New Vampire Diaries.
2 O Ritual.
Notas iniciais
P.O.V. Elena.
Eu sei que ele vai ter que me matar e sei que a Ness tem um plano pra me salvar. Eu vou ter que confiar nela, nela e na Bonnie.
As duas encontraram uma maneira de me trazer de volta sendo humana.
Agora eu estou no local onde vai acontecer o sacrifício. Então, a bruxa trás a tia Jenna.
—O que ela tá fazendo aqui? Ela não tem nada a ver com isso!
—Boa noite meninas. Podemos começar?
—Deixa a tia Jenna ir Klaus. Você prometeu que não iria machucar ninguém que eu amava. Eu vim de bom grado pra morrer!
—A menos que você me arrume um vampiro pra morrer no lugar dela, nada feito.
—Aqui. Eu trouxe pra você, agora deixa a Jenna ir.
—Renesmee.
—É uma mulher. Sei que você... aprecia a simetria das três mulheres, três deusas sacrificadas no altar da natureza.
Ela tirou as palavras da minha boca.
—Tudo bem. Deixa a loirinha ir.
—Vai ficar tudo bem Elena. Eu vou estar aqui o tempo todo.
—Lembra de tudo o que tem que fazer?
—Como poderia esquecer?
Greta começou a recitar o feitiço e o ritual se iniciou. Primeiro eu matei a lobisomem, depois a vampira e finalmente é a vez da duplicata.
—Obrigado Elena.
—Vai pro inferno.
—Ah, ele vai sim. Vou cuidar disso, ainda hoje. Aproveitar a lua cheia.
Eu comecei a beber o sangue místico da duplicata humana e então, ela caiu morta.
—Elena!
—Calma Jenna. Vai ficar tudo bem.
A herege carregou o corpo inerte da duplicata humana para longe.
—Eu vou me vingar agora. Você vai ver. Você vai ver.
—Eu vou matar ele! Eu vou matar ele!
—Vai nada. Vamos fazer pior.
Elas saíram correndo.
Enquanto isso na casa da Elena...
P.O.V. Jenna.
Eu deveria proteger eles e não eles a mim! Então, do nada ela acorda.
—Elena!
—Deu certo?
—Deu. Agora, é hora da troca. Rápido a lua ainda está no ápice.
Eu vi a garota que era a cópia fiel da minha sobrinha aparecer com outra cópia.
—Elena, conheça Amara, Amara conheça Elena.
A outra gritou.
Então foi feito mais um ritual só que esse foi bem mais curto, mais rápido.
—Pronto. Você tá livre.
—E Silas?
—Esse ai ainda tá preso. Mas, a gente vai tirar ele amanhã. Por hoje já é suficiente.
Logo que o sol raiou fomos para um lugar remoto que eu nem pensei que existisse. E aquelas quatro loucas tiraram o primeiro imortal do mundo de dentro de uma tumba.
Felizmente assim que ele reconheceu Amara a abraçou e ficou de boa.
—Agora, vamos pra casa.
Fomos de volta pra Mistic Falls e descobrimos que o híbrido doido havia voltado e estava furioso por saber que a minha sobrinha estava viva.
—Se relar nela vai ter que se ver comigo peste!
Felizmente algo chamou a atenção do híbrido que esqueceu completamente que a prima da minha sobrinha havia o ameaçado e chamado de peste.
Foi a voz poderosa da filha da xerife Forbes que chamou a atenção dele.
A Caroline quando cantava enfeitiçava qualquer pessoa. A voz dela era... especial, todos os presentes no Grill pararam para ouvir ela cantar e começou a entrar gente que não parava mais. E quando ela parou notei que o híbrido cruel estava chorando que nem um bebê.
P.O.V. Klaus.
Eu não sou de chorar. É muito, muito difícil alguma coisa me comover, mas aquela voz, aquela voz me comoveu. A letra da música, a voz dela e até mesmo sua beleza me comoveram.
Ela então, agradeceu e começou a cantar novamente. Eu não conseguia parar de chorar, queria sair do restaurante, mas não conseguia.
Eu estava totalmente preso, preso a voz daquela garota incrível. Ela não é uma pessoa, ela é um anjo.
—Olha só, o meu irmão malvado chorando que nem um neném.
Quem disse isso? Se chutaram Kol, acertaram.
—Essa garota é uma santa.
