Notas iniciais
Oi meus amados leitores, melhores leitores do mundo. Muito obrigada a quem acompanhou, comentou e até as duas almas que recomendaram essa fanfic, que é super importante pra mim, pela aceitação até de personagens que inventei. Sinto dizer que a fic está chegando ao fim... Mais 2 ou 3 capítulos no máximo. Amo vocês. ♥

Sara: Mamãe? Mamãe?

M: Ela tá morta?

J: Claro que ela não está morta.

S: Crianças, por favor, se afastem. James pega as chaves do carro.

Sara: Papai, ela vai morrer?

S: Não, Sara. Ela desmaiou somente.

Natasha moveu a cabeça lentamente, movendo as pálpebras, tentando abrir os olhos. Steve a deixou deitada no chão e apoiou a cabeça dela na perna dele.

S: Vai ficar tudo bem.

J: Tá aqui as chaves pai.

S: Okay, vou pegar ela. Você abre a porta do carro pra mim.

James correu para abrir a porta da sala, enquanto Steve saía de casa com Natasha nos braços. Ele a acomodou no banco de trás e mandou as meninas entrarem no carro. James foi ao lado de Steve.

Quando Natasha acordou, ela estava no quarto do hospital, tomando soro na veia. Ela piscou algumas vezes até conseguir ficar lúcida e entender aonde estava. Ela colocou a mão no tubo conectado na veia do braço dela para tirar, mas sentiu um peso sobre a mão dela na hora. Natasha olhou pro lado e era Steve segurando ela.

S: Não mexe aí.

N: Steve? Steve o que estou fazendo aqui?

S: Você desmaiou.

N: Desmaiei? Eu achei que estava sonhando que estava grávida.

Natasha suspirou e deitou a cabeça no travesseiro em sinal de alívio. Ela sorriu para si mesma.

N: Graças a Deus, foi só um pesadelo.

Steve estava olhando para Natasha com um sorriso bobo nos lábios e a forma como ele a olhava cheio de ternura, fez Natasha sentir vontade de vomitar. Natasha desmanchou o sorriso na hora, interpretando a feição de Steve. Não foi um pesadelo, é verdade. Natasha revirou os olhos.

N: Não pode ser.

S: Não é tão ruim.

N: É péssimo, Steve. Olha pra gente, nossa aparência pode ser jovem, mas não somos. Eu vou fazer 39 anos. Não posso ser mãe de novo. E você? Você está velho, é o homem mais velho do mundo, tanto que eu nem lembro mais quantos anos você tem.

S: Eu tenho...

N: Não me fala pelo amor de Deus, qualquer idade que disser vai chocar minha mente agora e eu vou desmaiar de novo.

S: Nós vamos conseguir fazer isso.

N: Eu não vou.

S: Não diga isso Natasha. O bebê já está aí.

Natasha bufou e revirou os olhos novamente.

N: É tudo culpa sua.

S: Minha?

N: Eu disse que tinha esquecido de comprar as pílulas naquela semana e eu disse que era pra gente usar camisinha.

S: Mas não tinha camisinha em casa.

N: Então você devia ter mantido isso longe de mim.

S: Quem me agarrou na área de serviço foi você.

N: Cala a boca, Steve. Eu estava bêbada.

Natasha bufou novamente

S: Não adianta discutir. Não há nada que podemos fazer agora.

Steve estava paciente com Natasha. O silêncio dela o incomodou, porque ele sabe que ela está pensando num jeito de sair dessa situação.

S: Você não está pensando em tirar?

Natasha olhou para Steve.

N: Steve... Eu jamais mataria você ou alguma parte de você que está em mim.

Steve segurou a mão de Natasha e beijou o dorso dela. James e as meninas entraram no quarto.

S: Nós ficaremos bem.

Sara: PAI! O James não quis comprar sorvete.

J: Já disse que o dinheiro só dava pro biscoito!

Sara: Quero sorvete.

S: A mãe de vocês acorda e vocês tão discutindo sorvete?

Sara olhou para Natasha e ficou séria, ela até fez um bico.

N: O que foi?

Sara: James disse que tem um bebê aí.

Sara apontou para a barriga de Natasha.

N: É. É verdade. Por que está triste?

Sara: Não quero outro James.

