New life

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Olá, eu estou aqui outra vez, mais cedo do que eu esperava, mas então boa leitura. (e desculpem-me pelos erros)

E quarta-feira finalmente chegou, não estava me aguentando de tanta ansiedade, fui para escola, meus amigos me deram oi e depois se afastaram como sempre, mas eu não liguei muito, por mais incrível que pareça consegui prestar atenção na aula, e terminei de ler meu livro no intervalo.

Cheguei em casa, um pouco atrasado, minha mãe já estava a mil falando que íamos nos atrasar para pega-lo, então ela me mandou subir correndo trocar de roupa.

E no carro ela não parava de falar dele, de como ele era lindo, que íamos nos dar bem, que finalmente eu não ia mais ficar sozinho, que coisa, coloquei meu fone em um ouvido só e fiquei falando “uhum”, “legal”, “é”.

Demorou um pouquinho até nos chegarmos, o lugar parecia enorme, porém acho que tinha sido construído há muitos, mas muitos anos atrás porque a construção me parecia antiga, mas bem preservada.

Saímos do carro e fomos até uma espécie de hall, a diretora já nos esperava lá

-Olá senhora Even, como está?

-Bem e você?

-Também. E quem é esse, seu filho?

-Sim

-Sou Ryan –falei

-Prazer Ryan, sou a diretora Scarlett, podem vir comigo, eu vou leva-los até Cameron

O lugar era realmente grande. Ela nos levou até uma sala e pediu para nós esperarmos.

E então quando a porta abriu vi um menino, lindo. Olhos grandes em um azul muito escuro, cabelo arrepiado preto, boca carnuda e magro, mas realmente bonito, uma ótima combinação.

-Então esse é Cameron –apresentou-o a mim –e Cameron esse é..

-Ryan

-Seu novo irmão –minha mãe completou e sorriu –Vamos então?

Ela não obteve resposta por mim.

Eu fiquei estático, sério que eu ia morar com um garoto lindo desses? Só podia ser brincadeira.

E então ele sorriu para nós, definitivamente o sorriso mais lindo do mundo.

-Filho? Você está bem?

-Sim mãe

Ele pegou sua pequena mala e fomos sendo acompanhados pela diretora.

Fomos direto ao shopping, eu estava reclamando de fome.

Não conversei muito com Cameron, mas não parava de olha-lo, e quando ele percebia corava e dava um meio sorriso. Não escutei muito a sua voz, mas pelo pouco que pude ouvir era tão doce, suave, delicada.

Comemos e depois fomos comprar roupas e calçados para ele. O ouvi dizer algumas vezes para minha mãe que não era necessário e ela só respondia que queria do melhor para o novo filho dela.

Eu só presenciava a cena é ria, claro que minha mãe não sairia de lá sem comprar as coisas pra ele, pelo que eu vi ele só tinha uma pequena mala, ou seja, ele precisava de muita coisa.

E no caminho pra casa minha mãe solta.

-Filho ele irá dormir na sua cama

-MINHA CAMA?

-Pra que tanto desespero? É que uma amiga minha que eu não via há muito anos vai ficar um tempo lá em casa, e então ela vai ficar no quarto de visitas, quando ela for embora nós vamos reformar o quarto todo.

-Tudo bem então

-Você concorda Cameron?

-Tudo bem pra mim

E então quando chegamos em casa fui direto para meu quarto e levei suas compras e a pequena mala enquanto minha mãe mostrava a casa, a qual não era muito grande, tinha piscina e uma área que era razoável, mas não era digna daquelas mansões.

Bateram na porta e ele adentrou o quarto.

-Tudo bem? –perguntou tímido

-Aham, e com você?

-Você viu minhas coisas?

-Aham, eu as deixei em cima da escrivaninha ali ó –apontei

-Obrigado

-Pode guarda-las no meu armário, antes de você chegar eu arrumei um espaço pra você

-Obrigado outra vez

-Então me conte sobre você –falei

-Eu?

