New York- Cidade do Amor

2 A sorte caiu do bolso


Austin caminhava calmamente pela Madison fumando um cigarro e bebendo café, como costumava a fazer depois da aula, quando uma morena saiu correndo pela porta da Sarabeth’s , seguida por uma loira, ele reconhecia a duas, elas frequentavam a Lewis juto com sua irmã mais nova Betty, as duas tinham a idade dele e ele era apaixonado pela loira, que se chamava Stela desde que se conheceram num evento que unia as duas escolas, que pertenciam ao mesmo dono e que a diferença era que uma é só para garotas e a outra só para garotos. Austin frequentava a Stenk School for Boys desde pequeno e como o pátio das duas escolas era compartilhado era como se estudasse com as garotas.

–Ai, droga- disse Austin saindo de seus pensamentos sobre Stela, ele tinha tropeçado em um telefone.

Ele pegou o telefone e se levantou, tinha que encontrar o dono, saindo da multidão ele olhou a lista de contatos:

Casa

Cabelereiro

Barney’s

Bloomingdale's

Nancy

Jonathan

Pai

Mãe

James

Tordef

Tordef? Não era a clinica de reabilitação para alcoólatras, drogados e malucos ode ficavam os ricos? Ele tinha achado o telefone de uma maluca, viciada em compras. Ele podia ter achado o telefone de uma linda, simpática e inteligente garota, mas não para o azar dele ela devia ser uma patricinha viciada em droga do Upper East Side.

Arrumando a camisa azul e a bermuda cinza ele se levantou do banco e foi em direção ao metro para voltar para sua casa no Lower East Side, onde provavelmente teria que jantar a nova experiência culinária do pai e depois ver um dos filmes melosos e ridículos onde o casal sempre ficava junto no fim da irmã. Que divertido! Comparado a isso ele preferia ligar para a drogada, pelo menos ela devia ser divertida e sexy.

Chegando ao metro ele passou o cartão e foi em direção à plataforma, ainda faltavam 13 minutos ate o metro chegar, olhando a tabela com os horários ele percebeu que podia pegar o próximo e caminha uma quadra. Fazendo a rota mental ele deu conta que esse trajeto passaria pela estação 55, e Rose deveria estar voltando do trabalho.

Ele evitava a amiga desde que ele disse que a amava ela não respondeu, mais ou menos duas semanas atrás. Decidindo esperar mais 12 minutos ele pegou o celular vermelho que tinha achado e decidiu ligar para um dos números, obviamente ele discou “casa” e depois de uns toques uma vos suave e feminina atendeu.

–Alo?

–Oi aqui é o Austin, acho que estou com seu celular.

–Serio? Você encontrou? Estava achando que tinha perdido para sempre- a voz do outro lado da linha era bonita e parecia que o celular era a vida dela e sem ele ela não sobreviveria- Eu acabei de chegar em casa. Aproposito, meu nome é Stela. Posso ir ai buscar o celular?

Stela. Seria mesma Stela de escola de sua irmã? A mesma com quem ele tinha feito um projeto conjunto das duas escolas? Mas a pergunta mais importante: ela sairia com ele?

– Estou no metro, aonde mora? Posso ir ate ai entregar o celular, e se você quiser depois poderíamos sair e jantar.

–É pode ser mas sobre o jantar.... Poderia ser outra hora? Tenho um jantar de família hoje e não posso faltar.

–Não deixa, era só porque já estaria ai, além disso, tenho namorada não era um encontro.

Claro que ele mentia sobre a namorada, mas ela não queria sair com ele então de que importava.

–Acho que o jantar não é tão importante assim, eu posso faltar.

De repente o celular de Austin começou a tocar ele tirou do bolso e olhou na tela piscava o nome “Betty”, sua irmã estava ligando, ele tinha que atender.

–Espera um pouco- ele disse para Stela

Ao atender ao telefone a voz aguda de Betty guinchou

– Tin, onde você está?

