Nicholas Jonas: Meu Melhor Amigo.
6 Mentiria ou diria a verdade?
Notas iniciais
Maaas agora eu voltei o
Duas semanas se passou, e nada de Nick. No MSN, eu o bloqueei. Na vida real, eu o ignorei.Ele sempre ligava, eu não atendia, ou estava ocupada. Na internet, ele me mandava emails sem parar, perguntando o que aconteceu. Se tinha alguma coisa de errado comigo...
Era domingo, eu estava em casa sozinha, vendo TV. Senti um frio em meu rosto, senti um cheiro diferente, um cheiro bom, ao mesmo tempo de raiva.
A campainha. Uma música feliz, para dias felizes, não como hoje seria eu acho.
Fui andando sem vontade para a porta, cansada. Abri a porta.
-Oi... Er... Você não atendia meus telefonemas, meus emails... – Suspirou ele. Percebi que ele estava inseguro, triste e desanimado, como eu. Que horrível, ele mentiu pra mim, e ainda vem assim?
-É eu sei. –Respondi ao que não chamamos de pergunta, revirei os olhos, e fui indo para a sala. Ele me seguiu, fechando a porta. Eu sentei no sofá com preguiça olhando á TV. Eu não queria nunca mais falar com ele! Por que ele teve que vir aqui?
-O que aconteceu? –Perguntou, se sentando do meu lado. Pegou o controle e desligou a TV.
-Nada — Menti de novo, ele suspirou, parecia estar irritado agora.
-Como nada? Você ignorou durante duas semanas, — Parou e respirou fundo, ficou mais calmo — desde aquele dia que a gente ia assisti ao filme... Eu lhe fiz alguma coisa errada?
-An... –desejei não ter ouvido essa pergunta, mas ele olhava pra mim, esperando a resposta. –Eu não quero responder. – Que resposta mais idiota a minha!
-Ta. O que eu fiz pra você?
-Olha... Até parece que eu não sei que você é... –Engoli seco. Ele me olhou e disse: O que? – O Nick do MSN. Eu vi. Por que você me escondeu, fingiu serem duas pessoas?
-Ah. Isso. –Suspirou – Eu pensei que você não ia gostar de eu ser um cara famoso, eu...
-Por que eu não ia gostar de você ser famoso? O que tem demais isso? –Estava ficando irritada.
-Eu só queria que você gostasse de mim, Ju...
-E pra isso precisou mentir pra mim? –Como ele pode ainda dar essa desculpa... Mexi minha cabeça tentando afastar esses pensamentos. –Não deu certo.
-Eu sei. Eu só fiz isso por que pensei que você não ia ficar comigo, e que ia me tratar de forma diferente, me desculpa. Eu vou tentar deixar você em paz agora... –Falou ele, levantando-se e andando para a porta. Eu fiquei parada lá. “Me desculpa”. Essa era a palavra certa para ignorar tudo o que ele fez? Essa era a palavra para ele ser perdoado?
-Tchau... – Sussurrei. Ouvi o batido da porta. É claro que eu quis abraçá-lo, mas eu consegui, depois de ele ter feito isso. Até parece que eu não ia gostar dele... Levantei e olhei para o relógio. Eram 20h00min, e meus pais iam chegar ás 22h00min. Fui dormir.
*Narração: Nick*
Ela descobriu. Como?
Fui para casa. Cheguei e os Jonas já foram me encher.
-Iai? O que aconteceu? –Perguntou Joe. Eu respirei fundo. Talvez seja bom desabafar com irmãos, mesmo que eles piorem as coisas...
-Ela descobriu. –Falei, me sentando na cadeira da cozinha, e eles também se sentaram.
-Nossa. como? –Perguntou Kevin.
-Não sei, mas ela soube, e perguntou por que eu fingi serem duas pessoas. Eu disse que tinha medo de que ela não me aceitasse, ela disse que aceitaria. Eu me desculpei e fui embora. –Falei num tom de voz agudo e baixo, eles só ficaram olhando.