-Sim

-Bom, meu nome é Cameron, tenho 16 anos, fui deixado no orfanato quando era bebê, e ninguém falava comigo, ninguém gostava de mim, e por esse fato nunca tive um companheiro de quarto igual todos os outros, as únicas pessoas com quem eu falava eram as pessoas que trabalhavam lá, eu adorava todos eles, me entendiam tanto e sempre faziam eu rir, com a diretora que eu me dava mais bem, ela sempre comprava livros para mim, meu único passatempo, e como eu já havia lido todos os da biblioteca que eram bem antigos ela começou a comprar alguns para mim, e fim.

-Ah, desculpa por ter perguntado.

-Tudo bem

-E sobre você?

-Tá, você sabe que o meu nome é Ryan, sou filho único, ou era, não sei, como você deve saber meus pais são separados e ele mora em outro estado e vem nos visitar de vez em quando e eu sou muito sozinho, tenho amigos mas eles nunca se importaram comigo, ou seja não tenho vida social, eu choro muito, fumo, e minha vida é baseada em música.

-Fuma?

-Cara, não devia ter contado pra você

-Não esquenta, não vou contar a ninguém

Sorri aliviado, ele deu um sorriso também.

-Muito obrigado.

Eu o ficava observando enquanto ele terminava de arrumar suas roupas, tão lindo, tão perfeito, e não pra mim.

Percebi que ele virava e abria a boca mas acho que desistia, perguntei a ele se ele queria falar alguma coisa, corou e perguntou se eu tinha ou já tive uma namorada, fiquei muito desconfortável, ele provavelmente tinha percebido e pediu desculpas.

-Não se preocupe, é que... anh... eu não gosto de mulheres.

-Não? Você é...?

-Não e sim, sou gay

-Ah, tá então

E logo em seguida o assunto morreu, ele perguntou se poderia tomar banho, indiquei o banheiro e ele entrou. Fiquei preocupado, será que ele vai querer distância de mim por pensar que eu vou querer alguma coisa a mais com ele? Será que por causa disso ele vai me deixar de lado? Tomara que isso não aconteça.

Mais tarde minha mãe nos chamou para irmos comer pizza com coca e nós se tornamos mais comunicativos, ele já tinha se soltado. Era realmente um garoto doce.

E nos ajeitamos para dormir, como era cama de casal, para ele não achar que eu queria ‘agarrar’ ele eu me deitei bem na ponta da cama e apaguei.

Senti um toque em meu rosto, tão suave, abri os olhos, ele estava com aqueles olhos azulados fixados em mim, quando percebeu que eu acordei corou, sussurrou um pedido de desculpas e virou para o outro lado para dormir, olhei no relógio, era três horas da manhã, voltei a dormir pensando nele.

Senti uma coisa estranha embaixo de mim, ah não, logo percebi que estava praticamente em cima de Cameron, olhei pra ele, estava dormindo, ainda bem, olhei no relógio, marcava onze horas, porque minha mãe não havia nos acordado? Era quinta-feira ainda, havia aula.

Fui ao banheiro, fiz minhas necessidades e depois minha higiene, coloquei outra roupa, mas mesmo assim confortável e desci preparar nosso café, sem querer me gabar eu era um ótimo cozinheiro, fui abrir a geladeira e me deparei com um recado de minha mãe:

“Filho, opa filhos, eu fui buscar a Mari no aeroporto, não acordei vocês porque estavam tão fofinhos dormindo que eu não quis atrapalhar o sono, e eu vou avisar aqui antes que eu esqueça, sexta vocês não precisam ir a aula também.

Beijinhos,já volto,

Mamãe”

Mari! Ela já veio aqui uma vez, muito legal ela. Mas voltando para o café-da-manhã eu preparei quase de tudo que tinha em casa, que dava para se comer de manhã é claro.

-Hum, que cheiro bom

Dei um gritinho

-Você me assustou!

