New Vampire Diaries.
9 Surpresa!
Notas iniciais
P.O.V. Aro.
Ouvi rumores de que a cria de Cullen teve outra cria. E nós temos que verificar.
—Estão chegando.
Ouvi empolgação na voz. E quando chegamos nos deparamos com uma cena parecida com a da última vez, mas agora haviam criaturas estranhas e um surfista prateado.
Uma das garotas começou a cantar:
—Today I'll have you beggin' on your Knees for me.
Ela deu um sorriso sacana.
—Hoje você vai pro inferno monstro.
—Espadas e facas?
—Não subestime as minhas armas. Elas são feitas de um aço muito especial. Querida?
—Vamos nessa.
Elas duas disseram juntas e apontaram para Alec e Jane.
—Revertério!
Logo Jane gritava e Alec dizia aos berros:
—Eu estou cego! Eu não vejo nada, não ouço nada e não sinto nada.
—As suas armas mais poderosas caíram. Quem vai ser o próximo?
—Norrin vai. Detona ela.
O surfista prateado lançou um fluxo de energia sob Renata e eu vi seu escudo se partir em um milhão de cacos.
—Muito bom.
—Johnny!
—Em chamas!
Aquele homem em chamas começou a circundar a gente, forçando-nos a nos aglomerar.
—Lily! Freya! Bonnie!
—Os raios brilhantes do sol e as forças da lua se irmanam em nossa busca, para deter as trevas e impedir que elas espalhem o mal.
Elas flutuaram e logo estavam no chão.
—Belo plano de contingência mãe.
—É o fogo das Petrova.
Caius tentou avançar sob eles, mas algo o impediu.
—Meus parabéns otários. Nós enganamos vocês e agora estão comendo na nossa mão. Vocês fizeram exatamente o que queríamos que fizessem.
—O que é isso?
—É magia. A mesma magia que nos abraça e nos protege.
—Vamos pegar eles querida.
Felix morreu primeiro. Um corte da espada e ele se despedaçou, virou pó.
—Próximo.
Em segundos a minha temida guarda estava de joelhos.
—Eu me rendo. Por favor, tenha piedade.
—Você teve piedade de alguém algum dia? Teve?
—Não. Nunca.
—Felizmente para você, eu sou tudo o que você não é.
Ela ofereceu a mão para Dimitre e ele aceitou.
—Você é um homem livre agora. Não serve a mais ninguém, mas saiba que se derramar mais uma gota de sangue inocente vou atrás de você e o mato.
—Não. Eu não vou sem a Jane.
—Entendo.
A garota estalou os dedos e logo Jane estava de pé. Meio grogue e cambaleante.
—Diga-me Jane, foi tão bom pra você quanto foi pra mim?
—O que você fez comigo?
—O mesmo que você faz com as suas vítimas. A roda nunca para de girar Jane, todo o mal que você lançou finalmente voltou para você multiplicado por três.
—Alec!
—O mesmo vale para o seu amado irmãozinho.
—Liberte o meu irmão.
—Porque? O que vai me dar em troca?
—Eu faço qualquer coisa.
—Qualquer coisa?
—Qualquer coisa.
—Ótimo. Torture o Caius e o seu irmão estará livre.
—Não faça isso Jane.
—Ele é meu irmão. Sinto muito Mestre. Dor.
Ela o torturou por horas até a bruxa dizer:
—Já é suficiente. Tempestade. Pega ele garota.
—Deixa comigo.
—O meu irmão.
—Claro. Se importa querida?
A ruiva patricinha estalou os dedos e Alec voltou ao normal.
—O que é isso?
—Elas... viraram nossos poderes contra nós.
—Exatamente. Como é a sensação? De se sentir completamente indefeso?
—A pior possível.
—Ótimo. Isso é para que vocês aprendam a se colocar no lugar dos outros, no lugar de suas vítimas e pensarem duas vezes antes de machucar alguém.
—Você vai nos matar?
—Não. Todos merecem uma segunda chance. Mas, saibam que se por acaso vocês derramarem uma única gota que seja de sangue inocente outra vez. Morrem.
Caius morreu. Um raio caiu bem encima da cabeça dele e ele virou pó.
—Mandou bem Tempestade.
—Obrigado.
—Logan. Pega o seu alvo.
As garras do homem chamado Logan deceparam a cabeça de Marcus como se fosse uma folha de papel.
—Phasmathos Incendea.
—E quem vai me matar?
—Eu vou. Você é meu. Eu esperei por esse dia durante muito tempo.
P.O.V. Jane.
Eu nunca tinha visto nada parecido com aquilo. Os olhos dela ficaram pretos e o Mestre Aro foi se transformando em pó, se desintegrando. Até não sobrar mais nada.
P.O.V. Aro.
Mais uma vez fui superado pelo Clã Cullen.
