REVISANDO MINHAS MEMÓRIAS dos últimos meses, dos mais turbulentos aos mais tranquilos, não vislumbrei nada que fosse objetivamente comum — uma saída normal sem demônios na equação. Contemplava um pouco da magia do entediante mundo humano tanto quanto me divertia em dar uma mãozinha nos serviços de Dante como Devil Hunter. E escapulir no meio da noite, sem avisar ninguém e tendo somente eu, Ana e um tanto de euforia e umas doses de alívio que inflamação meu âmago soava bastante interessante.

Claro que também acreditava fielmente que perdi o bom senso em aceitar essa maluquices sem pesar os prós e contras numa balança. Sendo sincera, existia a probabilidade de nem ter um parâmetro começo de conversa — pelo menos nunca fui do tipo que seguia as normas de segurança que pessoas em sã consciência devem sempre fazer. Já me lancei direto para os braços da morte, enfrentei o inferno e viajei no tempo que, por si só, seria um baita esquema bizarro. Suponho que já tenha excedido minha cota de situações perigosas, tanto é que sou a pessoa que mais esteve perto de morrer, dezenas de vezes se assim posso dizer. E com toda essa carga de experiência, de certa maneira, responsabilidades eu não aprendendo e ainda continuo sendo a mesma louca que acaba se metendo em problemas.

Apesar de todos os contras — um deles deixar Dante preocupado (Estranhamente isso é possível) -, estava tendo uma oportunidade única de fazer algo fora do escopo de "donzela indefesa". Em outras palavras seríamos duas garotas aproveitando a noite. Não há nenhum mal, então não tem como negar.

Com uma agitação inquietante a segui para a entrada do hotel, havia alguns veículos estacionados entre os mais comuns sendo: carros e motocicletas. A escuridão noturna dominava as ruas engolindo tudo com suas sombras, as luzes fracas fornecidas pelos postes não pareciam suficientes para distinguir as formas das coisas ao redor. Como era esperado não havia ninguém perambulando, obviamente por ser muito tarde, e nessas horas pessoas normais geralmente dormem. O silêncio reinava absoluto e através dele o vento sussurrava misturando-se com os sons das nossas respirações, principalmente pela minha que devido ao fato de eu mal poder controlar a ansiedade que queimava em minhas veias. Por algum motivo que não sabia explicar direito, acreditava que tinha energia para qualquer coisa seja para enfrentar o maior e mais poderoso grupo de demônios sozinha ou para ficar com Dante a noite toda.

A sensação sem dúvida era ótima e incrível.

Ana olhou tediosamente para o estacionamento, procurando por algo que de princípio não compreendi. Ela andou para perto de uma — não sou especialista, mas o pouco que sabia aquela era uma — Harley Davidson Iron 883 vermelha e sorriu. Pelo meu poder de dedução avançado seria um sorriso típico de alguém que encontrou algo valioso e que adoraria pôr as mãos. Em resposta, engolir em seco.

- O que pensa em fazer? — questionei, embora soubesse exatamente o que aquela mulher pretendia.

- Vou pegar esse clássico emprestado, só que o dono não vai saber — respondeu triunfante. Ela ocupou a moto e eu fiz o mesmo, embora estivesse meio relutante.

- Para ligar não precisa de chave ou algo do gênero?

- Quem disse? — a moto ligou magicamente. Tenho a sutil impressão que essa noite será muito mais agitada do que o planejado.

Ana saiu literalmente cantando pneu. O desespero foi tanto que grudei nela para não cair. Agora desejava que nunca tivesse cogitado a ideia, está sendo pior do que pensei. Levando em conta que estamos sem equipamento de proteção e em velocidade máxima se acontecer algum acidente terão que pegar nossos restos com um rodo.

- Se soubesse que morreria tão cedo tinha aproveitado mais e feito sexo com Dante — desabafei, abismada. Quando percebi o que acabara de dizer queria um buraco para enfiar a cara e não sair mais. — Eu... Disse muito alto?

