New Rainbow
6 Who do you think you are?
Notas iniciais
O beijo foi longo, mas uma hora tinha que acabar
--- desculpa, de verdade é que...
---tudo bem!
---eu acho que já vou indo!
--- tudo bem – meu tom de meio feliz foi para triste
Assim que ele foi embora, me senti a pior das garotas, eu beijava tão mau que ele queria sair de perto de mim, ou ele não gostava de mim e só queria me beijar e eu criei ilusões bobas e burras, então resolvi me trancar no cofre da minha mãe
Assim que entrei no escritório do papai abri a parede secreta e digitei a senha secreta, eu sabia por que papai sempre soube que ali era um lugar bom pra eu pensar. Logo a enorme porta se abriu e eu entrei, ela fechou.
Peguei o álbum de fotos da minha mãe e comecei a ver as fotos de quando ela era modelo. Minha mãe era tão linda, porque não peguei a beleza dela, era tão inteligente dinâmica, esperta, enfim era a mulher perfeita e eu era um poço de imperfeições e erros, precisava tanto dela agora.
Depois de muito chorar, acabei pegando no sono
Acordei, olhei no meu relógio de pulso, já eram 07:45, estava extremamente atrasada. Sai rapidamente do cofre, me arrumando mais rapidamente possível. Peguei minha quase nunca usada bicicleta e corri em direção à escola
Quando cheguei lá, dei uma ultima olhada no espelho da minha bike, meu cabelo estava um horror, minha maquiagem um desastre, minhas roupas amassadas, estava igual a uma palhaça
Bem tinha que ser daquele jeito mesmo. Corri pelo corredor, chegando à minha classe era aula do professor Kevin e ele iria me deixar entrar, sorte. Abri a porta bem devagar torcendo para ninguém perceber minha presença, não adiantou, a porta velha rangeu e fez todos olharem na minha direção, inclusive ele, as conversinhas começaram, isso me fez sentir pior ainda
Senti uma mão em meu braço, olhei, era a mão de Mary, me sentei ao seu lado e ela começou a tagarelar
---primeiro, onde você estava; segundo onde você dormiu; terceiro por que você ta tão trash?
---posso falar? Eu estava em um cofre; no cofre; por que eu estava atrasada, me maquiei correndo e meu cabelo vôo com o vento e estragou.
--- bem senhorita Mackenzi, você me deva uma explicação!
--- é professor, é que eu fiquei trancada no cofre da família e meu pai teve que mandar um cara abrir e levou a noite inteira então eu dormi e acabei perdendo a hora!
--- sim, é uma longa e convincente historia, bem que não se repita, por favor – no fundo sabia que minha historia foi muito mirabolante e que ninguém acreditou, mas o professor não queria me ferrar
--- me empresta aquela sua escova?
---claro – ela pegou e deu na minha mão
--- agora me conta o que aconteceu ontem!
--- ah, Mary Anna eu quero morrer!
--- por quê?
--- quero colo da minha mãe!
--- para com isso!
---minha mãe era tão perfeita!
--- ninguém é prefeito!
---ela era eu sou um erro ambulante!
--- você não é um erro!
--- sou tão errada que matei a pessoa que me amava!
--- não foi sua culpa!
--- foi sim, eu não devia ter nascido!
--- ah, se você não tivesse nascido eu não teria uma melhor amiga!
--- eu te adoro – falamos juntas, a única coisa que conseguimos fazer foi nos abraçar
Continuamos a aula com ela arrumando minha maquiagem e meu cabelo
Percebe que Gerard estava do outro lado da sala, isso conseguiu me deixar mais desanimada ainda. Na aula de matemática decidi contar o que tinha acontecido
--- Mary
--- que?
--- ele me beijou
--- oque?
--- ele me beijou, droga
---não, não é droga, é muito bom
--- não, não é muito bom, não grita, não briga e, por favor, não me mete em confusão
--- ta, ta bom prometo, agora fala!
--- ele me beijou e...
--- e você gostou?
--- me deixa falar? E depois ele foi embora!
---ele foi embora? – ela gritou o que fez todos no olharem
--- cala a boca Mary!
---que garoto faz isso?
--- o garoto da matemática senhorita Delacarella!
--- desculpa professor! – ela disse, mas depois sussurrou – depois você me conta
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