-Ainda gosta dela? –Kevin perguntou.
-Claro! –Respondi. Que pergunta idiota, eu amava ela...
-Então vamos te ajudar, vamos fazer... –Começou a falar Joe, eu os interrompi.
-O que? Ela não me quer mais! Não vai adiantar...
-Vai sim, eu já sei. Podíamos sair para o cinema, mas sem você, quer dizer, você ia junto... –Ele começou a tagarelar, até que gostei da idéia.
-Então ta, depois de amanhã você liga pra ela combinando e diz que eu não contei o que aconteceu entra ela e eu. Vou dormir. –Falei, já saindo da cozinha e subindo as escadas.
*Narração: Ju*
Passaram dois dias, e os malditos irmãos dele me convidaram para ir ao cinema. Sem ele. Aceitei, mas não devia.
Eram 19h30min e nos encontramos no shopping. Como sempre, cheio de assédio deles, e como sempre, fugindo.
-Oi. –Falei pra eles já no cinema, sentado no meio dos dois, afinal, com a correria não deu pra falar nada.
-Oi. –Falou os dois, sorrindo.
Assistimos um pouco do filme, mas no meio, ligaram para o Joe falando que ele precisava ir á um lugar urgente, sobre a banda.
-Eu tenho que ir, fica aqui com o Kevin. –Sussurrou ele, eu fiz com a cabeça um gesto e ele saiu.
Eu e o Kevin ficamos mais 20 minutos no filme, só que ele estava querendo comprar mais pipocas, então ele foi.
Fiquei sentada lá sozinha. Sentia calor, e nesse momento, apareceu uma figura escura, que não consegui distinguir quem era, estava escuro demais. Ouvi sua voz.
-Oi... Posso me sentar aqui? Eu estava assistindo lá no fundo, mas vi que você estava sozinha e...
-Você anda me espionando? Isso é um plano, né?! –Perguntei complexa, parecia que os Jonas fizeram isso de propósito.
-Não exatamente... Eu só queria ficar perto de você...
-Você disse que me deixaria em paz.
-Mas eu estou deixando, só queria ficar perto de você, sentir seu cheiro...
-O Kevin não vai mais voltar né? –Perguntei com cara de entediada.
-Não... –Respondeu ele, olhando para mim. Eu suspirei e olhei de volta para a tela do cinema. Ele sorriu torto e olhou o filme também.
O calor já tinha se ido, agora eu tinha frio. Me encolhi, e vi que ele percebeu. Ele veio mais perto de mim, pensei que ia me abraçar, mas ele se lembrou do meu recado.
-Quer um agasalho? –Perguntou baixo;
-Não. –Falei exibida, eu estava morrendo de frio, mas não queria sentir em mim aquele perfume delicioso dele. Queria me afastar dele, mas eu ia ficar com mais frio, ele viu que estava gostando. Ele levantou o braço da poltrona, e colocou a mão em cima da minha, que estava no meu colo. Eu já nem prestava mais atenção ao filme praticamente. Olhei para ele, e logo levantei a mão, apoiando minha cabeça na poltrona. Senti o ar frio e tremi.
-Ainda está com frio, não quer mesmo um agasalho? — ele parou e me olhou com malicia, — ou um abraço? –Terminou. Eu revirei os olhos, e ele chegou mais perto de mim. Nessa parte do filme, era quando a mocinha beijava o herói. Eu podia sentir a respiração quente dele, nossas bocas estavam muito perto;
-Quem cala se consciente. –Sussurrou ele no meu ouvido, eu me virei pra ele, e me olhava. Encostou sua boca na minha e me beijou. Eu fechei os olhos, senti aquilo. Eu precisava daquilo. Ele parou e comentou:
-Isso foi bom... –Riu – Você se esquentou? –Perguntou, olhando meu corpo. O filme já tinha acabado. Ignorei a pergunta dele, e fui me levantando. Segui para a porta de saída, e ele me seguia.
Quando saí, vi uma fileira enorme. Era de adivinhar. Parei, ele também.
