Notas iniciais
So sorry,
Acabei misturando os dois livros, o roteiro do filme do Tim Buurton e uma pequena adaptação infantil nesse capítulo. Portanto, senão compreenderem, terei o prazer de responder@

- Eu tinha absoluta certeza que venceria o combate. – Sua cabeça gigante trombou com os guardas que a seguravam – porém, por via das dúvidas, dei ao dragão uma droga que retardaria sua força brutal; mas em compensação cancelaria seu poder miraculoso de levar humanos a Terra do sol.

B U S I N E S S

Um pacto com a Rainha vermelha?

Todos se entreolharam. O coelho branco deu um passo a frrente, agitando o relógio e dizendo:

— Mas que ultraje!

Todos os súditos entraram em discussão. Exasperados, avançaram ameaçadoramente a Rainha má. Em resposta, ela lançou um olhar de desprezo, empinou o nariz e virou a cara. Só não a enforcaram ali mesmo porque respeitavam seu laço sanguíneo com a Rainha Branca — e que, por si só, sua enorme cabeça já exalava medo.

O chapeleiro estava tranquilo em seu lugar, junto com a Lebre de março, preparando um chá improvisado para comemorar a vitória. Derramavam chá e discutiam sobre o [i]Tempo[/i], perguntando-se se Ele os desculparia e retornaria a bater. Tweedledum e Tweedledee brigavam entre si, diferindo sobre [i]quem estava certo ao achar que Alice deveria retornar a sua terra natal.[/i] Até mesmo o pequeno ovo Humpty Dumpty estava no campo de batalha, brincando com uma espada afiada apesar das orientações de não fazê-lo.

Parecia que naquele bando de loucos, os únicos que não esqueceram a situação de Alice era a própria menina, a Rainha vermelha — que aguardava a menor brecha para fugir — e a Rainha Branca, que junto de seu bispo, discutiam sobre a decisão mais viável.

— E o velho espelho? Ela não passara por ali certa vez? Tenho certeza que retornaria junto a sua gata se retornasse por lá. — A rainha branca inclinava-se em seu trono — Alías, creio que Marie deve estar preocupada com a demora dela. Do jeito que adora a menina, se não a avisarmos tenho certeza que entrará no País das Maravilhas atrás de Alice.

— Infelizmente, o espelho recusa-se a trabalhar desde que a menina teve seu último sonho. — O bispo enrolava o bigode com a ponta do dedo. Parou ao perceber que ele ficara ondulado. — Não gostou muito do jeito que bagunçou sua casa.

— Bem, e as outras portas? O buraco na árvore, a velha poça d'água... — e então a rainha citou inúmeros portais e métodos diferentes, todos em que o bispo teve o desprazer de responder que de algum modo estavam interditados ou impossibilitados.

Um pouco impaciente, a loira interrompeu a discussão dos dois

.

— O que? Isso significa que eu não vou poder voltar...? — Alice fechou os olhos, novamente cheios de lágrima. — Nunca mais verei papai, mamãe, Marie ou minha irmã...?! — Sua voz não passou de sussurro.

O campo de batalha calou-se. Até mesmo as peças de Xadrez e as flores que os rodeavam pararam — apesar de não [i]apreciarem [/i] Alice.

— Não há nada que possamos fazer por ela? — Perguntou o coelho branco.

A rainha branca se levantou, e em silêncio se encaminhou até a rainha vermelha. Sorriu tristemente, como se soubesse o que iria acontecer em seguida:

- Irmã.

A rainha vermelha lançou um olhar de desdém. Encarou a , dos pés a cabeça e fez um "humf." Ainda assim, encorajou-a com os dedos a continuar.

-O que quer em troca do antídoto?

— Não é óbvio? — A rainha sorriu. — Quero a coroa.

Notas finais
Espero que tenham aproveitado a leitura@!
Ficou meio curto, mas estou muito preguiçosa para escrever grandes capítulos. Uma cena de suspense por capítulo está mais do que ótimo né?