New York, The Jungle Has Grown.
7 Capítulo 7 - Benditas Insinuações.
Notas iniciais
O caminho de Percy para casa foi cheio de ansiedade, mas ao chegar em casa não sabia se estava muito feliz ou desapontado. Ao entrar, viu sua mãe e Annabeth no sofá às risadas e abraços, assistindo a um filme que Percy não reconhecera. Ele adorou de verdade ver sua mãe e Annabeth juntas tão animadas, mas queria ficar sozinho com ela.
– Mãe! Quando chegou? — Percy perguntou, tentando se mostrar empolgado.
– Há pouco tempo, mas quem tem perguntas sou eu! Por que não me contou que Annabeth estava de volta? — Sally retornou a pergunta e Annabeth sorriu.
– Descobri há tão pouco quanto você. — Percy virou os olhos e as duas riram.
– Eu não quero atrapalhar vocês, — Annabeth começou, puxando a atenção dos dois. — então acho que já vou. -
– Não Annie, fica! — Percy pediu, esquecendo que sua mãe estava ali.
– Eu volto amanhã filho, vou deixar vocês matarem a saudade. — Sally se levantou e Percy e Annabeth começaram a rir, tentando disfarçar a vergonha.
– Não é isso mãe... — Percy coçou a cabeça, deixando as chaves em cima da mesa e se aproximando delas.
– Não, é pior. — Sally respondeu, Percy se chocou e Annabeth gargalhou.
– Mãe! — Percy protestou.
– Tá, desculpa, pelo menos me leve até lá embaixo e quando eu chegar em casa eu te ligo. -
– Quer que eu desça também Sally? — Annabeth perguntou, ao respirar depois de rir.
– Não precisa querida, com você aqui em cima Percy vai subir rapidinho. — Annabeth mexeu no cabelo abafando uma risada e Percy abaixou a cabeça escondendo o rosto. — Até parece que são tão inocentes! Annabeth, me liga! Continuaremos essa conversa. -
– Você que manda. — Annabeth sorriu para Sally que foi até a porta sendo acompanhada com Percy, que fazia gestos de sufoco por trás dela que levavam Annabeth a rir bastante.
Já na portaria, Sally virou-se para Percy antes de entrar em seu carro.
– Percy, por que não me contou que estavam juntos de novo? — Sally questionou aparentemente ofendida.
– Porque não estamos mãe... -
– Ah e é por isso que ela está de volta, sozinha na sua casa esperando você voltar e você está tão maluco para ficar a sós com ela. — Sally revirou os olhos e Percy não pode deixar de rir.
– Isso é uma longa história que eu não vou te explicar agora. -
– Mas vai ficar me devendo! — Sally adiantou-se para abraçar o filho. — Amo você Percy. Mas cuidado com o que vai fazer! Os dois já estão bem grandinhos. -
– Estamos mesmo, e é por isso que você não tem com o que se preocupar. — Percy a apertou e afastou-se.
– Mas é exatamente isso que me preocupa. — Sally sorriu para o filho e entrou no carro.
Após ela dar a partida, Percy sabia que ela estaria olhando no retrovisor para ver se Percy subiria correndo. Ah como ele queria, mas esperaria até o carro de sua mãe sumir na rua.
3...
2...
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– Mil desculpas por isso. – Percy disse a Annabeth ao voltar a seu apartamento, aparentando envergonhado.
– Tudo bem. – Annabeth riu. – Achei divertido.
– O fato de ela nos achar dois jovens adultos malucos por envolvimento corporal? Claro. – Percy abriu um sorriso maldoso e Annabeth gargalhou.
– Eu gosto de sermos amigos de novo Percy. – Annabeth se levantou e foi por o pote de pipoca quase no final que estava na mesa dentro da pia. Ao vê-la transitando por sua casa tão à vontade, Percy desejou que fosse assim todo dia.
– Amigos? Nossa, assim você me desanima. – Percy fez bico jogando-se no sofá e ouvindo Annabeth rir.
– É assim tão ruim? – Ela se aproximou de Percy, apoiando-se no braço do sofá.