- Sim, disse — Ana riu.

- Ignora isso — pedi, constrangida.

- Você gosta de voar? — perguntou repentina.

- Não muito, sou meio acrofobica. Por que a pergunta?

- Hm, então não vai gostar do que eu vou fazer. Segure firme e tente não vomitar.

- O que você quer dizer com... — Antes que pudesse terminar de falar, Ana acelerou e fizemos uma volta assustadora semelhante a de uma montanha russa. O medo e a pressão me forçaram a fechar os olhos e apertar-me mais forte contra a maluca que conduzia a moto como se fosse um carrinho de nada.

Ela prosseguiu mais rápida por entre os carros que encontramos no meio da estrada, saltando por cima de alguns deles. Aos poucos senti mais segura e em vez do nervosismo, no lugar estava a pura adrenalina. A cidade ainda permanecia deserta e dava a entender que realmente não havia ninguém, não continha vida. Adentrando um pouco pude ver alguns estabelecimentos abertos; mercados, boates, bares e hotéis. Em determinado momento passamos por um beco e por ele chegamos a um clube. Ana estacionou próximo. Agradeci mentalmente por finalmente parar — meu traseiro já estava ficando dolorido.

- Olha, rapazes, encontrei duas belas companhias para nós. Vamos nos divertir muito essa noite — um homem emergiu em meio às sombras sorrindo maliciosamente para nós enquanto outros bloqueavam nossa passagem, assim nos acuando.

- Eu odeio isso — Ana admitiu desinteressada. — Eu confesso que admiro a coragem de vocês virem nos atacar; Imagine duas mulheres indefesas que são alvos fáceis, só tem um porém...

Um dos homens riu, e com a voz embargada de gracejo rugiu:

- É mesmo? E qual seria?

- Não somos indefesas — dito isso Ana chutou um latão de lixo contra um deles e aproveitou para acertar os que estavam mais próximos. Fiquei parada, permitindo que os demais viessem até mim em vez do contrário. Quando um veio em minha direção pronto para me atingir com um soco — que pela precisão e o porte não seria muito eficaz — peguei o braço dele fazendo um movimento de giro por cima, com o golpe derrubei não somente o primeiro agressor como os que estavam perto. Embora não achasse adequado utilizar minhas habilidades para lidar com seres humanos, com toda certeza aqueles homens mereciam uma boa lição. Concentrada, projetei na mente deles imagens assustadoras, criei formas distorcidas do local e de nós mesmas fazendo-os nos enxergar como monstros horríveis. A expressão de cada homem deu a entender que o plano fora um sucesso, eles arregalaram os olhos e gritaram aflitos. Depois de uns poucos minutos, o grupo se dissolveu em pânico e fugiram.

- O que foi isso? — Ana indagou, curiosa.

- Projeções mentais. Aprendi num livro de magia — esfreguei a nuca. — Melhor irmos para outro lugar.

- Está com medo?

- Claro que não, só não acho que seja bom ficar aqui. — olhei distraidamente para um clube a poucos metros de onde estávamos a música soava alta e em batidas energizantes. — O que vamos fazer? Normalmente o que garotas livres e normais — frisei a palavra — devem fazer?

- Você é a garota mais normal que conheço, o que quer fazer? Lembrando que tem inúmeras opções e temos a noite toda.

- Ah, meio difícil escolher, geralmente se ainda estivesse no meu mundo essas horas eu estaria jogando ou vendo um filme, isso quando Lyana não me arrastava para boates ou semelhantes — ponderei indecisa. — E como eu já fiz tudo que queria, por que não fazer mais além?

Decidida, marchei para o perto do agitado lugar. Uma longa fila de quase sessenta pessoas na espera para entrar e os porteiros escolhiam a dedo, barrando implacáveis aqueles que demonstravam querer causar tumulto. As pessoas do lado de fora aproveitavam como podiam, entre conversas enquanto esperavam pacientes a sua vez.

