Notas iniciais
~Hey gente o Bem, era só para eu postar o capitulo amanhã e tals, mas com os inúmeros pedidos de fãs -sqn decidi postar hoje mesmo (Por que esperar é chato) Era para ser uma atualização dupla, mas como vocês sabem essa humilde autora é meio sádica e adora torturar decidi postar outro dia Mwahahahaha

CIÚME É ALGO ENGRAÇADO. Não exatamente como uma piada ou um comentário espirituoso lançado a esmo pra suavizar a tensão num ambiente comum. É uma provocação maldosa que criamos e não temos nenhum controle sobre — você sente e se não tiver cuidado, vai virar uma sensação corrosiva que mina toda confiança que construiu com o parceiro. Humanos são propensos a tal emoção e projetados para ter consciência disso. E aqui estou, lutando bravamente para conter esse sentimento irracional certa de que não tinha uma razão para me preocupar.

Olhei para Dante com alívio. Ele, acima de qualquer pessoa, nunca trairia alguém que se importa. Sua natureza fanfarrona e empática faz dele um homem de virtudes e bom senso, podem enxergá-lo como um irresponsável que contrai dívidas e as acumula por anos e vive só de sundae e pizzas, mas conheço seu verdadeiro valor e nobreza. Estava certa em querê-lo e amá-lo como nunca amei alguém antes, nem mesmo em meus relacionamentos anteriores — com um deles terminando comigo com um belo e respeitável par de chifre.

Estendi discretamente a mão e segurei a dele. Dante virou o rosto para me olhar e sorriu.

— Achei que estava chateada. — ele brincou girando a chave do carro.

— Eu não. — pigarreei. — Talvez só um pouco. Não com você exatamente. — abracei seu braço. — Estou com um pouco de ciúmes, confesso. É difícil ser indiferente quando ela ficou flertando descaradamente com você e agora teremos que trabalhar com ela.

— É só um trabalho. — esclareceu, o que me incentivou a agarrá-lo com mais força. — Além disso, dinheiro é dinheiro, independente de quem pague.

— Você não está fazendo isso só pelo dinheiro. — falei com firmeza. — Acha que tem algo maior por trás?

— Quem sabe? É por isso que vamos verificar. — ele concluiu. — Vamos ver a ação de perto.

— Agradeço por me levar.

— Você iria junto mesmo que dissesse pra não ir. — escarneceu, abrindo a porta do carro pra mim.

— Você me conhece. — me acomodei no banco do passageiro.

Agora a situação se resume a isso: nós viajando no carro vermelho e chamativo de Dante para outra cidade para encontrar uma mulher insuportável. A estrada estava escura e deserta, um cenário perfeito para algum jogo de terror, só faltava uma figura fantasmagórica surgir do nada pra causar algum acidente. Olhei para a paisagem em meio as sombras soturnas; os pequenos vales se estendendo ao nosso redor, as árvores frondosas que tinha um aspecto meio horripilantes no breu, algumas casas e outros estabelecimentos surgiam enchendo de vida e luz o vazio de outrora. Fiquei pensando que teria sido bastante producente aprender a dirigir e não deixar isso a cargo de Dante, embora ele tivesse mais estamina que eu. Bocejei ligeiramente cansada e entediada.

— Esse é o lugar certo?

— De acordo com o que a Cordélia passou, sim.

— Vamos terminar isso logo pra não ter que ver a cara dela nunca mais. — me espreguicei.

— Como quiser, madame.

Dante pisou no acelerador e saiu cantando pneu antes de sequer me preparar para a corrida.

— Isso não é velozes e furiosos, Dante!

Disparando pela pista em uma velocidade acima do orientado, me espremi contra o banco torcendo para sair ilesa dessa loucura que mais parecia que estávamos fugindo ou perseguindo alguém.

Escolhi-me no banco enquanto o vento chicoteava meu rosto e passava pelos meus cabelos. Com uma mão no volante, Dante fez uma curva perigosamente assustadora. Ele usou a mão livre para sacar Ebony e disparar repetidas vezes contra algo na escuridão. Somente depois de escutar sons das balas e um grito estridente foi que me dei conta do que realmente era. Respirando pausadamente, acalmando meu coração que batia aceleradamente voltei minha atenção a Dante.