– É. –
– Concordo. – Ela retrucou piscando e Percy se puniu por sorrir. O que exatamente está acontecendo aqui? Ele se perguntou. – Mas não há nada que possamos fazer a respeito. –
– Nada é? – Annabeth passava na frente de Percy para sentar-se do outro lado do sofá quando Percy a puxou para si, derrubando-a.
– Percy! – Annabeth gritou pelo susto de cair em cima de Percy. Ele a deitou no sofá e prendeu seus braços que iam se exaustando de tanto lutar contra o rapaz. Quando se encontrou totalmente imobilizada, Annabeth desistiu e relaxou a cabeça. – Tá, talvez até tenha alguma coisa... – Ela ironizou revirando os olhos e Percy riu.
– Talvez. – Ele se aproximou do rosto de Annabeth, sentindo a respiração dela pesada e nervosa. Depois de um tempo, Annabeth voltou a falar.
– Eu acho melhor eu ir agora... – Ela virou o rosto para o lado, tentando desviar dos olhos de Percy, que tornariam impossíveis qualquer tentativa real de ir embora.
– Mas já? – Percy a largou e sentou no sofá, abalado como se tivesse saído de um transe. – E se estiverem te esperando lá embaixo para te matarem?– Annabeth riu e sentou ao lado de Percy.
– Que horror Percy! Claro que não! – Ele se juntou a risada de Annabeth e decidiu continuar.
– E se houve uma fuga em maça do Zoológico e os animais vão te derrubar quando você por o pé na rua? – Os dois riam como duas crianças.
– Sem chances. –
– E se tiver um vírus mortal lá fora e assim que você respirar você morrer? –
– Vou embora Percy. – Annabeth se levantou e Percy levantou logo em seguida.
– E se tiver um buraco negro na minha portaria? –
– O prédio teria sido engolido. – Ela cruzou os braços e Percy ergueu a sobrancelha, entendendo apenas alguns segundos depois.
– E se tem bruxas lá embaixo que querem sacrificar você? Eu não posso deixar você ir. – Percy tentou mais uma vez e os dois riram. Annabeth pegou sua bolsa.
– Falo sério Percy, é melhor eu ir. – Ela se aproximou dele com uma expressão meio triste, mas disfarçada com um sorriso. Já estavam perto da porta.
– Também falo sério. Não posso deixar você ir, Annabeth Chase. – Percy disse as ultimas palavras com muita calma e olhando dentro dos olhos tempestuosos de Annabeth, e aquilo foi à gota d’agua para Annabeth. O que veio em seguir foi totalmente impulsivo e impensado.
Annabeth puxou o rosto de Percy e o beijou. Mas o beijou com um desejo que não vinha de agora, com uma paixão reprimida por anos.
No inicio Percy se surpreendeu, mas logo deixou a vontade ardente que tinha dos lábios de Annabeth tomar conta e os dois já estavam no mesmo ritmo. Enquanto seus lábios dançavam na maior sincronia, Percy tirou a bolsa de Annabeth e a puxou para si pela cintura, tomando total controle de seu corpo. Enquanto Annabeth acariciava os cabelos de Percy, sua mente explodia e se perdia. Percy sentia sua nuca se arrepiar ao toque de Annabeth, e cada vez o beijo se intensificava mais, mas infelizmente os pulmões humanos não permitem que o beijo seja eterno, então os dois pararam para tomar ar, sem se afastar um centímetro.
– Isso não pode acontecer de novo. – Annabeth comentou, respirando fundo para que o ar voltasse.
– Muito errado. – Percy concluiu, respirando de modo tão forte quanto Annabeth. Eles se encaram por alguns segundos e caíram na gargalhada, sem acreditar no que haviam feito. Afastaram-se um pouco, porém Percy entrelaçou seus dedos nos de Annabeth mantendo os dois próximos. – Uma segunda vez não fará mal a ninguém. –
– Segunda e ultima. Não, não fará. – Eles sorriram um para o outro entrando em um consenso e voltaram a se deliciar do fogo passional que tinham um pelo outro.
Depois disso, será que seria possível manter a amizade?
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