- Não dá para entrar por aí — Ana concluiu, seus lábios flexionados num sorriso mordaz. — Vem!

Ana pegou minha mão e posicionou-se de maneira que entendi que fosse saltar, ela jogou-se num pulo inumano para o telhado. Sua atitude não me deixou surpresa tampouco com medo, mas a única coisa que importava no momento era entrar da melhor e mais discreta forma possível. Nivelei a vidraça da enorme janela no topo e entramos, para nossa sorte aterrissamos longe das pessoas sendo que grande parte delas dançavam na pista e não notaram nossa chegada.

- O que pretende, Diva?

- Prometa que se caso aparecer um grupo muito grande você pode pegá-los.

- Espera, por quê?

- Você verá. — passei pelos vários corpos se mexendo conforme a música, a luz frenética colorida enchia de vida juntamente com a vibração pulsante dos presentes. Quando subi no pequeno palco todos os olhares se voltaram para mim; descrença, surpresa, excitação e empolgação. Timidamente toquei o microfone, com a multidão encarando-me fixamente relutei antes de começar o que planejava.

- In a land of gods and monsters — comecei incerta, os olhares direcionados a mim tornaram-se ansiosos e senti mais confiante para continuar. Evocando toda sensualidade reservada para poucos espectadores. Não era sempre que conseguia liberar qualquer lado mais ousado meu fora da esfera de pessoas conhecidas, dessa vez, no entanto, queria provar a mim mesma que era capaz.

Puxei fôlego rapidamente sem perder o ritmo da música.

Passei a mão pelos meus cabelos, movendo meu quadril de um lado para outro.

Apesar da agitação enquanto cantava, eu esperava que algo ruim fosse acontecer se considerar que minhas atuais experiências que envolviam multidão e cantar não eram nem um pouco agradáveis. No entanto, me animei a medida que o público dançava e pedia mais.

Retirei o microfone da base.

Caminhei sensualmente até a ponta do palco.

Terminei a canção recebendo aplausos animados e no meio daquela festa, percebi que estava sendo vigiada. Podia sentir o formigamento em minhas costas, não sabia de onde vinha, mas não era distante. Ana se colocou ao meu lado, aparentemente ela demonstrou estar tão alerta quanto eu. Olhando através das luzes e das pessoas, tentando ver o que se escondia na penumbra. O som fora subitamente cortado causando comoção e gritos de frustração e raiva.

- Todos para fora! — Ana alertou ríspida e alta suficiente para que todos, independente de onde estejam, possam ouvir. — Agora!

Ninguém se moveu, como se a ordem tivesse passado despercebido.

- Certo, já que todos estão meio surdos vamos tentar uma abordagem mais direta — ela sacou um revólver e atirou para cima, o barulho deixou a multidão em pânico.

- Isso foi realmente desnecessário.

- Mas funciona, e é isso que importa.

- O que você acha que é?

- Pelo que vejo o lugar está infestado; esse clube é um bom local para seres do submundo dar típicos espetáculos. Por exemplo, o dono do clube deve ser um demônio e esta acompanhado. Temos muita sorte em entrar justamente aqui.

- Eu chamaria de outra coisa.

Inspirei forte e deixei um suspiro escapar.

Um homem com uma expressão carrancuda apareceu cercado de seguranças — embora com a aparência humana dava para saber que eram demônios. Eu realmente queria paz, ter um dia tranquilo sem irritantes encontros com demônios.

- Será que pode me dar um pouco de sangue, Diva?

- Tá, mas... — fiz um minúsculo corte na palma da mão e a virei para baixo, deixando o sangue escorrer livremente. O denso e rubro líquido tomou forma, e conforme mais caia mais detalhes surgiam. De um ferimento desse porte não devia sair tanto sangue e então compreendi que Ana é quem "chamava".

