Next Dimension

48 Futuro em minhas mãos


EM TODA MINHA VIDA, sempre gostei de jogos de estratégia, que era imprescindível pôr as engrenagens pra funcionar e preparar o melhor combo para alcançar a vitória. Testei boa parte do que se enquadra nessa categoria seja em tabuleiros ou plataformas, conseguia manejar bem meus pontos fracos e fortes, mas até para uma pessoa versátil há um limite do que se executa em uma atividade que exige mais do que queimar neurônios — na bagagem tinha também a parte do blefe, da linguagem corporal e nessas competências era menos que um desastre.

Soava desesperançoso e pessimista em me creditar dessa maneira e sendo bem sincera, tudo relacionado a parte de relações interpessoais me davam certo desconforto. Dante em muitas ocasiões apontou como não disfarçava bem meu desgosto e sentimentos e que praticamente lia cada parágrafo meu com tanta transparência que encontrava graça nas nossas interações e nas reações expressas. Se nem alguém que convive comigo em um período prolongado botava fé em minha discrição, quem dirá meros desconhecidos.

E ainda dizem que nunca um jogo é difícil demais para não aprendê-lo. Se uma atividade demanda muito raciocínio somado a lábia certamente não era a minha praia. E não era por falta de vontade, estava genuinamente atenta as explicações que Trish formulava. No jogo, ela tem um ar de femme fatale temperado com um humor mais brando pra equilibrar a dinâmica do trio junto do Dante e da Lady, porém ela se mostrou muito mais que um rostinho bonito em essência; sua paciência para repetir as informações e o semblante suave que se moldava em sua face transmitiam um grau interessante de conforto.

Infelizmente, para mim, havia um abismo que me separava da completa falta de tato pro poker. Sinceramente estava achando que encontrei um jogo que, além de não combinar comigo, não conseguia aprender. Mesmo depois da Trish usar sua melhor interpretação pra encaixar os detalhes na minha cabeça, não via nenhuma finalidade nesse jogo. Não sabia se culpava o jogo em si ou minha incapacidade — denominada lerdeza — de colocar todas as regras, truques e as coisas que englobava o Poker como algo relevante pra examinar. Era incompreensível que alguém que possa gravar golpes, habilidades adquiridas com armas e controle de poderes sobre humanos não consiga, ao menos, saber o nome das cartas.

Dante deduziu que tinha talento para certas habilidades e facilidade com esse tipo específico de coisas graças a minha vida passada como Arya, sendo assim tenho “alma de guerreira” — o que duvidava. E obviamente entre um jogo de Poker e uma batalha exista muita diferença, possivelmente consideraria que seria negativo para a parte estratégica já que envolvia meu intelecto para criar planos e afins, isso prova pateticamente que sou péssima em pensar. Acho que minha expectativa de inteligência caiu por terra.

Coloquei meus neurônios preguiçosos para trabalhar enquanto tentava lembrar o objetivo do jogo e o nome das cartas, a única que podia dizer com um pouco de certeza era o Às de espada tirando ela, realmente nenhuma. Seria mais fácil desistir, pegar todas as cartas e fazer um castelo que é muito mais divertido. Dante estava jogando sinuca tranquilamente, algumas vezes me ajudava com o que devia e como fazer. Apesar disso, ainda era um verdadeiro desafio vencer em um jogo tão complicado. Dante disse que não teria problema se desistir que um bom perdedor sabe a hora de parar — e ironicamente ele é o que mais perde e ainda insiste em continuar —, porém meu orgulho me impedia de cogitar a ideia. Para alguém que já enfrentou os puzzles mais difíceis do mundo dos games, aquilo chegava a ser humilhante.

— Esse jogo é pior que tudo que já joguei em toda minha vida. — resmunguei, jogando as cartas ao ar em descaso e irritação.

Trish deu uma leve risada da minha impaciência.

— Você esta ficando igualzinha a Dante — afirmou, depositando as cartas na mesa.

— Que seja, prefiro até jogar UNO.

— UNO? — Trish franziu o cenho visivelmente curiosa. Tinha me esquecido completamente que, como os mundos são muito diferentes, certas coisas que na minha dimensão original são comuns, aqui é novidade.

