New Moon - A outra Swan

9 Livro 2 :Jacob - As irmãs Swan.


Notas iniciais
Vamos ver os fatos do ponto de vista do Jake a partir de agora.

Meu pai havia insistido para que eu ligasse para Bela, em algumas visitas feitas por Charlie ele havia dito que a filha não andava bem desde o fim do namoro com o filho de Carlisle Cullen, meu pai havia dito que até aquele exato momento aquilo havia sido a melhor coisa que ele havia feito por ela.

Eu peguei o telefone e disquei, meu pai olhou-me de soslaio enquanto eu ouvia o bipppp longos, bippp um, bipppp dois, bippp três – Alô! Uma garota atendeu.

— Ei, oi, tudo bem! Eu tentei não parecer muito empolgado – Eu gostaria de falar com a Bela por favor.

— Só um instante, mas a quem eu devo anunciar? A voz melódica e um pouco infantil me perguntou, eu rolei os olhos.

— Jacob! Respondi.

— Ah! Jacob! Me pareceu que o Jacob saiu em um tom mais exaltado na linha, a garota pigarreou – Ela acabou de sair.

— Sério? Minhas sobrancelhas se franziram em minha testa – Você pode dizer a ela que eu liguei?

— Claro, pode deixar que eu direi!

— Obrigado! Agradeci.

— De nada tchau Jacob! Ela respondeu desligando o telefone.

Meu pai me olhou como se esperasse que eu dissesse algo a ele, mas eu apenas o ignorei e fui para o meu quarto.

Depois daquele dia eu liguei mais algumas vezes, para ser bem honesto eu havia ligado três vezes na semana nos últimos quatro meses, mas todas as vezes quem atendia era Charlie ou a garota desconhecida que um belo dia se apresentou para mim, ela se chamava Carlie.

Meu pai continuou me encorajando, eu não entendia por que diabos meu pai insistia para que eu não desistisse de Bela, tudo bem que ele sabia que eu gostava dela, isso era bem obvio, mas parecia haver uma razão grandiosamente importante por trás daquilo tudo, e quando ele e Charlie estavam juntos eu tinha um encorajamento duplo.

Eu não havia ligado na ultima semana, meu ego masculino havia me alertado sobre o tal do amor próprio, Quil, Embry e eu fazíamos alguns programas juntos após a escola e naquela manhã eu estava em casa, era sábado e não havia aula, meu pai e eu discutíamos sobre o ultimo resultado do jogo que havia passado na TV na noite anterior quando o som do ronco do motor do carro chamou a nossa atenção, eu olhei pela janela e a picape vermelha conhecida havia estacionado, um sorriso largo se formou em meus lábios ao ver Bela saindo do carro.

— Bella! — Eu corri baixando a minha cabeça e evitando que eu a batesse na porta, meu pai quando havia construído nossa casa não calculou que o seu filho fosse crescer tão rápido e acima da média para a idade.

— Oi, Jacob! — Ela respondeu dando um sorriso tímido, meus olhos desviaram dela e caíram sobre a garota que estava ao seu lado, era baixinha, muito mais baixa do que Bela, tinha a pele clara, o formato do rosto oval, os olhos eram verdes e grandes, e os lábios carnudos, ela era bonita, tudo bem a quem eu queria enganar, Bela era bonita e a garota era linda, desviei meu olhar o retornando para Bela que fez as apresentações – Essa é Carlie, minha irmã!

A garota olhou para mim, só então percebi que ela não havia notado minha breve e rápida análise, agradeci por isso – Oi Jacob! Ela me cumprimentou, só então lembrei do nome, era a garota que havia atendido a maioria das minhas ligações.

— E ai Carlie! A cumprimentei.

— Nessie! Eu prefiro que me chame assim.

— Nessie também é legal! Eu respondi, mas porque diabos ela preferia Nessie? Deixei isso para lá e voltei minha atenção para Bela que sorriu para mim.

Eu também sorri e algo se encaixou em silêncio, como duas peças correspondentes de um quebra-cabeça, dei alguns passos e parei a pouca distância dela e ela me olhou surpresa, inclinando a cabeça para trás, apesar da chuva que golpeava seu rosto. — Você cresceu de novo!

Eu queria que ela notasse isso e suas palavras me fizeram sorrir, e meu sorriso se alargou de uma forma impossível. — Um e noventa e quatro! Respondi, desviei o olhar para a baixinha ao lado e ela virou o rosto olhando para o outro lado. Será que ela havia entendido errado?

— Você está enorme.

Eu sorriu. — Vamos entrar! Vocês vão ficar encharcadas.

Bela e a irmã concordaram e eu segui na frente na direção da porta, ao passar por ela falei animado para Billy que lia seu livro na sala — Ei, pai, olhe quem parou por aqui.

— Ora, quem diria! Meu pai a cumprimentou- É bom ver você, Bella e mocinha quem é? Perguntou curioso ao olhar para a garota.