— Isso foi... Perigoso — disse desnorteada.

— Não, — ele sorriu travesso — foi divertido e... Excitante.

Chegamos a um pequeno hotel, a primeira pessoa que encontramos — infelizmente — fora justamente a última que queria ver. E pela expressão dela, podia até dizer que era recíproco. Cordelia atravessou o saguão apressadamente para no interceptar, uma recepção que deixaria a cargo de Dante. Dessa vez, ela usava uma roupa menos vulgar que consistia em calças jeans, botas pretas, jaqueta da mesma cor e uma regata vermelha. Seus cabelos escorridos estavam presos e algumas mechas caiam livremente pelo seu rosto. Os olhos âmbar brilhavam em expectativa e furor, quase faiscando para mim. Pelo jeito ela estava disposta a ignorar minha presença, e eu a dela. Assim estaria muito bem para ambas. Pedi as chaves do quarto, Dante e Cordelia conversavam os detalhes da missão.

Não demorou em nos deixasse — que era um grande descanso de não ter olhar para cara dela.

O quarto eram amplo e metodicamente organizado, com suas longas cortinas combinando com os forros da cama, havia duas mesa de cabeceira, um armário de madeira simples e muito bonito, e as paredes pintadas em tons creme aguado. Por dentro estava iluminado com as suaves luzes que provinham dos abajures até o ar tinha cheiro de desinfetante que reconheci ser de eucalipto. Deitei preguiçosamente bagunçando os lençóis, sentindo a maciez sob minha pele.

— O que ela disse? — questionei apoiando minha cabeça em meus braços.

— Que estará me esperando dentro de uma hora.

— E o que vai fazer até lá?

— Tomar um banho, comer e se der tempo tirar um cochilo. Tem algo melhor em mente pra passar o tempo?

— Cochilar é bom pra mim. — sorri pretensiosamente.

Logo que Dante entrou no banheiro, caí no sono. Foi tranquilo e não tive pesadelo como o de antes, claro que não evitou que eu despertasse do nada meio tonta e confusa. Era bizarro como funcionava as coisas, apesar de ter passado um momento de descanso, agora conseguia sentir minha mente em alerta com a impressão de estar sendo observada. Encarei o responsável com um suspiro de graça — Dante me fitava com tanta intensidade que sentia como se fosse algo majestoso. Ruborizei com o leve sorriso que me lançou, reparei quão irresistivelmente lindo encontrava-se, ainda sem camisa e perigosamente perto.

— Algo errado na minha cara? — indaguei meio grogue de sono, quase num estado de delírio sonolento.

— Nada, mas você devia — indicou com os dedos perto dos lábios em um sinal mais que óbvio para limpar a baba que possivelmente escorriam, automaticamente esfreguei o canto do rosto e não senti nada de diferente.

— Engraçadinho!

Dante riu da minha lerdeza em entender.

— Aconteceu alguma coisa? — me estiquei toda.

— Só você gemendo meu nome.

O fitei mortificada.

— Isso não é... Eu fiz isso mesmo? — me controlei pra não gritar exasperada.

Dante riu.

— Melhor se arrumar. Temos que sair agora.

Troquei-me rapidamente, então partimos para nos encontrarmos com a Cordelia. Não vou dizer que o clima entre nós mudou, por que sinceramente nenhuma das duas fazia questão de tentar uma boa convivência. Se dependesse de mim ficaria do jeito que está, não me importo com ela o suficiente para tentar. Eu ainda ansiava muito acabar com ela — principalmente vendo o jeito que se insinuava para Dante. Já passava das nove horas, e não havia uma única alma viva além de nós. A rua era bem iluminada que ajudava bastante com a visualização do local.

— Andei investigando sobre essas aparições de demônio na cidade. Nada conclusivo, mas tenho alguns suspeitos que podem estar por trás disso — Cordelia explicou séria.

— Para uma caçadora de recompensa, você esta bem informada sobre demônios — Dante expôs, fazendo Cordelia o olhar com presunção.

— Tenho que estar, independente do que seja no meu ramo qualquer trabalho que pague melhor vale a pena.

