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6 Capítulo 6 - Encontro com o inimigo.


Notas iniciais
Pois é gente, eu sei que prometi a volta do Onew nesse capítulo, mas ele iria ficar MUITO extenso, por isso dividi em duas partes e provavelmente irei postar o próximo (totalmente e exclusivamente dedicado ao nosso chicken maniac) daqui a pouco. :D

Taemin sussurrou contra os lábios do professor, que apenas murmurou um – Hum? – sem afastar os lábios dele dos do menor. Taemin estava com o coração acelerado, tinha a impressão de que seu coração escaparia de si a qualquer momento. As mãos de Kai eram másculas, mas ao mesmo tempo elas eram suaves. O toque era único e a sensação maravilhosa. O mais novo se sentia completamente submisso e o mais velho sentia isso. Kai, por sua vez, descolou os lábios dele dos do menor, que estavam vermelhos e marcados por total culpa daquele beijo intenso.


O professor se afastou mais, observando a expressão que o mais novo fazia. Ele era perfeito. Kai prestara a atenção em todos os humildes traços do rosto de seu aluno, que eram tão delicados e bem desenhados, não eram nada incomuns, mas eram perfeitos. Quando se deu conta, havia perdido segundos analisando aqueles traços perfeitos e Taemin o olhava um pouco assustado, digamos. Kai observou atentamente aquela expressão dele e deitou as costas no banco que estava sentado, olhando a paisagem pela janela do carro e pensando em algo para dizer. Afinal, o que ele estava fazendo? O garoto era seu aluno e no fundo ele sabia que só havia o tocado daquele jeito por ele ser tão semelhante a “ele”.


– Hyung?


Kai direcionou o olhar para o mais novo ao ser chamado por ele. Taemin o fitou, fitou aqueles orbes neutros que agora tinham uma expressão tão fria e indiferente que se sentiu indesejado ali.
Os lábios do mais velho se abriram.


– Nós já chegamos... Você já pode sair. – O moreno foi curto e grosso, enquanto mostrava claramente o incômodo que estava sentindo no momento.


– Hyung... – Taemin abaixou a cabeça, levando a mão direita até os próprios cabelos e entrelaçando os dedos neles, buscando alguma palavra a dizer. Talvez ele não devesse falar nada, apenas isso. – Desculpe qualquer coisa, hyung. – Após falar essas palavras, um bico gracioso foi desenhado em seus lábios tão femininos e chamativos.


– Esqueçamos tudo que aconteceu, por favor. – Ele desviou o olhar do mais novo, encostando a cabeça na janela.


Taemin deixou-se levar e seus olhos encheram-se de lágrimas, não lágrimas de dor, mas lágrimas de desgosto. Pensou em falar algo, como despedir-se graciosamente como sempre fazia, mas pela primeira vez, ele apenas sentiu vontade de esconder-se e nunca mais ter que encarar aquele homem. Abriu a porta do carro, dando uma última olhada para o homem que estava o evitando e fechando a porta. Ele não olhou para trás, apenas caminhou até a porta de sua casa, destrancou-a e entrou.


Subiu direto para o quarto e então, as lágrimas puderam escorregar livremente sobre a face daquela criança tão amável. Ele estava com vergonha de si, afinal, quase se entregara para um homem que o considerava alguém indiferente e o pior, seu coração doía e ele sabia que estava apaixonado. Perdidamente apaixonado. Oras, foi apenas um beijo e alguns toques... Porém foi o necessário para que se tornasse inesquecível e doloroso. Taemin sentia-se usado e o fato de ter que encarar aquele homem cinco vezes por semana, seria horrível.



Mais uma vez, ele encontrava-se desnorteado. Acelerava o carro e depois desacelerava. Aquela história toda voltaria a assombrá-lo novamente por um erro que ele nem ao menos cometeu?


Depois de alguns minutos dirigindo, passou em frente ao cemitério. – E com certeza iria parar o carro ali. – Dirigiu por mais alguns segundos e o parou, um pouco antes do portão da entrada do mesmo. Ficou dentro do carro, observando e observando. Pensativo, indeciso. Ele nunca visitara aquele túmulo e também não era algo que havia planejado, mas sabia onde ele estava e aquele era um momento necessário para vê-lo. Abriu a porta, tirou a chave e saiu do carro, trancando-o e passando pelo portão de entrada, caminhando até aquele túmulo que ele realmente temia.


