“Oh Deus!” passei a mão na cabeça. Hoje era que dia mesmo? sexta? Sábado? Sim cabeça, hoje era sábado e estava sozinha em casa, o que era estranho. Jesus! Já passava do meio dia

Levantei tomei um banho vesti um vestido e liguei pra Nat.

—Bom dia flor do dia

—O que aconteceu comigo? E por que não lembro de nada? Minha cabeça ta explodindo

—Calma... vem pra aquela sorveteria que agente vinha quando menor que te conto as coisas que tu fez – disse rindo

Peguei uma garrafinha d’água e fui andando até a sorveteria que ficava pertinho de casa. Chegando lá vi que Nat, Leo e Pedro estavam rindo e tomando sorvete.

—Gente? Oi –disse chegando perto da mesa

—Oi –disseram juntos

—Agora, você –disse apontando pra Natalia –vai me contar as “coisas" que fiz ontem –falei puxando o banco pra perto dela

—Ah claro –respondeu sorrindo maliciosamente –a gente chegou na festa, dançamos um pouco, jogamos verdade ou consequência ...

—Pera –disse interrompendo a -Eu, Anna, joguei verdade ou consequência?

—Sim, e a inicio você só escolhia verdade, ate que eu, linda, decidi que estava na hora de você trocar saliva com alguém. Daí você, Anna, beijou o ...

—Leo – disse lembrando daquele “pequeno” detalhe – to me lembrando – disse coçando a testa

—Com não lembrar não é safadinha –olhou pro Leo e depois pra mim –Vou jogar a real — disse comendo o sorvete — vocês se empolgaram

Escutei Leo mexendo em sua cadeira, me levantei desconfortável

—Depois você dançou mais um pouco, bebeu mais e depois fomos embora, Leo me deixou em casa e depois não sei mais porque como disse o Leo me deixou em casa -finalizou tomando uma colherada de seu sorvete

—É, vou pegar um sorvete pra mim também – disse me virando – tá meio calor aqui

—Calor. Sei!! – disse Nat de boca cheia

Peguei uma bola de maracujá e outra de limão e voltei à mesa

—E então? –perguntou Pedro que a começo não percebi que a pergunta havia sido direcionada á mim – gostou da festa?

—É –disse mexendo no meu pote –tava legal

Um toquinho de celular veio da bolsa da Nat. Ela pegou o telefone atendeu e olhou pro Pedro

—Ok já vamos sim, tá, tá beijo.

—Que foi? –pergunta Pedro meio confuso

—Meu tio me ligou querendo me ver urgente, e você – disse apontando pro Pedro –vai me dar carona

—Beleza -disse se levantando e pegando a chave do carro na mesa

—Eu já to indo também – disse pegando minha bolsa e me levantando. Senti uma mão segurando meu pulso. Olhei pro Leo

—Mas você nem acabou seu sorvete – hesitei – senta aí

Nisso a Nat e o Pedro já tinham ido o que não me restou outra opção a não ser sentar e encarar o fato que estava ali o menino que tinha beijado na noite passada

—Ei – me chamou – eu não mordo

Ri de nervoso

—Bom saber –disse sorrindo querendo que sumisse aquele constrangimento todo. Olhei pra ele

—Vai fazer algo hoje? -disse pondo uma colherada na boca

—Pera deixa eu ver na minha agenda – disse fazendo que ia pegar algo –Acho que não. Por quê?

—Uai. Não pretendo passar meu sábado em casa, a gente podia sair pra algum lugar -perguntei não soando muito esperançosa –Pode ser bom

Foi a vez dele de hesitar

—Ah não sei não

—Ah não Leo -sorri e o encarei – Eu não mordo -disse imitando ele

—Não ne? – disse ele dessa vez sorrindo –Não é o que me lembro de ontem -disse e riu

Lhe dei um sorriso já corando

—Não? Então beleza vou ao cinema sozinha –disse me levantando

—Opa, cinema? Não vou fazer essa desfeita –disse se levantando. Fomos até "seu" carro

Entrei coloquei o cinto e fomos ate o único shopping na cidade, estacionamos e fomos comprar os ingressos e a pipoca. Pegamos os últimos lugares na ultima fileira, pela falta de opção mesmo.

—Noossa – disse Leo ao ver que na ultima fileira só tinha casalzinho

— Sem comentários – disse puxando o

Vimos o filme, que acabou mais ou menos 18:00, ficamos dando umas voltas pelo shopping e depois esperamos o elevador para o estacionamento.

O problema é que ele tava lotado, dissemos que íamos esperar, mas o carinha da porta disse que era a última remessa a não ser que quiséssemos descer de escada. Então lá fomos nos, apertados no elevador minúsculo.

Fiquei de frente pro Leo, que percebi que estava desconfortável assim como eu por causa desse contato. Uma outra mulher entrou me fazendo espremer o Leo ainda mais na parede

—Eita – disse espremendo o

Ele simplesmente balançou a cabeça e olhou pro lado. Quando chegamos ao estacionamento vi que só tinha o carro do pai do Leo lá, ou seja, mais constrangimento. Entramos e pusemos o cinto. Olhei pra ele

—Obrigada pela companhia

— Disponha –disse sorrindo

Fomos até minha casa na qual continuava vazia.

—Mãe? – disse no telefone –onde você tá? Não, não, beleza, tá beijos, até amanhã

Era mais ou menos 20:00. Olhei pra ele.

—Quer entrar? – perguntei

— Acho que não – disse me olhando –sua mãe não esta em casa e tals– disse parando

—Nada a ver Leo, vamos, por favor – disse fazendo beicinho – Beleza, tchau para você, obrigada de novo – já tava indo quando virei – Depois é você que não que quer fique esse clima entre a gente.

Escutei o alarme do carro sendo acionado. Me virei novamente e sorri sabendo que poderia me arrepender mais tarde

—Vamos logo então.

Entramos em casa e acendi as luzes.

Notas finais
Vou ter que postar a outra parte no prox cap se não ia ficar muito grande ... coisas estão para acontecer ;-;