New York City 2
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Sarah estava lá, sentada contando seu depoimento, Megan já tinha acordado e parecia estar com tédio, mas não queria sair dali.
- Então Sarah. – senhor Lee começou. – Você é prima da Rachel certo?
- Sim, prima da Rachel.
- Você sabia que ela tinha um “caso” com a Quinn?
- Não, eu não sabia.
- Mas por informações, vocês são melhores amigas desde pequenas.
- Sim, nós somos melhores amigas, mas não contamos exatamente tudo uma para a outra.
- Dizem que melhores amigas servem para isso.
- Primeiramente, eu sou prima da Rachel, e eu era criança quando isso aconteceu. – ela respondeu secamente.
Eu sorri, ele empinou o nariz e se virou.
- Terminei por aqui.
Senhorita Vumbi se levantou e se aproximou dela.
- Sarah responda, o que pensou assim que Joseph te ligou?
- Não sei. No momento só pensava se Rachel estava bem, ou o que Santana estava fazendo com Quinn.
- Você tentou ligar para Santana?
- Sim, cheguei a ligar, mas depois descobri que seu celular estava em seu apartamento.
A senhorita Vumbi olhou para mim, depois voltou a olhar para Sarah e suspirou.
- É verdade, que você denunciou a Santana?
Sarah ficou tensa, e isso ficou bem perceptível.
- Sim, eu a denunciei. – ela respondeu, abaixando a cabeça. Muitos “Oh!” foram ouvidos, mas eu os ignorava, pois queria ouvir apenas a Sarah. – Desde que eu conheci a Santana, ela me ensinou a ser honesta, arcar com as próprias consequências, e encarar os erros, sem ter medo do que pensariam. – ela ficou em silêncio, olhou para mim com lágrimas nos olhos e novamente suspirou. – Achei que ela se entregaria, mas ela apenas varreu esse crime para debaixo do tapete. Fiquei chateada com ela, por me ensinar algo, e não usar o que me ensinou, então fui até a delegacia e a denunciei. – Sarah já chorava. Mesmo ela já sendo adulta, eu ainda a via como aquela menina de dez anos chorando, então meus olhos se encheram de lágrimas. – Me perdoe, Santana. Não me odeie por isso.
Todos estavam em silêncio, abaixei minha cabeça, as lágrimas caíram.
- Santana, por favor... – ouvi Sarah suplicar. – Eu não quero que você fique longe de mim. Já não basta a Rachel... – a última frase ela sussurrou, mas pude ouvi-la.
- Santana... – ouvi senhorita Vumbi.
Olhei para Sarah, ela suplicava perdão com os olhos.
- Eu... eu te perdoo, Sarah. – saiu como um sussurro. – Eu realmente te perdoo. Te amo demais, minha pequena.
- Obrigada, Sarah. – senhorita Vumbi concluiu. – Terminei.
Ela se sentou, Sarah se levantou rapidamente e saiu correndo, sem deixar o juiz falar. Tentei limpar minhas lágrimas, mas não adiantou muito.
- Próxima testemunha, Brittany Susan Pierce Vuderground.
Britt entrou, sentou próxima ao juiz e olhou para mim, percebi que ela tinha ficado triste, por me ver chorar.
- Levante sua mão direita.
Ela olhou para o homem em sua frente e levantou sua mão esquerda. Algumas pessoas riram, ela olhou para mim novamente, eu sorri, sabia que ela já não confundia mais entre as mãos, mas fez aquilo para me ver sorrir. Britt trocou de mão e voltou a olhar para o homem sorrindo.
- Jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade?
- Sim.
- Brittany, nos conte sua versão. – o juiz ordenou, e assim ela fez.
Quando terminou, senhor Lee novamente se levantou, acho que ele estava com raiva, depois do que Sarah disse.
- Brittany, você foi namorada da Santana, certo?
- Certo.
- Então sabe tudo sobre a Santana, certo?
- Certo.
- Como, ela humilhar Rachel?
- Sim.
- Você concorda com o que ela fez, tanto com a Rachel quanto com a Quinn?
- Não.
- Termino por aqui.
Ele se sentou, senhorita Vumbi se levantou.
- Brittany, o que você fazia, quando Joseph ligou para Nickole?
- Eu brincava com Maggie.
- E o que fez depois?
- Depois de Joe ligar? – ela afirmou com a cabeça. – Disse para Maggie que a mãe dela ficou doente e que foi para o hospital.
- Como Megan reagiu à isso?
- Ela ficou triste, e disse que, quando ela está doente, Santana faz sopa para ela e conta histórias sobre princesas.
Eu sorri com a resposta.
- Uma última pergunta. Você disse que não concorda com o que Santana fez, mas soube que você bateu em uma mulher, à uns dias atrás, está certo?
- Está sim. – eu me assustei. Como assim Britt tinha batido em uma mulher? – Mas ela estava dando em cima da minha esposa descaradamente.
Soltei uma pequena risada, senhorita Vumbi tento esconder seu sorriso, e se virou.
- Obrigada Brittany. Eu já terminei.
Ela se sentou, Britt se levantou, mas logo se sentou e olhou para o juiz.
- Senhor juiz, posso perguntar uma coisa?
- Hum... pergunte.
- Você é casado?
- Sou sim.
- Você ama a sua esposa?
- Claro.
- E você tem filhos?
- Sim, tenho uma filha.
Britt ficou pensativa, todos queriam saber aonde ela queria chegar com aquelas perguntas.
- Agora me responda. Se uma mulher fosse atrás da sua esposa, tentasse reconquistá-la, fizesse você sofrer um acidente de carro, fazendo-o perder a memória, usasse uma criança em seu plano ridículo, sequestrasse sua filha, sua esposa, para querer lhe ver bem, trocasse de lugar com sua filha e, essa mulher, fizesse acontecer um acidente horrível, quase matando sua esposa, o que você faria?
Todos estavam em silêncio, o juiz ficou pensativo, Britt olhou para mim e se levantou, em seguida saindo. Eu olhei para a senhorita Vumbi, ela olhou para mim e deu de ombros.
- Hum... Teremos cinco minutos de intervalo. – o juiz anunciou, bateu o martelinho e se levantou.
- Ok. Sinta-se mais tranquila. – senhorita Vumbi disse.
- Por quê?
- Ele pediu cinco minutos, provavelmente está confuso, querendo pensar melhor. Talvez ele pense bem sobre o seu caso.
- Mas ainda não acabou.
- Sim, mas ele só vai precisar dos outros depoimentos para confirmar.
Me senti aliviada, olhei rapidamente para Megan e sorri, ela fez o mesmo, em seguida bocejando.
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