— Seria melhor que nos separarmos. Hoje esta uma noite perfeita para mostrar quem são os donos da festa. — Dante sinalizou para Cordelia e depois para mim com um sorriso tranquilizador.

Fiquei na dúvida, já que, sinceramente, não sabia ao certo o que fazer.

Cada um partiu para uma direção. Segui para uma ruela mal iluminada e com forte cheiro de lixo. Ouvi barulhos que começaram a se aproximar gradativamente, de modo que já conseguia identificar o que eram. Usei a escada velha e enferrujada de um aglomerado de apartamentos antigos para subir e visualizar melhor o perímetro e saber ao certo o que acontecia. Pude ver que há poucas quadras de onde estava uma jovem mulher fugia de um demônio. Nunca imaginária que eles saíssem das sombras desse jeito, sem qualquer discriminação.

Saltei cautelosamente entre os prédios, tentando não chamar atenção desnecessária para mim. Assustada e acuada, a senhora se encolheu no chão e rezou para que alguém a salvasse. Estava poucos centímetros próximos a eles, permaneci no lugar até perceber realmente se o demônio tentaria matar a jovem. Se for o caso, eliminaria sem hesitar. Com eu previ a criatura estava prestes a ferir gravemente a pobre mulher. Peguei impulso e aterrissei contra a criatura, fincando Blood na cabeça dele com toda força que meus braços me permitiam. Por um breve momento, a senti ceder entre minhas mãos, mas mantive tudo sob controle. Sangue esguichou pelo meu rosto e roupas, manchando-as com o líquido carmesim. A lâmina cortou a cabeça e logo a partiu no meio. A criatura tentou se salvar, mas só conseguiu guinchar antes de cair morta na poça que se formará ali.

Limpei o rosto com a manga que não estava coberta de sangue. Depois caminhei até a mulher que me encarava petrificada, parecia que ao passo que me aproximava ao mesmo tempo ela afastava-se.

Bem como um animalzinho indefeso.

Parei a sua frente com as mãos estendidas num gesto de gentileza e confiança, foram cinco intermináveis segundos que ela se limitava a olhar minha mão. Talvez pensando se devia ou não aceitar a oferta de proteção. Não era como se ela tivesse muitas opções. Entretanto tinha que levar em conta que deve estar o verdadeiro caos na mente dela por aquelas circunstâncias ameaçadoras, e para tranquilizá-la a envolvi com minha aura.

Quando, enfim, estava prestes a aceitar meu apoio algo me atingiu. Atirei meu peso para o lado oposto, evitando a tempo o ataque surpresa. A mulher levou as mãos à boca contendo um grito de medo. Forcei meus olhos a ver além da escuridão, procurando o quem fora que me atacara. Das sombras surgiu um segundo demônio, este tinha uma aparência meio cadavérica; os olhos vermelhos arregalados, pele cinza acobreado, garras que se curvavam para baixo semelhante às de louva deus. O monstro avançou em mim, e rebati seu golpe com Blood. Ficamos um breve momento apenas repetindo esses movimentos até que impaciente, parti para um ataque mais direto que acabou me levando ao chão — mostrando o quão desastrada eu era até em momentos como aqueles. O que deveria considerar que a queda fora mais um erro de cálculos, pois e culpa realmente não foi da minha falta de coordenação — em parte não. Com as enormes garras o demônio aproveitou minha vergonhosa desvantagem tentando acertar minha cabeça com várias investidas, e eu fazia o possível para desviar ilesa de cada um deles. Embora as batidas espalhassem terra que atrapalhava quando chegava a meus olhos (Lutar com cisco no olho não é agradável, não), não foi tão difícil escapar delas.

Sabia que se chegasse a me acertar seria meu fim.

Consegui agarrar uma das garras pressionando-as para baixo, e a mão que empunhava Blood estava mais que pronta para atingir o alvo. Tinha que ser ágil e sagaz, o mais importante só tinha uma chance e teria que fazer o trabalho perfeitamente. Utilizando somente uma mão, penetrei o peito do monstro sem nenhuma misericórdia. Diferente do de antes, este não gritou nem nada. Tirei Blood e girei para fora da zona de queda, em meu lugar a criatura caiu pesadamente em mar sanguinolento.

