Nicholas Jonas: Meu Melhor Amigo.
8 Reviravolta
Notas iniciais
— Bom dia, minha querida.
— Olá, amor.
Cá estou eu… Fazendo panquecas para o café da manhã, recebendo um beijo caloroso de James, pronta para arranjar um emprego.
É, minha vida mudou. Duas vezes em tão pouco tempo… Eu tive a melhor vida do mundo, ao lado dos Jonas, e agora estou aqui, virando uma adulta. Mesmo sendo uma merda de vida, estou feliz. Ou talvez seja culpa da música que estou ouvindo… Clocks, do Coldplay. Sempre que a ouço, sinto sensações diferentes e boas.
- Boa sorte na procura, volto as 21h, querida. – Gritou, enquanto fechava a porta da nossa casa… Ou devo dizer, barraco? Sim, estamos morando naquela casa abandonada agora. Não consegui 1 milhão de dólares, até porque o seqüestro teve um final um pouco… Diferente.
Depois do Nick me ver beijando o James, naquela cena toda feliz e mística, ele correu para o carro e foi para a casa. Lá, pelo que eu descobri, ele ficou deprimido, durante… Umas duas semanas. Já hoje em dia, ele está namorando a nova estrela da música pop, Julie Moss. Quer saber o que eu acho disso? Não estou nem aí, eles que tenham sua vidinha “perfeita” e pronto. Estou com meu James agora, é isso que importa… Não é?
Falando agora da minha vida relacionada com os paparazzes, eu… Eu fui esquecida por eles. Claro, Nick e Julie são o casal de Holliwood, haha.
E minha familia? Bom, eu abandonei. Minha mãe queria que eu ficasse com o Nick Jonas de qualquer jeito – e pode acreditar, fiquei surpresa, pois ela não é assim – então, “fugi” de casa, sem dinheiro, nem nada.
Acabei de fazer as panquecas, ao descobri que tinha exagerado, até porque James nem as comeu… Então lavei a louça e fui me sentar no sofá.
Eu estava perdida. Só tinha meu namorado de… Compania. Eu tinha parado a escola. Parado com tudo. Senti uma lágrima cair do meu rosto, e logo a enxuguei. Por que eu estava chorando, afinal? Estava tudo perfeito… Eu acho. Olhei para a mesinha, e vi um caderno e um lápis. Eu adorava escrever, desenhar… Tudo. Então os peguei (era do James, seu caderno de “contas para pagar”) e o abri na última folha.
Não sabia o quê escrever ou desenhar… E, sem ao menos perceber, fui escrevendo versos. Sobre estar apaixonada, sobre ter a vida que sempre quis, sobre ser solitária, estar cansada de tudo… Eu… Desabei. E criando rimas interessantes.
Eram 20h e eu tinha escrito 10 poemas. Durante todo esse tempo, não comi, não fui ao banheiro, não descansei, não parei, não fiz nada além disso. E eu me sentia melhor. Não completamente melhor, mas melhor, entende? Li e reli várias vezes o poema, até que tive uma ideia. Transformá-lo em músicas. Sim, comecei a cantar, criando ritmos e afinando minha voz. Eu já tinha cantado, quando tinha 12 anos, num concurso, e venci. Mas depois, desisti da ideia. E agora eu estava aqui, cantando.
— Ju? – Ouvi a voz de James me chamar e parei. Ele tinha entrado já, e estava cessado em minha frente, me encarando. Fiquei corada, e murmurei um oi.
– Não sabia que você… Canta. – Sussurrou, secamente. Parecia que era irônico e tinha um tom de ingratidão em sua voz. Adoraria ler seus pensamentos nesse momento.
— Eu… Cantava… — Sorri torto, me levantando e indo beijá-lo. Porém ele se inclinou para trás, quando tentei. Sua mão estava rígida quando a peguei também. – O quê foi?
— Ahn… É só que… Você cantando… Me faz lembrar dos Jonas… E do seu ex. Não gosto disso. – Seus olhos estavam totalmente fixados em mim.
— Então você não quer que eu cante? – Lentamente, falei. Como assim? O quê ele tem? Não são só os Jonas Brothers que cantam, por favor né.
— Graças a Deus você entendeu, querida! – Sua afeição por mim de repente voltou, e ele me abraçou. O QUÊ? Quase gritei. Parei de abraça-lo e o encarei.
— Você só pode estar louco… — O quê eu realmente queria dizer é: COMO ASSIM? VOCÊ ATÉ PODE SER MEU NAMORADO, E ME OFERECER SUA “CASA” COMO MORADIA, VOCÊ PODE SAIR DAQUI DE MANHÃ E VOLTAR SÓ A NOITE TODO DIA DA SEMANA, MAS AGORA EU NÃO POSSO CANTAR, QUANDO ME SINTO MAL?