— Basicamente é um jogo bem simples — procurei palavras para melhor descrever, para que não parecesse tão anormal. — e é muito mais divertido que Poker. Podia até ser meio infantil para alguns, mas para outros envolvia sobrevivência.

— Ora, por quê?

— Pois é no UNO que muitas amizades acabam. — conclui deixando um bocejo escapar.

— Bem, de qualquer maneira não devia ser tão apressada. Não se esqueça de que assim não irei mostrar o seu pequeno presente. — Trish cantarolou com graça.

— Trish! Vai acabar me matando de curiosidade!

— Certo, Dante, faça as honras — Dante pegou uma mala, sentou ao meu lado e abriu rapidamente. Dentro dela havia cinco pistolas azuis celeste de dois canos com ornamentações em dourado e uma rosa no centro, alguns escritos jaziam nas laterais que não entendi muito bem, pequenos símbolos de diferentes cores emolduravam a coronha. Senti uma enorme necessidade de tocá-las, ver a precisão delas e quão poderosas elas eram e os estragos que podiam fazer, contudo contive-me para não fazê-lo.

Deslizando o dedo pela inscrição gravada no cano da arma, a assinatura do criador e o meu nome, me deu a percepção de que era real e meu. Fora em jogos, nunca tinha visto uma arma quase totalmente colorida com desenhos tão bem detalhados que não poderia ter sido confeccionado por qualquer um, a pessoa teria um amor verdadeiro pelo serviço e, sobretudo, um respeito notório pelo artigo.

— O que esta esperando, doçura? — olhei surpresa para Dante, um sorriso cresceu em seu rosto vendo minha expressão e incitou meu próprio — Pegue são suas.

E sem esperar, segurei-as em mãos. Era como se fossem feitas sob medida para mim — o que era, de fato, verdade —, perfeitas em todos os aspectos. Claro que não deixava de ser estranho ter justamente cinco armas, sendo que só usaria duas delas.

— Muito obrigada, mas por que...?

— Cinco armas? — Dante completou, lançando um olhar de cumplicidade para Trish.

— É um acréscimo, duas são para usar nas mãos e as outras nos pés. A rosa foi a pedido de Dante, ele queria que tivesse uma principal pra ser a sua assinatura.

Sorri com o presente tão elaborado.

Naquele momento, quase que de imediato veio em minha mente o jogo Bayonetta, ela também utilizava quatro armas no mesmo modo que essas. No caso dela, por ser uma bruxa e ter todos os aparatos e experiências que nunca tive, ela era muito melhor para lidar com isso. Porém, eu também tinha meus truques excepcionais para garantir um bom uso aos meus novos brinquedinhos.

— Um pouco incomum, não acha? Aliás, cadê a parte das balas?

— Como Dante falou que você pode criar qualquer coisa com energia, então poderia fazer as balas. Algo como munição infinita. — informou solene — Seguindo as instruções feitas por Dante essas armas foram feitas especialmente para você. — Trish finalizou abrindo um sorriso cordial.

O ponto negativo é que não podia confiar na minha fonte de energia, sendo que como ainda não tinha total controle sobre ela facilmente a perdia. Até nos mínimos ataques.

Empolgada, joguei-me nos braços de Dante, apertando-o firme e dando um selinho nele.

— Que gentil da sua parte. — disse com euforia.

— Pensei que fosse ganhar mais que pequenos agrados. — replicou, rindo.

— Esqueça, Dante, ela não esta tão interessada quanto você. — Trish rematou cortando um pouco o barato.

— Infelizmente — finalizou dando de ombros.

— Posso testar? — perguntei animadamente.

— Vá em frente.

