New Secret Avengers
10 Capítulo 10
Torunn correu por horas, no meio da nevasca que estava caindo, correu até sua resistência física acabar. Ela parou e olhou a sua volta, era tão escuro, frio e solitário esse lugar. Nada além de montanhas de neve. Torunn sentiu as pernas doerem de tanto correr, ela ajoelhou e começou a pensar na infância, de Maria cuidando dela e de James, dos cuidados da tia Ororo.
Torunn não tinha o que reclamar de Maria, ela foi paciente e impaciente, mas sempre esteve ali por ela, e somente por ela achar que o pai dela voltou, ela se sentiu no direito de ir embora com ele. Sem avisar Maria, como ela pôde? No fundo, Torunn acha até que mereceu esse castigo, por ser ingrata e mimada.
Não é que Torunn desprezava Maria, ela apenas imaginava como era ter o pai e a mãe dela por perto. Torunn começou a chorar e se lembrar das vezes que se sentiu sozinha e abandonada e Maria a abraçava e dizia que sempre estaria com ela. Mas por que o pai dela, que todos dizem que a ama demais, não aparece para salvar ela?
T: PAI!
Torunn gritou, chorando.
T: Maria me disse que você pode me ouvir onde quer que eu esteja. Pai, por favor, me ajude. Eu não quero ficar aqui. Pai, se você me ama, eu imploro, venha me salvar. Me ajude. Por favor.
Torunn se encolheu e deitou no chão por causa do frio, ela continuou chamando pelo pai, chorando baixinho, até pegar no sono.
...
Francis e James estavam coordenando as buscas pelas ruas, iam perguntando para as pessoas se viram uma menina com as características da Torunn.
Sara segurou na mão de James, porque ela tem medo de se perder na rua.
J: Pode me largando.
Sara: Mas eu tô com medo.
J: E por que é que você veio junto, então?
Azari segurou na mão de Sara. Sara sorriu pra ele.
Um senhor finalmente tinha notícia de Torunn, esse senhor estava vestindo um sobretudo e um chapéu que encobria metade do rosto, não permitindo ver claramente quem era. O senhor indicou que Torunn entrou naquele beco.
J: Torunn sabia que aqui era perigoso, não ia entrar.
F: Se ela sabia que era perigoso, então ela ia entrar.
J: Claro que não ia.
F: Claro que ia.
J: Não ia!
F: Ia sim!
J: Acha que conhece ela melhor que eu?
F: Você acha que sabe tudo sobre ela?
Pym: Gente! Gente! Olha aquilo!
Haviam uma nuvem colorida no fundo do beco, chamando a atenção deles.
A: Melhor a gente chamar nossos pais e informar onde estamos, eu vou ficar muito encrencado, pessoal.
F: Vou ver o que é.
A: James, deixa ele ir, vamos esperar.
James já estava indo atrás de Francis, e Pym foi logo atrás. Azari revirou os olhos e suspirou.
A: Ninguém me ouve.
Azari veio atrás deles.
F: O que é isso?
Pym: Parece um portal tridimensional.
J: Que?
F: Ele deve assistir muito desenho animado.
Sara olhou para os lados, procurando sua boneca nova.
Sara: Minha boneca!
Os 4 ficaram discutindo sobre o que era o portal e ignoraram Sara.
Sara: Minha boneca, minha boneca!
J: Sara, cala a boca!
S: Mas minha boneca...
Sara fez um bico e estava pronta para chorar, quando ela olhou pra rua e viu sua boneca na calçada, ela sorriu mas um cachorro que passava, mordeu a boneca e levou para o meio da rua. Ele largou a boneca no meio do asfalto e foi embora.
S: Minha boneca!
Sara franziu a testa, determinada e com jeito soltou da mão do Azari, que nem notou, por estar discutindo os riscos de entrarem no tal portal.
Tudo aconteceu muito rápido. O portal começou a diminuir de tamanho e a sugar o que estava por perto, os meninos foram tragados para dentro da nuvem, que se fechou e desapareceu, ao mesmo tempo Sara correu para o meio do asfalto e agarrou a boneca, ela abraçou a boneca e ao olhar para a rua, ela apenas fechou os olhos e tentou se proteger, do caminhão que vinha na direção dela, tentando de todos os jeitos frear a tempo.