J: E eu não quero outra Sara.

N: Eu não sei se é menino ou menina.

Sara: Não quero.

N: Você vai ter alguém pra poder brincar.

Sara: Já tenho a Mag.

S: Então agora você terá a Mag e mais o bebê pra brincar.

Sara: Eu tô dodói.

N: Você não está doente.

Sara: Tô sim.

Sara começou a forçar tosse.

Sara: O bebê não pode ficar lá em casa porque pode ficar dodói.

N: Não tem problema, até o bebê sair daqui da minha barriga você já estará curada de tanta injeção na bunda que o médico vai te dar.

Sara arregalou os olhos.

S: Claro que se você estiver se sentindo melhor, não precisa de injeção e ainda pode comprar o sorvete.

Steve tirou 10 dólares da carteira e entregou para James.

Sara: Eu... Eu tô melhor por enquanto.

S: Ah que bom.

J: Bora lá. Vem Mag.

Mag estava no canto do quarto, encostada na parede e fez negativo com a cabeça.

S: Não vai querer sorvete?

Mag fez negativo com a cabeça. James saiu com Sara para buscar sorvete. Natasha olhou para Maggie e depois para Steve.

N: Estou com sede.

S: Tem água aqui na mesa.

Steve se levantou para ir até a mesa.

N: Não... Eu quero água fresca.

S: Mas essa água está...

N: Steve?

Steve se virou para fitar Natasha.

N: Vai buscar água lá fora pra mim.

Natasha olhou de relance para Maggie e Steve entendeu que Natasha queria conversar com ela. Steve ficou indeciso se saía ou não, porque Natasha só tem tato com Sara e James e ainda sim é grosseira com eles na maioria das vezes, mas ele não vai contrariar uma Viúva Negra grávida. De jeito nenhum. Steve tem que se empenhar ao máximo pra deixar essa mulher feliz.

Steve saiu do quarto e Maggie ficou olhando pro chão do quarto.

N: Maggie?

M: Oi?

N: Pode fechar a porta por favor?

Maggie fechou a porta e se encostou na mesma.

N: Você pode me ajudar a cobrir meus pés? Está muito frio.

Maggie fez positivo com a cabeça e cobriu os pés de Natasha. Ela ficou parada perto da cama, olhando pro nada.

N: Você não gosta de hospitais?

M: Me lembra minha mãe.

N: É. Eu imagino. Eu também odeio hospitais, mas eles não são tão ruins. Tem um monte de gente que fica te paparicando, você pode ler e ver tv o dia todo sem ninguém pra pertubar e dizer o que fazer. Eu acho que vou ficar aqui alguns dias, não aguento seu pai no meu pé.

Maggie olhou para Natasha e soltou um riso comedido.

N: É só isso que a está incomodando?

Maggie não respondeu, apenas fitou Natasha.

N: Você pode me dizer. A Sara ou James brigou com você?

M: Não.

N: Então por que você está triste assim?

M: O que vai acontecer comigo?

N: Como assim?

M: Quando o bebê nascer. Pra onde eu vou?

Natasha olhou para Maggie, confusa.

N: Maggie, você não vai a lugar nenhum. Você vai ficar com a gente.

M: Não tem espaço para o bebê e para mim.

N: Maggie, não diga isso. O seu pai jamais te deixaria ir embora.

M: E você?

N: Eu? Eu também não vou deixar você ir. Eu sei que não sou carinhosa como Steve, mas eu te considero minha filha porque você é uma parte do homem que eu mais amo nesse mundo. Isso significa que eu também amo você. Eu disse o homem que mais amo nesse mundo? Ops, depois do James... Mas não diga isso pro seu pai.

Natasha e Maggie riram.

M: Onde ele vai dormir?

N: Não se preocupe, sua vaga na casa não vai mudar. Nós vamos dar um jeito, aumentar a casa, quem sabe até nos mudar. Mas nós todos somos uma família, você faz parte dela.

M: Posso sentir?

Natasha franziu a testa sem entender.

M: O bebê.

N: Ah, eu acho que não dá pra...

Natasha suspirou e sorriu. Ela descobriu a barriga e Maggie se aproximou deitando a cabeça na barriga de Natasha para tentar ouvir o bebê. Natasha acariciou o cabelo de Maggie e ela entendeu que na verdade Maggie estava sentindo falta de um carinho de mãe, e realmente desde que a mãe dela se foi, ela só recebe carinho e atenção de Steve.