-Desculpa –ele estava rindo

-Ha ha, muito engraçadinho você –ri

-Vamos comer? Não sabia o que você gostava e então preparei bastante coisa. –A mesa estava repleta de comida, servia mais de cinco pessoas.

-Não precisava de tudo, qualquer coisa tá bom pra mim

-Deixa de ser assim agora senta e vai comer

E depois de comermos ele fez questão de limpar o que sujamos, e eu deixei porque estava com preguiça, ainda estava com sono, então deitei no sofá e acho que caí no sono. Mais tarde acordei com um beijo na bochecha, abri os olhos e encontrei Cameron sorrindo bem próximo de mim. Mas pera ai.... BEIJO NA BOCHECHA? DE CAMERON? Ah, eu só posso estar sonhando, é, eu estou sonhando.

-Ryan, sua mãe ligou

-Nossa mãe

-Tá, enfim NOSSA mãe ligou, ela falou que não vem pro almoço e que não é para esperar ela porque, ela e a amiga dela, uma tal de Mari vão sair, não sei para onde

-Ah então tá, eu faço a comida, o que você quer pra comer?

-Pra mim tanto faz

-Pode ser lasanha?

-Claro

E no fim eu ensinei ele a fazer lasanha, e ela estava muito, mas muito boa, mas eu não estava pensando apenas em uma coisa, não parava de me mexer na cadeira, e acho que ele percebeu meu desconforto.

-O que aconteceu? –Cameron diz em um tom meio que preocupado

-Posso te perguntar uma coisa? Já tenho noção da sua resposta mas mesmo assim eu preciso que você diga para mim.

-Claro, o que foi?

-Você já namorou alguém?

-Já

-Sério? Pensei que no orfanato não podia.

-Mas não foi do orfanato

-Da onde foi? Com quem era? Vocês terminaram? –Eu sou muito curioso

-Quer que eu conte a história toda? É longa

-Quero, temos bastante tempo

-Então, eu já não tinha esperanças de sair de lá tão cedo, na verdade a gente não podia sair de lá, mas como eu era muito sozinho e amigos de todos os trabalhadores de lá, umas duas ou três vezes na semana eles me deixavam sair para ir caminhar ou ler na praça ali na frente, eu sempre sentava encostado numa árvore, e um dia um menino veio falar comigo, disse que sempre me via e que me achava muito sozinho, e a partir daí começamos a conversar, e a partir dai sempre nos encontrávamos naquela árvore, um dia ele me chamou para ir a casa dele, eu aceitei, quando eu entrei vi uma menina linda sentada no sofá, parecia uns dois anos mais velha que eu, me tornei amigo dela, mas eu não conseguia parar de pensar nela, um dia eu me declarei e ela disse que sentia a mesma coisa por mim, começamos a ficar, eu a pedi em namoro e ela aceitou, e então transamos, e acabou virando um relacionamento sério, um dia quando eu ia ir a casa dela o meu melhor amigo falou que não devíamos ir a sua casa hoje e eu perguntei porque, ele não achou uma desculpa plausível e eu acabei arrastando ele até lá, quando abrimos a porta ouvi gemidos e estes vinham do quarto dela, quando entrei ela estava fazendo sexo com outro cara, meus olhos arderam, ela me viu mas não parou, sorriu apenas, então meu único amigo me tirou de lá, e então eu comecei a chorar, e fomos na antiga arvore, eu só conseguia chorar, e ficamos lá por muito tempo, e a irmã dele apareceu lá e falou que só queria sexo comigo porque ela era apaixonada por outra pessoa, e então saiu, estava escurecendo e eu tinha que ir embora, dei tchau para ele e ele me pediu desculpas pela atitude dela, que não sabia de nada, eu falei para ele não se preocupar porque a culpa não era dele, e depois disso nunca mais nos vimos.

-Nossa

-Pois é –e o clima pesou –mas eu não quero que fique esse clima ruim, podemos fazer alguma coisa?

