Notas iniciais
comentem e ate o proximo capitulo!!

Sarah

O sinal havia soado. O time azul havia ganhado. Vi o garoto se afastar um pouco, ele parou perto de uma moita, se abaixou e pegou minha faca. Levantou e veio em minha direção, estendeu a faca para mim. Eu a peguei.

– Sou Nicholas. – ele sorriu. Um sorriso apaixonante. – Qual seu nome?

– Meu nome é Sarah. – ele sorriu novamente. – Desculpe pela flecha. – falei

Ele colocou a mão na bochecha como se checasse se ainda estava sangrando.

– Não tem problema. – ele sorriu novamente. – É uma competição não é?! E você ganhou parabéns. Você é muito boa com arco e flecha.

– Sou filha de Apolo. – olhei desconfiada para ele. Seria esse o filho de Hades que todos diziam ser perigoso? Ele definitivamente não parecia perigoso.

– Sou filho de Hades. – é ele o garoto novo. Ele pareceu ler meus pensamentos. – Não acredite em tudo que as pessoas dizem.

– Como? – perguntei incrédula.

– Você esta tentando decidir se deve falar comigo ou não. Não sei o que dizem sobre mim, mas...

– Dizem que você é perigoso. – deixei escapar. – Você é?

– Você acha que sou perigoso? – ele sorriu e saiu andando em direção aos chalés.

Nicholas

Cheguei ao chalé de Hades, tomei um banho e sai. Já estava escurecendo quando encontrei com Annabeth.

– Oi Nicholas. Escuta... temos um conselho aqui no acampamento. Todos os conselheiros de chalé participam. E como Nico não vem muito aqui, ele colocou voce como o novo conselheiro do chalé de Hades.

Conselheiro? Eu? Achei que era uma piada.

– Eu? Conselheiro?

– Isso mesmo. Teremos uma reunião hoje a noite na casa grande. É antes do jantar. Não se atrase.

E ela foi embora, me deixando sozinho ao por-do-sol. Procurei Thomas por toda parte, ele poderia me ajudar com essa historia de conselho. Porem, a única pessoa que achei foi a garota do arco, Sarah.

– Fiquei sabendo do convite para conselheiro. – Zombou ela. – Aceite. – Sua expressão ficou seria. – Eles precisam de alguém como voce no conselho.

– Alguém como eu?

– Alguém que sabe julgar as pessoas. Alguém justo. – ela começou a ficar vermelha. – Alguém que NÃO é perigoso. – ela enfatizou bastante o não.

Começamos a rir que nem idiotas no meio do campo de treinamento de arco e flecha.

– é melhor você ir. – falou Sarah. – esta quase na hora da reunião do conselho.

O conselho se reunia numa grande sala na casa grande. Bem no meio da sala havia uma mesa de pingue-pongue. Os conselheiros de cada chalé estavam sentados em volta da mesa. Discutindo.

Sentei-me e esperei pra ver até onde iria aquela discussão. Annabeth e Quiron entraram, pediram silencio.

– Eu tive um sonho. – começou Annabeth. O barulho cessou. – vi Percy e mais dois meios sangues no grand canyon. Amanha irei até lá. Quem gostaria de me acompanhar? – rapidamente um garoto careca levantou a Mao.

– Eu vou.

– Certo Butch, você vai comigo. Alguém mais ?

Sabia que me arrependeria assim que tive a ideia, mas mesmo assim levantei a Mao.

– Eu. Eu quero ir.

Todos os adolescentes em volta da mesa de pingue-pongue viraram-se para mim. Pareciam surpresos por eu ter me oferecido, menos Annabeth.

– Tudo bem. Você vem. – Eu não disse que me arrependeria? Então... Não! Eu não posso voltar atrás agora. – Partiremos pela manha.

Foi uma noite longa. Eu continuava tendo aqueles sonhos. Com a Mãe Terra, Gaia. Eu estava de volta ao apartamento de minha mãe em Vancouver, no Canadá. Estava na sala de estar. Olhei em volta, não vi minha mãe. Andei pelo corredor ate chegar a seu quarto. A porta estava entre aberta, e o quarto vazio. Andei até a janela e abri as cortinas. La fora, a rua estava coberta de monstros. Gigantes, ciclopes, Górgonas. – não me pergunte como sabia esses nomes, eu apenas sabia. – preenchiam toda a rua. Então comecei a ouvir a voz de Gaia em minha cabeça.

– Meu herói sirva-me. Mate a Deusa acorrentada e me ajude a acordar. Sirva-me, meu herói. Ajude-me a destruir o Olimpo.

Então a voz cessou. Acordei com um pulo. Olhei pela janela, ainda estava escuro. Então me deitei novamente e voltei a dormir.

O acampamento estava calmo. Haviam apenas algumas pessoas envolta do nosso transporte. Uma carruagem puxada por pégasos. Exatamente! Cavalos com asas. Eram dois pégasos, um branco e grande e um enorme pégaso cinza como os olhos de Annabeth. Suas asas eram de quase três metros de comprimento de uma ponta a outra. Quando subi na carruagem me senti aquele que os mortais chamam de Papai Noel.

Então o garoto careca chamado Butch pegou as rédeas.

– Segurem-se! – a carruagem começou a andar, os pégasos corriam como se estivessem se libertando. Quando já estávamos no ar, Butch olhou para mim e riu. – Primeira vez voando com pégasos?

– Sim – respondi. – Alguma dica para um novato? – perguntei sarcasticamente.

– Claro! – ele riu. – Segure-se, é uma queda de doze mil pés.

Definitivamente voar com pégasos não é uma experiência que eu queria repetir. Eu estava tão enjoado que devia estar começando o ficar verde. Olhei para cima e vi um jatinho particular passando por cima de nossas cabeças. Fiquei imaginando o que os mortais viam através da Névoa. Um balão. Ou um trenó de Papai Noel, talvez.

Depois de alguns minutos, comecei a ver o Grand Canyon. Havia uma passarela. Onde estavam apenas três adolescentes. Começamos a nos aproximar e podíamos ver os adolescentes.

– A-Aquele não é o Percy! – vi seus olhos explodirem em fúria.

Pousamos a carruagem e Annabeth correu ate o adolescente loiro. Ela começou a gritar com ele, perguntado onde estava o filho de Poseidon, Percy Jackson. Butch conseguiu acalma-la. Ou pelo menos convence-la a não mata-lo. Ainda.

– vamos! Subam. – Butch apontou para a carruagem.

O garoto loiro deu um passo pra trás.

– Não vou subir nessa carruagem, com essa garota que parece que quer me matar.

– Vamos, de um desconto pra ela. O namorado dela sumiu. – ele voltou a apontar para a carruagem.

Todos subiram. Os três adolescentes, dois garotos e uma garota. O garoto loiro era alto, forte e tinha olhos azuis. Seu nome era Jason. O outro garoto tinha cabelos escuros bagunçados, era baixo e magro. Seu nome era Leo.

A garota era muito bonita, baixa, cabelo marrom como chocolate e ondulados, tinha olhos que mudavam de cor entre verde, azul e âmbar. Seu nome era Piper.