Steve bateu na porta e abriu, voltando com uma jarra de água. Ele olhou para Natasha fazendo carinho em Maggie e estranhou a cena.

S: Posso entrar?

Maggie levantou e correu até Steve, ela abraçou a cintura dele e correu pra fora do quarto.

S: Aonde você vai?

M: Tomar sorvete!

Steve entrou no quarto e colocou a jarra na mesa, ele se aproximou da maca de Natasha e a encheu de selinhos carinhosos. Natasha o olhou e suspirou de novo.

N: Eu te odeio.

S: E eu te amo.

Steve e Natasha sorriram, encostando os lábios novamente, dando um longo selinho.

S: É bom que seja um menino.

N: Não abuse, Rogers.

S: Temos duas meninas e James eu perdi boa parte da infância dele. Fora que ele sempre gostou mais de ficar com você do que comigo. Agora quero um pra fazer esportes comigo.

N: Sinto muito, Rogers. Tenho certeza que é menina.

O médico bateu na porta, checou a pressão de Natasha, passou umas vitaminas para ela tomar em casa e a liberou. Steve chamou James e as meninas para irem pra casa.

...

T: Grávida?

Thor: Sim! Teremos mais um Odison em Asgard.

T: Como vocês podem fazer isso comigo?

Jane: Achei que ficaria feliz...

T: Feliz? Eu voltei nem tem 1 ano e já vou ter que dividir meu pai com outro bebê. Você fez isso de propósito.

Torunn estava esbravejando com o dedo em riste apontado para Jane. Thor se levantou e assim que o fez, Torunn ouviu sons de trovões, ela se encolheu e franziu o cenho.

T: Não é justo.

Thor: Torunn, um bebê é motivo de alegria, não de chilique de meninas mimadas, achei que você estava progredindo, mas seu tratamento para com Jane é inaceitável.

T: Não é justo.

Thor: Torunn, eu te amo. Nada é capaz de destruir o amor que sinto por você, mas não gosto como fala com a Jane.

Jane: Thor, querido, tá tudo bem.

Thor: Não, não está. Não vou tolerar esse comportamento hostil, sem motivo.

Torunn ficou quieta, tentando aceitar as ordens do pai que ela tem até então aceitado bem, mas essa foi a gota d’água. Ela olhou para Jane.

T: Me desculpe.

Jane: Tudo bem.

Torunn olhou para Thor, que fez positivo com a cabeça. Torunn caminhou para a porta, mas antes de sair, ela fitou Jane novamente.

T: Ah, para onde vocês vão manda-lo quando ele nascer? Para a Terra? Para a Hill? Eu acho que ela está ocupada com o casamento. Mas vocês vão achar alguém pra ficar com ele por 13 anos até ele poder voltar pra casa, não é?

Torunn sorriu ironicamente e fechou a porta com força. Leziel se juntou a ela, assim que Torunn saiu do salão dos tronos.

Leziel: E aí?

T: E aí que o meu pai vai ter que mandar meu irmãozinho pra bem longe quando ele nascer.

Leziel: Sério? Por que?

T: Lezi! Eles fizeram isso comigo, então tem que fazer com ele. Não importa, sei que Jane não vai querer deixar o filho e meu pai não pode deixar Asgard. Então...

Leziel: Nossa, que tristeza me deu agora.

T: Tristeza por que, Lezi?

Leziel: Ai, Toto, eles se amam muito. E ficar separado, nossa... Vai ser bem triste.

T: Lezi, você está comigo ou não?

Leziel: Com você, Torunn. Sempre.

Torunn cruzou o braço com o de Leziel e as duas caminharam para a varanda do palácio.

Leziel: Posso fazer uma pergunta?

T: Pode.

Leziel: Como é beijar um menino?

T: Você nunca beijou?

Leziel ficou vermelha e fez negativo com a cabeça.

T: Bem... Eu não sei explicar.

Leziel: É bom?

T: Hum a primeira é meio estranho. Sentir a baba de alguém na sua boca.

Leziel fez uma cara de nojo.