- Dante comentou o poder que o seu sangue tem contra criaturas das sombras e não se preocupe que não vou tirar muito — Ana sorriu e tocou o objeto sólido criado a partir do meu sangue, sua forma assemelha-se com uma foice de três lâminas. — Oh, Diva, olha aquilo — mandou, apontando para a janela. Involuntariamente e guiada pela curiosidade, ergui minha cabeça para ver o que fosse. Uma brisa gelada passou por mim e Ana afagou meus ombros.

- Então, vamos?

- Como? Pensei que... — encarei estupefata a imagem diante de mim; restos mortais queimando como ácido sobre uma superfície qualquer, corroendo gradativamente. Não sobrou nenhum demônio inteiro. Olhei de soslaio para Ana que se manteve calma e sorrindo amavelmente. A óbvia conclusão que tirei disso era que ela os estripou tudo debaixo do meu nariz e nem vi. — Deixa para lá...

Seguimos para onde a moto estava, Ana tomou seu lugar e eu o meu. Antes de continuarmos, dei uma última olhada no clube e tive a leve impressão de ter visto um vulto vermelho, mas conclui que era minha imaginação tentando pregar uma peça e pelo fato de sair escondido eu esteja vendo Dante. Como dizem: O ladrão vê em cada sombra um policial. No meu caso um caçador. O motor da moto parecia entrar em meu sistema quando ela o ligou e partiu. Ouvi sons de sirene que pude identificar como uma rota policial.

Ana acelerou e eles fizeram o mesmo. As partes mais agonizantes sem dúvida eram das curvas estritamente perigosas, principalmente pelo excesso de velocidade e numa incansável perseguição policial. O chão a nossa frente se distorceu formando uma inclinação na pista. O impulso nos jogou para frente, praticamente voando. O trajeto se seguiu, porém não estávamos na estrada e sim nas paredes. Não sei ao certo que nos mantinha ali, mas estava feliz que a força gravitacional não nos puxasse para baixo como deveria. A moto alcançou o ponto mais alto do prédio e passeando por entre eles despistamos polícia. Em determinado ponto, paramos e assim pude ver o estado do veículo; arranhado, amassado e sujo.

- Só quero ver a cara do dono quando... — franzi o cenho delimitando os estragos. — Ele vai ter um infarto!

- Ele nem vai notar.

- Vai ser difícil não ver.

Suspirei.

- O que foi?

- O quê? — balbuciei aturdida.

- Geralmente quando as pessoas suspiram elas querem desabafar. — informou. — Se quiser um ombro amigo para chorar ou encher a cara estou aqui.

- Não é nada... É só...

- A viagem foi desgastante? Enquanto estava desacordada, você delirava sobre um homem chamado Alexander.

Passei a mão pelo rosto.

- Estou um pouco preocupada. — sentei-me na beirada do prédio ignorando o medo vertiginoso que possuía — E, claro, também atolada de problemas e dúvidas. Ainda não processei direito tudo que rolou e me sinto perdida e exausta.

- Se isso fizer com que se sinta melhor, então, me diga, talvez eu possa ajudar. Além disso, eu sei pouco ao seu respeito, as informações que tenho são sobre seus poderes e quem você já foi.

- É normal entre vocês serem intrometidos? — brinquei, a fitando com um sorriso sem jeito.

- Se refere a Devil Hunters? Eu estou mais pra caçadora de recompensas. Mas, sim, ter informações ajuda em muitas coisas, Diva.

- Meu problema real é que sou a reencarnação de uma mulher cujo passado eu mal sei e tudo que sei nem parece chegar na metade, é só um fragmento. E pior... Eu não sei mais quanto sou eu mesma e quanto é ela em mim. Além disso... Alexander... Caramba, ninguém me conta nada!

- Talvez seja uma forma de te proteger.

- Me proteger de que? Da verdade? Que besteira.

- A verdade pode não ser tão agradável assim. — ela respirou fundo. — Não é tudo tão preto no branco como você imagina. Tudo precisa ser bem pensado antes de ser executado.

- Mas esconder coisas soa muito pior.

Deixei escapar novamente um suspiro.

- Acho que com isso estou desviando do meu verdadeiro caminho — estendi as mãos para o céu estrelado.