—Ela é um anjo. Um anjo com essa voz maravilhosa e cabelos da cor do sol.
A menina desceu do palco e o Kol foi fazer besteira.
—Deixa ela Kol.
Disse com raiva. Mas, o Kol, sendo o Kol tinha que fazer bobagem.
Ele em toda a sua inteligência apertou o bumbum da moça. Mas, dessa vez para a surpresa dele a garota revidou.
—Como assim?!
Ela bateu na cara dele.
—Como assim?! Quem você pensa que eu sou seu babaca?!
—Olha, essa gatinha tem garras.
—Gatinha? Cara, não sou uma gatinha eu sou uma pantera e sou demais pra você. Mané.
Todos começaram a rir.
—Que fora ein irmão.
Ela se sentou no bar e pediu um refrigerante.
—Com licença senhorita, mas você sabe que estamos num bar certo?
—Sei. Eu moro nessa cidade.
—Me desculpe então.
—Não, me desculpe eu. Aquele babaca sem noção. Acredita que ele apertou meu bumbum?
—Eu vi. Mas, onde aprendeu a cantar daquele jeito?
—Eu fiz anos e anos de coral e eu sempre fazia a voz principal.
Disse ela sorrindo. Ela obviamente não sabia quem eu era.
—Você sabe quem eu sou?
—Não. E você sabe quem eu sou?
—Não. Mas, eu quero muito saber.
—Caroline! Vamos embora, agora!
A duplicata começou a puxar a anjinha que caiu no chão.
—Ai! Qual é o seu problema Elena? Porque tá com tanto ciúme? Não é como se eu estivesse sei lá, dormindo com o cara. Ai, não acredito que eu falei isso. Burra!
—Você não é burra Caroline só fala demais.
—É. Eu sou geminiana. Agora dá a mão.
Elena a ajudou a levantar.
—E o meu mapa Caroline? Tá pronto?
—Ta prontinho. Qualquer hora você passa lá em casa para a gente ler.
—Ótimo. Quanto eu te devo?
—Vinte dólares. Me desculpe Elena, eu fico chateada de ter que cobrar de vocês, mas o dinheiro vai ajudar a pagar o tratamento da minha mãe. Você entende né? Se eu não estivesse precisando muito eu não cobraria.
—Eu sei.
—Caroline!
—Fala Matt. Eu fiz alguma coisa errada? Se eu fiz foi sem querer, eu nem percebi por favor não me demita.
—Calma, você não fez nada de errado. Toma.
—O que? Mas, são as gorjetas que vocês receberam.
—É. Todos concordamos em dar pra você.
—Não posso aceitar. Isso não é certo.
—Aceita Care, pra ajudar você e a sua mãe.
Ela começou a chorar.
—Gente, eu não mereço amigos como vocês. Eu vou dar um jeito de pagar tá? Eu prometo.
—Relaxa. Nós amamos vocês.
—A gente te ama.
Eles se abraçaram e a loirinha chorava.
—Muito, muito obrigado.
—Faria o mesmo por nós.
—Claro, é pra isso que servem os amigos.
—E como é que ela tá?
—Daquele jeito né? Ela tá fraquinha, mas ainda mantém a pose de durona.
—Bom, agora você pode ir.
—O horário de visita tá quase no fim. Tchau gente, obrigado mesmo.
—Vai logo.
Ela saiu correndo e foi embora. Sem que ela percebesse segui-a até o hospital.
—Com licença senhor, mas você precisa se identificar.
Ela me viu.
—Tudo bem Claire, ele tá comigo.
—Tudo bem.
Ela entrou no elevador e quando ele estava quase fechando ela colocou a mão fazendo a porta reabrir e perguntou:
—Você vem?
Entrei no elevador e ela apertou o botão.
—Olha, não é por nada não, mas se você tem o estômago fraco é melhor ficar aqui.
—Não tenho estômago fraco acredite.
—Ótimo. Vou passar as regras.
—Regra 1: Não fique encarando, deixa ela magoada.
—Regra 2: Seja bonzinho com ela e regra três tente agir o mais normalmente possível. Entendeu?
—Certo.
A porta do elevador abriu e olhando em volta percebi onde estávamos, era a ala de oncologia. Só então notei que ela carregava um pequeno buque de flores que foi colhido em algum lugar.
—Toc, toc.
—Querida! Você veio!
—É claro que eu vim. Algum dia eu já deixei de te visitar mamãe?