— Essa é minha irmã, Nessie! Ela respondeu.

— Então é a caçula Swan, quando a vi era um bebê e agora é uma moça.

— O que a traz aqui? Está tudo bem com Charlie?

— Sim, claro que sim. Só queria ver o Jacob... Havia séculos eu não o via – Bela respondeu.

Eu sorri, novamente, sorri largamente, ela havia sentido a minha falta, e eu quem pensava que ela estava me evitando— Pode ficar para o jantar? — Billy falou também estava ansioso.

— Não, preciso alimentar o Charlie, você sabe.

— Vou ligar para ele agora — Meu pai sugeriu— Ele é sempre um convidado.

Enquanto observava a conversa com cara de bobo percebi o olhar de Carlie para mim, em seguida baixou a cabeça e riu, eu virei o rosto e também ri, ri para esconder meu desconforto.

— Mas até parece que vocês nunca mais vão me ver. Prometo que vou voltar logo... Tanto que vão ficar enjoados de mim.

Meu pai riu. — Tudo bem, talvez da próxima vez.

— E então, Bella, o que quer fazer? — perguntei.

— Qualquer coisa. O que estava fazendo antes de eu te interromper?

— Estava indo trabalhar no carro, mas podemos fazer outra coisa...

— Não, isso é perfeito! — Ela me interrompeu

— Eu adoraria ver seu carro! Carlie falou olhando para mim, eu sorri para ela.

Está lá nos fundos, na garagem.

Os olhos de Carlie se fixaram no carro que eu estava montado, ela sorriu apressando os passos a nossa frente e sorriu largamente — Que modelo de Volkswagen é esse? Perguntou com uma expressão de felicidade.

A olhei curioso, a baixinha conhecia carros? — É um Rabbit antigo... De 1986, um clássico.

— Ele funciona?

— Você entende de carros?

— Um pouco, ela sempre ajuda Phil na garagem! Bela respondeu

— Legal!

Um silencio se formou entre nós três, tentei não me lembrar de maio passado, no baile da escola, meu pai havia me subornado com dinheiro e peças do carro para levar um recado a ela.

— Jacob, o que você entende de motocicletas? Carlie perguntou puxando um novo assunto.

Alguma coisa. Meu amigo Embry tem uma moto velha. Às vezes trabalhamos nela juntos. Por quê?

Bom... Comprei há pouco tempo duas motos e elas não estão nas melhores condições. Pensei se você poderia colocá-las para funcionar – Bela explicou;

— Legal! Vou tentar!

— O problema é que Charlie não aprova motos, então não pode contar ao Billy! Bela falou em tom de desafio.

— Claro, claro. — Eu sorri. — Eu entendo.

— Vou pagar a você —

— Não. Quero ajudar. Não pode me pagar.

— Vamos fazer uma troca, precisamos das motos de umas aulas também.

— Fechado

— Espere um minutinho... Você já pode dirigir? Quando é seu aniversário?

— Você esqueceu ! Brinquei fingindo estar ressentindo— Tenho 16 anos.

— Desculpe por seu aniversário.

— Não se preocupe. Eu perdi o seu. Quantos anos você tem, 40?

— Perto – Bela riu— Vamos fazer uma festa conjunta para compensar.

— Parece mais um encontro! Respondi.

Carlie riu alto e Bela e eu olhamos para ela — Eu lembrei de uma piada! Disse ela.

Eu precisava conter o meu entusiasmo, mas simplesmente eu havia esperado muito tempo desde a última vez que eu havia a visto, eu começava a perceber que diversão da baixinha ao lado que sempre fazia uma piada de algo que eu falasse, decidi pegar mais leve.

Descarreguei as motos depressa da traseira do carro, empurrando uma após a outra para a garagem e abri a trazeira do rabbit para que as garotas se sentassem de uma forma mais confortável, começamos a trabalhar, as motos não estavam tão ruins, tinha uma Harley Sprint antiga que ficaria perfeita se passasse por um bom reparo.

— Vai custar algum dinheiro, vamos ter que economizar para comprar as peças.

Bela olhou para a irmã e um bico se formou em seus lábios – Por que está olhando para mim? A baixinha perguntou desconfiada– Até onde eu sei você é a única que trabalha aqui.

Baixei a cabeça e ri.

— E você é quem tem economias.

— Não vou gastar nas suas motos!

— Eu posso ajudar, tenho algum dinheiro guardado. Do fundo da universidade, sabe como é — Sugeri

— Não vai gastar o dinheiro da sua faculdade! A baixinha me falou em um tom de autoridade.

— Está decidido Nessie vai nos emprestar!

— Eu não..A baixinha não terminou a sua fala, Bela passou um dos braços por trás da nuca dela e tapou a sua boca com a mão, eu apenas rir enquanto a irmã mais nova tentava se liberta da mordaça.