Ainda permaneci na defensiva. Esperei outro demônio aparecer para completar a noite dos horrores. No entanto, por sorte nenhum sequer ousou apareceu. Tirei o casaco e limpei todos os resíduos de sangue do meu rosto, braços e pernas. Terminado o serviço o joguei dentro de um latão de lixo.

— M-muito obrigada! — a mulher sussurrou visivelmente nervosa.

Fiz um gesto simples com a cabeça, e sorri aturdida, suja e vitoriosa.

O desânimo começou a me incomodar.

A noite esta tão bonita e não existe motivos fortes ou tristes para tirar meu entusiasmo. Olha para mim, eu matei dois demônios sem ajuda e ainda estava inteira. Isso é ótimo!

Dante devia ter voltado para o hotel e eu em vez de fazer o mesmo, estava caminhando sem rumo tentando, de algum modo, entender a súbita mudança no meu humor. Deveria ser fome, e quando finalmente comer não terei que me preocupar com nada. A primeira coisa que faria seria tomar um quente e demorado banho, depois limparia Blood que ironicamente estava manchada de sangue para enfim me empanturrar com um podrão.

Entrei pelo saguão sem cerimônia e o recepcionista nem deu atenção. A falta de vontade foi logo substituída pela animação assim que vi de longe a porta do quarto. Fiz menção de abri-la, porém ouvi vozes dentro dele que me travaram.

Uma era de Dante e a outra de... Cordelia.

Não, deve ser impressão minha.

Toquei na maçaneta, percebendo que ela estava encostada. Nem foi preciso empurrá-la. Embora a razão que dissesse que não teria nada de grave ambos estarem sozinhos no quarto — deve ter uma explicação lógica para isso —, o receio ainda martelava contínuas vezes minha cabeça. De repente, todas as minhas inseguranças me tomaram. A ansiedade, pavor e a certeza que algo estava muito errado.

Bobagem, pensei.

Não permitiria que inseguranças bobas atrapalhassem meu discernimento e o bom senso, ignoraria a vozinha irritante que sussurrava ideias erradas sobre Dante eventualmente me trocaria por alguém mais experiente e forte.

Contemplei o resplendor do anel em meu dedo que servia como uma prova física desse relacionamento.

Ele apostou todas as fichas em mim e eu arrisquei minha alma por ele. Enfrentei o inferno e morri, acho que é uma prova irrefutável que sou destinada a ele. Dante conseguia sentir a tenacidade das minhas emoções, mas em relação a mim nunca tive tantas ocasiões para dizer o mesmo. Claro que as reações dele eram transparentes e podia lê-las claramente.

No entanto , havia uma enorme diferença entre ler e sentir, era como se as emoções de Dante fossem incansáveis. Ainda assim, tinha certeza que ele nunca me magoaria.

Observei atentamente pela fresta da porta o que acontecia dentro do cômodo. Dante estava sentado de costas para porta, então não dava para vê-lo. Cordelia o rodeava como uma predadora, olhos famintos e ambiciosos.

— Não entendo como alguém como você esta envolvido com uma garota tão... — a ouvi sua voz emergia em escárnio e veneno, controlei a raiva para mão acabar entrando e atacando ela — fraca, sem graça.

Dante não respondeu.

— Eu posso te dar o que ela não deu. — ela ronronou sedutoramente — Todos os homens têm necessidades, não é?

Engoli em seco, temendo o pior.

Dante levantou-se e ignorou as palavras dela, tive um rápido vislumbre da expressão em seu rosto. Ele via tudo como alguma piada, ou pelo menos fora o que entendi. Não satisfeita, acompanhou cada passo que Dante dava e sorrateiramente colocou-se diante dele.

— Vamos lá, ela nem vai saber de qualquer maneira. Aposto que faz um bom tempo que não se diverte — Cordelia passou a mão no peito dele.

— Não estou interessado. Eu tenho alguém que é mais que o suficiente pra mim.

— Seja honesto, Dante, ela é mais um peso morto que uma parceira de verdade.

— Estou começando a entender a razão da Diva não ir com a sua cara. — zombou com certa acidez. — A grana é boa, mas não vale a pena.

— Não estão casados, estão?

— Isso não é da sua conta.