-Espero que se divirta com suas fãs. –Falei pra ele, tentando sair daquele lugar com as fãs gritando: “Nick, Nick”.
-Não mesmo. –Ele falo sorrindo. –Hein, saem, eu quero andar. – Completou andando pela fila, as meninas loucas, ele as ignorando.
-O que você ta fazendo?! –Perguntei correndo atrás dele, junto com as outras milhares de pessoas. Ele pegou o celular, e ligou para alguém. “Preciso agora de vocês.”(...) ”Ok estou na porta do cinema, não demorem.” E desligou.
-Falou com quem? –Perguntei.
-Com ninguém; — Respondeu ele, não entendi muito bem, pois estava muito barulhento, mas cinco minutos depois apareceram dois seguranças com óculos escuros, ternos pretos, cabelo com gel e disseram “Todo mundo dando espaço, saindo, fora.” Percebi que os fãs enlouquecidos estavam se afastando, e um segundo depois estávamos sozinhos, é claro, com os seguranças ao nosso redor, mas eram apenas 2.
-Pronto, podemos andar. –Comentou, dando as mãos para mim, mas eu tirei.
-Você não pode me deixar não?!
-Não. –Repetiu, colocando o braço no meu pescoço e andando. Eu devia sair e correr para minha casa, mas eu não conseguia.
-Er... –Criei coragem e falei, coçando a cabeça.
-Sim? – Olhei para o braço dele, ele percebeu.
-Ah... –Ele levantou o braço, e seguiu pra frente mais rápido que eu. Eu fui andando atrás, devagar. Ele se sentou numa mesa, o lugar mais vazio do shopping, havia algumas pessoas. Eu me sentei na única cadeira que havia, ao lado dele. Olhei ao redor, e mexi no meu cabelo. O silencio dominava, às vezes nos olhávamos, e olhávamos para as pessoas.
-Quer um suco? –Perguntou com o dinheiro na mão, já de pé. Ele sorria.
-Pode ser... –Falei. Minha boca estava com sede, mas não era de suco. Fui junto com ele, evitando o olhar.
-Do que você quer? –Perguntou ele desviando o olhar pra mim.
-Pode ser de laranja. –Sem querer dei uma leve risada enquanto olhava seus olhos.
-Ta. –Ele sorriu. O mais lindo sorriso. Pediu para a moça, e enquanto esperávamos nos olhávamos. A gerente veio e entregou os sucos, fazendo desviar o olhar dele para ela;
Seguimos para a mesa, e sentamos. Mais uma vez o silencio dominava, mas dessa vez a gente se olhava sorrindo. Nessa monotonia, o suco acabou e rimos. Eu estava completamente apaixonada por ele, não conseguia mais desviar o olho para qualquer outra coisa que não fosse ele.
-Quer mais alguma coisa?
-Não, estou bem. –Eu disse bem, mas não melhor. Sacudi minha cabeça para afastar esses pensamentos, eu não quero namorar com ele. Quero?
-Ok, posso lhe fazer uma pergunta?
-An... Sim.
-Você ainda gosta de mim? –Estremeci na hora. Mentiria ou diria a verdade que estava presa na minha garganta?
-Quer a verdade? –Perguntei, ele abaixou a cabeça e fez com um ‘sim’.
-Aham. –Engoli seco.
-Você sabe que eu também. –Falou indo perto de mim, olhando minha boca, senti seu perfume doce.
-Nick... –Só conseguir falar isso, em baixo nível, ele segurou meu rosto e beijou meus lábios. Admito, foi extremamente bom. É claro que já tava todo mundo lá, afinal, as fofocas não param... Eu fechei os olhos, e depois abri, vi que ele estava olhando as pessoas e rindo. Ele parou e disse:
-Acho que você não quer sair em capas de revista, pelo o que me disse a última vez...
-Ta tudo bem, eu não ligo. –Eu falei a verdade, não ligava mais, afinal, todo mundo sabia já.
-Se é assim... – Ele sorriu e me beijou, eu adorava isso.
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