— Vocês duas são bem legais!

Comecei na mesma hora a desmontar as motos enquanto conversávamos sobre meu ano na escola, Bela tinha mais sorte que eu pois estava indo para seu ultimo ano e eu tinha mais sorte que Nessie por estar no segundo enquanto ela estava no primeiro, tentei não falar muito sobre as peças e ferramentas, a não ser quando pedi uma chave de fenda simples e Bela me entregou uma em cruz grega.

— Chave de fendas não são tudo iguais? Bela reclamou indignada consigo mesma.

— Na verdade não! Eu sorri para ela.

Nessie se aproximou da minha caixa de ferramentas e retirou duas chaves de fendas, e colocou uma ao lado da outra na frente da irmã – Qual a diferença?

Virei meu rosto na direção das duas irmãs – Uma é grande e a outra pequena? Bela respondeu.

A baixinha rolou os olhos – Essa é uma chave Allen, formato de L ou T e pontas abauladas que podem ser utilizadas nas duas extremidades, e em diferentes posições – Explicou ela- essa chave é utilizada para apertar ou afrouxar parafusos sextavados, em diferentes locais e profundidades.

Eu franzi minhas sobrancelhas a observando

— E essa é apenas uma chave e fenda, ela gira, afrouxa ou aperta parafusos, simples.

— Onde você aprendeu essas coisas? Bela perguntou franzindo as sobrancelhas.

— Por que acha que eu gosto de passar tanto tempo com Phil?

Torci os lábios olhando para elas – Sua irmã é legal!

— Obrigada! A baixinha agradeceu.

—O que tem feito nas horas vagas? Bela perguntou mudando o rumo da conversa – Quando não está na escola?

— Eu geralmente fico com Quil e Embry, fazemos as coisas juntos! Respondi voltando a olhar para o motor da moto.

— Quil e Embry? — Nessie me interrompeu— São nomes incomuns.

Dei um sorriso — Quil é nome herdado de família e acho que Embry foi uma homenagem a um ator de novela.

A baixinha gargalhou, definitivamente isso não ia dá certo — Mas não posso ficar comentando ele vão ficar furiosos se veem você rindo dos nomes deles, vão partir pra cima de você- tentei alerta-la.

— Amigos legais. — Bela ergueu as sobrancelhas.

— Eles são, é só não mexer com o nome deles.

Nesse momento um chamado ecoou ao longe. — Jacob? — gritou alguém, ou melhor eu sabia muito bem quem estava gritando — Não. — Murmurei baixando minha cabeça — E por falar no diabo, aparece o capeta.

Houve um breve silêncio, e Embry e Quil entraram.

— Oi, rapazes

— Oi, Jake! Quil respondeu, percebi que ele lançou um olhar malicioso para a irmã de Bela e em seguida a cumprimentou – Oi, e ai?

— Quil, Embry... Essas são minhas amigas Bela e Nessie.

— As filhas de Charlie, não é?

— É isso mesmo — Bela confirmou.

— Sou Quil Ateara .

— É um prazer conhecê-lo, Quil! Bela respondeu.

— Oi, Nessie eu sou o Embry, Embry Call... Mas você já deve ter deduzido isso. — Embry deu um sorriso tímido e acenou, depois meteu a mão no bolso do jeans.

Não consegui evitar de rir, aquilo havia sido ridículo.

— É um prazer conhecê-lo também.

— O que estão fazendo? Perguntou Quil.

— Trabalhando em umas motos! Respondi.

Quil e Embry examinaram as motos e começamos a conversar, lancei um olhar sobre Bela e era visível que as palavras que usávamos eram desconhecidas para ela, enquanto a irmã parecia entender a empolgação deles.

Lancei um olhar de desculpas para ela. — Estamos chateando você, não é?

— Não! Ela prontamente respondeu.

— É que preciso fazer o jantar para Charlie.

— Ah... Bom, vou terminar de desmontar as duas hoje à noite e ver de que vamos precisar para começar a restaurar. Quando vai querer trabalhar nelas de novo?

— Posso voltar amanhã?

Quil cutucou o braço de Embry e eles trocaram um sorriso, os encarei sorrindo para ela. — Seria ótimo!

— A gente se vê amanhã Jacob! Bela falou puxando a irmã pela mão que sorriu para Quil acenando para ele, nós três as observamos enquanto caminhavam na direção da picape.

— Ei Embry, a baixinha é muito linda! Quil comentou dando um sorriso – Acha que tenho chances com ela? Você poderia falar de mim para ela Jake.

Dei um tapa na nuca de Quil – Ai! Ele reclamou – Isso doeu.

— Se um de vocês puser um dedo que seja no meu terreno amanhã eu mato vocês.

— Qual é Jake são duas garotas, você não é a fim da mais velha? Embry perguntou.

Embry me observou pegar a chave inglesa e correu, eu corri atrás dele.