New Rules
1 Oh Gosh!
Notas iniciais

Ladybug lançou seu ioiô na direção da akumatizada, que desviou e deu uma risada alta com a tentativa falha da heroína. Em seguida, atirou um raio pelo seu microfone na direção dos heróis.
A vítima da vez era Nadja Chamack, a repórter do canal de televisão local. Depois de pedir por uma entrevista exclusiva com Ladybug e Chat Noir – pois foi obrigada a encontrar um furo de reportagem sobre a dupla para salvar seu emprego –, Nadja acabou mostrando fotos fora de contexto dos heróis, como se fossem um casal e os obrigando a admitir que estavam apaixonados. Por mais que Ladybug insistisse que não.
Como eles poderiam ser um casal se nem se conheciam por trás da máscara?
Depois que a dupla decidiu se retirar da entrevista tendenciosa, a audiência caiu, deixando a chefe de Nadja chateada ao ponto de demiti-la. E então Hawk Moth entrou em cena, transformando Nadja na Rainha Repórter.
— Vocês não vão escapar de mim! – continuou atirando, então Marinette e Adrien foram recuando até ficarem próximos do elevador.
A luta acontecia no topo do prédio da emissora e estava sendo transmitida ao vivo para a cidade de Paris.
— Aciona o elevador. – disse a joaninha.
— Como quiser, my lady! – Chat apertou o botão – Viu como eu faço o que pede? Ainda acho que seríamos um belo casal!
— Somos uma dupla, não um casal! – Ladybug repreendeu, porém enquanto o fazia, desviou a atenção da vilã por alguns segundos, que aproveitou e atingiu os dois com o raio, fazendo com que caíssem dentro do elevador. – Fecha, fecha! – Chat Noir começou a apertar os botões, mas a porta não fechava.
— Ok, código vermelho. Cataclysm! — o brilho negro tomou conta da mão do herói, que a colocou no painel e fez com que o sistema falhasse e o elevador começasse a cair ao poucos em pequenos solavancos. – A saída de emergência não quer abrir. – disse o garoto fazendo força.
— Agora é código vermelho. Lucky Charm! — uma chave de fenda com a mesma estampa do uniforme da heroína apareceu em suas mãos, e logo a garota descobriu o que deveria fazer.
Marinette foi até o painel e usando a chave, tirou os parafusos e a placa.
— Qual fio deve ser? – Adrien questionou.
— Vermelho? – eles deram de ombros, não tinham nada a perder. Então Ladybug puxou o fio vermelho, fazendo com que as portas abrissem – Vamos pular assim que passar por um andar.
— Certo. – os dois se prepararam e assim que houve uma parada no andar, pularam, deixando que o elevador continuasse sua queda.
— Logo nossos Miraculous vão ficar sem carga, precisamos nos esconder e alimentar nossos kwamis. – disse a garota, aceitando a mão estendida do amigo para ajudá-la a levantar.
— Antes eu preciso do seu celular.
— O quê? Por quê?
— Anda logo. – Marinette revirou os olhos e entregou, logo Adrien pegou o seu e jogou os dois no chão, pisando em cima.
— Porque você fez isso?
— Ela pode atravessar as telas, lembra? E depois o seu poder vai consertá-los de qualquer forma.
— Certo, mas nossos celulares não são as únicas telas aqui. – a joaninha apontou para os computadores do escritório. – Vamos quebra-los.
Ladybug e Chat Noir correram com certa pressa e foram batendo seu ioiô e bastão em cada tela que viam pela frente.
— Foram todas?
— Acho que sim. – Ladybug parou ao lado do parceiro e olhou em volta – Olha, faltou uma. – apontou para o outro lado da sala. – Vamos! – ambos correram o mais rápido que podiam, porém um brilho azulado começou a surgir na tela, ao mesmo tempo que ouviram o bipe de seus Miraculous.
— Ela está aqui, precisamos nos esconder! – Chat Noir segurou a mão da parceira e a puxou para dentro do armário do zelador.
— Vocês podem correr, mas não podem se esconder! – a vilã esbravejou enquanto atirava raios aleatoriamente, tentando encontrar a dupla.
— Não vai demorar muito até que ela nos encontre! – Adrien sussurrou.
— Shh! – Marinette colocou o indicador na frente dos lábios do parceiro e apontou para cima, onde tinha a saída de ventilação. Rapidamente, Chat Noir ajudou a heroína a subir e por fim subiu atrás. O loiro fechou a grade novamente e os dois ficaram observando com cuidado para não serem vistos.
Rainha Repórter abriu a porta do armário, mas felizmente não viu os heróis escondidos. Depois de uma rápida olhada, saiu e voltou a procurá-los em outros lugares.