—Nunca. Mas, você vai cantar pra mim hoje?
—Claro. Sempre que quiser.
A jovem senhora estava esquelética, careca e acamada. Ela devia ter uns quarenta e poucos.
—E vejo que trouxe um amigo.
—É nos conhecemos no Grill.
—Sou Klaus. É um prazer senhora.
—Espera, você acaba de dizer o nome que eu acho que eu acabo de ouvir?
—Sim. Sou Klaus Mikaelson.
—Eu não tenho sorte mesmo.
—Bom, que tal uma canção para alegrar o nosso dia?
—Ótima ideia. Eu vou no carro buscar meu piano de viagem. Não encosta na minha mãe!
Ela voltou carregando um piano pequeno o qual ela tocou majestosamente. As enfermeiras e médicos desocupados pararam para escutar ela tocar e cantar.
—Você devia ter aceitado a bolsa minha filha.
—Já falamos sobre isso mamãe. Eu nunca poderia deixar a senhora doente aqui sozinha.
Elas ficaram abraçadas e Caroline cantou para sua mãe até ela dormir.
—Com licença.
Ela saiu e desabou. Vi-a lentamente escorregar pela parede e chorar.
Pela primeira vez em séculos a dor de outra pessoa me comoveu. Pela primeira vez em séculos eu consolei outra pessoa.
—Lamento. Ela vai ficar bem.
—Não vai. Ela não sabe, mas o câncer já chegou no cérebro. A minha mãe vai morrer.
—Então porque continuam tratando ela?
—Eu pedi. Não quero que ela saiba, quero que ela vá em paz e sem medo. Depois que diagnosticaram a minha mãe eu tive que ser emancipada pra poder tomar as decisões médicas dela.
—Agora que ela dormiu é melhor irmos embora. Te levo na sua casa se quiser.
—Espera, ta me oferecendo carona? Eu matei sua melhor amiga e você me oferece carona?
—Todos merecem uma segunda chance. Só, seja esperto e não desperdice desta vez tá? Vamos.
Ela realmente era um anjo. Nenhuma outra pessoa ficaria do meu lado sabendo quem eu sou.
—Você não quer vingar a sua amiga?
—A Elena tá bem. A Ness vai proteger ela e além do mais vingança mata a alma. Ela queima a alma das pessoas pouco a pouco aquilo vai te destruindo por dentro e você deixa de ser quem você deveria ser.
Logo estávamos no estacionamento. Ela mais uma vez me pegou de surpresa, em toda a sua bondade ela abriu a porta do carro pra eu entrar.
—Por favor senhor.
—Porque tá fazendo isso? O que você quer?
Ela entrou no carro e disse ligando o motor:
—Sabe, é triste não poder aceitar uma carona sem pensar que existem segundas intenções. Sei que você acha que a bondade não existe mais e sei que tem seus motivos pra acreditar nisso, mas se deixarmos de acreditar na bondade, na amizade e no amor porque iriamos querer viver?
—Tem razão.
—Tenho? Tai que essa é nova. Bom, onde você mora?
—Deixa eu dirigir.
—Não. O carro é meu, dá o endereço. Relaxa, não vou te roubar nem nada, eu sou uma pessoa honesta. Ás vezes honesta demais.
—Eu tenho problemas com confiança.
—Percebi. Bom, que seja. Eu vou te deixar dirigir, não quero que se sinta pressionado. Eu odeio quando as pessoas me pressionam.
Caroline brecou e nós trocamos de lugar.
—É melhor colocar o cinto.
Eu coloquei só pra agradar ela. Sabia que não precisava daquilo.
—Diminui, aqui tem um radar.
—Eu sei Caroline.
—Não precisa ser rude. Só queria te avisar.
Eu desci, abri a porta pra ela e nos despedimos.
—Tchau. Foi um prazer conhecê-lo.
—Igualmente senhorita Forbes.
—Não lhe disse meu sobrenome.
—A ficha da sua mãe estava encima da mesa da recepção.
—Ah! Então tá explicado. Bom, agora que chegou em casa em segurança eu posso ir embora.
—Não gostaria de entrar?
—Não, fica pra próxima. Eu to acabada.
—Tudo bem. Fica pra próxima.
—Tchau. Tudo de bom.
—Igualmente.
Eu entrei na casa e os meus irmãos me encararam.
—Que foi? Eu disse que ela era um anjo.

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