-Claro, o que você quer fazer?

-Podemos ir ao cinema? Eu nunca fui em um, dizem que é muito legal

-Você nunca foi ao cinema? –não acredito, como uma pessoa nunca foi ao cinema?

-Nunca

-Nunca?

-Nunquinha –riu

-Vamos A GO RA! Vamos trocar de roupa e vamos tá?

-Tá! Ai eu vou no cinema! –soltou um gritinho, eu estou começando a achar que ele é gay, por mais que ele tenha me contado essa história. E também não faz nem uma semana que nos conhecemos e ele já vem me tratando desse jeito... carinhoso demais.

----------------------------------X

-Que filme você quer assistir?

-Qualquer um

-Sabia que você complica as coisas?

-Aham –deu um risinho

-Engraçadinho

-Eu sei

E ele acabou escolhendo, terror, não sei porque ele quis de terror sendo que ele nunca tinha ido ao cinema, eu falei que não era uma boa ideia mas então tá né.

Nossos lugares eram quase no fundo, sentamos e logo o filme começou. Acho que nem preciso dizer que ele ficou agarrado em mim o tempo todo, eu por mais incrível que pareça, não fiquei com medo, não tanto.

E quando o filme acabou vimos que outra seção estava começando, e eu tive a brilhante ideia de entrar, esse era de comédia, e ninguém nos pegou quando entramos, resultado: assistimos dois filmes e só pagamos por um, vou tentar fazer isso outra vez.

E como estava de noitinha resolvemos ir embora, e fomos caminhando porque o shopping era perto, sempre ia de carro com minha mãe porque ela fazia muitas compras e voltar carregando não é legal e eu sou muito preguiçoso.

E quando eu chego em casa vejo duas mulheres rindo como loucas com um monte de latinhas de cerveja em cima da mesinha.

-Filho! –ela praticamente gritou –voucêê cheugouuuuuuuuuuuuu –risos

-Eu leeeeeembro de voxeeeeee –a Mari falou mais enrolado ainda –naaaaaaaum modou nada né fia? –falou pra mim

-Fia? –eu falei rindo da situação e Cameron estava do meu lado rindo também

-FIO! Mas creudo esse mininos que tão tudo surdo, oia eu conheço um médio muuuuuuuuuuuitoooooo gatooooooo! Manhã eu ti levu la

-Euvoujuntoamoconheçermedicosgatinhos! –minha mãe falou muito rápido

-O que você falou mãe?

-Que euzinha vou miar pra ele assim ó

Ela ficou de quatro ai fez RAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAWR , eu não me aguentava de tanto rir e Cam também, a amiga dela que estava rindo igual louca, pior que nós, que estávamos quase chorando de rir

-CRAUDIA –chamou minha mãe pelo nome errado ainda, o nome dela é Elizabeth –EU FIZ XIXI NAS CALÇA E ACHO QUE O NUMERO 2 VAI SAIR DAQUI A POQUIN

-AI CREDU SUA BURRONA VAI MIJAR NO MEU SOFÁ!

-GEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTE! –gritei –VÃO DORMIR! AGORA!

-tá bão senhor mandão –e elas subiram batendo o pé e a Mari estava andando de um modo que parecia que tinha feito cocô nas calças, e eu acho que ou ela tinha feito ou estava fazendo

-Hey Cam, você me ajuda a limpar a bagunça delas?

-Ajudo, mas uma coisa eu te digo, nunca mais sento na parte do sofá em que a Mari fez xixi

-Nem eu –rimos

E arrumamos, e subimos, trocamos de roupa, escovamos os dentes e fomos nos deitar.

Notas finais
E então?? *-* O que acharam desse?
Eu espero que vocês tenham gostado, e comentários são sempre bem vindos, hihi :3
Bom, eu não sei se vou conseguir postar na semana que vem, porque eu to lotada de trabalhos, mas mesmo assim, eu vou tentar postar o mais rápido possível.
Mas é só, beijos.