T: Mas é só a primeira impressão, o segundo beijo é bem mágico. Você esquece que tem saliva, tudo que você pensa é sentir a língua da pessoa, você fica toda arrepiada e com vontade de beijar por horas e horas e horas.

Leziel: Do jeito como você fala, parece bom.

Torunn olhou para Leziel e teve uma ideia.

T: Você quer aprender?

Leziel: Eu? Como?

T: Comigo.

Leziel: Hã? Mas você é menina.

Leziel torceu o nariz. Torunn riu, revirando os olhos.

T: É só para te ensinar. Além do que você tem que fechar os olhos, então não faz muita diferença se é menino ou menina.

Leziel: Eu não sei.

T: Ai, Lezi. Anda, fecha os olhos.

Leziel estava indecisa, ela olhou em volta e só haviam dois guardas tomando conta da varanda. Ela olhou pra Torunn e suspirou, em seguida fechou os olhos. Torunn aproximou os lábios de Leziel e deu um selinho de leve na boca dela. Ela afastou a cabeça e olhou para Leziel, que abriu um dos olhos, depois o outro achando graça.

T: Sentiu nojo?

Leziel fez negativo com a cabeça.

T: Agora deixa a boca aberta.

Leziel fechou os olhos novamente e entreabriu os lábios, Torunn encostou os lábios nos dela novamente e dessa vez colocou a língua, mas Leziel não sabia o que fazer direito, depois de alguns segundos ela arriscou movimentar a língua e foi justamente no momento que a avó de Torunn estava passando pelo corredor e viu as duas.

Frigga: Torunn!

As duas tomaram um susto e descolaram os lábios, Torunn começou a rir, enquanto Leziel estava em desespero.

Leziel: Ela vai me demitir.

T: Claro que não. Ela nem deve ter visto. Vem.

Torunn segurou na mão de Leziel e a puxou até o corredor, aonde a avó estava. Torunn agiu como se nada tivesse acontecido.

Frigga: Preciso da sua ajuda, Torunn. Leziel vá procurar Sif, ela tem uma tarefa para você.

Leziel fez uma reverência e se retirou. Frigga olhou para Torunn.

Frigga: Quer conversar sobre isso?

T: Isso o quê?

Frigga: Torunn...

T: Eu não sei do que está falando. Você precisa de mim para quê?

Frigga: Bem, está chegando o dia do Festival de Asgard, vamos organizar tudo, começando por nossos vestidos. Venha.

...

Steve estacionou o carro em frente à casa deles. Sara e Maggie saíram correndo pelo jardim. James ajudou Natasha a descer do carro, dando a mão pra ela e apoiando as costas dela. Natasha franziu a testa.

N: James, eu não estou doente. Estou grávida.

J: Mas mãe, tem um bebê aí. Você não pode se esforçar. Oh, pai, carrega ela.

N: O que? Ninguém vai me carregar!

S: Amor, você acabou de sair do hospital.

Natasha suspirou e revirou os olhos.

N: Eu juro que se você e James ficarem me perturbando, eu vou para a fazenda do Clint e só volto quando o bebê tiver nascido.

Natasha estava reclamando quando Wanda estava estacionando o carro atrás do de Natasha. Lina desceu do carro e correu até James que a abraçou e deu um selinho. Wanda estava no carro e removeu os óculos escuros. Ela sorriu para Steve e cumprimentou Natasha erguendo a cabeça levemente.

W: Você está grávida.

Natasha revirou os olhos.

L: Meu Deus, James! Você terá uma irmã.

S: Ou um irmão...

W: Talvez ambos.

Steve, Natasha, James e Lina olharam para Wanda, confusos.

W: Tenho que ir. Mais tarde, venho te buscar.

L: Tchau, mãe.

Lina deu a mão para James e os dois entraram pra dentro de casa. Natasha estava séria e olhou para Steve.

N: O que ela quis dizer?

S: Eu não sei. Que pode ser um ou outro...

N: Steve... Ela disse que talvez ambos, não que uma menina ou menino.

S: Natasha, como assim? O que você acha então?

N: Eu prefiro nem pensar no que entendi. Vamos.

Natasha e Steve entraram, seguidos de Sara e Maggie.

Notas finais
Alguém tem algum palpite para o que a Wanda quis dizer?