Com elas em punho, resolvi que devia nomeá-las; a de símbolos brancos como Oblivion, amarela como Glamour, vermelha como Promise e a roxa como Conquest (Algo como esqueça o glamour e prometa a conquista, isso fazia sentido na minha percepção). Confiante e empolgada, apertei o gatilho da Promise e disparei contra o alvo de dardos que estava no canto da parede deixando dois buracos fumegantes, repeti o mesmo processo com as outras. Para primeiro teste, as quadrigêmeas pareciam estar em forma para quando precisar usá-las. Apesar de estar cheia de energia e fôlego para iniciar uma batalha só para ver o restante das maravilhas que elas permitiam fazer, depositei de volta a mala e fechei, jurando mentalmente que na próxima missão eu as usaria.

— Que bom que estão todos reunidos — Lady anunciou entrando sem cerimônia.

Dante nem fez questão de saber o que ela queria, Trish, no entanto, resolveu conversar com ela para saber do que a visita dela se tratava — como se já não soubesse. Fiquei com a cabeça repousada no ombro de Dante enquanto olhava desinteressadamente para as duas mulheres. Depois de um longo tempo, Lady partiu.

— É, temos uma missão.

— Diga uma novidade, se tratando da Lady não poderia esperar outra coisa. — preferiu em tom de escárnio.

— Ela precisa da nossa ajuda, e nós de dinheiro.

— Pegamos o que podemos, não é?

— Onde é? — indaguei curiosa.

— É um cruzeiro.

A menção dessa simples palavra fez com que duas emoções despertassem simultaneamente em mim, o medo do novo — já que nunca em toda minha vida tinha ido a um cruzeiro antes — e empolgação e ansiedade por saber como era e todas as coisas incríveis que poderiam ter, sem contar também que teria chance para usar minhas novas armas.

×××


— Caraca, é tipo o Titanic — arquejei com a brisa sucinta que passou por mim. — Espero que não seja como no anime que alguém termine te baleando.

Dante riu.

— Vamos resolver isso antes que chegue nesse ponto.

Para uma primeira vez poderia declarar com todas as letras o quão colossal o negócio era, não foram modestos com as decorações tampouco com as acomodações e viajar por algumas horas em um cruzeiro de luxo sem qualquer custo tornava a experiência melhor. Claro que pela missão que estava sendo paga todo o tratamento especial e teríamos que fazer valer essas passagens. Já tinha visto alguns pela TV ou em revistas de famosos, porém nenhum descreveria com tanta riqueza de detalhes a magnitude e o glamour daquela enorme embarcação.

Maravilhada, me apoiei no peitoril para vislumbrar o mar que se agitava despreocupadamente enquanto o cruzeiro se deslocava.

— Tome cuidado pra não cair, se ficar inclinada demais pôde perder o equilíbrio. — Dante alertou, atento a qualquer movimento errôneo meu.

— Eu não vou cair.

— Da última vez que garantiu que algo não iria acontecer, aconteceu. Seu histórico não é dos melhores, doçura.

— Assim você me pega no argumento.

O tremor invadiu meu corpo, pela alegria de ser minha primeira viagem em alto mar. À primeira vista, não há como não se surpreender com todos os atrativos luxuosos em todos os deques. Por mais ridículo que possa parecer me senti como uma moça do campo em uma cidade cheia de sofisticação e riqueza. O interessante é que possuíam cassinos a bordo e outras peculiaridades.

Pensei em aproveitar todas as comodidades pelo pouco tempo durasse — esse era o lado ruim. Havia piscinas e descanso ao ar livre, deques de lazer cheios de restaurantes, salões de festas e outros. Folhei o guia de informações cautelosamente, tendo todo cuidado para estudar o mapa e ter certeza de onde era cada lugar que queria ir. Estava tão animada que mal me aguentava quieta. O quarto que fora destinado a nós era semelhante a uma incrível suíte dos que se via em filmes.

— Poderia me acostumar com isso. — me estiquei na cama macia e gigante que compartilhava com Dante. — Só falta alguém me abanar e me dar uvinhas na boca.

— E quem faria essa parte?