Cordelia gargalhou e abraçou Dante, se insinuando como um bote de uma cobra — prestes a beijá-lo.

— Oh, acho que temos companhia. — ela sorriu, percebendo minha presença.

Dante virou-se e nossos olhares se encontraram. Em seus olhos refletindo a realização de como toda situação era estranha e suspeita e nos meus a confusão angustiante. Não querendo um confronto naquele estado, fechei a porta e corri. Escutei ele me chamar, mesmo consciente de que não existiam motivos lógicos pra estar tão transtornada, meu pânico me forçou a disparar a toda velocidade pra longe.

Corria em meio a fragmentos de lâmpadas que explodiam conforme meus avanços. Agradeci mentalmente por não ter chorado, ter o ímpeto para manter-me firme. Agora, no entanto, enquanto atenuava ao ritmo, me desagradei com minhas ações e por atuar igual uma menina assustada pelas ruas escuras o bolo sufocante. No fundo sabia que essa mulher causaria problemas, nunca imaginei que seria tão rápido.

Meus músculos protestaram pelo esforço demasiado e meus pulmões queimavam devido ao ar e o fôlego que tomava em meio à corrida. Mal reparei onde estava indo, apenas senti que deveria encontrar um lugar longe. Muito longe.

Entrei em uma tenda. Então diminui o passo até, por fim, parar. Estava bastante escuro e não tinha como ver aonde ia. Minha intuição guiou-me para qual caminho devia seguir. Em determinada parte do trajeto, usei minha aura luminosa para quebrar o véu sombrio. Antes que calculasse os fatos, pisei em falso numa caixa e escorreguei. Cai em cima de um amontoando de caixas. Contrariada, arrastei-me para bem longe da bagunça e abracei meus joelhos.

A mágoa e a tristeza manifestaram-se em doloridas pontadas no peito, como se cada parte de mim estivessem severamente cortadas e não podia me salvar. Não sozinha.

Foi muita coisa para uma longa noite.

A primeira coisa que vi assim que levantei fora minha imagem refletida no espelho, quer dizer a projeção do rosto de Arya. Por mais estranho que pareça desde que descobri ser a reencarnação dela já me acostumara com tudo isso — o excesso de informação e aquilo que se enquadra nessa questão. Só não entendi por que em vez de estar refletida a minha imagem com realmente estava, no lugar era minha outra versão. Ela tinha a mesma expressão que eu estampada no rosto, os olhos de cor incomum brilhavam pelas lágrimas que fluíam, o rosa claro tingindo suas bochechas, os cachos caindo em ondas suaves e delicadas pelos ombros. As roupas pareciam ter vindo de um filme antigo; vestido de ceda azul turquesa com acabamentos e fitas brancas, espartilho emoldurando sua cintura e levantando os seios.

Minhas mãos tremiam quando toquei a superfície gelada e o reflexo fez o mesmo.

— Esse espelho tem o poder de mostrar a alma de quem o olha. — a voz feminina elucidou, tirando-me do transe. Instintivamente, me pus em alerta total. A mulher segurava em suas mãos uma vela, o fogo crepitava e mexia-se devido à brisa. Aquela fagulha fora o suficiente para ver a mulher.

Era uma cigana ou algo do tipo.

— Eu não queria... Invadir.

— Não tem problema, se você chegou até aqui não foi por um acaso.

— Pode ser, eu meio que queria dar um tempo. — forcei um sorriso que não fora convincente quanto gostaria — Na verdade, só quero esfriar a cabeça.

— Então cheguei em boa hora para acalmar seu coração, criança.

Notas finais
Sei que vocês ficaram bolados feat chateados com a situação em questão, mas nos próximos capítulos ficará tudo mais esclarecido... Eu acho xD (Por que vocês sabem que tudo que faço tem um motivo concreto - ou não - por trás, então confiem em mim xD) Prometo não demorar muito para atualizar (Por que sei que vocês podem me caçar com todo tipo de armas de tortura G___G) Por que eu escolhi essa musica? Sei lá, eu adoro ela e coloquei por que até que na hora fazia sentindo quando escrevia. E sim é a abertura de Blood-C que é like a boss u-u (Quem quiser ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=pfi_LuFoUCM) Até a próxima!