— Não. Mas, como sou seu namorado, te salvei e não gosto de sentir ciúmes, não quero que cante. Já me basta ouvir as drogas das músicas daquela bandinha na rádio.
Você quer saber o quê eu fiz, depois dessa? Peguei todas as minhas coisas – e olha que eu não tinha muito – e saí da casa. Sem nenhuma explicação e nenhuma desculpas dele.
Eu não sabia onde ir. Andei até o centro de Los Angeles e fiquei perdida. Havia muita gente, nenhuma conhecida. Vi uma Lan House, e como eu tinha um pouco de dinheiro, mas não tinha celular (James não tinha me dado um celular ainda… Era caro demais…) entrei.
Fiquei online no msn. Puxa, quanto tempo fazia que eu não usava a internet? De repente, vi na lista de contatos, Nick online. Ele não tinha me bloqueado, me excluído… Ele estava lá, online, bem diante dos meus olhos. Sem pensar, cliquei na janela dele e mandei um “oi”
Nicholas diz: Oi.
Ju diz: Como você está?
Nicholas diz: Estou bem, ótimo na verdade. E você?
Ju diz: Tô. Vi nos jornais que você anda muito bem, financeiramente e emocionalmente. Que bom.
Qual seria o sentido dessa conversa? Estava quase batendo a cabeça no teclado, quase.
Nicholas diz: E você está com o James, deve estar perfeitamente bem, como você pretendeu.
Ju diz: Eu estou, haha. Fiz umas músicas.
Nicholas diz: Fez? Posso ver? Sabe, sou cantor.
Sem perceber, ri de frente á maquina. Peraí, o quê havia comigo?
Ju diz: Estou numa lan house, não vai dar pra mandar música, demoraria muito e não estou com muito dinheiro agora.
Nicholas diz: Onde?
Ju diz: No centro, na frente da Victory’s Secrety.
Nicholas diz: Estou indo, fique aí.
*Nicholas está offine*
Ele está vindo para cá? Por quê? Ele deve estar de brincadeira, não? Deve ser um trote dele… Ele deve ter raiva de mim ainda, só pode ser isso. Minha hora lá acabou e fui até a frente da Lan House. Pensei em ir embora – não sei pra onde – mas me sentei nas escadas, e resolvi esperá-lo. Eu tinha ficado… Ansiosa.
20 minutos depois, um carro preto parou na esquina, e, lá estava ele, com um boné, tampando todo seu rosto. Ele se aproximava ligeiramente de mim, e meu coração batia cada vez mas célere. Isso era saudade? Afinal, faziam cinco meses que não nos víamos.
Continuei sentada, apenas admirando-o.
— Hey. – Sentou-se ao meu lado. Eu podia sentir seu cheiro doce de sempre, sua respiração ofegante e seu calor.
— Por que você veio aqui? – Perguntei na hora, sendo rude. Não era exatamente minha intenção, mas…
— Para… — Hesitou, olhando para o chão – Ver suas músicas. – Voltou a me olhar.
— Ah. – Senti um leve desapontamento em minha voz. O quê eu queria afinal? Que ele me abraçasse, me beijasse, transformasse minha vida em felicidade de novo? É claro que não. Peguei de minha bolsa o caderno de James e entreguei-o. Ele abriu e viu as contas. Me senti contrangida, e mudei de página, para a música. – Isso era… Brincadeira, haha. – Menti muito mal. Ele sorriu falsamente também e examinou as músicas.
— Puxa… Isso… — Parou, me olhando. – Isso é muito bom! São ótimas as músicas… Sério. Você canta?
— Sim… — Sussurrei. Eu tinha ficado amedrontada, para ser sincera, depois da reação de James. Não queria a mesma reação de novo.
— Cante. – Ordenou, sorrindo. Fiz com que sim pela cabeça e tentei cantar a primeira estrofe. Mas parei, não consegui. – O quê há? – Perguntou, chegando mais perto de mim. Ele me olhava em duvida. Eu não sabia o quê falar. Fiquei desesperada. – Ei, calma. – Disse ao perceber meu medo, e pegou na minha mão. Senti um formigamento. Eu realmente tinha sentido saudades de tudo isso, mesmo não admitindo. – Me conta… — Implorou.
— Não… — Sussurrei, em seu ouvido. Eu estava chorando, ali, na frente de todos. E logo começou a cair um temporal. Não ligamos e continuamos ali. Ele aproximou seu rosto do meu, com um olhar suplicante. Sua boca encostou na minha levemente. Ele deu um selinho e se afastou. Não deixei, e o puxei, colocando sua cabeça na frente da minha. Celei meus lábios nos dele e o beijei. Era doce e molhando, por causa da chuva, porém senti um gosto estranho. Beijei a sua boca mais intensamente, tentando descobrir o gosto. Era maconha.
Fale com o autor