...
H: Natasha, um agente localizou as crianças lá perto de casa. Está tudo bem, eles só fugiram.
N: Fugiram?
S: Eles não fugiriam.
N: James não, já Sara...
S: Talvez James tenha ido para proteger ela.
Natasha e Steve subiram na moto, Hill, Sam e Clint foram num carro logo atrás. Jess e Carol ficaram na casa de Natasha, monitorando as buscas por Torunn.
Assim que alcançaram a rua. Natasha e Steve avistaram Sara correndo pra rua e um caminhão indo na direção dela.
N: SARA!
Natasha não conseguiu ter reação, nem Steve.
O mesmo senhor que deu a informação para os jovens, passou correndo, a pegou nos braços e a deixou na calçada a tempo de salvá-la. Sara abriu os olhos e olhou para o senhor. Ela o viu claramente, porque ele ficou bem próximo dela.
Na verdade, não era um senhor, era um homem, parecia ser pouco mais velho que o pai dela e muito bonito também. Ele piscou para Sara, que sorriu para ele. Logo Natasha e Steve se aproximaram dela, e uma multidão de pessoas se aglomerou em volta.
Natasha a agarrou forte.
N: Sara, você está bem? Se machucou?
Sara: Tô bem, mamãe, o moço me salvou.
Steve olhou em volta à procura do homem para agradecer, mas ele não estava mais lá.
A preocupação de Natasha, cedeu lugar à raiva.
N: Você é maluca? O que você tava pensando? Correr pra rua? Sair de casa sem ninguém?
Sara agora se assustou e os olhos encheram de lágrimas. Steve a pegou no colo e Sara escondeu o rosto no ombro dele.
S: Natasha, calma.
N: Calma? Você quer que eu tenha calma? Você tá de sacan...
Clint segurou no ombro de Natasha e a afastou, ela estava muito descontrolada e estava assustando não só a Sara, como a todos também.
Steve afastou Sara o suficiente para olhar ela nos olhos.
S: Cadê o James e os meninos?
Sara apontou pro beco.
S: Não tem ninguém ali e James sabe que não deve passar por esse beco.
Sara: Tinha uma nuvem muito bonita. Acho que eles entraram.
S: Sara, está inventando coisas?
Sara: Não, é verdade.
C: Sara, como era essa nuvem?
Sara: Colorida! Diferente, e tinha um buraco preto no meio dela.
S: Conhece algo assim? Que cara é essa, Clint?
C: Vi algo do tipo, quando Loki apareceu aqui na Terra pela primeira vez.
S: Loki? Ele não está preso em Asgard?
H: Meu Deus, isso é coisa de Loki. Loki está com a Torunn!
Sam: E com as crianças todas, então.
N: Eu vou matar Thor por ele não ter matado Loki quando teve a oportunidade e depois eu vou matar Loki, lentamente.
Sara: Mamãe vai matar quem?
Natasha se deu conta das coisas que estava falando na frente de Sara. Steve explicou para Sara que não era sério, que a mãe só estava brincando.
S: Sam, leve a Sara pra casa, vamos ficar e procurar os meninos.
...
James, Francis, Azari e Pym aterrissaram no mesmo planeta onde Torunn se encontrava, no mesmo local onde Torunn aterrissou. Não havia ninguém.
P: Que frio!
A: Aonde é que nós estamos? Por que que está de noite? Isso é o Apocalipse! Punição dos meus ancestrais por ter fugido dos meus pais. Estou tão ferrado.
F: Que lugar... Iraaaado!
J: Irado? Viemos parar aqui por culpa sua! Como vamos voltar pra casa?
F: Casa, casa, casa... Relaxa! Nossos pais são os Vingadores, irão nos achar.
Eles conversavam, e o exército do Gigantes de Gelo os cercaram.
J: O que é isso?
P: Cruzes!
A: Apocalipse.
Azari fez o sinal da cruz.
P: Será que são do bem?
F: Por aquela lança de gelo se formando nos braços dele, tenho certeza que não.