Dante saiu do banheiro só de toalha, quebrando meu monólogo mental sobre questões que nem me lembrava mais. Ele não estava incomodado pela minha — super discreta — contemplação (Ou seria melhor dizer secação?). Sei que existem meio menos vergonhosos para ficar babando pela indecente e quente visão, mas quando dei por mim já tinha feito. Para meu constrangimento absoluto, Dante não só notou como também ameaçava tirar aquele cruel interruptor se interpondo entre a nudez gloriosa daquele maldito mestiço. O pior é que não conseguia controlar minha mente que estava a mil, lotada de pensamentos impróprios que por estupidez e mera incompetência da minha parte — fazendo-me esquecer completamente —, o meio-demônio podia facilmente ler e interpretar de maneira errada.

— Tenho a ligeira impressão que você está aproveitando todas as oportunidade pra provocar.

— É mesmo? — ele retrucou se espreguiçando laconicamente. — Demorou muito para perceber isso, huh?

Até o lugar propiciava algo; o fato de estarmos sozinhos em uma linda e confortável cabine, ele seminu e a única coisa que impedia era uma fina toalha e por fim, a estranha e incontrolável sensação — outro impulso — de me jogar em cima dele e danem-se as consequências.

Por que estava só alimentando isso em vez de agir?

Meus pés se moveram automaticamente, tudo que meu cérebro conseguia captar era a necessidade de simplesmente tocar nele. Dante era como um ímã, irresistível e um forte poder atrativo. Esperei que ele fosse — pelo costume — me apertar contra si, só que permaneceu parado esperando pacientemente que eu desse o primeiro passo. Mesmo minhas mãos estando inquietas e inicialmente relutantes, passaram por cada pedacinho do peito dele sentindo a textura, calor que emanava da sua pele e a saliência de seus músculos perfeitamente espalhados pelo seu corpo. Sua expressão permissiva deu-me coragem para chegar à toalha felpuda pegando-a sem vacilar. Meu coração batia tão rápido que mal conseguia controlar e temia que Dante pudesse ouvir. E somente um movimento ela foi ao chão.

— Alguém esta muito ousada hoje, não é? — brincou, lambendo os lábios.

— Isso é sua culpa. Então aproveite. — fiquei extremamente impressionada com meu ímpeto em dizer isso. Mal pude absorver o ocorrido, Dante já estava passando lentamente os lábios pelo meu pescoço e ombros.

Seu toque era um pouco agressivo e impaciente, porém não chegava a me machucar ou incomodar e sabia que deixaria marcas. Minha pele se arrepiou em contato com seu hálito quente, um gemido escapou abafado e o motivou a dar leves e enlouquecedoras mordidas. E, sem querer mais esperar e em um movimento ágil, ele me beijou. Este, no entanto, era diferente de qualquer outro que tivemos. Intenso e entorpecente, ele queria explorar minha boca e alternava entre beijos mais gentis e suaves aos mais selvagens e sensuais.

As mãos dele passeavam pelo meu corpo; apertando, arranhando e explorando os limites de cada parte de mim. No embalo, imitei os gesto dele com igual intensidade e força. Minhas mãos foram para sua nuca, enterrando os dedos em seus cabelos macios.

Rapidamente, Dante me suspendeu no ar como se não pesasse nada. Atrás de mim senti os lençóis e a cama afundar com o meu peso, ele só parou para levantar — surpreendente que tivesse paciência para fazê-lo sem rasgar minhas roupas — minha camisa e deixar meu abdômen a mostra. Reprimi bravamente um gemido que por muito pouco não saiu como um grito, quando apertou com leveza um dos meus seios. Meu corpo reagia instintivo aos toques de Dante, meu coração batia fortemente nas costelas e onde as mãos dele passavam queimavam suavemente. Ele já estava pronto para retirar minha calça, mas parou. Ouvi a alguém bater na porta. Dante preferiu ignorar, concentrando-se em mim. O barulho ficou insistente até que, por fim, ele abrir a porta. Xinguei mentalmente a décima geração do infame que interrompeu justamente naquele momento.

— Pensei que teria que por... — a voz de Lady morreu e seu rosto mortificada ao ver Dante nu. Na pressa, meu querido e amado Dante teve a brilhante ideia de não se cobrir para atender a visita. Se pelo meu ângulo estava tendo uma privilegiada visão, imagine Lady que esta vendo o amigo dele. Pelo horror no rosto dela, podia presumir das duas uma; ou Lady não gosta do que vê ou Dante é bem dotado — exatamente nesse sentido.