— Eu acho que nós... – Ladybug começou mas foi interrompida pelo brilho verde que tomou conta do local. A transformação de Chat Noir tinha chegado ao fim – Não!
Antes que a garota conseguisse ver quem estava por trás da máscara, o brilho avermelhado se espalhou e sua transformação havia chegado ao fim também.
Num ato de puro impulso, os dois se encararam e logo não acreditavam no que viam.
— Marinette?
— Adrien?
A garota arregalou os olhos sem conseguir esboçar nem uma outra reação, quem dirá falar alguma coisa. Sentia-se extremamente constrangida e surpresa. Nunca imaginaria Adrien por baixo da roupa de gato. Já ele, ficou contente por Marinette ser sua lady, embora fosse uma grande surpresa e fizesse com que ele não conseguisse pensar direito também.
— Wow! – ficaram paralisados até que ouviram a voz de Tikki.
— Surpresa! – Plagg balançou as mãozinhas – Agora, será que podem nos dar alguma comida?
— Espera, espera! Informação demais! – Marinette colocou as mãos no rosto e balançou a cabeça com os olhos fechados – Isso só pode ser um sonho!
— Digo o mesmo! – Adrien deu um sorriso de lado e a garota o encarou com uma careta.
Era uma situação pra lá de esquisita.
— Você fala como o Chat Noir, mas não se parece com ele. – o loiro riu.
— Já você é exatamente como a Ladybug.
Marinette respirou fundo e decidiu ignorar todo o sentimento de vergonha e confusão que tomava conta de si – por conta da sua paixão da escola ser o seu parceiro de batalhas diárias contra akumas – e deixou que o espírito da Ladybug voltasse a ficar no comando.
— Certo, certo. Falamos disso depois, agora precisamos dar um jeito nesse akuma. – abriu a bolsa e entregou um biscoito para Tikki.
— Adrien, eu estou com fome! – Plagg fez uma pose dramática, o que fez o garoto revirar os olhos e tirar o camembert de dentro da blusa.
— Vamos precisar de alguns minutos ainda. – Tikki falou e Marinette assentiu.
— Precisamos fazer algo enquanto isso. Vai indo pra lá e vamos sair em algum outro lugar. – a garota apontou para Adrien ir seguindo pelo duto.
— Como quiser, my lady! – disse o loiro, deixando sua parceira totalmente corada. Por sorte estava de costas pra ela e não tinha visto.
Ladybug não ficava corada com grande parte dos flertes de Chat Noir, pois já estava acostumada. Mas era diferente estando sem as máscaras, principalmente porque o garoto era ninguém menos que Adrien Agreste.
Depois de andar por alguns minutos pelo duto, Adrien abriu a grade da saída que dava para a escadaria de emergência do prédio. O garoto desceu e depois ajudou sua parceira.
— Podíamos chamar a atenção dela para fora do prédio, só pra ganhar um tempo. – Marinette sugeriu.
— Como? – a garota olhou em volta e teve uma ideia ao ver o extintor de incêndio. Então rapidamente pegou o objeto e subiu as escadas, acompanhada por Adrien e os kwamis. Em seguida, foi até o topo do prédio.
— Vamos jogar isso no carro da Nadja.
— Mas a filha dela pode estar no carro.
— Não, a filha dela está com a... – hesitou por alguns segundos, mas notou que não precisava mais esconder isso, já que os dois estavam trabalhando juntos sem a máscara, então manter isso em segredo era inútil – Está com a Alya.
— Ok, deixa comigo. Só me diz qual é o carro.
— O azul, provavelmente bem na frente. – Adrien segurou no parapeito com uma mão e com a outra segurou o extintor, mirou no carro e atirou.
A dupla ficou olhando o objeto cair, até que atingiu o carro da repórter, fazendo com que o capô do veículo ficasse amassado e o alarme disparasse.
— O que foi isso? – ouviram a voz da Rainha Repórter, que aparentemente estava perto do terraço, mas agora parecia ter se afastado.
— Boa! – os dois fizeram o toque de quando derrotavam um akuma e se esconderam atrás de uma estrutura do prédio.
Permaneceram sentados lado a lado em silêncio, sem ao menos olharem um para o outro. Era muito cedo para uma interação descontraída, o choque pela descoberta das identidades ainda era grande.
— Acho que estamos prontos! – Tikki anunciou depois de alguns minutos, fazendo com que Marinette soltasse a respiração que nem sabia que estava prendendo.
— Ótimo! – exclamou aliviada – Tikki, spots on!
— Plagg, claws out!
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