J: CORRAM!
E foram o que fizeram, correram como nunca, por sorte o exército de gelo não se movimenta na mesma velocidade e eles conseguiram desviar deles, e ganhar distância. Eles acabaram indo na mesma direção onde Torunn se encontrava.
Torunn estava deitada no meio da neve e acordou com o som de crianças gritando. Ela abriu os olhos e se sentou.
T: Essa voz... Não pode ser.
Torunn olhou para 4 pontos no meio da neve, correndo na direção dela. Ela se levantou e olhou melhor. Sim, era James, seu amigo de infância.
T: James!!!
James avistou Torunn e todos correram pra ela.
J: Torunn!
Os dois correram na direção um do outro e se abraçaram. Torunn começou a chorar de nervoso e emoção.
T: James! Como? Eu achei que nunca mais ia ver vocês. Azari o que você tá fazendo aqui? Francis! E quem é esse?
P: Eu sou o Pym.
Os Gigantes de Gelo se aproximavam.
J: Temos que fugir!
T: Tudo bem! Deixa comigo. Fiquem atrás de mim.
F: Tá louca?
T: Eu sou filha de Thor e Lady Sif, sou imortal.
J: Imortal? Ninguém nunca disse que é imortal.
T: Eu estou dizendo. Se meus pais são deuses.
O exército se aproximou e Torunn entrou na frente dos amigos e estendeu a mão, num gesto de pare, como o tio dela, Loki, fez.
– Você não é o mestre!
T: Sou sobrinha dele e ordeno que nos deixem em paz.
– Ordena?
Os Gigantes começaram a rir.
T: Vocês duvidam? Pois quando meu tio retornar e ele irá, contarei que desobedeceram minhas ordens! Portanto desobedeceram ao próprio Loki.
As criaturas parecem ter ficado confusas.
– Melhor esperarmos o mestre voltar e saber se podemos brincar.
– Sim, melhor esperar o mestre.
– Menininha abusada.
Os Gigantes foram embora resmungando.
Torunn estava satisfeita consigo mesma por tê-los afastado. Ela olhou para James e os demais, sorrindo e esperançosa.
T: E, então, vamos pra casa.
F: Como?
T: Como assim, como? Vocês chegaram aqui por onde? Vamos sair por lá.
J: Não sabemos. Fomos jogados aqui.
A: Então, estamos presos nesse lugar?
Torunn estava em negação, toda esperança que ela tinha acabou. E agora os amigos dela estavam presos junto com ela e ela não sabe o que será deles quando Loki voltar, ela não pode proteger eles de Loki sozinha.
J: Torunn, tá tudo bem? O que foi?
T: Eu... Eu só... Preciso de um tempo.
Torunn correu de novo em direção de uma caverna, ela entrou e se ajoelhou e começou a chorar de novo.
T: Pai... Você me ouve? Eu não sei se isso é verdade, ou se Hill disse isso para me deixar mais alegre quando eu era pequena. Eu não vou mais pedir que venha por mim, eu só peço que por favor, ajude meus amigos, eles são a minha família, assim como a Hill, que não merece passar pela preocupação que deve estar. Por favor, pai, me ajude a proteger minha família.
Torunn esperou e esperou, ela fechou os olhos e suspirou. Ela ouviu os meninos se agitarem e correr na direção da caverna gritando. Torunn se levantou e saiu da caverna e entendeu o motivo da gritaria. Um objeto vinha pelos céus na direção deles, havia chamas saindo do objeto.
J: O que é isso?
F: Disco voador?
P: Não, isso é um meteoro!
A: Igualzinho no Apocalipse que minha mãe falou, é o nosso fim.
Torunn se aproximou deles e enxugou as lágrimas e sorriu.
O objeto atingiu o solo, causando uma grande cratera e levantando uma cortina de poeira.
Torunn correu para dentro da cratera.
J: Torunn! Espera.
Torunn se aproximou do objeto, brilhante, reluzente e maravilhoso.
Os meninos se aproximaram para ver o que era.
F: Ué, uma espada voadora?
T: É do meu pai, para mim! Ele me ouviu! Ele me ouviu!
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