— Sério? Pelo amor, Dante, cubra-se, por favor! — Lady resmungou, tentando não olhá-lo. Coloquei minha camisa de volta antes que desse a entender outra coisa. No fundinho eu queria que tivesse alguma coisa parar pensar, podia ser pior... Acho não seria tão agradável se fôssemos pegos no ato.

— O que você quer? — perguntou impaciente.

— Não me venha com essa, seu preguiçoso. Você tem uma missão. Trate de cumprir sua parte — Lady saiu apressadamente. Assim que Dante se virou para mim, foquei minha atenção em outro ponto do quarto e encarei um abajur.

— É uma pena doçura, teremos que deixar isso para outra hora.

— Que falta de sorte — dei um sorriso. Dante vestiu-se e aproveite para mudar de roupa, coloquei um vestido simples preto. Fizemos nosso caminho até o salão de jogos em silêncio, chegando lá deparamos com tanto Lady quanto Trish usando o uniforme de atendente. Ambas fitavam os jogadores que mostravam empenho e poucas vezes cooperatividade no jogo de Poker.

Aproximamo-nos, e eu olhei o elegante lugar. As pessoas jogando, bebendo e se divertindo, show de luzes e a música sutil que tocava ao fundo.

— Ora, ora temos mais competidores. — disse um dos homens que não tirava os olhos do meu decote.

Cobri-o usando a echarpe.

— Não acho que a mulher faça alguma diferença. — um deles declarou em deboche.

— Que babaca — balbuciei irritada.

A risada alta de Dante ecoou como se tivesse lhe contado uma piada.

— Não aconselho a provocar uma das mulheres mais fodonas daqui, leve isso como uma dica, parceiro.

Lancei uma ficha contra o copo de vinho do mesmo homem com tanta força que a taça se quebrou ao lado dele em muitos pedaços. Todos na mesa me encaravam desnorteados. A investida foi tão precisa e potente que realmente não tinha como atirar a esmo, então conclui em ameaça:

— O próximo pode ter certeza que não vou errar.

Depois desse evento e enquanto Dante fazia seu trabalho, andei pelo grande salão procurando algo interessante para me distrair. Embora não tivesse dado tanta importância — por não queria por em risco minha expectativa de diversão —, uma aura familiar se destacava dentre as demais. E chegando à popa do navio ela ficou mais evidente. O céu já fora engolido pelas sombras da noite, a brisa estava mais gelada que o normal — levando em consideração que estamos em alto mar e a temperatura tem mudanças mais intensas —, e o dono da aura me seguiu.

— Sabe — iniciei convicta. — Desde que comecei a treinar e estudar sobre minha habilidades, consigo identificar muito bem as auras que se aproximam 3 a sua é facilmente reconhecível. Se o objetivo era me pegar desprevenida, ele falhou.

— Não era essa minha intenção.

— Veio me saudar como nos velhos tempos?

Ela deu uma risada forçada trazendo consigo uma sensação estranha de nostalgia.

Mesmo que o amanhã seja vazio de promessas, nada deve evitar meu retorno. — recitou uma frase de Loveless, soando tão enigmática quanto recordava.

— Precisamos conversar. E eu preciso saber da verdade, toda verdade.

— Há muitas coisas pra esclarecer, só espero paciência da sua parte para ouvir.

— Ainda estou aqui, não estou?

— É, ainda está... — Lyana deixou um longo suspiro escapar, em seguida fixou os olhos nos meus e anunciou seriamente: — Te contarei toda verdade, quero que saiba pela minha boca os motivos de tudo que houve.

Notas finais
Aposto que muita gente ficou na expectativas, não é? xD E também que muita gente quer matar a pobre Lady que só estava fazendo o trabalho dela (Vou logo lembrando u-u) Agora a parada ficou seria, finalmente Lyana e Diva terão 'aquela' conversa xD Quanto as novas armas, são parecidas em alguns aspectos com as armas principais da Bayonetta (Quem nunca jogou é só ir lá e pesquisar G___G Até a próxima!