Kai estava a alguns passos do túmulo, quando avistou aquele ser humano que ele tanto odiava. O outro percebeu a aproximação dele e assustou-se, mas não poderia fazer nada, afinal, ele vivia em uma cadeira de rodas e estava apenas visitando o túmulo do seu grande amor.



– O que faz aqui? – Kai perguntou, sentindo o próprio corpo ficar tenso.



O paraplégico, embora intimidado, não cedeu.



– O que VOCÊ faz aqui? – Retrucou rapidamente, olhando o outro diretamente nos olhos, que também parecia não se intimidar.



– Eu também não sei.



– Aliás, você deveria ter vindo antes. – O outro disse para Kai, olhando-o com ar de superior. – O amava tanto que nem ao menos veio visita-lo até hoje, depois de tanto tempo.



Kai estava com vontade de bater no cadeirante até a morte, mas não o faria, afinal, ele já tinha problemas demais e não queria outro.



– Você não tem vergonha? – Kai disse enquanto se aproximava mais e mais do cadeirante. – Você o roubou de mim e ainda fez com que ele morresse, aliás, por que VOCÊ está vivo? Você que deveria ter morrido e ter ido direto para o inferno, seu lixo.



Antes que o cadeirante pudesse responder, Kai prosseguiu.



– VOCÊ que é culpado de tudo isso. Acho que na verdade você só continuou vivo pra pagar toda essa merda que você fez e sofrer muito. Você me dá nojo.



Kai realmente olhava para o outro com ódio, nojo e intolerância. Ele franziu o cenho, enquanto observava a expressão que o outro fazia, parecendo não se atingir com o que ele falara há pouco.



– A culpa é sua. Não fui eu que corri atrás do Se Hun, Kai. Você que o largou para completar os seus preciosos estudos, não é? – Ele riu. – Você que é um lixo por ter abandonado aquele pobre garoto, que era insatisfeito com tudo que tinha na vida. Aliás, você era a própria insatisfação dele, eu o fiz muito feliz do que você ou qualquer outra pessoa faria. E você está em um trabalho bom? Com certeza não. – Debochou. – Ele pode até ter morrido, mas ele fodeu várias vezes comigo antes de entrarmos naquele carro e ele estava bem feliz, ha ha. Não me arrependo, Kai.



A alma de Kai foi domada pela fúria. O mesmo aproximou-se e pegou o cadeirante pela gola da camisa, puxando-o e jogando o mesmo contra o chão, cuspindo na cara dele em seguida. Pegou ele pelos cabelos e empurrou, fazendo com que ele batesse a cabeça contra o concreto do chão. O outro estava tremendo e não conseguia fazer nenhum tipo de movimento, enquanto Kai o olhava e sentia vontade de mata-lo. O mesmo disse:



– Como você pode falar de alguém assim estando ao lado de seu túmulo? – Kai estava se segurando o máximo para não chorar, mas se deu conta que seus olhos já estavam transbordando de lágrimas. – Como pode se sentir bem por ter tirado a vida dele? Como? Ele era tão sorridente e esforçado para fazer todos à sua volta felizes... Como pode? Como? – Kai dizia isso repetidas vezes, enquanto estava fora de si.



O outro levou a própria mão até o rosto, que estava trêmula, limpando o cuspe que estava ali.



– Não desconte a sua frustração em mim... Você sabe que não foi suficiente, não venha querer dizer que é bom agora... Você foi horrível pra ele.



– Pelo menos eu não tirei a vida dele.



– Você era a vida dele. – O cadeirante retrucou rapidamente, fitando aqueles orbes enfurecidos. – Você se destruiu e levou ele junto... Quando ele estava comigo, ele já não tinha mais vida... Você tirou tudo, Kai... Tudo o que poderia ser chamado de “vida” na história daquele garoto.



“Quando ele estava comigo, ele já não tinha mais vida... Você tirou tudo, Kai... Tudo o que poderia ser chamado de vida na história daquele garoto.”


Notas finais
Hmmmm, gostaram?!
Se Hun é outro integrante do EXO, assim como o Kai. E... Quem será esse outro? Mandem reviews Haha ^^