consegui fugir dele só que estava machucado demais. Depois de alguns dias vagando pelas estradas consegui uma carona ate New York. Mas acabei topando com um... Não sei o que era aquilo. Parecia um furacão...
– Espíritos da tempestade. – interrompeu Thomas.
– isso. Bom depois ele simplesmente foi embora me deixando quase morto numa esquina. Eu consegui invocar aqueles quatro esqueletos e ordenei que eles me trouxessem ate aqui
– uau. Grande historia. – depois de algum tempo Thomas disse. — bom, eu já vou para o meu chalé por que amanha a noite teremos os jogos de guerra.
Nicholas somente respondeu um tudo bem e entrou no seu novo lar.
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