–No metro, vou encontrar uma garota.

–Serio? Quem?

–Stela a amiga da Nancy.

–Da minha escola? Aquela você sonhava em namorar? Que sorte!!!! Pode me apresentar para ela? Talvez ela me deixe entrar para o grupo. Sempre quis ser amiga dela e da Nancy.

–Calma Betty, é só um encontro, eu encontrei o celular dela e ela quer que eu devolva, depois vamos sair para jantar. Só isso.

–Ta, se rolar algo avisa. Beijos, tchau.

–Ok, tchau.

Desligando o telefone ele o colocou no bolso da calça e pegou o de Stela

–Desculpa por isso, era minha irmã.

–Você tem uma irmã? Qual o nome?

–Beatrice, mas chamamos de Betty, ela estuda na Lewis. É um ano mais nova.

–Ãh, não conheço . Bem me encontra aqui em casa.

–Não sei aonde mora.

– 5 com a 79.

– Ok, chego em 15 minutos

Desligando o celular ele pegou o metro para a estação mais próxima da casa de Stela. Procurando um lagar vago ele começou a pensar em como tinha sorte, de todos os telefones no mundo ele tinha encontrado justo o da garota que estava a fim, mas e claro que ele também queria estar com Rose, sua amiga de infância que morava no prédio ao lado do seu, e talvez se ela quisesse o mesmo ele arruinaria tudo saindo com Stela.

Encontrando um lugar Austin se sentou e continuou com sua escolha, Rose a amiga de infância que não parecia sentir nado por ele, ou Stela e garota pela qual se apaixonara só de vê-la assim como todos os caras, mas que queria sair com ele. A resposta era obvia Stela, totalmente Stela.

Quando o metro freou e ele quase caiou de seu lugar, essa era a primeira parada, faltavam três. Três paradas e ele teria um encontro, com uma garota linda e rica, e de acordo com o celular provavelmente viciada.

Três paradas depois ele desceu do metro e caminhou em direção da rua e caminhou ate a esquina onde vivia Stela. Chegando perto ele avistou a garota, ela usava uma saia rosa claro e uma blusa branca de rendas, um colar de ouro com um S na ponta, brincos com pequenos diamantes na ponta e um sapato de salto branco. A roupa inteira parecia custar mais do que todas as suas roupas pensou Austin, e ela estava mais linda do que na escola.

–Oi, sou o Austin nos falamos por telefone- disse a ela.

–Oi, estou muito arrumada? Estava indo para a festa que te falei

–Não, você esta linda, na verdade esta maravilhosa.

–Mais do que sua namorada?

–Oque? Namorada?- depois de se lembrar da mentira que falou sobre namorada falou- Ah, a namorada, não tenho , estava mentindo para não fazer parecer que estava desesperado por um encontro- confessou ele.

–Serio? Que fofo!!!! Vamos aonde?- perguntou ela

–Não sei, achei que você saberia aonde ir, estava pensando em um lugar romântico, mas casual, nada exagerado. Talvez você queira ir se trocar.

–Não estou bem assim, tem um restaurante de frutos do mar bem gostoso mais adiante, ou um italiano virando a esquina.

– Sempre gostei de comida italiana.

Enquanto caminhávamos para o restaurante ficamos em silencio, não sabíamos oque dizer. Não tínhamos nada em comum, mas mesmo assim eu gostava dela, ela era linda e engraçada, ela lembrava minha irmã.

–Somente os dois?- perguntou o garçom que estava na porta do restaurante

Eu balancei a cabeça afirmativamente e o rapaz nos levou a uma mesa perto da janela.

–Oque vai querer?

–Não sei, quer pizza?- respondi

–Podo ser- ela falou dando de ombros, como se não importasse- De que?

–Gosto da de calabresa, ou a de bacon.

–Pode ser meio calabresa, meio rúcula?

–Por mim tudo bem- Falei sorrindo.

Talvez o encontro não fosse um total fracasso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.