—Fazer, o que? Não se pode ter tudo. Então, quem nós vamos ter que matar para ir pra casa?
Disse a garota ruiva que estava com o celular na mão. Seu tom era entendiado e debochado.
—Provavelmente ninguém.
A garota olhou para o homem.
—Ok, potencialmente todo mundo.
Ela deu um sorriso.
—Tudo bem pra mim.
—Depois de ter sido sequestrada por bruxas assassinas, um híbrido maluco sedento de vingança, eu to bem com acabar com os Volturi de uma vez por todas. Não é como se alguém fosse sentir sua falta de qualquer forma.
—Falando em híbridos.... eu tenho uma surpresa! Assim podemos matá-los com mais... dor.
A ruiva estalou os dedos duas vezes e começou a sair gente de tudo o que foi lugar.
—Talvez, assim você compreenda. É Aro não é?
—Sim.
—E esse vai ser o seu castigo. Por ter matado a tia da minha mãe.
—Peguem ele garotos.
Eu pensei que eu fosse o alvo, porém eu me enganei. As criaturas avançaram sob Caius sem que nada pudesse detê-los. E afundaram os dentes no pescoço de meu irmão.
A menina guardou o celular no bolso e caminhou calmamente até Caius.
—Acha que eu nunca fui mordido antes?
—Nunca por um híbrido. Considere esse o meu presente de boas vindas para todos vocês. Aproveite, Caius quando as alucinações, a febre e a demência se instalarem. As suas memórias vão comer você vivo. Ou talvez, considerando que você não sua... a febre te cozinhe vivo. Aproveite a lenta e dolorosa morte.
P.O.V. Caius.
Esta menina é uma tola.
—Eu já fui mordido muitas vezes e...
Senti uma vertigem.
—Oh! Ta começando.
Chegou a um ponto em que não conseguia distinguir o que era real, do que não era.
P.O.V. Alec.
Assistir um dos vampiros mais fortes que eu conheço ter sua mente e seu corpo destruídos aos poucos desta forma. É chocante.
Nem mesmo a minha névoa foi capaz de conte-lo.
—É claro que não. As alucinações estão dentro da cabeça dele. Não é físico, bom é, mas as alucinações são neurológicas.
Não sei quanto tempo aquilo durou, mas ele finalmente caiu no chão e não se levantou mais.
—Oi alma do vampiro morto.
Disse um deles.
—Com quem ele está falando?
—Caius.
O homem começou gritar, como se sentisse um dor terrível. Que logo passou e ele se recuperou.
—Eu odeio ser a âncora. Acho que eu subestimei a sua capacidade de odiar e de querer e obter vingança. Cullen.
A morena cruzou os braços e deu um sorriso cruel.
—Âncora?
—Você é um ignorante garoto. Você sabe quem é o Klaus Mikaelson?
—Não.
—Eu sou o Klaus Mikaelson. Sou o híbrido Original. A magia me fez vampiro, mas eu nasci lobisomem.
—E o que isso tem a ver com âncoras?
—Esse tipo de âncora, não é âncora de navio! Feitiços muito antigos e muito poderosos são atados a algo ainda mais poderoso. O sol, a lua, um cometa, uma duplicata. O purgatório sobrenatural, também conhecido como outro lado foi criado a dois mil anos atrás e ainda existe. Porque ele foi ancorado a algo que pudesse existir tanto quanto. Um ser de dois mil anos, imortal, indestrutível.
—Amara.
—Sim. A sua querida, ancestral Amara. Porém, a senhorita Cullen fez um feitiço de transferência. Uma troca de âncora. Eu sou a única coisa que mantém o outro lado no lugar. Eu existo em dois lugares simultaneamente aqui no lado dos vivos e do outro lado. Tenho o poder de interagir fisicamente com o nosso mundo físico e com o purgatório sobrenatural.
—Então, você consegue ver as pessoas do outro lado?
—Eu sou a âncora para o outro lado, menina! Eu posso ver tudo!
—Impressionante. Mas, porque aquela reação?
—Eu fiz o Klaus ser uma cabine de pedágio viva, lhe concedendo o poder de interagir com o nosso mundo físico e com o purgatório sobrenatural.
—Tá, mas porque aquela reação?
—Quando eles passam através de mim, eu sinto as mortes deles. Eu sinto cada morte. E estamos falando de dor física. Facadas, veneno de lobisomem, tiros, pessoas queimadas vivas. Todo ser sobrenatural que morre... tem que passar através de mim. E isso dói pra cacete.
—Mas, porque você?
—Um. Ele é Híbrido Original, ele não pode ser morto. Ele é imortal, poderoso e indestrutível. Dois: Eu queria vingança e três foi o jeito que eu encontrei de colocar um freio na matança imposta por ele e sua família.

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