- Não importa o quão ferrada esteja, você consegue superar isso. Se tudo der errado, você pode só chutar o balde.

- Você é que nem minha melhor amiga, seus comentários são muito animadores. — ironizei.

- Só disse a verdade. Se ficar se estressando por isso vai ficar cheia de cabelos brancos... Como Dante.

Nos encaramos antes de cair na gargalhada.

- Acha que consigo dar conta?

Com a pergunta Ana franziu o cenho.

- Claro que não! Você é só uma garota inexperiente! — arregalei os olhos, tanto de perplexidade quanto de confusão. — Não importa o quão poderosa seja, você é jovem demais para lidar com tamanha responsabilidade. No entanto, acredito que deveria ter mais malucos como você que ainda queiram proteger as pessoas.

- Eu devo ser meio louca. — ri, tentando soar ameaçadora com a constatação. — Do tipo que faz até às pessoas ao redor ficarem sem entender.

- De suicidas e loucos todos tem um pouco. Bom saber. Quer fazer o que?

- Hm — refleti por uns poucos segundos até ter ideia do que queria — Doces!

Minha mente estava fervilhando com a adrenalina. Ana pulou do prédio que paramos e nos jogou — quase morro de susto — diretamente para o chão. A toda velocidade, fomos para uma loja de doces fechada. Ana saiu de vista e retornou rápido.

- Aqui — ela entregou-me um pirulito.

- Como você...?

- É segredo! — colocou o dedo próximo a boca em sinal de discrição.

Dei de ombros e saboreei meu doce.

- A noite promete ser muito longa — Ana abriu um sorriso selvagem ao ver um grupo de demônios se aproximando. — e divertida.

- Acho que esta na hora de mostrar do que somos feitas.

×××


Me desloquei o mais silenciosamente quanto possível, taciturna igual uma cobra que dá o bote de surpresa. No meu caso o objetivo não era atacar ninguém, somente me mover para cama e fingir que nunca sai de lá.

Esperava que Dante, em toda sua beleza e charme, não estivesse acordado para flagrar minha entrada nem um pouco glamourosa. O sol nascia no horizonte com brilhos fracos, emergindo em meio ao laranja e rosa no céu.

- Espero que tenham se divertido, garotas — ao ouvir a voz familiar meu corpo travou.

Virei-me com uma expressão de "pega no flagra". Dante estava com os braços cruzados, e pela sua cara estava bem irritado — isso mesmo, incomodado (Algo extremamente raro de acontecer). O engraçado é que Ayden encontrar-se igualzinho Dante, desde o cruzar de braços até os mínimos gestos. Ele levou a sério de querer ser como Dante.

- Somos livres para ir onde quisermos, não sei porque está irritado. A sua namorada está inteira, não é?

- Vamos — ele disse, e Ayden o imitou.

- Vamos! — repetiu.

- Isso é estranho — Ana sussurrou para mim.

- Dessa vez não vai ter paradas, iremos direto ao orfanato. — Dante anunciou, em seguida, rumando para a estação de trem mais próxima.

Reparei que um homem todo tatuado e usando roupas de couro — estilo realmente motoqueiro — olhou abismado para a moto. Pela sua reação pensei que ele fosse chorar tamanha era o espanto .

- Minha moto! — gritou.

E ela ainda deu o migué dizendo que o cara não iria reparar.


Notas finais
Ayden querendo ser como Dante, literalmente como ele xD Agora tenho uma nota, assim como Naruto acabou (Duvido que ninguém saiba disso '-') e você já sabem que ND também vai acabar, vim adiantar que é provável que a historia se finalize ou no capitulo 74 ou 75, ou seja, falta bem pouco G___G Estou me preparando psicologicamente para isso e me desapegando dos personagens ç-ç (Vida de escritor é dureza '-') Só espero que até o fim, nada mude por que o final já está decidido desde que comecei a historia (Sim, eu sou muito adiantada xD). Até a Próxima!